Oblivion (Dramione)
22 Capítulo 22
Notas iniciais
You caused my heart to bleed and
You still owe me a reason
I can't figure out why...
AHHHHHHHHH MEU DEUS!
–Gina, fala baixo! O reino inteiro pode ouvir você gritar desse jeito! – a ruiva jogou o travesseiro avermelhado na cara da outra que morria de rir.
–Eu não acredito Mione! O Draco te pediu em casamento! – pulou nos braços de Hermione, mas tomando cuidado com a barriga, Hermione sorriu. – Graças a Merlin, né? Já estava na hora. – Gina apontou para a barriga de Hermione.
–Eu nunca forçaria o Draco a nada e pera ai! Desde quando você chama o Draco de... Draco?
Gina deu de ombros e foi no berço da pequena Lily que dormia tranquilamente – que pelo visto, havia herdado a sonolência do pai, que havia sumido com Draco e Ronald (quem diria) – para Londres, resolver uns problemas.
–Mas, cadê o anel? – Gina analisou os dedos finos de Hermione, que afagou a própria mão.
–Ele disse que me daria mais tarde, precisava fazer uns ajustes no tamanho. – sorriu e olhou pela janela do quarto de Gina, que dava de frente para uma árvore, e viu que as flores caiam e abaixou os olhos, sentiu Scorpius chutar sua barriga, soltou um suspiro e Gina olhou para ela.
–Ele não para de mexer... Está próximo, Mione. – tocou na barriga da amiga e sorriu. – Eu tenho um presente para te dar... – Gina se direcionou para o guarda roupa e abriu, tirando do fundo um embrulho negro e indo em direção a Hermione sentada na cama.
–Eu deveria te dar daqui a um tempo, mas não aguentei. – entregou o enorme embrulho para a arruivada que sorriu e abriu com rapidez, adorava presentes. Arregalou os olhos e puxou o lindo vestido em mãos.
–É perfeito Gina... – olhou maravilhada para o vestido e correu para abraçar a amiga ruiva que riu a abraçando de volta. As duas pararam de se abraçar por ouvir barulhos de vassouras, logo constatando que Harry, Ronald e Draco haviam voltado.
1 mês depois...
–Calma Hermione, você não pode ficar tão nervosa... O bebê ficará muito agitado e você está fraca, não pode se exceder. – falava a ruiva com os cabelos presos em um coque com alguns fios que escorriam pelo o rosto alvo, enquanto trabalhava na trança rebuscada de um lado de Hermione, que já estava com o lindo vestido que era totalmente rendado nas mangas e na barriga era soltinho até os pés, inteiramente em renda irlandesa, o colar havia ganho de Harry, era um lindo iluminador, 3 esferas de diamantes e no centro havia uma negra. Optou por usar uma sapatilha confortável e prateada, já que ficaria coberta pelo vestido. Os olhos eram destacados em uma maquiagem bela e escura, os lábios estavam mais neutros. O cabelo ruivo meio loiro com a trança que chegava na cintura e cheio de bolinhas de diamantes que davam um lindo destaque.
–Está linda... – tocou no tecido fino do vestido e se afastou para o observar o belo trabalho que havia feito, sorriu para Hermione, mas logo se lembrou que havia que terminar uma coisa. – Já volto.
Saiu do quarto e Hermione olhou através da enorme janela do castelo, observou que as folhas das árvores estavam alaranjadas e o céu estava negro e sem nenhuma nuvem nos céus, suspirou e ouviu a porta ser aberta, olhou para trás, vendo Ronald ajeitando – ou tentando – ajeitar a gravata borboleta negra.
–Olha... Continua com o mesmo problema de arrumar a gravata, não? – sorriu e se aproximou do ruivo de cabelos revoltos, conseguiu dar um belo laço na gravata borboleta e ajustou no pescoço de Ronald.
Ronald a olhava e tocava seu braço, Hermione ergueu os olhos.
–Em pensar... Que era eu quem deveria estar me casando com você agora. – falou com certa nostalgia e Hermione desviou o olhar.
–Se não tivesse feito aquelas bobagens...
–Nunca mudaria o amor que você sente pelo Malfoy. – Hermione olhou para Ronald, que tinha um sorriso sereno. – Eu sei de vocês dois desde o inicio. Desde o 2 ano de Hogwarts. Vocês literalmente são o Oblivion...
Hermione observou Ronald dar as costas a ela, mas ela segurou seu pulso e Ronald parou.
–Como assim...?
–Oblivion... Só pode ser realizado se você realmente tiver um motivo que realmente necessite dele. Draco poderia ter morrido quando lançou aquele feitiço em você.
–Porque? – apertou mais ainda o pulso do ruivo quando esse tentou ir embora mais uma vez.
–Porque o Oblivion, ele destrói com metade da sua alma. Para ele ser usado... Sua alma deve ser consumida, levando a morte do usuário, Condenação de esquecimento eterno. Como se ele nunca estivesse existido na sua vida. Magia negra.
Hermione se sentou na cama, assimilando coisas, e flashs de memória vinham em sua mente e ela abaixava o rosto.
–Porquê Draco não morreu?
–Porque o amor de vocês era algo que nem mesmo a morte poderia separar. Mesmo que você esquecesse quem ele era... O amor puro quebra todo o tipo de mágia, Draco não morreu porque no momento que ele lançou Oblivion, em um corpo de proteção de amor eterno, a mágica negra se tornou branca e Draco reviveu.
–Então eu salvei Draco?!
