Oasis
11 Meds
Notas iniciais
"Tem momentos
Esses difíceis momentos
Que você não quer que ninguém
Te encontre.
Mesmo que seja como se você não existisse
Porque não há ninguém para comprovar isso
Você ainda não quer ser encontrado.
Nesses momentos
O que você pensa?
É como se fosse os movimentos do oceano
Incontroláveis
Seus pensamentos são assim
Nesses momentos
Você consegue ouvir o som?
O som da solidão
Implorando e chorando
E suplicando?
O som que há muito tempo cresce na sua alma
Ele é triste?"
Simplesmente sumi. Não atendi o telefone, não fui na aula e mandei que falassem que eu não estava em casa quando vieram perguntar por mim.
Sabia que estava sendo egoísta com esse tipo comportamento, mas naquele momento, sinceramente, não me importava. A ficha ainda não tinha caído. Não tinha percebido ainda que agora eu teria um filho, uma responsabilidade enorme, maior do que eu deveria ter a julgar pela minha idade.
Afinal, ninguém queria ser pai com dezessete anos. Eu tinha planos, um futuro pela frente e várias coisas que queria fazer antes de dar um passo tão grande na minha vida.
Um filho sempre te muda. Muda seu jeito de ver o mundo, muda como você se sente sobre si mesmo, muda tudo ao seu redor, sua rotina e sua vida.
Não importava se era ela que carregaria o bebê no ventre. A responsabilidade era minha. E mesmo sendo como sou, tinha caráter o suficiente para arcar com isso.
O que não significava que era o que eu queria fazer, mas faria.
Apesar de todas as adversidades e o momento inoportuno, passei a amar aquela criança. Era minha afinal. Se fosse menino, ensinaria a jogar futebol e lhe apresentaria os videogames.
Se fosse menina, aí eu seria o pai mais ciumento do mundo.
Não importava o modo e que eu não sentia nada, nem consideração pela mãe, aquela criança era pura e merecia o melhor de mim.
Ou foi isso que decidi depois de um tempo trancado no meu quarto.
Mesmo não querendo ver ninguém, Alice apareceu ali algumas vezes e conversou bastante comigo. Apesar de não ter prestado atenção em nada do que a menina disse.
Mas, em meio a tudo isso, o que mais me doeu foi ver a expressão de decepção dos meus pais. Acho que isso eu nunca conseguiria superar, não mesmo.
Ainda não havia contado aos meus amigos, também não queria ver suas reações.
O pior de tudo foi que tive um recaída horrível. A pior de todas desde que havia superado tudo que havia me acontecido quando tinha quatorze anos.
Nunca havia gostado de insegurança quando se tratava da minha vida, então não saber o que seria de mim adiante fez com que a depressão me atingisse em cheio naqueles dias.
Erro de todo mundo que me julga pela minha personalidade. Levou anos e muita ajuda paternal, maternal e da Iris para que pudesse chegar onde estou. Não é só o Grey que tem seus segredos.
Definitivamente os meus eram muito mais obscuros.
Pode parecer um drama exagerado, mas realmente não tinha controle emocional. Era algo que me faltava.
Pensei no russo algumas vezes, lembrando-me como era bom irrita-lo. Aliava o estresse.
Só de me lembrar que amanhã teria que ver o rosto de Alice novamente, sentia dores no estomâgo. Não é por nada, mas a menina era muito chata e não me deixava respirar.
Era como estar em um lugar muito barulhento e estar morrendo de sono. Isso te irrita pra caralho. Era exatamente assim que eu me sentia quando ela começava a contar das coisas fúteis que fazia com as amigas.
Enfim, já era quinta-feira. O céu estava lindo lá fora, mas minhas cortinas estavam fechadas e eu estava enrolado debaixo dos cobertores.
Devia estar com febre ou algo assim, para sentir tanto frio.
Tudo isso me servia de lição. Quem mandou ser tão promíscuo, Logan?
Não tinha culpa se gostava de um sexo.
