Oblivion (Dramione)
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Control your emotions
Discipline your mind.
O sol entrava enquanto dia anoitecia, naquela tarde onde estavam na pedra, foram interrompidos por Jonathan que chegou a cavalo, perguntando se ela estava bem, Draco quis enforcar o ruivo e ficou falando que ele só fazia aquilo para nada acontecer.
Porque Jonathan — na visão de Draco ciumento Malfoy- tinha um amor encubado por Hermione.
Mas se sentia fraca, cada dia e cada mês que se passava se sentia mais fraca, como se algo sugasse sua energia vital e a deixasse em topor, mas era claro que ela não contaria isso a ninguém. Todos estavam já bastante preocupados com o retorno de Angus e o sumiço dos irmãos Potter que não queria mais causar problemas.
Mas acabou que Draco fora jogar quadribol nos capos de Beta e não havia voltado até agora. Hermione estava sentada no parapeito da sacada do quarto, com um vestido dourado que havia ganho de Hyperion. Ele havia dito que aquele era o vestido de sua mãe quando estava grávida. Poderia trazer sorte a criança.
Acariciou o ventre grande e os cabelos ruivos chicotearam seu rosto, olhou o horizonte. Sentia uma aproximação estranha e gélida que fazia seu ventre se remexer. Por impulso olhou para os vales esverdeados, perto da fonte de aguá cristalina, havia um monumento com um anjo segurando uma espada de cabo de rubi.
Arregalou os olhos ao ver algo avermelhado nos pés do anjo e a água cristalina se tornar scarlet. Os cabelos ruivos e o corpo encolido diante os pés do anjo. Viu algo negro se mexer entre a mata e olhou bem.
Greyback acenava com um beijo a ela e um sorriso cruel no rosto, Hermione gritou e correu da varanda oval de piso brilhante para dentro do castelo, o vestido platinado brilhava com o sol, enquanto segurava a barriga.
–ALGUÉM ME AJUDE!– gritou
Desceu as escadas do castelo ainda segurando a barriga, surgiram Alec e Draco.
–Aconteceu algo com o bebê?!– Draco perguntava afoito, Hermione negava com a cabeça.
–Chamem Harry e Gina, acho que encontrei alguém...– Desceu a ultima escada ainda segurando a barriga e correu com Draco a ajudando entre os vales esverdeados, encontrando o anjo que estava tomado pelo vermelho.
–SIRIUS!– Gritou e entrou no lago de sangue e puxou o ruivo de cima, segurando embaixo de seus braços e voltando, o deitando na areia, Sirius respirava forte e com dificuldade. A camisa branca do menino estava completamente encharcada.
–Tia... Hermione...– sussurrava, os olhos azuis a encaravam quase se fechando novamente.
–Calma querido... DRACO SUA VARINHA, AGORA!– gritou enquanto colocava o ruivo deitado em seu colo, o sangue espelia e cortes novos apareciam.
–Sectumsempra...– Draco sussurrou enquanto entregava a varinha prateada para a arruivada. Hermione arregalou os olhos. — Não lembro o contra feitiço.
–Mas eu lembro... — Hermione falou e voltou a olhar para o ruivo que perdia a cor rapidamente. — SIRIUS, ABRA OS OLHOS! Não durma querido! - gritou e sacudiu o ruivo que abriu novamente os olhos.
–Vulnera Sanentur... Vulnera Sanentur... - Os cortes se fechavam aos poucos. Viu Alec se ajoelhar e empunhar a varinha castanha e cheia de adornos em espiral no peito do ruivo que gemia de dor e o sangue retornava.
–Vulnera Sanentur... Vulnera Sanentur...– Alec passou a conjurar o mesmo feitiço que Hermione, fazendo a mesma sorrir em agradecimento.
Ouviam passos rápidos na grama, Gina se ajoelhou do lado do ruivo que respirava de forma calma e todos os cortes se fecharam, nem cicatriz havia ficado, Hermione sentia as forças lhe esgotarem, Scorpio ou Mackenzie se revirava em seu ventre. Gina puxou o pequeno Sirius para seus braços em prantos.
–Meu pequeno... Eu o amo tanto. - sussurrava e dava beijos em sua cabeça, Sirius havia desmaiado e Harry tocava-lhe os cabelos e reprimia o choro.
