Notas iniciais
Oi gente!!!! Olha só quem resolveu aparecer de supetão e trazer um capítulo surpresa pra vocês hsuahsiah euzinha!!! Sei lá, tô tão ansiosa pra vocês lerem os próximos capítulos... resolvi postar esse hoje. Ele é mais paradinho, mas... prometo que os outros deixarão vocês doidinhos!!! Yay! Espero que gostem desse. Bom domingo guys

Estávamos do lado de fora quando, para minha surpresa, vi que a briga entre Jullian e a mulher continuava. Ela estava chorando e falando algo para ele. Chocada, percebi que ele havia tirado a camisa e a usado para enrolar a mão cortada. Havia policiais envolvidos. As luzes vermelhas e azuis fulguravam entre o caos.

Jullian estava encostado em uma das viaturas da polícia e ouvia o policial falar com ele de cabeça baixa. A mulher que havia jogado a garrafa nele falava com outro policial e encontrava-se em prantos. Quando meus olhos voltaram-se para Jullian novamente, ele já estava olhando para mim. Não era um olhar furioso e mau humorado, como os quais ele me lançara naquela manhã. Ele parecia... exausto. Tive vontade de perguntar se ele estava bem, se precisava de ajuda para ir até um hospital. Mas julguei que, os policiais cuidariam daquilo e que, se eu por um acaso oferecesse ajuda, ele seria rude.

– Nossa, está mesmo uma nevasca!

A voz de Louis me trouxe para o presente. Olhei para ele ao meu lado e depois para o céu. Estive tão imersa em meus pensamentos sobre Jullian que não havia notado e nem sentido a nevasca cair. Estava mesmo um vento gelado ali. Dei-me conta de que não estava mais com o meu casaco. Havia o perdido ou esquecido no restaurante ou lá dentro do clube. Louis também percebeu e perguntou:

– Você não estava com um casaco na mão?

– É, acho que acabei deixando em algum lugar. Está tudo bem. — dei de ombros.

Ele pegou sua jaqueta de couro e passou ao redor dos meus ombros.

– Deve ajudar. — deu de ombros.

Sorri meio desanimada.

– Obrigada.

Começamos a andar nos afastando do clube e do caos que estava acontecendo. Reprimi a vontade louca de olhar para trás enquanto Louis e eu nos dirigíamos até o ponto de ônibus. Me foquei em como as ruas estavam desertas àquela hora.

Minhas pernas estavam geladas quando paramos embaixo do ponto de ônibus. Os postes de luzes, que pareciam lampiões gigantes, somados com a nevasca, fazia o momento quase mágico. Estava tudo silencioso. Tínhamos nos afastado dos bares e restaurantes e, definitivamente, estávamos bem longe do clube. O chão tinha uma camada fina de neve, quase que uma areia cobrindo o concreto. Tudo bem, eu preferia o calor, mas não podia negar que a neve era realmente linda. Como era algo de difícil ocorrência na Califórnia, permiti-me ficar em silêncio contemplando a beleza da natureza agindo. Louis não quebrou o silêncio e fiquei feliz por isso. Me senti grata por ele passar o braço ao redor do meu ombro e meio que me trazer para mais perto dele, pois eu estava com muito frio.

O ônibus parou para nós uns cinco minutos depois. Louis e eu nos sentamos lado a lado. Ele ficou na janela e eu não me importei. Apenas fechei os olhos me sentindo cansada. Não estava a ponto de dormir, mas fechar os olhos foi bom. Ouvi Louis perguntar baixinho se eu estava me sentindo bem.

– Sim. Só estou um pouquinho cansada.

***

Parando em frente à porta do meu dormitório, eu já podia sentir a dor latente em meus pés. Era como se, ao entrar no ônibus e sentar, todo o cansaço do dia tivesse me nocauteado como um golpe de luta. Eu estava cansada e louca para me deitar.

Tirei a jaqueta de couro de Louis e entreguei-a para ele.

– Obrigada. Não só pela jaqueta, mas pela noite. Foi tudo ótimo.

Louis me deu um sorrisinho e deu de ombros.

– Não há de quê, ruiva.

Ri baixinho.

– Estou exausta. Acho que vou... entrar. — apontei para a porta do dormitório atrás de mim.

– É, eu também vou indo. Nos vemos por aí, certo?

Aquiesci.

– Claro.

Nos entreolhamos por alguns segundos, ambos hesitantes e, de certa forma, constrangidos ao que parece.

– Boa noite, ruiva.

Ele acenou com a mão e começou a se afastar.

– Boa noite, Louis.

Por um breve segundo fiquei o olhando afastar-se de mim e depois destranquei a porta do meu dormitório. Acendi a luz da luminária em cima da escrivaninha. Ela iluminou fracamente o ambiente. A minha cama estava deliciosamente convidativa. Estive tentada em dormir com aquele vestido mesmo e nem tirar a maquiagem. Mas meu bom senso me fez tirar as botas e gemer em protesto quando meu calcanhar encostou no chão. Andei mancando até o banheiro e me despi. Entrei debaixo do chuveiro. A água começou a cair quente em cima de mim e eu lavei os cabelos novamente.

Enquanto tomava banho para ir dormir logo após, pensava nos ocorridos daquela noite. Louis era incrível e muito simpático. Eu estava atraída por ele. Mas, de repente, não parecia que as coisas iriam para frente. Eu estava confusa. Talvez fosse o sono. Ele era ótimo. Por que as coisas não iriam para frente?

Também pensei em Jullian e em todo aquele caos. O que diabos fora aquilo? Com certeza seria constrangedor encontrá-lo na segunda depois de um sábado conturbado. Quem era aquela mulher desiquilibrada? Seria sua namorada? Eu não fazia a mínima ideia.

Perdi a noção do tempo e saí do banho assim que meus dedos ficaram enrugados pela água. Vesti uma calça de moletom cinza, uma blusa de alça rosa claro e um par de meias com papais noeis desenhados — minha avó comprara para mim no Natal. Elas eram quentinhas e confortáveis.

Quando deitei na cama, senti um alívio e prazer enorme. Era ótimo estar ali; confortável e no silêncio. Minha cabeça doía levemente e eu suspeitava das cervejas. Fora um bom sábado. Eu esperava ter um bom domingo e uma boa segunda-feira. Não estava preocupada com o dia seguinte, mas sim com a segunda. Havia algo de incerto e assustador na casa dos Zarch e eu tinha a leve impressão de que aquele pensamento me assombraria pelo domingo inteiro.

Virei de lado cobrindo-me até o queixo e fiquei encarando a parede de tijolos avermelhados até ficar sonolenta. Logo após cair no sono, sonhei com uma nevasca caindo. O chão estava coberto com centímetros de neve e estava tudo escuro. Eu amdava sozinha e via luzes vermelhas e azuis brilhando no horizonte, longe de onde eu estava.

Notas finais
Gente... esse Louis é doidinho hein. Até parecem namorados já kkkkkk. Meio rápido, mas ele é uma boa pessoa??? Bom, espero que tenham gostado desse. Não deixem de me contar o que acharam ♡ Bom domingo e até amanhã Não vejo a hora!!!! Beijos, Lê