Tenho certeza absoluta que meu estado estava deplorável. Não fazia a barba já havia um tempo e também não dormia direito. Devia ter olheiras, mas me sentia extremamente preguiçoso para ir ao banheiro olhar.
Ouvi a campainha tocar lá embaixo e imediatamente pensei: "Que não seja ela". Nem me mexi, apenas fiquei ali, com os olhos fechados e ouvindo o silêncio.
Logo a porta foi aberta. Ouvi passos se aproximarem e algo ser jogado em cima de mim. Abri meus olhos e foquei na pessoa que estava em pé, próxima a mim.
Não acreditava que aquela pessoa estava ali de livre e espontânea vontade. Arqueei as sobrancelhas.
— O que é isso? — Analisei o objeto que havia atirado em mim. Era um caderno.
— O professor mandou eu te entregar e quer saber porque anda faltando.
— Só isso?
— Sim.
— Aposto que sentiu minha falta, moleque — Dei um sorrisinho. O primeiro depois da festa.
Porque eles vinham tão facilmente quando queria provocar aquele idiota?
— Nem fodendo, seu puto — Resmungou — Agora já vou.
— Você parece um gato — Comentei.
Sempre ia e vinha quando queria. Além de sempre ser arisco e ter medo de aproximações.
— Você é um idiota.
— E você me adora assim mesmo.
— Claro, quem não ia adorar um puto vagabundo que nem tu — Ironizou com desgosto.
— Porque o professor mandou justamente você? — Resmunguei.
— Eu sou ele, por acaso? Ou acha que tenho algum tipo de habilidade paranormal pra ler as intenções dos outros?
— Você está estranhamente comunicativo — Observei.
— Prefere meu silêncio, porra?
— Não.
— Não se acostume, odeio falar contigo, você é um idiota, apenas comi açúcar demais. Fico muito enérgico e... — Calou-se e fitou-me com sua expressão sempre indiferente — Ainda não me disse o por quê de estar faltando.
Dei uma risada baixa ao ouvi-lo falando tanto daquela forma. Era engraçado, mesmo que continuasse inexpressivo e com a voz ameaçadora.
— Nada que precise saber — Esquivei-me. Não queria contar pra ele.
— Hm, não estou interessado em saber na sua vida de merda, de qualquer forma — Coçou o cabelo e pude ver, mais uma vez, seu aparelho de surdez.
Sei lá, sempre esquecia desse detalhe. De que ele era mesmo meio surdo.
Apesar de mais comunicativo, o Grey ainda era ele, com aquela personalidade horrível, afinal.
Ouvi a porta ser aberta em um estrondo e uma loira apareceu, ficando com os olhos ardendo em raiva quando viu quem estava ali comigo. Vi a careta que o russo fez ao fita-la ali.
— Logan, o que esse... essa coisa está fazendo aqui? — Disse com um tom ridículo, como se Grey tivesse uma doença contagiosa.
— Essa aí não desiste — Riu sarcástico.
Parando pra pensar, nunca havia visto esse menino sorrir sinceramente. Nunca.
— Eu queria dizer que tenho pena de você, mas não tenho — Ela deu uma risada — Fica perseguindo o meu Logan, sendo que não vai dar em nada.
— Meu? Conseguiu avançar no relacionamento inexistente de vocês?
— Seu tipo é mesmo o pior que existe.
— Meu tipo? — Arqueou as sobrancelhas.
Naturalmente, ele nem ligaria para as provocações, mas ela estava apelando.
— Esses homossexuais nojentos que andam por aí — Fez uma voz nauseada que me incomodou.
Eu tinha tantos parentes e amigos assim, além do russo mesmo, e isso me enchia de raiva. Por que as pessoas eram tão ignorantes?
— Olha, eu posso ter certeza que posso fazer muitos caras me desejarem mais do que desejam você — Provocou.
Alice soltou um gritinho horrível, mas logo sorriu, lembrando-se de algo que ela tinha, um trunfo, na nossa relação. Algo que me prenderia a ela pra sempre.
