Oasis

18 Vamos, coelhinho?


Notas iniciais
YAY! Estou de volta aqui com mais um capítulo! Desculpem pela demora, haha. Ontem tive prova novamente e não consegui postar. Merda de vida, haha. Mas eu tô aqui e espero que gostem!

Sempre nos pedem
para compreender o ponto de vista do próximo
não importa quão ultrapassado,
tolo e insolente ele seja.

Pedem para enxergar
com bondade
todos os erros e desperdícios,
principalmente se essas pessoas forem velhas.

Mas envelhecer é o resultado
das nossas ações.
Elas envelheceram mal porque
viveram fora de foco,
se recusaram a entender.

Não é culpa delas?
De quem é a culpa?
Minha?

Pedem-me
para esconder meu ponto de vista
deles por medo do medo deles.

Envelhecer não é crime,
mas a vergonha
de uma vida deliberadamente desperdiçada
entre tantas outras deliberadamente desperdiçadas
é.

— Charles B.

A festa ainda rolava lá no andar inferior e a música estava alta demais. Não conseguia deixar de olhar aquele moreno folgado esparramado na minha cama.

O clima começava a ficar mais frio por causa do início da madrugada, então puxei meu cobertor e coloquei-o sobre aquele idiota.

Não conseguia entender as coisas que eu fazia quando se tratava dele.

Sorri maliciosamente, pensando em coisas pervertidas que poderia fazer com o seu corpo adormecido. Mas, ao contrário do que queria, apenas saí do quarto e fui procurar meus amigos.

Claro, era meu aniversário e eu não ia ficar sozinho num quarto escuro.

Decidi ir para a parte de trás da casa, onde estava uma rodinha de amigos fazendo uma espécie de aposta de quem aguentava mais bebida.

Era óbvio que iria dar merda e, contando com isso, aposto que Iris estaria lá.

E a menina estava mesmo lá, juntamente com Caio e Eric. Os três riam sobre alguma coisa e eu cheguei mais perto, passando meu braço pelos ombros da morena.

— Sentiram minha falta? – Sorri.

— Eu senti – Ela deu um beijo na minha bochecha.

Fitei os dois meninos que me encaravam um pouco sem jeito pelo acontecimento anterior. Ali estava a minha chance de provocá-los e eu não deixaria passar.

— Como estava lá no banheiro, Caio? – Sorri malicioso.

— E cadê o Grey, Logan? – Rebateu o loiro.

Iris me olhava curiosa, como se também quisesse saber. Dei de ombros e continuei com meu sorriso sugestivo.

— Dormindo na minha cama. Meu fogo é difícil de apagar – Disse, fazendo alusão ao sexo.

É claro que era mentira, mas ninguém precisava saber.

— O que?! – Indagou chocada minha melhor amiga enquanto se desfazia dos meus braços – Não acredito que desvirtuou nosso bebê!

— Como assim “nosso bebê”?

Ela era louca, por acaso?

— Eu digo que ele é nosso bebê e tu aceita, não precisa discutir – Cruzou os braços.

— Não sei da onde tirou que aquele ali é um bebê – Massageei o lugar onde tinha levado um soco da última vez.

— De tudo. Adoro o fato de ele ser um adorável cú doce e te deixar na seca – Sorriu.

Essa era a amiga que eu tinha. Sempre querendo o meu bem.

— Não acredito que ainda te chamo de amiga – Fiz bico.

— Acho que alguém ‘tá perdendo a masculinidade – Provocou Caio – Até hoje e nada?

— Porque tu acha que ele ‘tá acabado na minha cama? – Olhei-o cheio de malícia.

— Então é verdade?! – Gritou minha amiga, tomando um gole da bebida em suas mãos – Não acredito! Demorou! Tu tirou foto? Como foi a foda? E os gemidinhos dele?

A menina simplesmente surtou, fitando-me cheia de curiosidade.

— Respira, morena – Coloquei a mão em seus ombros, tentando fazê-la parar de falar.

— Vai me contar? – Abraçou-me, como se isso fosse me fazer amolecer.

— Foi mal. Ainda não foi dessa vez.

