O uivo de uma paixão: Escolhas do coração
14 Do Ya Think I'm Sexy - Rod Stewart
Notas iniciais
Dominicky já estava entediada de ficar dentro do carro. Suas costas formigavam, e suas pernas doíam por estar a tanto tempo na mesma posição. Pether observava o movimento no casarão, e ficara em silêncio o tempo todo.
— O que você quer me mostrar aí dentro? – Dominicky perguntou quebrando o silêncio.
— Não é dentro exatamente... Ah, você verá! – ele revirou os olhos.
Dominicky o encarou confusa, Pether virou o rosto para olhar para ela, e seu olhar se prendeu no dela. Pether a encarava com desejo e paixão, e Dominicky corou sob o olhar dele. Pether não resistiu e se aproximou do rosto dela, lhe beijando levemente nos lábios.
Dominicky ficou surpresa com o gesto repentino dele e entreabriu os lábios, Pether aproveitou a brecha e invadiu a boca dela sem permissão, e então ela se rendeu deixando que suas línguas travassem um calorosa batalha.
Os braços de Dominicky estavam jogados ao redor do pescoço de Pether, e as mãos dele acariciavam as costas dela para cima e para baixo. O beijo estava tranqüilo, mas Dominicky queria algo mais forte. Ela desceu as mãos pelas costas dele e as colocou por dentro da camiseta passando as unhas por toda a costa larga e forte.
Pether estremeceu e soltou um leve gemido entre a boca de Dominicky. Ela aproveitou a pausa que ele tinha feito no beijo e mordeu o lábio inferior dele, sugando e o massageando com a língua.
A partir daquele momento tudo tinha saído do controle, Pether explodiu de desejo em poder sentir seu corpo colado no dela. Ele agarrou a cintura dela, pressionando-a para baixo. Ele segurou as mãos dela com força para que ficassem imóveis e então se aproximou do ouvido dela, suspirou bem devagar.
— Você não devia ter feito aquilo. Olha como me deixou. – a voz dele estava embriagada de prazer.
— Mas eu não fiz nada. – Dominicky falou de um jeito travesso.
— Aaah não... – Pether beijou a orelha dela – Então eu também não vou fazer nada.
Ele mordeu de leve a cartilagem da orelha dela, e fez a mesma coisa com o lóbulo. Ele passou a língua pela orelha dela até ela arrepiar. Desceu até o maxilar, onde deixou um rastro de leves mordidas até chegar à curva do pescoço onde ele lambeu, sugou e mordiscou, fazendo Dominicky se estremecer todinha.
Quando um leve ruído saiu da garganta de Dominicky, Pether parou de beijar o pescoço dela e a olhou com um sorriso malicioso nos lábios. Dominicky corou, e se ele não estivesse segurando as mãos dela, ela teria tampado o rosto de vergonha.
— Eu poderia ficar até amanhã fazendo você corar, e dizendo o quanto você fica linda quando fica assim. – o sorriso dele se alargou – Mas eu ainda tenho uma coisa para te mostrar.
Ele deu um selinho na boca dela e soltou suas mãos. Ele segurou as costas do banco do carro e se atrapalhou todo para voltar no seu assento.
— Eu juro que tive a impressão de que minutos atrás, ficar todo contorcido desse jeito foi muito mais fácil do que está sendo para sair agora.
Dominicky riu de um jeito tão descontraído e gostoso que Pether nunca tinha ouvido, e se apaixonou por aquele riso dela. Os grandes olhos verdes brilhavam de alegria e Pether prometeu para si mesmo que jamais iria deixar aquele brilho morrer.
Depois de Pether ter saído de cima de Dominicky, ela conseguiu se endireitar e passou os dedos entre o cabelo que tinha se embaraçado.
— Está pronta para ver o que tenha para lhe mostrar? – ele a encarou com um olhar brilhante.
— Claro! – ela falou animada.
Pether deu um sorriso largo e abriu a porta do carro para sair, e correu para abrir a porta do lado de Dominicky. Dominicky segurou a mão dele com força e pulou para fora do Audi.
