O tear do Destino
10 Sacrifícios
Notas iniciais
– Eu acho que não expressei ainda todo meu agradecimento...
– Não precisa. – disse para Emmett.
– Precisa, eu sei que naquele dia em que visitou Rose ela poderia ter perdido o nosso filho...
– Ele só é apressado, talvez tenha puxado o pai?
Ele riu e então ergueu a bebida e eu erguia minha. Lady Esme veio em nossa direção com uma mulher e as duas sorriam.
– Isabella essa é Kate, ela é uma prima distante e estava passando pela vila quando estava lá. Ela disse que todos estão encantados com que fez a pobre mulher.
– Lady Kate. – cumprimentei ela fazendo uma pequena reverência. -Eu não fiz nada realmente, ela estava doente e só.
Uma movimentação chamou nossa atenção, todos começaram a bater palmas e os instrumentos foram tocados mais alto. Mulheres e homens dançavam no meio rodando e pulando, eu estava admirando eles fazerem isso com tanta perfeição que esqueci que Lady Esme estava parada com Lady Kate ao meu lado.
– Nunca dançou? – Lady Kate perguntou e eu não desviei meus olhos dos casais.
– Não. – Edward respondeu. – Ela não conhece nossas danças.
Meu coração tomou um susto, mas daqueles ruins, foi algo estranho de se sentir. Um nervoso e uma inquietação.
– Onde foi criada Lady Isabella?
– O Templo onde foi criada fica em Erdini. No sul em uma região afastada, muito bonita pelo que dizem.
– Vejo que tem conversado mais com Isabella meu filho! – Lady Esme admirou e eu sabia que eu não tinha dado aquelas informações a ele. Sue teria falado alguma coisa? Não, ela não teria.
– Lady Isabella é alguém muito espirituosa. – Edward falou bebendo um pouco mais. – Falando nisso nossos convidados estão ansiosos por mais uma boa notícia você não acha?
Nossos convidados? Boas notícias? Esme e Kate estavam mais animadas e um cavaleiro se aproximou de nós.
– Peço permissão ao nosso senhor para dançar com Lady Isabella.
Edward o olhou sério.
– Ela irá dançar comigo, Lady Kate estava comentando como sentia falta de uma dança agora mesmo, pode ir prima dançar com Laurent, ele é um cavaleiro muito íntegro e de confiança.
– Obrigado primo.
Ignorando Lady Esme eu encarei Edward.
– O que quer dizer com isso?
– Vamos dança primeiro.
Quando Edward levantou o salão parou para olhá-lo e ele me levantou junto causando uma euforia desconhecida por mim. Eu não sabia dançar, o que pelo amor de todos os espíritos ele estava fazendo? Caminhamos passando por seu irmão Jasper que estava sombrio e sério, Lady Tânia tinha uma expressão de fúria e quando Lady Esme se aproximou se tornou em algo suave e inocente.
– Eu não sei dançar. – falei baixo e insegura.
– Não precisa, eu guio.
Bom, foi um desastre. Edward tentou me ensinar, eu esbarrei em mais gente do que dancei, bati palmas e tentava acompanhar o ritmo animado. Mas ele ria e eu ria junto. Quando fazia algumas piruetas ficava engraçado e eu não pude dizer que não me divertia. Algumas mulheres tentavam me ajudar, mas acabam rindo comigo de toda minha enrolação com os gestos. Ele parecia mais novo e feliz quando Emmett se juntou a ele e olhei para todos do castelo, cada homem, mulher e criança bebendo e rindo e sabia que havia começado uma nova era em Cullen, um inverno frio e doloroso estava indo embora trazendo as primeiras flores e frutos da estação.
Edward fez um gesto e então a música e toda conversa dentro do salão cessou imediatamente. Eu e ele estávamos ainda no meio quando as pessoas que dançavam conosco se afastaram de nós, não sabia o que fazer ou onde ir até ele segurar minha mão.
– Hoje é um dia memorável na história de castelo, não se esqueceram dele jamais. Quero dizer que daqui a três dias eu e Lady Isabella nos uniremos.
Todos bateram palmas e levantaram cumprimentando Edward e eu não sabia o que aquelas palavras tinham de tão felizes. Eu, no fundo, não tinha entendi uma palavra. Todos brindaram, a música ficou alta e algumas mulheres dançavam ao meu redor. Esme pegou minha mão no meio da multidão e me abraçou até eu sentir que estava sem ar.
– Lady Esme...
