O tesouro da pirata

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Imagem da capa do capítulo por: dianamoonfall.tumblr.com

—Não irá se arrepender, pirata. Confie em minhas palavras, posso lhe oferecer o tesouro que desejas, todas as riquezas que são desprezadas pelo meu povo e idolatradas pelos humanos...

—Estais falando minha língua, sereia! — A ruiva riu, tocando distraidamente em seus cachos alaranjados. — Mas como terei a prova de que falas a verdade? Existem muitas lendas sobre sereias que encantam e ludibriam aqueles que passam por seu território para no final devorá-los...

—Eca! Assim me ofendes, pirata. — A bonita sereia acaricia as pernas bonitas da ruiva, mas nem percebe. O corpo da pirata atraía Nami como um imã. De repente se toca que a humana estava esperando uma resposta e rapidamente tirou de seu cordão uma pedra azul, brilhante e jamais vista por humano algum. — Tire a prova com os humanos que chamam de joalheiros. Verá que não há pedras preciosas como esta. Volte amanhã, ao entardecer. Lhe esperarei aqui...

Sarah fica surpresa com a pedra, que toca cuidadosamente.

—Tudo bem. — Foi a única coisa que disse antes da sereia mergulhar e rapidamente desaparecer.

Terei que levar para Taric ver isso”, pensou. Como o porto estava cheio, teve dificuldades para sair e chegar até a praça central, que estava igualmente lotada. Ao chegar na Joalheria do senhor Taric, quase esbarrou com um garoto loiro, muito bonitinho e todo vermelho, que saía de lá rapidamente.

Depois de ver o garoto sair e desaparecer na multidão, Sarah entrou no estabelecimento e encontrou o “cavaleiro das gemas”, como era conhecido na cidade, com um sorriso bobo nos lábios.

Sarah não perguntou nada a respeito, pois sabia da preferência de seu “colega” e não se importava, sendo que ela mesma não ligava se ficava com homem ou mulher.

Após a visita e constatar que a pedra que a sereia lhe dera era verdadeira e nunca encontrada antes, Sarah resolveu ir para a hospedagem em que estava por alguns dias e dormir.

No dia seguinte, depois de organizar as coisas de seu barco e com seus marinheiros, a ruiva percebeu que já estava quase na hora em que a sereia marcou consigo. Depois de dar desculpas para seus companheiros de barco, Sarah se dirigiu para o local. Ao se aproximar, reparou na bela melodia que a sereia cantava. A pirata se entregaria na mesma hora para a dona da voz, mas ao ser reparada, a melodia cessa. Nami acena e sorri, com seus dentes afiados como os de um tubarão brilhando.

—Viu que o que falava era verdade, Miss Fortune? — Nadando calmamente, a sereia se aproxima de Sarah.

—Sim... Essa pedra é de um valor imensurável... Talvez possa até mesmo comprar um novo barco... — Divagou a Fortune, sentando no píer.

—Irei te dar quantas quiser! — Os olhos vermelhos de Nami brilharam. Sarah recordou-se dos olhos do assassino de sua mãe. Vermelhos como sangue... Vermelhos como os de Nami.

Sarah puxou uma mecha de seu cabelo, para esquecer. Obviamente, ela sabia que aquilo tudo não era de graça, milagres não aconteciam.

—Qual é o seu preço, sereia? — Perguntou encarando as marés vermelhas que eram os olhos da garota meio-peixe.

—Oh, nada demais! Apenas seus lábios, Miss Fortune...— Nami a puxou para o fundo do mar.

E aquele foi, sem dúvida, o melhor beijo subaquático da vida de Sarah.

Notas finais
\(^▽^*) Espero que tenham gostado (*^▽^)/p.s.: aquele certamente não era o Ezreal...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!