O corpo de Hermione caia para trás e sentiu alguém a lhe segurar e a levantar nos braços, a visão turvava.
–Hermione... - já escutava a voz distante de Draco e caiu em escuridão.
"Já falei que ela está bem, Malfoy!"
"Eu sou um Healer, sinto que algo está acontecendo, Weasley!"
Draco esticou as mãos pálidas por cima do corpo da morena e as mãos foram tomadas por uma luz esbranquiçada e a luz envolveu o corpo de Hermione, que levitou da enorme mesa de pedra.
–Alem de ex comensal, é macumbeiro... - ouviu Ronald resmungar, em um movimento com as mãos de Draco, Ronald fora jogado para a parede, batendo as costas com força. Os olhos de Draco ardiam em cores cinzas chumbo, pelas suas veias de seus braços, algo branco e brilhoso passava rapidamente e era canalizado para suas mãos.
O corpo de Hermione era inteiramente dourado, Draco franziu o senho e viu que algo estava errado. A proteção de Lorcana era algo vital dentro de Hermione — havia estudado sobre proteções de amor eterno — e irradiava por todo seu corpo. Mas a radiação da proteção estava sendo canalizada e presa em somente um lugar.
–A criança... Está pegando a barreira para ela. Hermione ficará fraca demais para tê-la. — sussurrou com os olhos arregalados, enquanto via sua mulher levitar, tão bonita... Tanto medo de perdê-la.
–Eu já sabia que isso aconteceria... - Draco virou o rosto e olhou para a porta, Hyperion estava parado lá, encostado na madeira e de braços cruzados, olhos fechados.
–Porque... Não pode, ela vai ficar...– Draco não conseguia falar.
–Desprotegida? A mãe de Lorcana morreu por isso. O corpo trouxa não aguentou a magia de proteção, e se passou para Lorcana. Ela passou para a Hermione e Hermione passará para Scorpius. Não é algo que podemos comandar... - Hyperion se aproximou e tocou nos cabelos arruivados de Hermione.
–Acha que ela aguentará até quando? Até o próprio corpo dela rejeita a criança por ser de sangue-frio. — Ouviram a voz de outra pessoa, era Jonathan que chegava com a pior cara do mundo.
–O que você tem a ver com isso, Jonathan?! — Draco se virou para o ruivo de cabelos grandes que ria com sarcasmo.
–Nada, mas VOCÊ é que é o culpado de muita coisa! ERA PARA EU SER O PROMETIDO DESSA DAI!– gritou e Hyperion colocou a mão nos olhos e abraixou a cabeça. Draco arregalou os olhos.
–Como é que é?
–É, pois é. Acha que eu estou vivo a quanto tempo mesmo? HEIN? SEU SONSERINO DE SANGUE-RUIM! - Pela primeira vez, Draco se sentiu ruim por algum dia ter chamado ela de sangue ruim, ou qualquer outra pessoa. — Até porquê, seu sangue não vale nada comparado ao meu. Sangue frio.
–Mas é a mim que ela ama.
–Acha que eu me importo? Ela deveria ser minha, e esse filho deveria ser sangue quente, agora vai ser um meio sangue! Sabe porquê?! EU SOU O FILHO DE GODRIC GRIFFINDOR. O HERDEIRO DE GRIFFINDOR! - Jonathan sorria em escárnio, Draco riu.
–Você é tão patético... Serio mesmo.– Com um movimento das mãos, Jonathan foi levitado e jogado na parede, mas mantido lá, Draco se aproximou em passos curtos e segurou no pescoço do ruivo. – Ela nunca será sua, me entendeu?– tirou a mão e fez outro movimento, uma nuvem negra saiu de dentro da boca de Jonathan e Draco puxava, até que saiu completamente e Jonathan desabou no chão , Draco suspirou e a nuvem se dissipou.
–Jonathan estava sendo controlado, por alguém... As barreiras de beta estão fortes? - Draco se virou e voltou para perto de Hermione, que repousou em seus braços.
–Sim, são as mais fortes do mundo mágico.
–Otimo, nos próximos 2 meses elas precisam estar mais fortes ainda. - e saiu carregando a morena no colo pelo castelo, estava muito mais pesada, nossa.
Draco ria com o pensamento, quanto subia as escadas com Hermione adormecida nos braços, ela era tudo o que ele tinha e não se importava de ser um sangue frio. Ele protegeria aqueles dois com tudo o que tinha. Sua vida.