O ar estava me faltando em muitos sentidos e eu queria desmaiar. Tudo ficou um pouco nublado e rodava sem parar. Eu iria cair e senti as mãos delicadas de Lady Esme em meu rosto antes de braços fortes. Minha cabeça estava doendo, abri meus olhos tentando ver onde estava e percebi que estava no quarto. O berço de Mel não estava mais ali e eu levantei em um pulo querendo saber onde ela e Ângela estavam.
– Quer ter outro desmaio levanto desse jeito?
Edward estava sentado perto do fogo e eu vi Esme dormindo sentada em uma cadeira em frente a de Edward.
– Oh.. Esme precisa ir para o seu quarto... onde está Mel?
– Ângela está com ela.
– Você ficou maluco? O que quis dizer naquele salão? Não posso me casar com você!
Ele levantou calmamente e se aproximou sentando na cama. Eu me encolhi um pouco e me cobri percebendo que não estava mais com o vestido e sim com a roupa que Ângela separava para mim dormir.
– Não vou fazer nada. Minha mãe está aqui Isabella e eu vou explicar.
– Isso não pode acontecer.
Edward estava sério e determinado.
– Eu te fiz uma promessa, prometi que cuidaria de Mel como se fosse minha filha.
– Sim... prometeu... não pode...
– Isabella eu vou batizar ela como uma Cullen na igreja no dia do nosso casamento, ela será registrada como nossa filha.
Eu estava em choque quando ele terminou. Todo meu ser queria tremer de medo e desespero.
–Não podemos...
– Eu vou falar uma coisa, o Rei já deve ter recebido minha carta e deverá mandar uma resposta, eu tenho medo do que ele pode decidir em relação a você. – Edward tomou uma expressão mais sofrida. – Ele pode realmente mandar queimar você ou prender pelos crimes de seu pai, não sei o que passa na cabeça do nosso Rei e nem de seus conselheiros. – eu estava indo para a fogueira era isso mesmo? – Por isso, preciso me certificar de que tem uma chance.
– Uma chance?
– Se for casada comigo diante da Igreja e dos homens, teremos uma chance de conseguir assegurar a ele que tomarei conta de você.
– Eu não preciso que faça esse sacrifício. Você jurou nunca mais se casar com ninguém depois que Lauren morreu.
– Você não sabe de nada da morte de Lauren. – Edward tinha agora uma expressão dura para mim. Ele a amou e isso doeu em mim.
– Você a amou. Não precisa casar comigo e se sacrificar mais uma vez.
Ele levantou rápido.
– O que sabe sobre sacrifícios Isabella Swan? Não admito que fale dela como um sacrifício.
Ele a amou. Eu não conseguia mais aguentar a angústia que isso me causava.
– Se gosta tanto dessa palavra perceba que a única chance de Mel é essa, ser uma Cullen, quando e se ordenarem que a queimem naquela fogueira santa que eles montam toda vez que recomeçam sua caça as bruxas Mel ficará desprotegida. E sendo minha filha eles não ousarão tocar nela em algum momento, eu prometi a você cuidar dela e única coisa nesse momento que me impede de fazer isso é vocês mesma e seus... seus...
– Eu caso.
Não era ama ocasião feliz. Eu podia lembrar de quando alguma menina casava como ela ficava feliz e esperançosa, muitas sonham com os filhos frutos dessa união e outras em ter o seu lar. Eu tinha apenas um homem cumprindo a sua promessa e passando por cima de seus planos de não casar, eu sabia que Edward nunca me bateria ou me trancaria em um quarto, sabia que sua família e Cullen eram muito mais do que eu poderia sonhar, mas eu de qualquer forma queria mais sem saber o que esse mais significava.
Olhei para Edward e seus olhos presos em mim, ele era bonito e respeitado. O Rei o ouviria e acataria a um pedido seu se não fosse algo tão absurdo como me deixar viva, o tempo corria eu precisava casar e proteger Mel.
– Me dê sua mão Edward.
Ele me olhou confuso, mas me deu a mão. A olhei e fechei meus olhos. Não tinha nada, por algum motivo eu não via ou sentia nada.
– O que viu? – perguntou quando abri meus olhos.
– Não consegui ver nada.
– O que isso significa?
– Que a Deusa simplesmente não quer me dizer nada, por enquanto.
Ele sentou do meu lado compreensivo.
– Está sem ela... casar... faz você....
– Não, não é isso.
– Então o que é?
– O me futuro Edward não me pertence mais. – constatei triste. – Ele está sendo moldado, eu não tenho mais controle dele. Só posso pedir por mim e por Mel. – olhei em seus olhos. – Prometa cuidar dela.
– Eu prometo cuidar de você.
Fale com o autor