— Ai, que ódio! – Gritou – Me fez ficar animada a toa, seu idiota! Não acredito que o garoto é tão difícil assim. Perdeu o fogo, amor?

— Não sei, mas tem duas pessoas aqui que estão queimando – Sorri em deboche para os dois meninos que assistiam a cena com leves risadas.

— Espera! Rebobina aí. O que eu perdi? – Os olhos de Iris brilhavam.

Era só falar de putaria que ela queria entrar no meio.

— Pergunta pra eles – Dei de ombros e os dois me olharam com reprovação.

— Eu quero saber – Fez bico e foi dependurar-se no pescoço do loiro.

— Não foi nada – Eric falou até rápido demais, porém seu rosto estava um pouco vermelho.

Os gritos do pessoal que estava por ali eram altos. Todos estavam bêbados e continuavam com a brincadeira. Só esperava não ter que chamar a ambulância pra ninguém.

— Ah, quem diria! Agora tenho certeza que meu gaydar está estragado – Disse toda sorridente – Como é que foi? Quero detalhes! Olha que eu também aceito a fazer a três e...

Nesse momento, Eric estava da cor de uma pimenta. Era a primeira vez que eu via alguém corar tanto. Remexia-se inquieto no lugar, morrendo de vergonha.

— Opa, gatinha. Já chega – Puxei-a para perto de mim.

— Valeu pela solidariedade. Essa daí não se controla – Caio sorriu meio sem graça.

Não parecia ser um assunto confortável para ele.

— Credo. Que saco vocês. Tem um monte de cara gostoso se pegando e eu não posso nem ver – Protestou indignada – Pra que ser gay então?

— Não sou gay – Dissemos os três ao mesmo tempo.

— Enrustidos! – Gritou e saiu dali fazendo cena enquanto apontava o polegar na nossa direção.

Não dava pra negar. Seu jeito era uma piada.

Olhamos um pro outro e logo caímos na risada. Só pude tomar fôlego quando tive que parar de rir no momento em que senti uma mão no meu ombro.

Senti que Cai e Eri ficaram tensos e tentei pensar em quem poderia ser para causar essa reação. Olhei para trás e lá estava ele, com sua cara irritantemente debochada.

Ah, se eu pudesse quebrar a cara desse idiota na pancada.

— Sentiu minha falta e veio me ver? – Sorri provocador para Dênis.

Sua expressão se fechou na hora. Parecia que ele detestava minhas provocações de duplo sentido. E era bem ali que eu iria atacar.

— Não sou uma bicha nojenta que nem tu – Cruzou os braços com uma pose de superioridade.

Não é por nada, mas odeio esse cara. Sei que nunca fez nada demais pra mim, mas sua face me irrita profundamente.

Quem que deu o título de rei pra ele se achar tanto?

— Então tu veio aqui pra quê?

— Achei uma boa fazer uma social – Ironizou.

— Se for só isso, já fez. Tu sabe onde é a porta.

Eu raramente era grosso, mas, por algum motivo, aquele cara não despertava em mim sentimentos bons. Lembrava-me de algumas coisas que eu preferia não ficar pensando muito.

— Ah, tá irritadinho? – Usou de seu sarcasmo – Aposto que aquela tua puta não fez serviço direito.

E por “puta”, eu sabia muito bem de quem ele estava falando. Grey. Meu sangue começava a subir até minha cabeça e já começava a ficar alterado.

Daqui não ia sair boa coisa.

Sabia que deveria ignorar e sair dali, mas meu orgulho não me permitia.

— ‘Tá com ciúmes, lindo? Tem pra tu também – Abri os braços em um sinal de receptividade enquanto ostentava um sorriso debochado.

Ali era o ponto em que o tirava do sério.

— Você é nojento. Aquela vadia deve ter um cuzinho bem gostoso pra te fazer mudar de lado. Deveria ir se curar.

E o filho da puta estava sério. Sério sobre o fato de que beijar outro cara era uma doença. Essa tinha sido a gota d’água necessária pra me fazer ver tudo vermelho.

No instante seguinte, meu punho fechado se chocava contra o nariz de Dênis. Não aceitaria isso na minha casa e nem em lugar nenhum. Eu era orgulhoso.