"–Estão destinados... Sempre estiveram. Proteja os dois no futuro. — as mãos brancas da mulher, uniu a dele e a da castanha. Eram da mesma cor e uma corda luminosa selou suas mãos — era um tipo de voto perpétuo — mas não havia voto algum.
Viu a mulher fechar os olhos e uma lagrima cair em cima de suas mãos unidas. – É você... Sempre foi, não? Adrian... ah meu querido.– e ela se levantou e saiu da sala."
Draco havia parado e voltou a andar, então era isso que Lorcana queria? Ela já sabia... Jonathan não era seu predestinado. Era Draco.
Sorriu e deitou a castanha na cama, tocando seu rosto e esbarrou em algo, e a bolsa negra caiu no chão, espalhando todas as coisas, inclusive uma, Draco arregalou os olhos quando viu o caderno de couro negro no chão, pegou rapidamente e folheou. Não havia nada lá. Draco suspirou, então ela já suspeitava dele desde o principio.
–AHHHHHHH!– ouviu gritos e olhou para Hermione — que dormia tranquilamente, vinham do 5 andar, saiu correndo do quarto com a varinha prateada em mãos.
–Lumos...– a luz brilhava enquanto ele corria pelos corredores escuros do castelo, os quadros brigavam com ele.
–HARRY, AH MAS QUE DROGA SEU INÚTIL!– Eram gritos de Gina, entrou no quarto. Gina estava de pernas abertas e Draco fechou os olhos, mas havia algo errado. Debaixo dela estava totalmente encharcado.
–Weasley fêmea, o que aconteceu? - se aproximou da ruiva que fazia aquela respiração rápida pela boca, como se ... estivesse entrando em trabalho de parto. - OH MEU DEUS, VOCÊ VAI TER AGORA?! CADÊ O SANTO POTTER OU O WEASLEY POBRETÃO?!
Viu Gina rir nervosa e olhou para o chão, Harry estava desmaiado e Ronald não estava ali. Draco suspirou.
–Acho que vou aprimorar minhas habilidades de Healer... - sussurrou para si e foi para o lado da ruiva e a pegou no colo e correu para o banheiro com a gigante banheira de marfim, ligou a água quente e Gina gritou.
–Calma, respira e faça força... Muita força. - segurou na mão dela e Gina encarou os olhos cinzas de Draco, que conjurava panos aveludados e entre outros. Vamos, em cada três que eu falar você faz sua força máxima.
Gina afirmou com a cabeça respirando.
–AHHHH MEU DEUS, ISSO DOI MUITO! -Gina gritou mais alto , Draco revirou os olhos.
–Então pare de fazer, que para de doer.– tocou na barriga da ruiva e apertou um pouco para baixo, com a outra mão, tocou lá embaixo e Gina deu um pulo de dor, sentiu a cabecinha coroar.
–Vai, 1...2...3 EMPURRA–Gina fechou os olhos e gritou, empurrando a criança com força.
–HARRY POTTER SEU INUTIL MALDITO!
–Isso, pode xingar... Ajuda!– empurrou a barriga mais ainda e Gina gritou.
–DRACO DONINHA MALDITO, EU VOU ARRANCAR SEU CORAÇÃO PELO — AHHHHHHHHHHH! - empurrou novamente a criança e Draco puxou a cabeça pelo pescoço com dois dedos e tirou de dentro de Gina, deu duas palmadas na bunda do neném que começou a chorar.
–O QUE TA ROLANDO... AQUI?! - Ouviu a voz de Ronald e Sirius adentrarem o banheiro, e quando viram a situação de um Malfoy todo molhado e Gina nua, arregalaram os olhos. Se não fosse pela ruivinha nos braços de Gina, pensariam besteiras.
–Nasceu... - Ronald arregalou os olhos e ficou todo bobo. Gina arfava de cansaço, mas com um sorriso bobo nos lábios. Draco sorriu a ruiva que agradeceu com um sorriso e um afagar nos cabelos de Draco.
–Você mudou Draco, muito obrigada. - riu chorando para o loiro que deu um beijo em sua mão e se levantou de seu lado, passando pelos dois ruivos. - O nome dela é Lily.
Saiu do quarto sorrindo, seria ele quem faria o parto de sua amada e ela seria sua para sempre.
Pelo menos era o que ele pensava.
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