O time livre arbítrio está de volta.

Caçar quando você está irritado não é uma ideia muito inteligente. Alguém deveria ter dito isso ao Dean. Agora Sam está ferido e chateado, e Dean está pronto para matar qualquer coisa que se mova.

—-- Cara, qual é o problema com você?

—-- Eu deveria te perguntar isso, não acha?

—-- Dean, por favor. Podemos não discutir de novo? Eu estou cansado e com dor.

—-- Ele poderia ter te matado, Sam!

—-- Mas não matou! Jack vai aprender a controlar os poderes dele, Dean!

—-- Assim como você aprendeu a controlar os seus?

Longe demais

Dean tentou se desculpar, mas Sam saiu da sala e foi para seu quarto.

—-- Desculpe, eu...

Dean foi atrás do irmão, mas a porta do quarto de Sam estava trancada.

—-- Abre a porta! Dean bateu na porta e só recebeu o silêncio como resposta.

—-- Eu não quis... Me desculpe, Sammy. Por favor, abre a porta.

A única coisa que Dean recebeu como resposta foi seu irmãozinho chorando do outro lado.

Duas horas depois, Dean estava prestes a ir para seu quarto, quando Sam finalmente abriu a porta.

Sam estava completamente bêbado.

—-- O que você quer?

—-- Droga, Sammy. Acho melhor você dormir um pouco. Vamos.

—-- Eu não acabei mal, Dean.

—-- Eu sei.

—-- Então dê uma chance a ele. Jack é bom, Dean. Ele é filho do Lúcifer, mas não é igual a ele.

—-- Ele já matou duas pessoas inocentes, Sam.

—-- Eu também, Dean.

—-- É diferente. Olha, eu sei que você gosta do garoto, tá? Mas essa aberração...

—-- Você é um idiota.

Sam passou por Dean, tropeçando em direção a porta do quarto. Dean se virou a tempo de ver Sam cair no chão.

—-- Sammy!

—-- Me deixa em paz! Eu quero dormir.

—-- Vem.

Dean o arrastou até a cama. Sam desabou na cama, dormindo em segundos.

No dia seguinte, Dean acordou com o som de alguém vomitando.

Dean foi ao banheiro e encontrou Sam debruçado sobre o vaso sanitário.

—-- Deixe tudo sair, Sammy. Você vai ficar bem.

—-- Por que me deixou beber?

—-- Porque sou um bom irmão.

—-- Idiota.

—-- Pare de reclamar, cadela. Terminou?

—-- Eu acho.

—-- Vamos.

Mary e Jack estavam na cozinha preparando o café da manhã, quando Dean entrou com Sam.

—-- Você parece horrível. Jack disse.

Sam riu.

—-- Parece que fui atropelado por um cometa.

—-- Eu sinto muito, Sam.

—-- Está tudo bem, Jack. Nós vamos ajudar você com esses poderes.

—-- Sim. Você vai aprender a controla-los e ninguém mais vai se machucar. Mary disse.

—-- Eu não sei. Talvez... talvez você tenha razão...

Jack disse olhando para Dean.

—-- Talvez eu seja uma aberração. Um monstro.

—-- Jack... Sam disse, se levantando.

—-- Não, não é. Vocês dois não são. Me desculpem por ter sido um idiota. Eu pensei que você fosse mal, mas eu estava errado. Todos temos sangue nas mãos, Jack. Sam acredita em você, e quando ele acredita, não tem quem faça ele mudar de opinião.

—-- Você acredita que eu posso ser bom? Jack perguntou.

—-- Sim. Eu acredito, Jack. Todos acreditamos. Sam respondeu

—-- Eu vou tentar pegar mais leve com você, Jack. Dean disse.

—-- Obrigado.

—-- Bom, agora que estamos bem, podemos acabar com essa cena de filme de menina?! Dean brincou.

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