Notas iniciais
LEMBRANDO QUE É A PARTIR DA ÚLTIMA FRASE DO LIVRO: O ÚLTIMO OLIMPIANO*Pela primeira vez, eu não olhei para trás.* (eu não vou fazer uma continuação, não tenho imaginação pra tanto, se você quiser continuar isso, fale nos comentários tua ideia, se eu aprovar bem, se não, amém! pode fazer também, kkk, contanto que coloque os devidos créditos, ok? hahaha)

De repente, acordo numa sala azul claro, estou numa maca, minha mãe está dormindo em uma cadeira ao lado da minha cama. Me sento e ela acorda:

– Percy! Finalmente! Você acordou!

Estou atordoado, olho para as minhas mãos, aparentemente, tenho doze anos. De novo.

– Como? – digo ainda atordoado

– Oh, Percy... estávamos indo ao seu acampamento de verão. Lembra-se? Seria seu primeiro ano, Grover iria com você, mas estava chovendo, bati o carro, eu e Grover ficamos machucados, ele quebrou a perna, eu quebrei o pulso, você... você ficou desacordado, entrou em coma, está aqui a seis meses.

Balanço a cabeça, como, em seis meses, eu sonhei com quase cinco anos? Outro pensamento me ocorre; Annabeth. Significava que ela não é real? E Quíron, o Acampamento, até o Sr. D. Tudo aquilo foi obra da minha mente?

Ela sai do quarto e volta alguns minutos depois com o doutor, seu nome está bordado em letras cursivas azul-claro no bolso, o que torna difícil ler, mas sou poupado disso quando ele começa a falar:

– Ora, ora, então quer dizer que você acordou mesmo, sr. Jackson. Infelizmente, você terá que ficar aqui em observação por mais uma semana, para ter certeza que está bem de saúde. Meu nome é dr. Carlos Catill, estarei responsável por você nesses dias. Vou deixar você e sua mãe sozinhos, caso queiram conversar.

Ele sai da sala. Minha mãe fica calada até a porta fechar, então começa devagar:

– Olha, Percy, as coisas estão um pouco diferentes, enquanto você estava aqui, eu me mudei do apartamento para perto da sua próxima possível escola, e também me separei do Gabe, então vamos ficar mais livres, até porque, depois do acidente, foi mais fácil tomar essa decisão.

Essa parte me alegrou, embora eu ainda estivesse em choque por causa de perder Annabeth.

*Passa a semana*

Olho para a entrada da escola, Grover está ao me lado, decidiu que iria aonde eu fosse agora, só para o caso de eu sofrer mais acidentes e entrar em coma, ele está com uma calça que deixa aparecer um pouco da panturrilha, e infelizmente, ela não é parte bode. Ele se vira para mim e diz:

– Não vai entrar?

– Daqui a pouco

– Tudo bem, vejo você lá dentro então?

–É claro.

Se passa apenas alguns segundos após ele entrar que vejo uma figura perto da porta, tenho a sensação que a conheço, mas ignoro o pensamento, ela entra, e após um minuto, entro também.

Continuo andando sem prestar atenção a minha frente até que esbarro em alguém, os nossos livros caem no chão e me inclino para pegá-los e então ela esbraveja:

– Olhe por onde anda! Não vê que tem gente com pressa? O que você tem na cabeça? Algas?

Paro, olho para cima e o que vejo só pode ser uma miragem. 'Como pode?' Penso.

Levanto-me e entrego os livros dela, crio coragem e pergunto o que já deveria saber:

– Desculpe. Qual seu nome?

Ela me olha com aqueles olhos cinza-tempestuoso, a raiva está passando:

– Annabeth Chase. E o seu?

Tudo dentro de mim desmorona. É ela. penso.

– Percy Jackson.

Ela me encara, agora o olhar é duvidoso e faz outra pergunta:

– Por acaso eu te conheço? Tenho a sensação que deveria.

Hesito. Penso em dizer sobre meu coma e meus sonhos com ela, mas desisto.

– Definitivamente não. Eu nunca vim aqui antes.

– É meu primeiro ano também.

O sinal toca, conferimos o horário, temos a primeira aula juntos, ela sorri e diz:

– Vamos, Cabeça de Alga, a aula já começou.

Notas finais
In Off - Percy: É... tem coisas que nunca mudam. Espero que o final dessa história seja tão bom (ou até melhor) que o do meu sonho, pela primeira vez, acho que vou ficar mais de um ano em uma escola, e ela estará comigo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!