Oblivion
1 Capítulo Um
Notas iniciais
A vida é feita de momentos. E eles podem mudar nossas vidas pra sempre.
E se um dia você não se lembrasse mais de nada?
O loiro respirou fundo mais uma vez naquela manhã. Era incrível como sua vida tinha a capacidade de virar de cabeça pra baixo de uma hora pra outra! Ele estava nervoso, sentindo-se impotente, inútil. Sua esposa estava numa mesa de cirurgia e só o que o poderoso Oliver Queen podia fazer era esperar...
Ele não contou o tempo, mas sabia que havia se passado horas quando o médico veio até ele na sala de espera.
- Mr.Queen. – o médico o cumprimentou e ele se levantou da poltrona em que estava. – tenho boas notícias sobre sua esposa. – Oliver suspirou aliviado. – a cirurgia foi um sucesso. Agora só temos que esperar o efeito dos anestésicos passarem. Porém, devo adverti-lo Mr. Queen, foi uma operação complicada, ainda mais se tratando da cabeça. O acidente trouxe muitos danos. Mesmo assim, esperamos que o melhor aconteça. Ela já foi para o quarto, o senhor deseja vê-la?
- Claro. – Oliver disse e os dois seguiram para o outro andar do hospital.
Ele adentrou o quarto e por pouco não deixou uma exclamação sair. Ela estava sob a cama, nenhum tubo a auxiliava na respiração e isso era bom, mas, ainda assim vê-la com escoriações e manchas roxas, o deixou apavorado.
- Ela teve uma fratura em um dos braços, alguns rasgos profundos no rosto devido à batida. Ela ainda está sedada, mas o senhor pode ficar o quanto quiser agora. Com licença. – o médico explicou e apertou a mão de Oliver antes de deixar o aposento.
O loiro sentou numa poltrona ao canto do quarto. Olhou o tempo pela janela. Nuvens cinzentas caracterizavam o outono. Uma das estações preferidas de Felicity. Ele sorriu com isso e a encarou sob a cama. Deu um longo suspiro e fechou os olhos, a fim de tentar relaxar.
Horas depois foi disperso por Donna, que adentrava o quarto.
- Hey querido... – ela sussurrou indo até Oliver. Encarou a filha deitada naquela cama. Sentiu as lágrimas vir à tona, mas as segurou. – alguma novidade? – ela se apoiou na beira da cama da filha.
- Ela fraturou um braço. – ele apontou o gesso. – teve essas escoriações... mas, o pior foi a pancada na cabeça Donna. Ainda não sabemos se trará sequelas... – ele se aproximou da cama e alisou o rosto da esposa. – espero que não. Espero muito que não... eu não sei o que faria se... – os olhos arderam. – foi tudo minha culpa, estávamos discutindo por uma coisa muito idiota! Na verdade, nem me lembro o por quê! Ela desceu pra garagem da QC e pegou meu carro... eu recebi a ligação mais ou menos meia hora depois! Se eu tivesse ido atrás dela eu poderia ter evitado isso! – a culpa consumia Oliver.
Ele tentara, se forçava a não pensar nisso enquanto esperava na ante-sala, tentou não pensar nisso quando a viu deitada sob àquela maca e tentou não fazê-lo agora, mas ao ver a mãe dela ele sentiu um peso enorme sob os ombros. A culpa o assolou, o desanimo e desesperança o tomaram por completo. Ele estava desesperado.
- Oliver querido... – Donna se aproximou dele e o abraçou. – nada disso é sua culpa! Minha Felicity é nervosa e às vezes um pouco impulsiva, mas aconteceu o que tinha que acontecer! – ela se afastou um pouco dele, o bastante para encarar os orbes azuis tão marejados quanto os seus. – se mantenha forte! Ela vai precisar! Okay? – ela deu um fraco sorriso e limpou as lágrimas.
- Mãe? – eles ouviram uma voz fraca e rouca chamar. Encararam a cama e Felicity tinha os olhos cerrados, por conta da claridade do cômodo, que certamente a incomodava. Notando isso, Oliver fechou as persianas.