Pether olhou para os dois lados da rua, verificando se não vinha ninguém pela rua. Andou rápido até a árvore grande que tinha ao lado do casarão, segurou um dos galhos e com o impulso dos pés ergueu o corpo no ar e encaixou os pés no tronco da árvore para poder subi-lá. Quando ele subiu no galho, pulou para o muro do casarão se sentando nele com as pernas jogadas para o lado de dentro.
Dominicky observou os movimentos de Pether com total espanto e incredulidade.
— Você está louco?! – ela falou quando ele sorriu de cima do muro.
— Você vai vir ou não?! – ele perguntou e pulou para dentro do casarão.
— Pether! – Dominicky falou surpresa arregalando os olhos quando o viu pular, mas ela não ouviu nenhuma resposta dele – Ai, estou vendo que realmente terei que fazer isso.
Ela suspirou fundo e pulou em direção ao galho para subir na árvore. Ao pular para o muro e jogar as pernas para o lado de dentro do casarão, ela pulou para dentro do casarão sem olhar para onde iria aterrissar, caiu em cima de Pether, que caiu no chão fazendo com que ela caísse por cima do seu corpo.
— Pensei que você não viria. – ele sorriu e rolou para o lado para poder se levantar.
Dominicky se ajoelhou no chão e segurou na mão de Pether para se levantar do chão. Limpou as mãos e os joelhos e se desculpou com Pether. Ele sorriu e colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha, dizendo que ela não tinha que se desculpar com nada.
A cada passo cauteloso de Pether, Dominicky ficava cada vez mais apreensiva e tinha uma forte sensação de que não deveriam estar ali.
Eles pararam em frente a uma grande porta dupla de madeira do casarão, Dominicky pensou que ali deveria se a entrada da “casa”. Pether olhou para cima analisando algo que Dominicky não conseguia enxergar por causa da pouca luminosidade do local.
Depois de analisar bem, Pether começou a escalar o casarão até chegar a uma varanda no primeiro andar. Dominicky subiu atrás dele e quando chegou à varanda ele começou a escalar novamente chegando à outra varanda.
Dominicky ficava um pouco para trás pensando no quanto estava errado eles fazerem aquilo, mas cada vez que ela olhava para Pether seu coração batia forte e a lembrava de que ela iria para onde quer que ele fosse.
Quando eles chegaram à terceira varanda, Dominicky arfava, Pether se virou para ela e a abraçou acariciando suas costas.
— Teremos que subir um pouco mais, você agüenta? – ele perguntou carinhosamente.
— Sim. – ela deu um sorriso cansado.
Pether começou a escalar novamente e ela foi atrás. Passaram por duas sacadas sem parar. O espaço entre elas era muito grande e Dominicky não via a hora de ver o fim daquilo.
Ao chegar ao terraço Pether se agarrou a base e impulsionou o corpo para subir no local térreo, estendeu a mão para Dominicky e a puxou ajudando-a a subir.
No centro do terraço havia uma grande torre toda trabalhada de concreto, um desenho de um lobo estava desenhado na torre. Dominicky fixou o olhar no lobo, ele era grande e seu pêlo era branco igual à neve, os olhos azuis eram penetrantes e magníficos.
Ela andou até o desenho e colocou a mão na pintura, deslizou-a até a parte dos pêlos e teve a sensação de que tocava na coisa mais macia e sedosa do mundo.
— Uau... – ela murmurou e voltou a olhar para os olhos azuis e penetrantes.
Notou que o olhar do lobo era firme, e sua postura reta parecia a de um rei sendo aplaudido por seu povo.
— Gostou? – Pether colocou as mãos nos ombros dela e beijou sua orelha.
— É lindo. – ela falou encantada.
— Então você tem que ver isso... – ele a virou de costas para a torre.
O queixo de Dominicky caiu, dali de cima dava para ver uma boa parte de Roma. O céu já estava em um tom de azul escuro, as luzes iluminavam todo o local, prédios e torres se destacam por sua altura, e do outro lado a árvores das matas tomavam seu lugar. Um lado cheio de luzes, e outro totalmente escuro tinham um contraste perfeito, eles combinavam. Tudo era calmo e tranqüilo, como se ela estivesse observando a imagem de um retrato do século passado.