— 'Tá por fora — Riu — Tenho algo muito mais sólido do que apenas desejo.
— Ah é? Meus parabéns — Ironizou — Pena que não posso ligar menos. Agora, já fiz o que tinha que fazer. Vê se morre. Vocês dois — E virou-se para sair do quarto, mostrando o dedo do meio de costas.
Mas a loira segurou seu pulso. Vi todo o seu corpo se retesar.
Eu já tinhas visto as cicatrizes algumas vezes em que consegui estar perto o suficiente. Eram feia e, toda hora que eu chegava perto daquela área, ele parecia levar um choque. Ficava agoniado o suficiente para deixar transparecer.
— Vê se não volta. Não quero alguém como você perto do pai do meu filho — Disse vitoriosa e com um tom de orgulho.
Não estava com cabeça para aquilo. Não ia interferir.
— Então já conseguiu dar o golpe do baú, vadia? — Fez um expressão falsamente surpresa — Se não consegue segurar o homem, tem que ser assim, não é? — Usou sua melhor expressão mortal enquanto virava o rosto pra fitar-me.
Engoli em seco e desviei o olhar para o teto.
Quando percebeu isso, apenas saiu do quarto e pude ouvi-lo fechar a porta no andar de baixo alguns segundos depois.
— Não quero ver ele aqui — Reclamou a loira.
— Não começa, não 'tô afim.
— Você tem que voltar pra aula — Resmungou — Não vejo a hora de todo mundo saber das novidades.
— Alice, vai embora hoje.
Puxei a coberta e cobri-me totalmente, suspirando e fechando os olhos em seguida. A menina desistiu e saiu batendo a porta. Que saco.
Quando me percebi sozinho, sentei-me na cama e percebi algo que chamou minha atenção. A toca que o moreno usava quando chegou estava caída no chão.
Peguei-a rapidamente e voltei a encolher-me na mesma posição de antes enquanto cheirava aquele pedaço de pano. Poderia parecer um tanto esquisito, mas... Podia ser que eu não viesse a sentir aquele cheiro novamente.
Morangos e bebês. Era engraçado que ele cheirasse assim.
Ah, estava tão cansado. Tinha tomado umas parada aê que era tinha que tomar sempre que dava minhas recaídas, já que me recusava terminantemente a me tratar.
Qual é, eu fiquei ótimo por anos sem precisar desse tipo de ajuda.
Mas o medicamento era necessário. Era o jeito mais fácil de me manter calmo naquelas situações. Tudo podia ser esperado quando eu perdia completamente o controle das minhas emoções.
Eu sei que deveria levantar e seguir com a minha vida. Não era o fim do mundo e eu entendia isso, mas não tornava nada menos doloroso.
Tinha tanta coisa acontecendo desde que aquele maldito russo entrou na minha vida.
Pouco tempo depois, ouvi duas batidas na porta, anunciando que era a minha mãe. Ela sempre usava essa nossa senha. Senti a cama afundando-se e percebi que tinha sentado ali.
— 'Tá tudo bem, filhote? — Começou a mexer no meu cabelo.
Ah, isso não era bom.
Deitei minha cabeça em seu colo, virando minha cabeça para seu abdómen e abraçando-lhe a cintura.
— Mãe — Minha voz estava fraca e sentia vontade de chorar. Porque ela tinha que dar tanto carinho quando eu estava tão frágil? Era pedir pra chorar.
— Fala, meu filho.
— Eu... Eu sinto falta dele, mãe.
— Eu sei — Ela entendeu na hora do que se tratava.
— Eu queria poder ver ele mais uma vez.
— Eu também, meu amor.
— M-mas... Mãe — Comecei a chorar de verdade, lembrando de muitas coisas ao mesmo tempo.
— Não chora — Ela começou a chorar também.
— Não, mãe, não chora você — Levantei-me e abracei-a apertado.
— A gente nunca vai esquecer dele, filho.
