O Último Dia
1 1 Capitulo- Olhos Fechados
Notas iniciais
Lembro-me como se fosse ontem, parece que tudo foi tão rápido, estou meio perdido, não tenho certeza aonde estou e quem realmente sou, sinto que uma parte de mim foi arrancada á força e levada para o mar do esquecimento no qual a minha memória luta firmemente para tentar salvá-la.Minhas lembranças estão surgindo em minha mente mais do que nunca, não sei exatamente como funciona esta vida.No momento mais feliz de minha vida, o destino fez com que esse dia termine de uma forma tão rápida que nem deu tempo de dizer tudo o que eu tinha pra dizer, nem ao menos um adeus fui permitido.
Queria poder apenas sorrir e ir em frente, guardar as lembranças e buscar novos propósitos e objetivos na vida, porém, tudo tem dado errado, parece que nessa vida nada funciona sem ela. Ela era o brilhar do meu dia, não importa se reclamava ou brigava comigo, só de ouvir tua voz, tua doce voz, bastava. Eu tinha quase certeza de que aquilo iria ser pra sempre, que teria alguém ao meu lado sorrindo e dizendo que me amava, nem faz tanto tempo, mas sinto falta disso.
Não saio do quarto a dias, só para comer e ir ao banheiro, me recuso voltar aquela escola e encontrar pessoas me olhando fixamente em mim, tirando pedaços grandes de minha resistência até sobrar no meu olhar um grande quantidade de medo que consome o corpo todo, me vigiando como se eu fosse o centro de atenções, sendo visto como um pobre coitado que perdeu a namorada e agora está sozinho no mundo e não tem ninguém ao seu lado.Ver todos os meus amigos exigindo explicação, tentando me consolar, acho que dessa forma faz-me sentir mais triste, pois o sentimento de culpa toma posse de mim, não consigo aceitar que a perdi, que aconteceu assim tão der repente e eu não pude fazer nada para salvá-la, me sinto um idiota.O inchaço toma posse da minha face, meus olhos estão praticamente dormentes e vermelhos de tanto chorar, eu sempre me achei forte, corajoso e capaz de tornar o impossível algo fácil de se realizar, mas vejo que não tenho sido o bastante, não consigo me servir de espelho para superar todo este mal estado e sensação.
Sinto minha alma leve e vaga, entre aos ventos que entram pela janela de meu quarto beija meu rosto pálido e frio. Esta sensação é horrível me sinto incapaz de ser alguém, mas uma parte de mim ainda luta, sei que ainda existe um eu com bravura e cheio de vontade de provar capaz.
Estou meio confuso em relação aos meus sentimentos, não sei se o que estou sentindo neste momento é raiva ou medo, só sei que é algo de grande intensidade que atinge meus pensamentos e mexe comigo. Acho que estou com medo. Medo de perder todos àqueles que amo da mesma maneira que perdi minha amada. Sinto-me tão inseguro, nunca me senti assim, sinto que estou posto á uma prova de resistência que não tenho certeza se estou pronto e disposto a encarar.
Acabei de conferir meu celular e está cheio de ligações não atendidas, minha mãe muitas vezes sobe aqui para me avisar que meus amigos vieram me visitar, mas eu me recuso me apresentar, eu preciso de um tempo pra assimilar as coisas, por a cabeça no lugar, tentar superar pelo menos um pouco o que estou passando para poder seguir em frente, preciso que os outros entendam o meu espaço, que entendam o fato de não querer conversar com eles no momento, esta situação é bem complicada e delicada pelo menos para mim. Sei que eles irão entender, afinal são meus amigos, eles precisam fazer, acho que o máximo que eles pode fazer por mim neste momento é manter distancia e respeitar meu espaço.
Mas que espaço? Estou me perguntando até agora, já faz quase duas semanas que o houve o ocorrido e ainda continuo na mesma, nem melhor nem pior. Nos primeiros me senti horrível por ter a certeza que eu não teria ela mais ao meu lado, que era o fim. Tive muito tempo pra pensar sobre isso, mas a cada dia que se passa eu sinto sua falta, choro numa angustia inevitável que me recuso a ter controle sobre o que penso e sinto, eu sei é possível, mas é muito difícil, e como expliquei, estou me sentindo incapaz de fazer qualquer tipo de coisa, me sinto tão fraco e inútil.
Posso dizer que tive uma melhoria, pois nos primeiros dias eu não conseguia me controlar, e pra aliviar o medo e a raiva eu descontava em mim, pegava a gilete e pressionava contra o pulso e quanto mais eu via o sangue jorrar, mais eu sentia gosto por me machucar, aquela lamina passava como o vento, eu não sentia, pois a dor reservada em meu coração era muito maior, nem se comparava a pequenos cortes.