- Oi meu amor... – Donna sentou-se ao lado da filha e a encarou ternamente. – como se sente meu anjo?
- Com sede... – a voz dela saia arranhando, o mesmo afeito tinha em sua garganta.
Oliver prontamente encheu um copo e colocou o canudo sob a boca da loira mais nova.
- Obrigada. – ela balbuciou depois de sorver o líquido. Depois encarou a mãe. – quem é ele?
No mesmo instante Oliver e Donna congelaram a mãe com um olhar preocupado saiu do quarto em busca do médico, enquanto Oliver tinha os olhos arregalados, demonstrando puro pavor.
Felicity, por sua vez não entendia nada do que se passava.
- O senhor poderia me explicar o que está acontecendo? – ela pediu com um olhar confuso.
- Felicity... sou eu Oliver! – ele se sentou onde estivera Donna. – meu amor, não faça isso... não diga que não sabe quem eu sou! Sei que brigamos antes do acidente, mas não exagere, por favor!
- Desculpe Oliver, mas eu realmente não sei quem você é! – ela aumentou um oitavo sua voz.
- Tudo bem, tudo bem, querida, eu entendo! Vou dar tempo a você! Okay?
- Pare de me chamar assim! – ela notou a confusão no rosto dele. – querida, meu amor! O que você é meu? – ela tinha um olhar duro.
— Seu marido. – ele disse e logo depois a mãe Smoak adentrou o quarto com um médico a tira colo.
- Ela diz que não reconhece o marido! O que está acontecendo? – Donna inquiriu ao médico, mas já desconfiava do diagnóstico a filha.
Felicity arregalou os olhos quando a mãe proferiu “marido”. Aquilo só podia ser uma pegadinha! Daquelas de muito mau gosto!
- Mãe! – ela exclamou. – que história de marido é essa? Eu nem tenho um namorado! E por que você parece mais velha? Que lugar é esse? Quem é esse cara? – ela inquiriu um pouco desesperada e depois olhou rapidamente para o Queen.
- Sra. Queen... – o médico iniciou, mas foi interrompido.
- Srta. Smoak. – ela corrigiu.
- Não renuncie seu sobrenome! – Oliver disse, estava um pouco nervosos com a situação.
Ver Felicity fazer aquilo era como vê-la dizer que não o queria mais, que renunciava o amor que eles tanto prezavam, que vivenciavam todos os dias com tanto afinco, que cultivavam a cada dia com tanta dedicação.
- Tire ele daqui! Eu nunca o vi! Tirem esse homem daqui! – ela começou a exclamar mais nervosa. Sua mão não engessada tremia e ela tinha lágrimas de nervosismo escorrendo sob as bochechas.
O que se ouviu no instante seguinte foi uma batida na porta. Oliver havia deixado o quarto.
***
A loira mal podia conceber. Quando sua mãe começou a contar a história ela achou que era tudo uma armação, uma loucura de sua progenitora, mas o médico lhe confirmou tudo e o olhar sério que ambos mantinham e lembrar-se da reação que Oliver tivera a fez começar a acreditar em tudo.
Pelo que havia sido contado à ela Felicity Megan Queen era seu nome agora. Era casada com o homem antes presente na sala, há mais ou menos um ano e meio, tinham um cachorro chamado Cliff, ela era diretora do departamento de tecnologia da Queen Consolidated e tinha sofrido um acidente na noite anterior, ocasionando a perda de memória.
Quando Felicity foi ajudada por sua mãe a ir ao banheiro, ela encarou o espelho, só então toda aquela maluquice que sua mãe contara fez sentido. Ela estava mais velha, um corpo mais desenvolvido, cabelos loiros, como os da mãe, claro que as escoriações na face atrapalhavam um pouco ela ter uma visão limpa de si. De como não se lembrava que ela. Encarou a aliança dourada. Ela parecia pesar toneladas em seu dedo. Quando a tirou, observou os escritos dentro: “Para sempre seu, Oliver”. Por impulso, colocou a aliança de volta no anelar esquerdo e suspirou.
