A frieza ouriça os pelos de um corpo quente,

Debruçado nos lençóis da escuridão,

Procurando algum sinal de vida em um lugar tão inóspito.

Vagar pelas entranhas dos viadutos escuros,

Em meio aos gritos suplicantes no território de Thanatos,

Deixou de ser um hobbie e tornar-se ócio.

Esquecida pela própria espécie,

Aquela alma vaga pelo corredor de sua eterna prisão,

Torcendo com a força restante para aquele cenário

Tão nefasto ser apenas uma ilusão.

Seu espírito mescla-se com os demais,

Procurando no deserto um resquício de sanidade,

Descoberta pelas lembranças que ficaram para trás.

Seus olhos tremeluzentes buscam a folha verde da esperança.

Com a mesma determinação que o fez, quando ainda criança,

Agora não passa apenas de uma boa e decrépita herança,

Tal como o nascimento do universo, a folha verde se perde

No complexo de acontecimentos étereos,

Cai sem vida pelos ventos do outono, em uma lápide solitária de um cemitério.

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