Eu tinha vontade de me matar, de entregar meu corpo á morte, e deitar ao lado dela naquele caixão, eu não merecia viver,eu que deveria ter morrido no lugar dela, ela não merecia. Ela uma estudante bem sucedida, ganhou uma bolsa para estudar em uma das melhores escolas da minha cidade, ela era muito inteligente, fora isso cantava super bem, nós tínhamos uma banda, a música era uma ponte que ligava nossos corações, palpitava em um ritmo implacável como se nossos corações fossem apenas um só. Agora a banda não importa mais, o que é uma música sem ela? Ela era a melodia de minhas letras.
Ela dava vida á tudo aquilo que eu sentia, ela dava razão ao meu respirar, a única pessoa capaz de tirar o sorriso de minhas lágrimas, estava lá o tempo todo para não deixa-las chegar ao chão. Fazia-me sentir especial e muito amado, que alguém se importava comigo e com meu bem estar, tinha meus amigos que também se importavam, mas eles nunca me entenderiam, e acho que até este momento ainda não entendem, eu dou razão a eles, sou um ser bem estranho e complicado de se entender.
Hoje o único que me pode entender sou eu mesmo, e Deus, acho que é o único que posso contar no momento.
Sinto-me tão incompreendido que nem eu mesmo consigo entender, estou tentando fazer isto até agora, mas meus pensamentos parecem viver fugindo do meu senso de entendimento, isso é muito confuso, mas tenho certeza que...
Bom, quer saber de uma?Não tenho mais certeza de nada, minha mente está mais bagunçada que meu quarto, que eu não arrumo faz muito tempo, mas eu nem ligo, só consigo pesar no que está acontecendo mesmo, se bem que eu poderia até dar uma arrumadinha nele.
Estou no meu quarto deitado na cama pensando e ouvindo música, as músicas sempre falaram por mim, acho que não vai ser diferente agora. Essa música fala algo que realmente sinto penso quando ela diz: O verão veio e se foi, O inocente nunca sobrevive, Me acorde quando setembro acabar. Realmente penso, será que é justo isto? Uma pessoa tão boa, inocente que nunca fez nada de mal a ninguém, partir de tal forma viril e horrível, novamente surge em minha mente ideias de suicídio, mas lembro de que não é justo fazer aqueles que amam sofrer por mim, não quero que eles chorem pela minha partida, não desejo que façam loucura por revolta disso.
O que posso fazer mais? Terei de carregar isto pro resto da vida, esses sentimentos, acho que está mais que na hora de recomeçar a minha vida, conhecer gente nova, novos lugares e tentar esquecer-me disso tudo.
Queria poder apenas sorrir e ir em frente, guardar as lembranças e buscar novos propósitos e objetivos na vida, porém, tudo tem dado errado, parece que nessa vida nada funciona sem ela. Ela era o brilhar do meu dia, não importa se reclamava ou brigava comigo, só de ouvir tua voz, tua doce voz, bastava. Eu tinha quase certeza de que aquilo iria ser pra sempre, que teria alguém ao meu lado sorrindo e dizendo que me amava, nem faz tanto tempo, mas sinto falta disso.
Não saio do quarto a dias, só para comer e ir ao banheiro, me recuso voltar aquela escola e encontrar pessoas me olhando fixamente em mim, tirando pedaços grandes de minha resistência até sobrar no meu olhar um grande quantidade de medo que consome o corpo todo, me vigiando como se eu fosse o centro de atenções, sendo visto como um pobre coitado que perdeu a namorada e agora está sozinho no mundo e não tem ninguém ao seu lado.Ver todos os meus amigos exigindo explicação, tentando me consolar, acho que dessa forma faz-me sentir mais triste, pois o sentimento de culpa toma posse de mim, não consigo aceitar que a perdi, que aconteceu assim tão der repente e eu não pude fazer nada para salvá-la, me sinto um idiota.O inchaço toma posse da minha face, meus olhos estão praticamente dormentes e vermelhos de tanto chorar, eu sempre me achei forte, corajoso e capaz de tornar o impossível algo fácil de se realizar, mas vejo que não tenho sido o bastante, não consigo me servir de espelho para superar todo este mal estado e sensação.
Sinto minha alma leve e vaga, entre aos ventos que entram pela janela de meu quarto beija meu rosto pálido e frio. Esta sensação é horrível me sinto incapaz de ser alguém, mas uma parte de mim ainda luta, sei que ainda existe um eu com bravura e cheio de vontade de provar capaz.
Estou meio confuso em relação aos meus sentimentos, não sei se o que estou sentindo neste momento é raiva ou medo, só sei que é algo de grande intensidade que atinge meus pensamentos e mexe comigo. Acho que estou com medo. Medo de perder todos àqueles que amo da mesma maneira que perdi minha amada. Sinto-me tão inseguro, nunca me senti assim, sinto que estou posto á uma prova de resistência que não tenho certeza se estou pronto e disposto a encarar.