Infelizmente, o moreno não era fraco e se igualava a mim em força. Logo recebi o troco, com um soco no queixo. O filho da puta sabia dar um gancho.

Retribui e começamos a distribuir uma sequência pesadas de pancadas um no outro. Ouvi alguém gritando por causa da briga e conseguir ver, pelo canto do olho, Iris com uma expressão preocupada.

Era uma sensação de adrenalina muito grande. Sentia meu rosto queimar e olhar para a minha amiga foi minha perdição.

Apenas senti que tinha levado uma rasteira quando minhas costas baterem dolorosamente contra o chão frio. Logo o moreno veio para cima de mim e começou a me socar.

Cobria meu rosto, tentando me defender de alguma concussão. A dor era maçante, mas não me incomodava tanto. Em um relance, lembrei-me de um movimento que Grey tinha testado contra mim.

Levantei minha perna com força e consegui acertar em cheio suas partes baixas. Minha respiração estava ofegante e sentia sangue sair de alguma parte do meu rosto.

Mas ele não estava em diferente estado. Apenas fui pra cima de Dênis quando ele caiu para o lado, gemendo de dor. Soquei-o no rosto e em todo canto que consegui. Entrei em um frenesi.

Ambos estávamos acabados e continuaríamos a nos bater, se não fosse pelos amigos do moreno e os meus. Caio e Eric vieram pra cima de mim, me afastando do desgraçado.

Enquanto isso, alguns caras, que sempre estavam com Dênis, vieram para segurá-lo. Ninguém estava a fim de uma tragédia, a não ser eu mesmo.

— Eu vou foder com a tua vida! – Gritou.

Sua cicatriz sangrava assim como um filete se sangue escorria do seu nariz, que estava roxo assim como seu olho esquerdo, e da sua boca.

Não era diferente comigo, provavelmente.

— Estou bem aqui – Cuspi um pouco de sangue.

Todos, que estavam ali na festa, tinham parado o que fazia para ver o que acontecia. Inclusive a música tinha sido desligada. As expressões eram de curiosidade e de espanto.

Era como ver dois gigantes brigando. Os abutres não podiam ver uma novidade e já queriam ir lá espiar.

— Eu não vou esquecer sobre isso – Ameaçou alterado.

Fui sorrir em deboche, mas meu maxilar doeu como o inferno. Assim que ia retrucar, fui interrompido.

— Já chega – Iris colocou-se na minha frente.

Fiquei um pouco puto. Não precisava que ela me protegesse assim.

— Uma vadia querendo se meter. Vai pintar as unhas – Disse ele com descaso.

— Se não sair daqui, quem vai quebrar sua cara sou eu – Rebateu com ódio.

O moreno olhou para ela sem paciência, mas seus amigos cochicharam algo em seu ouvido e Dênis apenas relaxou, olhando-me com seriedade e fúria.

— A gente se vê por aí – Deu um sorriso macabro e saiu rapidamente do local.

Assim que não podia mais vê-lo, puxei uma cadeira pra perto e sentei-me nela, relaxando todo o meu corpo dolorido. Agora podia respirar.

Logo a bronca da minha melhor amiga começaria e eu estava sem saco pra isso.

— Tu sabe o que fez, não é? Seu inconsequente – Resmungou. Ela estava séria.

— Não levo desaforo nem pra casa, imagina então dentro dela – Limpei o sangue que escorria do meu nariz com o braço.

— Tu não pode fazer as coisas desse jeito!

— Sim, eu posso! Não sou deficiente.

Por que sempre me tratavam como vidro nessas horas?

— Não é essa a questão...

— Então qual é?

— Ele é o filho do governador, Logan – Interviu Eric.

— Eu sei.

— Tu entende que ele sempre consegue o que quer? Se ele tentar alguma coisa contra você, não será nenhum de nós que vai conseguir impedir.

O Eric falando tanto era uma novidade. Até faria uma piadinha se não estivesse todo fodido.

— E ele guarda rancor – Completou o loiro.

— Mas ‘tão ligados no que ele me disse? Na minha casa, porra!