— É maravilhoso! Parece que estou olhando para o paraíso!
Os olhos dela estavam focados no horizonte, os grandes olhos esverdeados brilhavam de apreciação.
Pether passou a mão pela cintura dela e a abraçou por trás, apoiou o queixo no ombro dela e a beijou no rosto.
— Por que aqui? – ela perguntou.
— Como assim? – Pether parou de distribuir beijos pelo rosto dela, ficando confuso.
— Por que você me trouxe aqui? O que significa? – Dominicky deu uma risada sonora.
— Sei lá... – ele fez uma careta – É bonito, tranqüilo, romântico...
— Romântico?! – Dominicky se virou e jogou os braços ao redor do pescoço de Pether.
— E por que não? – ele sorriu, seus olhos encaravam os de Dominicky.
Ela jogou o pescoço para trás com um sorriso largo no rosto, fechou os olhos e suspirou fundo.
Pether beijou o queixo dela, o maxilar, até chegar ao pescoço. Ali ele enterrou o rosto e inspirou fundo o cheiro doce dela. Ele a carregou e a girou em seus braços, depois de girar a beijou profunda e carinhosamente.
Dominicky segurou o rosto dele entre as mãos e encostou a testa na dele, embriagando-se com o hálito quente que vinha da boca dele.
Os dois ficaram abraçados por um momento, até que Dominicky escutou sirenes ao longe. Levantou a cabeça e se concentrou no barulho que se aproximava cada vez mais.
— Você está escutando? – ela perguntou curiosa para Pether.
Pether ergueu a cabeça atento e confuso, se soltou do abraço de Dominicky, andou até a beira do terraço e olhou para baixo.
— Droga, de novo não! – ele pestanejou.
— O que foi? – Dominicky perguntou preocupada.
— Tem duas viaturas aqui na frente, precisamos ir embora! – ele deu a volta na torre e Dominicky o seguiu.
Pether parou na beirada do terraço, olhou para baixo e estendeu a mão para Dominicky.
— Você confia em mim?! – ele perguntou com a mão ainda estendida.
Dominicky olhou para o rosto dele e depois para a mão, segurou-a com força e os dois pularam juntos. Dominicky nunca tinha sentido aquele tipo de adrenalina correndo por suas veias, e então fechou os olhos por apenas um segundo. E foi onde tudo aconteceu, ela não caiu de pé no chão, seu pé torceu e ela caiu de lado. Ela imaginou que só não tinha se espatifado no chão, porque Pether segurava com força a mão dela, apoiando um lado de seu corpo.
— Você está bem? – Pether se abaixou preocupado ao lado dela.
— Acho que sim. – ela se levantou do chão, mas sem conseguir apoiar o pé que havia torcido – Acho que torci meu pé... – ela contorceu o rosto de dor.
— Eu carrego você.
Pether segurou o braço dela e a puxou de um jeito que ela nem precisou fazer impulso para subir nas costas dele. Dominicky prendeu a cintura dele com as pernas, e jogou os braços pelos ombros dele, entrelaçando as mãos no tórax forte e largo.
Ele escalou o muro sem dificuldade nenhuma, e pulou para o outro lado. Ele puxou Dominicky para frente de seu corpo, e correu até o carro abrindo a porta do passageiro e a colocando sentada no banco.
Ao assumir o volante ele afundou o pé no acelerador e saiu cantando pneus pela rua. Ao sair de vista do casarão ele diminuiu a velocidade e bateu com força as mãos no volante.
Dominicky o encarou assustada e ao se mover no banco exclamou alto a dor que vinha do pé.
— Dói muito? – Pether perguntou preocupado.
— Mais do que antes.
— Já estamos chegando em casa. Agüenta mais um pouco.
Pether dirigia rápido, um pouco menos que algum tempo atrás, mas rápido. Em minutos eles chegaram à mansão, Pether não tinha se acalmado muito, e também estava bastante preocupado com Dominicky. Ele a ajudou a sair do carro, e ela se apoiou nele para andar até a mansão.
Logo na entrada Tom vinha de encontro aos dois, Dominicky o encarou e logo desviou os olhos, a expressão no rosto dele não era muito simpática.
