Oblivion (Dramione)
7 Capítulo 7
Notas iniciais
When we were young...
Depois de todo aquele desentendimento, Hyperion havia ido checar as barreiras junto ao loiro emburrado — que na concepção de Hyperion, parecia com ele quando era mais novo.
Hermione estava sentada nos pés da escada de mármore branco. Observando a água correr por debaixo dos vidros onde seus pés descançavam. A mansão nova de Malfoy fora contruída por cima de uma parte da nascente do lago que havia de frente a casa, então algumas partes da mansão o piso era de vidro, os peixinhos alaranjados nadavam por ali, causando tranquilidade — achava que era por isso que Malfoy havia construido aquela mansão ali. E Hermione achava um charme. A casa, não Malfoy.
Passou as mãos nos braços e sentiu alguém se sentar ao seu lado, e viu que era a doninha branca, observando os peixes na água junto a ela — através do vidro.-
–Hyperion, posso perguntar algo?
–O que quiser princesa.
Hermione riu e olhou para a doninha que tinha um minímo sorriso.
–Princesa?
–Era o jeito que eu a chamava quando nasceu. Peguei você no colo... Quando eu ainda era humano. — ele falava com uma tristeza na voz, que Hermione afagou as costas de Hyperion com o dedo.
–Você tem filhos?
Ouviu Hyperion respirar fundo e expirar.
–Claro, eu sou o ancestral de um clã de sangue puros. — viu a doninha brincar com os dedos. - Tem até uma lápide... Como se eu estivesse morto. — resmungou.
– E qual é esse clã?
–Vai saber com o tempo. — a cortou logo e Hermione se levantou, indo até a porta gigantesca de frente para o lago, observou um certo loiro batendo pedrinhas no lago e ficou a olha-lo.
–Não quero ferir o Malfoy, e eu aqui... Se me acharem, podem matá-lo.
–Sua casa está destruida Hermione... Eles foram lá na noite em que você foi atacada em Hogwarts, e eu aparatei antes de eles me reconhecerem. Se me vissem, saberiam onde e com quem você está. - Hyperion falou, mas tudo aquilo Hermione já previa. Também previa que não poderia comunicar a ninguém seu paradeiro.
–Temos que sair daqui Hyperion... Não sei o porquê, mas sinto que não quero perdê-lo. - A morena viu Malfoy se sentar na grama e abraçar as pernas, olhando para o lago. Sorriu. - Não importa para onde iremos, mas temos que sair daqui.
–Ok, você quem sabe... Devemos ir para o reino de Beta. Lá é o único lugar que você realmente ficará segura.
–E porquê estão me persiguindo?
–O seu sangue pode ressucitar uma coisa muito poderosa, e eles estão atrás dele. É magia negra. Se eles a pegarem, estamos todos perdidos. — Hyperion se levantou e saiu dali para preparar algo para a partida. Hermione olhou uma última vez para o loiro e saiu rumo ao quarto.
Viu o vestido de diamantes em cima do sofá do quarto e o segurou em ambas as mãos, abraçando. Hermione sentia um aperto inexplicável no coração em abandonar Draco, mas se sentia tão confusa. Porque aqueles sentimentos em relação a Malfoy se nunca havia tido nada com ele.
E aquela lembrança do piano azul escuro na sala precisa era tão viva em sua mente que parecia que poderia reviver aquele momento. Escutava a risada dele enquanto cantava junto a ela. Os olhos cinzas já eram azuis, mas os cabelos continuavam platinados.
Hermione afastou aquele momento que era tão bonito de sua cabeça e pegou sua bolsa que tinha o feitiço de tamanho não detectável e colocou o vestido lá dentro, puxou um tenis branco de lá de dentro. Era o único jeito. Aquele lindo vestido com um tênis daquele. Que merda hein Hermione...
Colocou os sapatos e olhou pela janela que entrava a brisa morna, olhando o lago, mas não viu mais o loiro.
–Acha mesmo que vai escapar de mim assim?
Sentiu o corpo petríficar ainda olhando pela janela. Sentia o olhar gélido e duro do loiro em suas costas lisas. Respirou fundo e o olhou. Bolsa... cabelos. Tudo voou pelos ares só de ouvir essa pergunta.