— Até agora não sacou que foi de propósito?! Ele queria que tu começasse a briga e desse esse show – A minha amiga estava quase soltando fumaça de raiva.

— É rezar pra que ele não resolva descontar.

Todo mundo já tinha voltado para o seu mundinho fechado. A música tinha sido ligada novamente e nem parecia que tinha acontecido uma briga daquelas ali há poucos minutos.

Fui puxar a minha amiga para me dar um abraço carinhoso, mas ela apenas se desvencilhou dos meus braços. Eu estava carente agora.

— Ah, linda, eu estou machucado – Fiz manha.

Vê se cresce marmanjo— Fez cena, mas logo veio me apertar com carinho.

— Tu precisa ir colocar um gelo nesse olho aí, cara – Interveio Caio.

— E eu vou botar esse povo pra fora – Disse Iris.

Olhar para ela me fez lembrar de outra pessoa que tinha sumido desde quando cheguei.

— Mano, ‘cês viram o Art? – O cara havia desaparecido da festa.

Iris olhou para o lado, parecendo meio desconfortável. Tinha alguma coisa a mais aí.

— Ele já foi. Tinha alguma parada pra fazer – Mordeu os lábios, mas eu apenas arqueei as sobrancelhas em incredulidade – Que foi? É verdade.

— Sei...

— Eu vou lá. Depois passo no teu quarto – Deu-me um beijo na bochecha e sumiu entre a multidão.

— Tá tudo tranquilo mesmo, viado? – O loiro estendeu a mão para dar alguns tapinhas nas minhas costas.

— Viado teu cú – Soltei uma risadinha – Vaso ruim não quebra, lindo.

— Vai se foder – Balançou a cabeça negativamente pelo apelido idiota – E o Grey?

Suspirei. Ainda tinha esse pequeno detalhe, que de pequeno não tinha nada e ocupava todo o espaço da minha cama.

— Nocauteado no meu quarto.

— Vai ficar por aí?

— Eu sei lá. Não sou bola de cristal pra entender o que esse idiota faz – Dei de ombros.

— Mas gosta quando ele fica.

Fui retrucar, mas vi quando Eric puxou a barra da blusa do loiro e estava quase caindo de sono. Tinha bebido um pouquinho a mais, apesar de não ser aparente.

— Vamos, coelhinho? – Perguntou perto do ouvido do maior com a voz manhosa e rouca de sono.

Caio ficou meio vermelho e sem saber o que fazer quando percebeu que eu tinha escutado o apelido.

— Eu vou fingir que não ouvi isso – Sorri – Mas só hoje.

— Filho da puta – Deu uma risada – Vai lá pro teu nego. Até depois.

E saiu quase tendo que carregar o moreno nos braços. Pareciam ter relaxado sua postura depois de ver que minha reação e a de Iris fora indiferente ao fato deles serem mais... Chegados.

Apesar de que o loiro ainda parecia incerto sobre sua sexualidade, sobre o fato de estar pegando um cara. Era isso que eu sentia. Mas deixaria estar.

Esses problemas são deles pra resolver.

Falando em problemas, lembrei-me de certa loira que, graças a Deus ou a Iris, não tinha aparecido por aqui. Mas isso não me tirava à responsabilidade. Sabia que estava esquecendo algo muito importante.

Mas, nesse momento, apenas queria deixar a vida rolar.

Estava quase cochilando na cadeira, já que todo mundo já tinha ido embora, quando senti um beijo acolhedor na minha testa. Abri os olhos e ela me sorria.

— Boa noite, gatinho. Seus pais chegam amanhã, então limpe essa bagunça antes, ok? E vai limpar teus machucados que eu já vou – Disse Iris.

— Tá bom, mamãe – Brinquei com ela e sorri – Boa noite, Iris Maravilha.

A menina foi embora e eu cheguei até a geladeira para pegar uma bolsa de gelo. Fui direto para o meu quarto, com uma vontade fodida de me jogar na cama.

Apenas esqueci-me de um detalhe. Não poderia me jogar na cama porque ainda tinha alguém nela. E bem folgado, por sinal.