— Você foi lá de novo Pether?! – Tom gritou.
— Eu só queria...
— Você poderia ter se encrencado de verdade dessa vez! – Tom interrompeu as palavras de Pether.
— Você teve um dedo de culpa. – Pether falou baixo, mas isso não fez com que Tom não escutasse.
Tom o fuzilou com o olhar e eles começaram a brigar, as línguas se enrolando no idioma italiano. Dominicky abaixou a cabeça e ficou quieta diante toda aquela cena.
Logo Tom deu um basta na discussão, e olhou com atenção para Dominicky, estreitou o olhar para Pether e falou:
— Leve-a para a cozinha.
Pether apenas assentiu com a cabeça e segurou com força o braço de Dominicky, conduzindo-a até a cozinha. Ele puxou uma cadeira para que ela se sentasse.
— Espere aqui que eu já volto. – ele acariciou o rosto dela.
Dominicky assentiu e esperou. Pether voltou com uma bacia de água quente. Ele colocou a bacia de lado no chão, tirou com cuidado o tênis dela e mergulhou seu pé na água quente.
Pether massageou o pé dela com cuidado e com carinho. Ela sorriu para ele calorosamente e ele lhe retribuiu o sorriso.
Alguns segundos se passaram e quando a água já não estava mais tão quente, Tom apareceu na cozinha com uma tigela cheia de gelo e jogou por cima do pé dela, fazendo com que seu pé começasse a arder e formigar.
— Que merda! – Dominicky pulou na cadeira esbravejando.
— Calma Nicky, você só o torceu. Daqui a pouco a dor passa.
Dominicky tentou se acalmar, mas seu psicológico estava concentrado apenas na dor em seu pé.
Quando o gelo já estava quase todo derretido e o pé de Dominicky adormecido e formigando, Tom pediu para Pether tirar o pé dela de dentro da bacia e o secar.
— Você ainda vai sentir um pouco de dor, mas pode andar normalmente. – Dominicky assentiu, e antes de Tom sair da cozinha se virou para Pether e falou – E você Pether, nunca mais vá para aquele lugar, é uma propriedade particular e não quero ver você metido em encrencas!
Pether sustentou o olhar de Tom, seus olhos azuis faiscavam de raiva. Ele saiu nervoso da cozinha, cerrando um dos punhos ao lado do corpo.
Dominicky estalou a língua e deu de ombros sem conseguir entender nada. Se levantou da cadeira e saiu mancando pelo corredor, passou por uma sala com portas duplas e entrou. Ficou encantada com as prateleiras enormes e os inúmeros livros que elas continham.
Ela se sentou em uma poltrona que estava encostada no canto da sala, e pegou um dos livros que estava em cima da mesinha ao lado.
A cada pagina que lia, ela se aprofundava mais e mais em um mar de pura fantasia. Ela estava bem distraída, mas não o bastante para deixar de ouvir os passos que vinha em sua direção. Ela levantou o olhar do livro e Lucas estava parado a alguns centímetros da poltrona, um pouco acanhado, com as mãos enfiadas no bolso da calça jeans. Dominicky passou a olhá-lo com curiosidade, fechou o livro e o colocou em cima da mesinha novamente.
— Como você está? – ele se sentou em uma cadeira que tinha do outro lado da poltrona.
— Eu estou bem, e você?
Lucas olhou para ela de canto de olho e desviou o olha para o chão. Ele estava acanhado e super nervoso, o que o atrapalhava em dizer o que queria. O nó na garganta embromava as palavras, e com a voz falha e baixa ele disse:
— Me desculpe por ontem, eu estava um pouco alterado.
— Não se preocupe com isso, sei que você não falou aquilo por mal.
— Eu estou muito envergonhado com tudo isso. E ainda por cima acordei vocês.
— Já disse que não tem problema Lucas. E eu já estava acordada. – Dominicky mentiu para que Lucas parasse de se sentir tão culpado.
— Você não conseguiu dormir por cauda daquela discussão com o Pether?
— É... – Dominicky desviou os olhos – Mas voltamos a conversar.
— Que bom. Você sabe que estou aqui para o que você precisar, não foi à toa que vim para Roma contigo!