— Eu tenho medo de esquecer.
— Não precisa.
— Mas eu tenho mais medos.
— De quê?
— Do futuro. Não sei o que vai ser de mim. Tenho medo do que vou ter que desistir, das coisas que virão. De perder o controle de novo igual àquela vez. Me desculpa te decepcionar, mamãe. Não tenho nem lugar onde colocar a culpa porque, dessa vez, ela é toda minha — Voltei a deitar-me enquanto fitava o teto.
Seus dedos não paravam de fazerem carinhos delicados e suaves nos meus fios ruivos, tão iguais aos do meu pai.
— Não conheço ninguém que não tenha medo do futuro, filho. Não tem como a gente prever o que vai acontecer, e, se tivesse, a vida não teria tanta graça. Sei que isso está doendo agora e que você vai ter que desistir de algumas coisas enquanto outras vão embora nesse meio tempo, mas, o que ficar, vai ser verdadeiro. E tenho orgulho de você, Logan. É claro que fico triste, não tem como, mas, teria ficado decepcionada de verdade, se você escondesse de nós e não tivesse assumido a responsabilidade. Mas você foi forte e provou que os valores que te ensinamos não são só coisas pra ficar na memória.
Se ela soubesse o quanto ouvir aquilo me aliava. Na verdade, acho que Carolina sabia. Era minha mãe, afinal. Tudo que eu queria era ser forte por ela.
— O pai 'tá aí?
— 'Tá sim — Ela sorriu — E ele me disse o mesmo uns minutos atrás.
Como eu amava meus pais.
— Te amo, mãe — Nunca teria vergonha de dizer isso.
— Te amo, meu bebezinho — Ela riu com minha careta de desgosto ao ouvir o apelido, sendo que já estava pra ter o meu "bebezinho" e a morena ainda me chamava assim.
Sabia que tinha a maior sorte do mundo, apesar das adversidades.
Existiam todos os tipos de pais nesse mundo. Os que batiam, que ignoravam ou fazia coisas piores. Não sabia muito deles. Apenas sabia que os meus me ensinaram tudo e queria que eles durassem pra sempre.
Apaguei ali e apenas voltei a acordar quando estava escuro lá fora e uma brisa entrava pela janela. Eu era sacudido não tão gentilmente por alguém muito inconveniente.
Porra, era o primeiro sono descente que eu tinha esses dias.
Esfreguei meus olhos até conseguir ver quem era. Iris estava sentada na beirada da cama e olhava-me preocupada.
— Porra, cara! Estou tentando te acordar tem uns dez minutos!
— Obrigado por me acordar do meu melhor sono da semana — Resmunguei, tampando meu roso com o travesseiro.
— Precisava falar contigo, Cinderuiva — Apelido tosco de quando éramos criança — 'Tá tudo bem?
— Sim, estou bem.
— O que aconteceu dessa vez?
— Porque tu fala como se fosse frequente? — Resmunguei, olhando-a pelo canto do olho.
— Não evita o assunto, Logan — Estava séria.
— Dessa vez fodeu, Iris — Ri amargamente e sentei-me na cama, com as costas apoiada na parede.
— Me conta logo — Veio sentar-se ao meu lado, encostando a cabeça no meu ombro.
— Não me mata.
— Anda logo, seu dramático.
Bom, era igual dizia Maquiavel: As coisas ruins tinham que ser feitas todas de uma vez. No meu caso, contaria tudo agora.
— É... — Cocei a parte de trás da cabeça — Vou ser pai.
— O QUE? — Espantou-se, mas logo começou a rir — Porra, ruivo, não me assusta assim.
— O exame da Alice deu positivo — Disse sério e ela retribuiu. O clima ficou tenso.
— Você só pensa com a cabeça de baixo? — Suspirou pesadamente — Não acredito! Não sabe usar camisinha?
— Eu sempre uso.
— Quanta irresponsabilidade, meu Deus! Vai fazer o que agora? E esse filho pode não ser seu, sabia? Aliás, esses testes de farmácia não são tão confiáveis...
