ONE-SHOTS
4 Astrid Hofferson & Merida Dunbroch — Tempestade (L)
Notas iniciais
Astrid & Merida
Tempestade
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Ela entrou com seu passo apressado e a respiração ofegante naquela caverna, a tempestade caía do lado de fora, de vez em quando um trovão rasgava o céu e estrondavam os seus tímpanos, não chegava a faze-lhe medo, acostumou-se a tormentas, sua mãe cantava músicas a seu ouvido quando pequena, isso a impediu de sentir medo, parece bobagem, apesar de amar histórias de terror, cujo seu pai contava, tinha medo de trovões.
Colocou o arco e flecha encostada na parede de musgo, em seguida tentou eliminar a quantidade de água da chuva de seus cabelos cacheados, respirou profundamente quando fez, com os olhos vidrados na fisionomia da adolescente loira com as costas repousada no fundo da caverna, aproximou-se. O sopro do vento era gélido como se estivesse no meio de um lado congelado, batia atrás de si, esfregou as palmas da mão, pra assim produzir calor, sem sucesso; estando próxima a amiga, sentou-se a sua frente em posição de lótus. Encarou por breves segundos os olhos verdes dela, na qual fez o mesmo para os seus azuis, o silêncio juntou-se a elas, a de cabelos cor de brasa lhe presenteou com um curto sorriso, Astrid desviou o olhar em direção a direita, afundando-se na capa preta de Merida, sobre seu corpo, aquecendo-a na altura dos ombros para baixo.
Não havia outra como Astrid e se quisesse compará-la com alguma coisa, seria risível, pois nada se compara, tinha esse modo durona, mas doce e frágil às vezes, o silêncio diz tudo estando ao lado da dama dos dragões, assim a chamava.
A jovem pegou a maça que estava no bolso de seu vestido verde escuro, e estendeu a ela, voltando-se a Merida franziu a testa, como estranhamento, ficou desse modo, até tomar o fruto com dificuldade, fazendo-a a capa cair.
— Foi para isso que saiu? — a pergunta saiu como bronca, seu tom de voz rouco recuando pelo lugar num curto eco.
—Você deve está com fome. — afirmando com convicção, notou como a amiga ainda olhava para a fruta, pergunta se deve ou não comer. —É melhor comer. — ordena com autoridade na voz.
—Abra para mim. — pede, dando a maça, as mãos delicados de princesa pegou e partiu com dificuldade. — Fique com uma — se fez uma pausa. — não quero minha salvadora morrendo de fome também. — riu por fim.
Negando no começo aceitou, comeram em silêncio, os ventos da tempestade sopravam como um assovio e as árvores ao redor da floresta seguiam o ritmo, com os galhos e folhas se balançado, Merida foi a primeira a terminar, esperou a amiga, amaldiçoa nas vezes que sua gula fazia comer a mais nos dias que morava em DunBroch, como gostaria de ter um prato de biscoitos.
— Obrigada. — agradece, a escocesa não respondeu. Com expressão delicada sorri demonstrando a primeira fileira dos dentes de cima. — Mas não se arrisque novamente, por favor.
— Só fui pegar uma maça, isso não se arriscar. — comentou com o tom de voz brincadeira.
— Conhecendo você como é, sei que subiu em uma arvore para pegá-la, está chovendo e trovejando, foi sorte estar viva.
— Não importa. — resmungou, cruzou os braços de forma indiferente. — Afinal foi minha culpa estamos aqui, se eu tivesse lhe escutado estaríamos em Berk. — completou suavizando o gesto que fez. — Por minha culpa está ferida... — sua fisionomia tornou-se lastimoso.
Realmente era sua culpa, Astrid tinha o modo mandão, porém era para o seu próprio bem, antes de estar nessa caverna com a viking, cuja alertou sobre a tempestade. Ambas voltavam para a casa, depois de treinar arco e flecha, quando Merida resolveu fazer um caminho diferente a fim de explorar a área, talvez por causa dos sermões da outra, adentrou a floresta, a dama dos dragões nunca a deixaria só, seguiu junto a ela, mesmo tendo receio, após minutos andando o temporal as pegou, um raio derrubou uma arvore fazendo o tronco tombar com estrondo na terra, causando a queda de Astrid e a torção do pé.
Observando com atenção a face triste da arqueira, a mais velha chamou sua atenção começando com uma conversa sobre um dos seus amigos, com um gesto cansando sentou-se com a postura quase ereta, para estar mais perto de Merida, cuja observou, tendo a voz sumida por breves segundos contou-lhe um segredo sobre o amigo, instantemente escutou-se o eco da risada espalhafatosa da ruiva por toda caverna, rodeou a própria cintura, para segurar o fôlego, sua ação trouxe alegria a Astrid, na qual riu levemente, devido o cansaço e a sonolência, o frio inimigo, não ajudava; cessadas as gargalhadas da outra, recontou-se novamente na parede da caverna, fechou os olhos por dois segundos e viu a figura da amiga juntar-se a ela no lado direito.
— Está com frio? — questionou Merida num murmuro, sua vista manteve-se a frente, a chuva permanecia inabalável.
Houve o silêncio e resposta vem depois.
— Sim.
Trocaram um rápido olhar. DunBroch recostou a cabeça no ombro da amiga, aproximando o corpo a ela, desta forma seu calor seria o dela também, o sorriso da amiga tornou-se o arco-íris da tempestade, quando se conheceram, teve a impressão que seria rivais, talvez a queda da escocesa por seu amigo, fosse a razão, todavia ao conhecê-la melhor tornaram-se melhores amigas, compartilhavam segredos e risadas, de vez em quando fúrias, ambas como yin yang, a algo cuja nunca esqueceria em Merida além de seu coração valente... Sua amizade.
— Obrigada por ser minha amiga Merida DunBroch. — fechou os olhos a fim de dormir, após essas palavras.
— Eu digo o mesmo Astrid Hofferson. — faz o mesmo gesto.
— Mas na próxima vez... Escute o que digo.
A escocesa sorriu com o ultimo comentário.
Ambas dormiram naquela noite unidas.
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