— Obrigada Lú. – Dominicky sorriu – Por falar em Pether, você o viu?
— Não. Ele não está no quarto dele?
— É, pode ser. Vou lá, preciso falar com ele.
— Boa sorte!
— Obrigada! – Dominicky deu um sorriso malicioso.
Dominicky saiu no corredor e andou devagar até o quarto de Pether. Parou em frente à porta e encarou a plaquinha que continha o nome dele. Respirou fundo e bateu algumas vezes, mas ninguém respondeu.
Ela segurou na maçaneta da porta, e abriu um pouco relutante. Queria espiar o quarto dele, pois ainda não tinha tido a oportunidade, mas principalmente queria poder vê-lo, abraçá-lo e dizer que estava tudo bem, que ela estava bem.
O quarto dele até que era organizado. A cama era de casal com armação de ferro, e estava impecavelmente arrumada. Em um dos cantos tinha um grande guarda-roupa marrom, e ao lado uma escrivaninha da mesma cor, com um computador e vários CDs organizados em cima.
A única coisa que impedia de dizer que o quarto realmente estava arrumado, eram algumas peças de roupa jogadas pelo chão, e uma lixeira transbordando com várias bolas de papel bem amassadas.
Dominicky se aproximou da mesa de computador, tomando cuidado para não pisar nas roupas que estavam no chão. Ela olhou para a tela do computador e uma janela estava aberta, ela se aproximou curiosa da tela e era apenas uma grande lista de músicas, nada demais.
Ela passou os olhos pelos CDs ao lado, e não reconheceu o nome de nenhuma banda. Reparou que em cima da pilha de CDs tinha um tênis. Um all star vermelho e surrado, muito parecido com o seu. Ela olhou para os pés e só então percebeu que um estava calçado e outro não. Ela revirou os olhos, inconformada consigo mesma, como podia ser tão desligada?
Um barulho veio da porta que tinha do outro lado do guarda-roupa. Dominicky se afastou assustada quando a porta foi aberta. Pether saiu do meio do vapor com apenas uma toalha enrolada na cintura. Dominicky o olhou de cima a baixo, os ombros largos, a barriga definida, as entradas na cintura... Ela demorou um pouco o olhar sob a toalha e sua boca se escancarou de surpresa e vergonha. Ela desviou os olhos e os ergueu para o rosto dele.
— Nicky, o que você está fazendo aqui?! – a voz dele saiu em um tom de surpresa.
— Er... – ela baixou a cabeça sem graça – Eu só queria falar com você.
Pether deu um sorrisinho torto e despreocupado, se abaixou para pegar uma calça jeans do chão. Um vinco se abriu na toalha e Dominicky observou as coxas grossas e um pedacinho da virilha que aparecia. Sua boca se escancarou novamente e seu rosto ardeu de vergonha.
— Fecha a boca amor. Eu sei que sou bonito! – Pether falou convencido.
Dominicky fechou a cara e se virou de costas para que ele pudesse colocar a calça. A gargalhada de Pether inundou o quarto, deixando Dominicky constrangida.
Dominicky cruzou os braços e ficou parada esperando. Ela não tinha percebido a aproximação de Pether, ela se sobressaltou quando os braços dele envolveram sua cintura. A boca dele estava encostada no ouvido dela, e ele falou baixinho, fazendo com que todo o corpo dela se arrepiasse.
— E sou todinho seu! – ele mordeu a pontinha da orelha dela, e ela estremeceu de prazer.
Dominicky se virou de frente para ela, e ficou nas pontas dos pés para beijá-lo, um beijo quente e cheio de segundas intenções.
Pether a afastou, pois estava sem fôlego. Dominicky fez uma careta feia por ele ter interrompido o beijo, e ele deu um sorriso largo.
— Você disse que tinha algo para me falar. Quero ouvir o que é...
— Bom – ela disse carrancuda – Antes eu só tinha uma coisa, agora tenho duas.
Ele ficou parado sem dizer nada, esperando ela falar. Dominicky ergueu os olhos para ele e perguntou inocentemente.
— Primeiro eu gostaria de saber se você está bem.
