Objeto Perdido

9 Capítulo oito


Notas iniciais
Bom, aqui vai um "bônus" para vocês, para compensar o tempo em que andei ausente por aqui. Enfim, agradeço, como de costume, à Katherine por ainda estar aqui, e à você que acompanha essa mera história maluca. Boa leitura!

A cada passo dado meu coração pula em meu peito, a dor em meu abdômen retorna de modo inexplicavelmente forte.

– Lembre-se do que lhe prometi... – Jessie sussurra em meu ouvido. Seu hálito em minha pele é algo inteiramente prazeroso, completamente diferente da experiência que tive com aquele homem parado no meio da porta de nossa classe.

– Bom dia, novos colegas de turma. – o homem de olhos negros diz ao chegarmos a ele. Seus olhos me fitavam de um modo assustador, senti uma pontada de dor infinita bem em meio ao meu abdômen, o que me fez contrair e me dobrar com as mãos na barriga automaticamente.

– Estamos atrasados para a aula. – Jessie segura meus ombros para que eu não caia e fala grossamente com o individuo parado a nossa frente. – Por favor, saia do nosso caminho. – ao nosso redor, adolescentes corriam e entravam apressadamente em suas respectivas salas.

– O professor não entrou ainda. – minha barriga doía mais a cada soado de sua voz. – Só queria fazer amizade, prazer, meu nome é Alan, e o de vocês?

– O meu é Cora. – a ruiva parada ao nosso lado se precipita e aperta a mão do demônio disfarçado de ser humano a nossa frente. – Melanie, você está bem?

– Deve ser algo que ela comeu pela manhã... – Alan riu, seus olhos pararam de me fitar e miraram os de Jessie. – Se eu fosse você, a levaria para a enfermaria, já pensou, uma onda de virose pelo colégio só por causa dela? – sua risada soava alta pelo corredor.

– Cala essa boca... – murmurou Jessie, ainda me segurando. Sua expressão era de ódio, se é que um anjo sente ódio.

– Bem, encontro vocês no intervalo entre as aulas. – Alan diz se virando para entrar à sala a frente da nossa. – Muito obrigada pela educação por ter se apresentado a mim. – ele pegou a mão de Cora e a beijou. Sem dizer mais nada, ele entra em sua sala.

– Pensei que ele fosse mais um novato de nossa turma. – lamentou Cora. – Você está se sentindo bem, Melanie? – ela pergunta enquanto entramos em nossa sala e nos dirigimos aos nossos lugares.

– Sim, Cora, está tudo bem. Obrigada. – tento sorrir, mas a dor torna isso praticamente impossível. Sou guiada por Jessie até meu lugar.

– Melanie... – Jessie sussurra se sentando em sua carteira, logo atrás de mim. – O que você está sentindo? – Cora conversa com uma garota morena de olhos claros a sua frente, é um bom momento para falar a sós com Jessie.

– Foi ele, Jessie... – sussurro com a imagem de seus olhos em minha mente.

– Eu sei, é exatamente ele o enviado... – Jessie faz uma pausa para escolher suas palavras. – Pela outra parte. Mas, o que estou querendo perguntar, é o que sentiu quando o viu?

– Como se estivessem rasgando minha barriga ao meio. – a dor aumenta quando a pronuncio. – A mesma dor que sentia ontem quando tive aquele... – não sei como chamar aquela visão que tive. – Aquela visão que tive ontem de você me esfaqueando.

– São poderes que ele está usando contra você, Melanie, para te torturar até entregar o objeto em questão a ele. – nós estávamos sussurrando para que ninguém naquele ambiente nos ouvisse. A sala estava praticamente vazia, o professor ainda não havia chegado, mesmo após o sinal ter soado.

– Você usou um poder seu para me livrar da dor ontem, não usou? – não consigo me conter a pergunta simplesmente escapa por entre meus lábios.

– Sim... – ele sorri com o canto de seus lábios. – Meu Deus, como você deduz rápido as coisas. – nós dois sorrimos e por um instante ficamos apenas nos olhando, seus olhos brilham, assim como a pedra daquele anel. – Melanie, precisamos nos preparar para tudo, porque ele é capaz de qualquer coisa com qualquer pessoa para conseguir o anel, juntamente com você. – ele interrompe nosso silêncio. – Para ser bem sincero com você, estou extremamente preocupado com Cora no momento. – sinto meu coração gelar e o nó se prende em minha garganta.

– Pessoal, — Cora interrompe nossa conversa, com um sorriso em seu rosto. – Essa é a Thalia. – a menina que ela conversava. Tinha os olhos esverdeados, a pele meramente bronzeada, os cabelos negros com tons acastanhados caindo onduladamente por seu rosto e por seus ombros. – Ela vai dar uma festa de boas vindas aos novatos, como você. – o sorriso de Cora é algo completamente contagiante, impossível não sorrir vendo-a sorrir. – Vai ser amanhã à noite, e com certeza nós devemos ir; principalmente você, Jessie, meu caro amigo. – ela ri e pisca para ele, ato que é completamente retribuído por ele. – O que acham?

– Nós vamos. – Jessie responde antes mesmo de eu conseguir pensar na hipótese. – Pode contar com nossa presença, não é Melanie? – ele me olha com seu típico sorriso ao canto dos lábios.

– Sim, nós vamos. – concordo, sem nem ao menos entender o que ele está tramando.

– Legal! – exclama Cora, com um enorme sorriso em seu rosto, se virando para frente, voltando a conversar com a tal Thalia.

– Jessie... – sussurro, completamente perdida com o que havia acabado de acontecer.

– Melanie, é uma festa para os “novatos” do colégio. – ele sussurra em resposta. – Você não acha que o Alan vai estar lá?

– Sim... – minha espinha se arrepia só de pensar nele.

– Algo em minha intuição diz que não podemos perder essa festa por nada. – ele se inclina para mais próximo de mim, sussurrando um pouco mais baixo. – Não devemos perder Cora de vista, nem hoje, nem nunca. Acredite, ficou extremamente nítido para mim que ela infelizmente se trata de um alvo muito fácil para ele.

Notas finais
Obrigada a cada um que chegou até aqui! Por favor, não se esqueça do comentário, favorito, acompanhamento, qualquer coisa... Não posso prometer uma data próxima de postagem, apenas digo que será o mais breve possível. Até o próximo capítulo!