Os olhos dele eram como chamas azuis, que queimavam sua pele só pelo olhar dele.
–Não será uma boa se eu ficar, Malfoy. - Hermione pegou a bolsa no chão.
O loiro sentiu algo se remexer em seu estômago, uma sensação péssima. Ela não havia o chamado pelo primeiro nome. Mas sim pelo sobrenome maldito.
–Eu não sei o que anda acontecendo conosco, Malfoy. Mas eu sinto que devo protegê-lo de algo que nem mesma eu sei. Mesmo você sendo meu inimigo... - ela virou o rosto para a cama.
Era isso que ela se lembrava? Que ele era inimigo dela?!
Hermione viu a boca de Draco se contorcer, ouviu o trincar dos dentes do loiro que havia desviado o olhar e encarava a janela.
–Claro... Mas você não respondeu minha pergunta. Acha mesmo que vou deixa-la partir? Depois de todo o bombardeio de ontem? - Draco falava com a voz alterada, mas tentava manter a calma.
–Se me atacarem, pode acabar ferido! Ou até mesmo... — ela não conseguia falar, Malfoy estava agora praticamente com o corpo colado ao seu.
–Morto?... - Ele abaixou o rosto e cheiro o pescoço dela... Aquele cheiro de morangos que ele tanto adorava ainda residia ali. - Eu já estou morto... — abriu os olhos flamejantes e azuis e olhou para a janela atrás dela, se lembrando de algo que ele mesmo já deveria ter esquecido.
Hermione! — ele gritava e ria enquanto corria atrás daqueles cabelos esvoaçantes, a saia brincava em suas pernas naquela manhã gélida em Hogwarts.
–Venha me pegar se puder, Draquinho... — ela falava com nojo o Draquinho, era a forma que Pansy Parkinson o chamava.
–Quando eu te pegar, eu vou te fuder de uma forma que você não vai conseguir nem andar depois... — ele sussurrou, já sentia o membro endurecer.
E quando olhou para frente, não a viu mais. Ela havia simplesmente sumido. Olhou ao redor...
–Merda... — engoliu seco a sentir a mão pequena de Hermione abrir sua calça e puxar o pênis duro para fora e começar a masturba-lo com força.
–Feliz anivérsario, Draco... — beijou o pescoço do loiro que se segurava para não se desmanchar nas mãos da morena que tanto amava.
–... E estou vivendo o meu inferno. - ele terminou de falar e puxou a morena para um beijo de luxuria.
Hermione prontamente o correspondeu, abraçando o pescoço do loiro e pendendo para trás enquanto ele abusava de sua boca. Sentiu as mãos hábeis tocar os seios, deixando os mamilos entumecidos.
–Ahh... Draco... — ela arranhou as costas do loiro, que passou os beijos para o pescoço.
–Minha, toda minha... Hermione Malfoy.
Draco desceu as mãos para o vestido e entrou com as mãos nas coxas da morena, e tocou com o polegar, a fenda ensopada de Hermione, que arqueou as costas.
–Não vou aguentar perdê-la novamente...
–Hermione está pront...a... - Não ouve nem tempo de Hermione raciocinar e perceber que Hyperion havia entrado no quarto, Malfoy a colocou para trás dele.
Hermione olhou de canto de olho, Hyperion estava de braços cruzados e com uma cara muito maliciosa.
–Volto depois... — e saiu com a voz maliciosa. Hermione ficou vermelha como um pimentão, ainda mais por ver o enorme volume da calça de Draco, que tentava não se tremer de tesão reprimido.
–Acho melhor você ir tomar um banho... - A morena falou e foi indo para a porta, Draco a puxou, mas ela se puxou de volta.
–Não Draco... Não é certo. - ela não conseguia olhar para ele.
–E porquê não seria Hermione?!
Ela olhou para o loiro que a olhava com esperança.
–Porque... Eu amo Ronald e eu estou namorando com ele. — pareceu se lembrar daquele pequeno impencilho entre eles e saiu do quarto. Deixando um loiro atônito e com ódio de um certo ruivo.
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