— Eu estou bem sim. – o sorriso dele havia sumido.
Ele se afastou e olhou para o pé dela que estava descalço. Ele fez uma careta de dor e deu a volta cama para se sentar na outra ponta.
Dominicky cruzou os braços, seu rosto tomado de tristeza. Ela ficou parada onde estava e falou baixinho:
— Você está bravo comigo?
Pether suspirou alto.
— Com você? Claro que não! – ele passou as mãos pelo rosto – Estou bravo com meu pai. Foi ele quem chamou a policia quando estávamos no casarão.
— E como ele sabia que a gente estava lá? – as sobrancelhas dela se juntaram franzidas.
— O carro tem rastreador... – ele mordeu o lábio inferior – E estou bravo comigo mesmo, por ter deixado com que você se machucasse.
— Pether a culpa não foi sua, eu que sou muito desastrada.
— Mas fui eu quem te levou para lá.
— Só que eu fui por vontade própria, eu sabia que não devia ter entrado lá com você.
— E por que entrou então? – a pergunta dele havia sido um pouco ríspida.
Dominicky baixou os braços ao lado do corpo, deu a volta na cama e se sentou no colo dele. Ela segurou o rosto dele entre as mãos.
— Por que só de estar ao seu lado eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo. – ela beijou de leve os lábios dele e aconchegou o rosto no pescoço, o beijando ali. – Eu sei o que quero Pether, e o que eu quero é você!
Pether franziu o cenho e puxou o rosto dela, segurando o queixo com a mão.
— O que você quis dizer com isso?
— Que eu quero você. Literalmente! – ela o encarou – Quero poder te sentir de todas as maneiras possíveis, quero me sentir completa.
Pether ficou sem saber o que falar. Ele a queria muito, mas tinha medo de machucá-la. Dominicky ficou impaciente com a falta de reação dele. Ela encarou os lábios dele, e mudou de posição no colo dele. Jogou uma perna de cada lado do corpo dele e pressionou sua cintura para baixo fazendo com que os corpos deles se aproximassem mais.
Ela enroscou os braços em volta do pescoço dele e se aproximou para beijá-lo, grudando seus lábios nos dele. Ela esperou uma reação dele, então sentiu a língua quente e macia nos lábios dela, pedindo por um beijo mais quente.
O beijo começou calmo e apaixonado, mas Dominicky queria algo mais selvagem, ela enroscou os dedos no cabelo de Pether e os puxou carinhosamente, ele arfou e nesse meio tempo ela aproveitou para morder o lábio inferior dele.
Pether se lembrou de como os dois haviam ficado há algumas horas atrás dentro do carro. Ele sorriu e segurou por debaixo das coxas dela, se levantou da cama carregando Dominicky no colo.
Ele se virou de frente para a cama, apoiou um joelho no colchão e deitou Dominicky de costas. Deitou-se por cima dela e encaixou a outra perna no meio das pernas dela, se inclinou para frente e beijou o pescoço dela, até a orelha.
— Tem certeza de que é o que você quer?
— Tenho. – ela disse com a voz entrecortada.
— Então tente relaxar OK?!
Dominicky assentiu com a cabeça, e Pether soltou um riso abafado no ouvido dela.
Ele fez outro rastro de beijo da orelha até o pescoço dela, baixou a alça da blusa dela e beijou o ombro dela, voltando até a curva da blusa nos seios dela. Desceu com a boca pela barriga, levantou a blusa e beijou toda a extensão da barriga dela até o cós do short.
Dominicky respirou fundo, seu corpo estava todo arrepiado. Pether passava as pontas dos dedos nas pernas dela, subindo até a coxa, passou-os pela lateral das pernas até a cintura. Enquanto beijava a barriga dela, as mãos dele estavam no short para abrir os botões.
Dominicky riu sentindo cócegas, Pether parou de beijá-la e a encarou.
— Aaah me desculpe. – ela colocou a mão na boca.
— Tudo bem, eu entendo. – ele sorriu.
Ele se levantou e puxou Dominicky para se sentar, ele a beijou e puxou a blusa dela para tirá-la. Ele passou os dedos pela pele macia dela e a abraçou.