–Metade da sua alma está dentro dele, e metade da dele está e vocês. Predestinados para sempre, uma ligação de almas nunca se rompe... E nunca tente rompê-la. – sorriu mais uma vez e Hermione com lágrimas nos olhos, pulou em cima de Rony, afagando os cabelos ruivos de forma protetora.
–Obrigada por tudo, Rony... Obrigada.
–Somos o trio de ouro, não somos?! – ouviu a risada de Ronald e Hermione derramou lágrimas.
–Para sempre, Ron. – Ronald enxugou suas lágrimas e beijou sua testa, segurando em seu rosto.
–Agora, vamos te entregar para seu marido. – Ofereceu o braço para a ruiva que sorriu e passou o braço pelo dele. – Antes que aquela doninha enfarte e me lance um avada.
O castelo estava completamente iluminado por fora, com enorme bandeiras por fora de Griffindor e Slytherin, o castelo estava cheio, todos os conhecidos e amigos de Hogwarts, da dinastia de Griffindor e Slytherin estavam lá – por mais que os Slytherin eram contra a união – mas fora isso estava tudo em perfeita ordem.
O teto estava enfeitiçado como o céu que caia neve com uma linda e enorme lua por ali, os gêmeos Weasley estouravam fogos de artifícios por ali, Gina, Luna, Neville, Harry, os Weasley, Narcisa e várias pessoas estavam em pé ao lado de um loiro que mexia na gravata constantemente.
–Ela vai me abandonar aqui... – sussurrou para Harry que riu e cutucou com o cotovelo o braço do loiro que estava praticamente suando. – Olha ali...
Draco ergueu os olhos e a viu.
Dos céu, caiam pétalas de rosa branca e um pó dourado, como se fossem vagalumes dourados que caiam lentamente. O véu era pequeno, e o vestido era sem cauda, mas mesmo assim Draco sorria triunfante e Hermione ergueu os olhos para o loiro e pode sentir seu interior se aquecer ao ver o sorriso do loiro.
Os cabelos ruivos de Ronald reluziam com o pó dourado, ele a acompanhava até o altar, parecia um rei, na verdade para muitos, Ronald se assemelhava a Godric Griffindor, a cor do cabelo e dos olhos era a mesma.
Ronald havia dado a ela um buquê de rosas brancas e uma azulada no meio e a levou com o braço dado a ela, chegando na frente de Draco e pegando sua mão, os espectadores sabiam muito bem quem Ronald era a ela e aquilo era totalmente estranho nos olhos dos espectadores Griffindors.
Ronald abaixou o rosto e beijou sua mão devagar e colocou em cima da mão de Draco, e do buquê, puxou a rosa azulada do meio, ficando somente brancas, colocando a rosa azul no paletó negro.
–Aeternum. (Pela eternidade) – sussurrou para Hermione e aquela sorriu a ele, aquele era o lema deles, onde o amor viveria pela eternidade, a ruiva tocou a mão do loiro encarando os olhos azuis a sua frente e pela primeira vez se sentiu em casa.
O padre começou os votos bruxos e Draco não conseguia parar de olhar para Hermione com aquela barriga gigante. Tão linda.
–Draco Black Malfoy, você aceita se casar com Hermione Sfair Griffindor e pretende amá-la na alegria, na tristeza, na saúde e na doença até que a morte os separe? – O padre olhou para Draco e Draco riu.
–Eu, Draco Slytherin Malfoy me aceito casar contigo. – falou para Hermione e beijou na sua mão, Hermione riu baixinho.
–Hermione Sfair Griffindor, você aceita se casar com Draco Slytherin Malfoy e pretende amá-lo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza até que a morte os separe?
(Coloquem essa música — https://www.youtube.com/watch?v=iqMtlzbFqig)
Hermione sorriu para Draco, foi abrir a boca para falar e viu algo pingar em seu buquê de rosas brancas, Draco e Hermione olharam para o buquê e viram que algo vermelho havia manchado a rosa branca e outros pingos começavam a sujar e a pingar, pingando no rosto de Draco, Hermione sentiu algo escorrer por suas costas e sua mão foi onde escorria o liquido vermelho em Draco, era quente e tinha cheiro ferroso.
Aproximou do rosto, mas o castelo tremeu e algumas tochas se apagaram, olharam para o teto e perceberam que estava completamente vermelho, com nuvens vermelhas e como se uma tempestade se formasse e a chuva se tornasse... Sangue?
O castelo novamente tremeu e Hermione sentiu a cabeça doer e rodar, despencando para o chão, Draco arregalou os olhos e Hermione via.
Greyback estava com uma capa negra e com os lábios avermelhados com sangue e centenas de homens de mascaras douradas e esverdeadas, inteiramente de preto e um homem de cabelos brancos até a cintura, com um garotinho de cabelos castanhos nos ombros, roupas sujas e cabelos sujos.
Greyback apontava uma varinha dourada para a direção e todos ao mesmo tempo apontaram e ele disparou com toda a magia existente da varinha, até que essa se desfez em pó dourado e a barreira se despedaçava em dourado.
Hermione... HERMIONE! – voltou a si sentindo fortes dores no ventre, apertou a camisa de Draco.
–Hermione! Está nascendo! – A castanha olhou para o vestido e viu ele molhado e sangue, arregalou os olhos e sentiu mais outra pontada, gritou alto.
–Draco, Greyback chegou. – falou ao loiro que arregalou os olhos, olhando através das enormes janelas do salão principal, a barreira se desfazendo como pergaminho rasgado.
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