A última lembrança que tinha era de poucos dias antes da graduação na M.I.T. depois disso, era tudo um borrão; imagens sem nexo, mas nenhuma mostrava nada claro.
Voltou para o quarto e outra mulher a esperava sentada na poltrona. Dessa vez uma morena, devia ter uns 20 anos. Era de estatura mediana, corpo esbelto, e cabelos meio ondulados, na altura dos ombros.
- Hey Fel! – ela disse levantando-se e vindo abraçar a loira desmemoriada.
- Desculpe... eu não... – ela ia terminar a frase, mas foi interrompida por sua mãe.
— Sua cunhada. Thea.
- Oh! Me perdoe Thea, mas eu não me lembro de nada depois da faculdade, é tudo um grande branco sem fim na minha mente! Me desculpe... – ela pediu sincera, voltando pra cama.
- Tudo bem Fel! Eu entendo perfeitamente, está tudo bem! Você vai se lembrar! – a morena se aproximou dela. – Oliver não pode adiar a reunião de hoje, mas prometeu que volta pra lhe ver mais tarde. E eu, como sua amiga e melhor cunhada que sou, vim te ver! Como se sente?
- Perdida... – ela deixou a frase morrer. – nada faz sentido.
Thea suspirou e abriu um sorriso, o que fez a loira curvar os lábios, na tentativa de um.
- Eu consegui arrancar do médico que você terá alta logo, logo! Enfim, deveria conversar com sua mãe e pensar a respeito de ir pra sua casa mesmo, sabe a mansão onde você vive com Oliver... – ela viu Felicity arregalar os olhos quando proferiu “mansão”. Desde quando era rica? – talvez lá você comece a se lembrar de alguma coisa Fel... – a morena falava, mas Felicity já não associava mais nada. – Felicity?
- Desculpe... eu meio que desliguei! Thea... eu não quero ser... – ela pensou para falar, apesar de não se lembrar da garota, ela não queria magoá-la.
- Okay... – ela caminhou até Felicity e depositou um beijo em sua testa. – eu vou sair... venho te ver amanhã! – ela prometeu.
- Querida? – Donna chamou a filha, que olhava a paisagem exterior, totalmente perdida. – Felicity? – a mulher voltou a chamar.
- Mãe... – ela virou-se para a mais velha. – eu não entendo nada... sabe, minha cabeça se comprime em dor quanto eu tento forçar mais alguma coisa... – ela pousou a mão sob as bandagens, na altura da testa, como se fosse uma bandana.
- Felicity... – a loira a pousou a mão em suas costas a guiando até a cama. – relaxe e descanse okay? As coisas vão voltar a ser como eram antes... – Donna ia dizendo enquanto cobria a filha, uma tentativa maternal de acalmá-la.
A loira desmemoriada fez o que a mãe pediu. Fechou os olhos e concentrou-se no breu que suas pálpebras lhe proporcionaram; respirou fundo e deixou a cabeça afundar mais um pouco no travesseiro confortável. Porém, algo ainda lhe rondava a cabeça... como era antes?
Notas finais
Não pensem que escrever é fácil, moleza, melzinho na chupeta, pra mim é ótimo, fácil, melzinho na chupeta, mas só quando a bendita da inspiração vem me auxiliar! Não dá pra simplesmente ir lá e tentar escrever, eu fiz isso no começo do capítulo e deu no que deu! Enfim, eu não gostar do que escrevo é clássico! Lol
Fico feliz se você comenta e favorita e também se você é leitor fantasminha! Escrevo por que gosto e isso é fato! Mesmo assim, se tiverem colocações a fazer, podem comentar um capítulo sim, outro não!
Anyway! Vou parar por aqui, antes que as notas fiquem maiores que a história! Hehe ^~
Kisses, see ya!
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