— Ela me garantiu que não tinha ficado com mais ninguém desde que transamos pela primeira vez, Iris. E sobre o teste... Alice disse que vai fazer o exame no médico — Suspirei e passei as mãos pelo meu cabelo — Tudo que posso fazer é assumir é criança.
— Pelo menos isso — Passou a mão pelo cabelo, nervosa — Mas não fica com ela. Não quero isso. Não quero você infeliz, depois de tudo... Não, Logan. Que irresponsabilidade!
— Não quero ouvir sermão — Cortei-a antes que continuasse — Eu entendo o que fiz de errado. Foi um acidente. Não era pra acontecer. Mas, de qualquer forma, eu seria infeliz. Não tinha chance desde o início. Você sabe da minha história. Teve uma época que eu realmente achei que isso ia passar, Iris. Eu juro! Mas não dá pra passar por cima disso.
— Você sempre parece feliz pra mim.
— Pode ser, Iris, mas aquilo... Nunca vai passar. O sentimento daquilo nas minhas mãos... Não dá.
A morena olhava-me com um olhar que mostrava entender sobre o que eu estava falando. Eu era feliz, do meu modo, mas essas crises sempre voltavam.
Tenho sorte de tê-la ali comigo juntamente com meus pais.
— Todo mundo merece uma chance de ser feliz, Lolo — Abraçou-me e deu-me um beijo estalado na bochecha.
— Não vem com essas frases de conforto do Google pra cima de mim não, mulher — Brinquei, soltando uma risadinha.
Senti um soquinho no braço e pude ver seu sorriso com dentes incrivelmente brancos e alinhados.
— Idiota. Vai ficar tudo bem, sabe? Eu 'tô aqui. Minha presença é divina. Não é assim que 'cê costuma dizer? — Deu uma risada — Eu sei o quanto tudo doeu em tu e pode parecer bobo pra outras pessoas, mas eu sinto muito. Eu te amo, Incrível Ruivo.
Incrível Ruivo. Não ouvia isso desde os meus treze anos de idade!
— Obrigado — Sorri — Também te amo, Iris Maravilha.
— Eu sei — Estufou o peito — Mas, deixando isso de lado, temos uma excursão amanhã, sabia? Teu nome 'tá lá! Seus pais assinaram e pagaram.
— Sério?
— Pode agradecer sua amiga maravilhosa aqui! Então, amanhã eu te pego, viu? Quero um ruivo gostoso, cheiroso e... Barbeado — Beliscou minha bochecha.
— Ai, sua puta — Reclamei falsamente irritado — Tudo bem, você é quem bota moral por aqui.
— Ótimo! Vamos ficar três dias numa floresta pro trabalho de biologia. Um pra estudar e os outros dois para fazermos uma competição sinistra lá.
— Você... Não prestou atenção na aula, 'né? — Estreitei os olhos.
— Claro que sim! — Sorria esperta e eu sabia que era mentira.
— Ah, o Grey teve aí.
— Sério? Conta mais — Deitou-se no meu colo.
— Deu de cara com a Alice e ganhou a briga, como sempre.
— Pagaria pra ver aquela vaca loira morrendo de raiva.
— Hm — Um cansaço me bateu — Ei, 'tô com um sono.
— Voltou com os remédios?
— Aham, sabe como é 'né — Resmunguei, fechando os olhos. Os medicamentos davam um puta sono.
— Não exagera — Beijou-me na bochecha e levantou-se da cama — Amanhã tu vai ou eu te arrasto.
— Que vadia! — Dei uma risada cansada e deitei-me na cama, falando embolado pelo sono — Já estava até... Pensando como iria fugir.
— Ah, se não conhecesse seu amor por excursões e biologia até acreditaria — Riu — Boa noite, Incrível Ruivo.
— Boa noite.
Pude ouvir o som da porta batendo e adormeci. Tendo o segundo melhor sono daquela semana.
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