— Eu prometo que serei o melhor pra você! Daqui pra frente nada nem ninguém irá te machucar.
Ele beijou o rosto dela, segurou-o entre as mãos e a beijou na boca, doce e apaixonadamente.
Pether colocou as mãos nas costas dela e as subiu até o feixo do sutiã, o abriu e desceu as alças pelos ombros de Dominicky. Ela se retraiu e cruzou os braços na frente dos seios se sentindo envergonhada.
— Hey, não precisa ter vergonha, você é linda! – ele tentou baixar o braço dela, mas ela não deixou – Eu não vou olhar...
— Promete? – ela sussurrou.
Pether assentiu com a cabeça, então ela se aproximou do corpo dele e o abraçou, esmagando os seios no tórax dele.
Pether riu e deitou novamente na cama, se ajoelhou na frente dela e tirou o short e a calcinha dela, se levantou da cama foi até a mesinha de computador e abriu a gaveta.
Enquanto ele tirava a calça e colocava a camisinha, Dominicky puxou um cobertor por cima de seu corpo. Quando Pether se virou riu da atitude dela, Dominicky arregalou os olhos com o membro rijo entre as pernas dele, e os desviou rapidamente ruborizando.
Pether se enfiou por debaixo da coberta e subiu por cima do corpo dela esfregando o membro na parte intima dela. Dominicky ofegou e o puxou pelo pescoço para beijá-lo.
Ele ajeitou sua cintura na dela e forçou seu membro na entrada dela. Dominicky sentiu uma fisgada e se encolheu com medo.
— Só tente relaxar amor. – ele tirou uma mecha de cabelo do rosto dela – Eu prometo que a dor vai passar logo.
Dominicky assentiu e afundou o rosto na curva do pescoço dele. Pether beijou o topo da cabeça dela.
Ele forçou o membro novamente, que escorregou com facilidade para dentro dela. Dominicky arregalou os olhos, sentia como se algo a estivesse rasgando por dentro, ela afundou as unhas nas costas dele e suspirou fundo.
— A dor vai passar. – ele sussurrou no ouvido dela.
Pether começou a fazer movimentos de vai e vem dentro dela, no começo ela sentiu algo incômodo. Mas conforme Pether aumentava a velocidade, ela sentia que a dor estava sendo substituída por prazer.
O prazer explodiu dentro dela, fazendo todo seu corpo tremer de desejo. Ela relaxou e gemeu baixinho. Pether sorriu, e gemeu junto com ela, seu corpo também explodia de desejo, fazendo com que se movimentasse mais rápido.
Dominicky soltou um grito de prazer e arranhou as costas de Pether. Ele a beijou com ferocidade, enquanto alguns gemidos escapavam entre os beijos.
E então ele a penetrou fundo e com força, todo seu corpo estava enrijecido, Dominicky arfou debaixo dele. Ele soltou o corpo em cima dela, a respiração de ambos estavam ofegantes.
— Eu amo você! – ele sussurrou no ouvido dela.
— Não está falando isso só por que me entreguei pra você, não é?! – ela riu, a voz estava entrecortada.
— Claro que não sua boba! – ele fez cara de bravo e depois sorriu – Eu sou doido por você desde o primeiro momento que te vi. Amor a primeira vista.
Ele a beijou no pescoço, ela se encolheu rindo. Ele saiu de dentro dela devagar e se deitou de barriga pra cima, tentando recuperar a respiração. Dominicky se virou de lado e aconchegou a cabeça no peito quente e forte dele.
Pether a envolveu com os braços e a beijou na cabeça, ele começou a fazer carinho no cabelo dela.
— Eu amo você. – ela beijou a curva do pescoço dele e voltou a aconchegar a cabeça em seu peito.
— Muito. – ele disse sorrindo – Agora durma meu amor, você deve estar cansada.
Dominicky passou o nariz pela pele dele e inspirou fundo. Passou o braço pela barriga dele e fechou os olhos.
Aquela noite havia sido perfeita para ela, queria que o tempo parasse e aquele momento não acabasse nunca. Aos poucos sua respiração foi ficando mais leve, e ela adormeceu, se sentindo feliz e realizada.
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