Acabei de conferir meu celular e está cheio de ligações não atendidas, minha mãe muitas vezes sobe aqui para me avisar que meus amigos vieram me visitar, mas eu me recuso me apresentar, eu preciso de um tempo pra assimilar as coisas, por a cabeça no lugar, tentar superar pelo menos um pouco o que estou passando para poder seguir em frente, preciso que os outros entendam o meu espaço, que entendam o fato de não querer conversar com eles no momento, esta situação é bem complicada e delicada pelo menos para mim. Sei que eles irão entender, afinal são meus amigos, eles precisam fazer, acho que o máximo que eles pode fazer por mim neste momento é manter distancia e respeitar meu espaço.
Mas que espaço? Estou me perguntando até agora, já faz quase duas semanas que o houve o ocorrido e ainda continuo na mesma, nem melhor nem pior. Nos primeiros me senti horrível por ter a certeza que eu não teria ela mais ao meu lado, que era o fim. Tive muito tempo pra pensar sobre isso, mas a cada dia que se passa eu sinto sua falta, choro numa angustia inevitável que me recuso a ter controle sobre o que penso e sinto, eu sei é possível, mas é muito difícil, e como expliquei, estou me sentindo incapaz de fazer qualquer tipo de coisa, me sinto tão fraco e inútil.
Posso dizer que tive uma melhoria, pois nos primeiros dias eu não conseguia me controlar, e pra aliviar o medo e a raiva eu descontava em mim, pegava a gilete e pressionava contra o pulso e quanto mais eu via o sangue jorrar, mais eu sentia gosto por me machucar, aquela lamina passava como o vento, eu não sentia, pois a dor reservada em meu coração era muito maior, nem se comparava a pequenos cortes.
Eu tinha vontade de me matar, de entregar meu corpo á morte, e deitar ao lado dela naquele caixão, eu não merecia viver,eu que deveria ter morrido no lugar dela, ela não merecia. Ela uma estudante bem sucedida, ganhou uma bolsa para estudar em uma das melhores escolas da minha cidade, ela era muito inteligente, fora isso cantava super bem, nós tínhamos uma banda, a música era uma ponte que ligava nossos corações, palpitava em um ritmo implacável como se nossos corações fossem apenas um só. Agora a banda não importa mais, o que é uma música sem ela? Ela era a melodia de minhas letras.
Ela dava vida á tudo aquilo que eu sentia, ela dava razão ao meu respirar, a única pessoa capaz de tirar o sorriso de minhas lágrimas, estava lá o tempo todo para não deixa-las chegar ao chão. Fazia-me sentir especial e muito amado, que alguém se importava comigo e com meu bem estar, tinha meus amigos que também se importavam, mas eles nunca me entenderiam, e acho que até este momento ainda não entendem, eu dou razão a eles, sou um ser bem estranho e complicado de se entender.
Hoje o único que me pode entender sou eu mesmo, e Deus, acho que é o único que posso contar no momento.
Sinto-me tão incompreendido que nem eu mesmo consigo entender, estou tentando fazer isto até agora, mas meus pensamentos parecem viver fugindo do meu senso de entendimento, isso é muito confuso, mas tenho certeza que...
Bom, quer saber de uma?Não tenho mais certeza de nada, minha mente está mais bagunçada que meu quarto, que eu não arrumo faz muito tempo, mas eu nem ligo, só consigo pesar no que está acontecendo mesmo, se bem que eu poderia até dar uma arrumadinha nele.
Estou no meu quarto deitado na cama pensando e ouvindo música, as músicas sempre falaram por mim, acho que não vai ser diferente agora. Essa música fala algo que realmente sinto penso quando ela diz: O verão veio e se foi, O inocente nunca sobrevive, Me acorde quando setembro acabar. Realmente penso, será que é justo isto? Uma pessoa tão boa, inocente que nunca fez nada de mal a ninguém, partir de tal forma viril e horrível, novamente surge em minha mente ideias de suicídio, mas lembro de que não é justo fazer aqueles que amam sofrer por mim, não quero que eles chorem pela minha partida, não desejo que façam loucura por revolta disso.
O que posso fazer mais? Terei de carregar isto pro resto da vida, esses sentimentos, acho que está mais que na hora de recomeçar a minha vida, conhecer gente nova, novos lugares e tentar esquecer-me disso tudo.
Josh Young é um garoto simples e alegre, porém tem sua vida mudada após a perda de sua namorada em um trágico acidente de avião, passando a ser alguém frio e amargo. Até que repentinamente decide-se mudar para outro lugar e recomeçar uma nova vida, conhecer novas pessoas, e ver se consegue apagar os problemas de sua vida. Nos primeiros dias foram muito difíceis, pois não tinha amigo, mas logo com o tempo acaba conhecendo pessoas predestinadas a vivenciar ao seu lado provas de risco, e aventuras que levarão para o resto suas vidas.
"Procuro a felicidade há muito tempo, estou começando a duvidar se ela existe. Estou disposto a arriscar tudo para encontra-la antes que chegue O ultimo Dia"
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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