Grey tinha tirado a camisa, dormindo de bruços, com as calças meio abaixadas. Dava até pra ver sua cueca vermelha. Uma visão bem privilegiada.

Fui até o banheiro que havia ali e dei uma boa olhada na minha imagem que aparecia no espelho. Era deplorável.

Meu olho estava bem roxo, tinha um esfolado na minha bochecha por causa do atrito, meu nariz tinha um corte e também estava inchado, assim como meus lábios que ainda sangravam.

Aposto que tinhas arranhões e esfolados nas costas. Suspirei. Estava dolorido, mas não ia tomar remédio nenhum.

Tirei minha roupa e fui tomar um banho bem relaxante. Tudo isso bem no meu aniversário. Quanta sorte.

Vesti minha cueca e meu short de dormir e fui para o quarto com algumas coisas pra limpar os machucados. A bolsa de gelo já estava quase derretida.

Sentei-me na beirada da cama, encostado na parede, e coloquei o material gelado no meu olho depois que tinha passado remédio nos cortes.

— Tu me parece bem fodido – Ouvi um bocejo em seguida de uma voz rouca de sono.

— E tu tem uma visão muito boa – Fui sarcástico.

— Aposto que ‘tava tentando traçar uma menina que tinha namorado – Espreguiçou-se manhosamente na minha cama e colocou o travesseiro sobre o rosto por causa da luz acesa.

— Só se a ‘mina tiver um pau e for tu.

No mesmo instante, o idiota sentou-se na cama e fitou-me com desdém.

— O que ‘tá querendo dizer?

— Que eu apanhei porque não levei desaforo. Mas pode ter certeza que a outra parte também não saiu na boa.

— Quem foi?

— Dênis.

— Merecido para os dois.

— Obrigado.

— Posso continuar e te encher de porrada.

— Tu sempre fala isso, mas não passa de um soco.

— Vai se foder.

Deitou-se novamente e fechou os olhos, tentando voltar a dormir. Ah, mas eu é que não vou deixar.

Joguei-me em cima dele, dando beijinhos na sua orelha, que, a propósito, estava com o aparelho.

— Tu não tira isso pra dormir? – Referia-me a tecnologia que o ajudava a ouvir.

— Não é da sua conta. Porra, sai de cima de mim.

— Ai, que arisca.

Ouvi-o bufar. Encostei meu dedo no aparelho para ver sua reação. Ele logo segurou minha mão com força.

— Não encosta.

— Ah, ele tem gastura.

— Para.

Fiz a mesma coisa novamente.

— Vai me contar?

— Não, porra.

Fiz de novo.

— Para – Pediu mais uma vez.

Não parei. Grey apenas me empurrou e subiu por cima de mim pronto pra me dar um soco, mas cambaleou como se tudo girasse.

— Achei que já tinha experimentado ressaca uma vez – Sorri provocante e coloquei minha mão em sua cintura.

— Dá. O. Cú. Seu. Idiota – Disse pausadamente enquanto corria para o banheiro.

Logo pude ouvir o barulho da descarga. O menino chegou ao quarto com uma cara de desgosto e parecia muito irritado consigo mesmo. Ou era comigo, não sei.

— Vem dormir, cara.

— Vou embora.

— São quatro da manhã, russo. Volta pra cama – Falei com segundas, terceiras e quartas intenções.

— Para de falar como se eu já tivesse transado contigo.

— Ainda não transou. Mas ainda fodo tu gostoso – Sorri provocativo.

— Filho da puta. Vou dormir no outro quarto.

— Dá um beijinho de boa noite aqui, gato.

E ele foi sem me responder.

E eu deixei, é claro. A cama tinha mais espaço assim.

Notas finais
EXTRA: O extra ainda não será postado, apenas na semana que vem, para dar tempo pra quem ainda não leu "É Segredo" porque é o extra que está ganhando até agora. Então, quem ainda não leu, pode procurar no meu perfil ou me pedir o link. Obrigado gente. Vocês fazem meu dia! E, se possível, adoraria ver a carinha de vocês por aqui falando qualquer coisa! ... Obrigado pela leitura, gente. Espero que tenham gostado e apareçam aí nos comentários!