Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo e entendam melhor o que aconteceu com a Bella. Bom meus amores, fiquem atentos a essa promessa, ela mudará o rumo da vida de Mel e da Bella.

Eu ainda estava sonolenta demais. Não sabia quanto tempo tinha se passado, minha cabeça ainda doida aos poucos.

– Me diga onde arranjou esses vestidos? São diferentes...

A voz de Edward tentava ser baixa, mas não ele não conseguia isso muito bem.

– Filho, por que quer saber? – a voz de Esme.

– Porque sim!

– Eram de Lauren. – aquilo realmente me incomodou. Eu não usaria roupas de uma pessoa morta.

– Ela é uma guardiã, não pode usar roupas de mortos!

Esme riu.

– Querido, ela nunca as usou. Na verdade esse baú chegou depois que ela morreu. Nós não queríamos jogar fora porque eram vestidos belíssimos demais eu os guardei apesar de Tânia querer queimá-los.

– Ela não manda nesse castelo. – Eu ouvi alguma coisa ser arremessada e tenho certeza que Lady Esme ficou tão assustada como eu — Aliás, escrevi uma carta ao meu tio, a quero longe e assim que Isabella acordar vamos resolver algumas coisas nesse castelo, quando no inferno isso se tornou todo esse...

– Edward! Olhe como fala.

A escuridão e a inconsciência voltaram. Abri meus olhos. Era noite. Eu me mexi um pouco e então Edward correu para meu lado.

– Isabella... – Lady Esme apareceu do seu lado. Tinha uma costura nas mãos e sorria.

– Bem vinda minha querida. Deixe-me ajudar a sentar sim?

– Obrigada...

Eu não me sentia totalmente forte, mas com a ajuda bem vinda de Lady Esme consegui me sentar. Eu vi a roupa que estava, era um lindo vestido longo azul com fitas douradas, toquei as fitas admirando o trabalho a mão que tinha nelas. O corte era tão parecido com que usávamos antes de chegar à Inglaterra.

– Gostou querida?

– É lindo... Obrigada Esme.

Olhei para o quarto em que estava, era imenso e sua lareira estava a todo favor. Tinha tapetes e o brasão dos Cullen em todos os lugares. A mesa grande continha papel e tinta, alguns pergaminhos e a janela estava só um pouco aberta.

– Peça para Sue trazer algo para Isabella comer e pode se recolher mãe, eu cuido de tudo.

Esme sorriu e foi fazer o que Edward mandou. Eu estava sozinha com ele.

– O que aconteceu?

– Eu só cheguei três dias depois que Tânia trancou você, ela deixou um guarda na entrada, apesar de todo choro de Sue, Billy só conseguiu me dizer o que estava acontecendo quando já estava desmaiada. – ele tinha uma expressão quase de horror em seu rosto. — Você teve febre e precisou de muitos banhos para que conseguisse ficar um pouco mais fria, Sue lhe deu uns chás, mas você vomitava e chamava por Bree. Você falou muito dela de noite.

– Oh... tinha mais alguém aqui?

– Sue e eu somente, minha mãe só ficou depois que a febre abaixou.

– Onde está Mel? – perguntei alarmada e quase me levantei e ele me olhou muito feio.

– Se pensa em levantar dessa cama saiba que tenho cordas para fazer você ficar exatamente onde está. – ele não estava brincando. – Melanie está muito bem, Ângela tem conseguido acalmar ela, mas às vezes Sue a trás aqui, ela deita e dorme do seu lado apesar de minha mãe não achar isso saudável para ela, mas aquela menina tem garganta quando quer uma coisa. – eu ri com o comentário dele e a expressão de pavor que fez quando disso isso, sim ela tinha uma garganta boa quando queria alguma coisa.

Sue entrou com lágrimas nos olhos e uma bandeja cheia de coisas que eu sabia que não conseguiria comer. Ela deixou nas mãos de Edward de qualquer jeito e correu para me abraçar, eu retribui o carinho sabendo que ela pensou que eu morreria.

– Não faça mais isso comigo... Pelo amor da Deusa, isso parou meu coração e eu perdi longos anos de vida minha menina...

– Estou bem tia, estou bem.

Minha tia saiu e olhamos para Edward que continuava com a bandeja nas mãos. Ele enxugou rapidamente as lágrimas e pediu desculpas.

– Você pode sair Sue, eu a ajudo a comer.

– Eu não preciso de ajuda. – disse firme e ele fez um gesto e Sue saiu. Eu juro que ouvi uma risadinha, mas não sabia se confiava nisso ou não. Edward sentou do meu lado e me ofereceu uma colher.

– Como está Alice?

– Coma.

– Como está Alice?

– Coma.

Íamos ficar naquilo eternamente tomei a primeira colherada e ele sorriu um sorriso vencedor.

– Como está...

– Ela está bem, ela veio aqui com ajuda de Esme.

Ele estava barganhando informações. Tomei mais uma colher da sopa.

– E Jasper a deixou ela sair do quarto?

– Jasper esteve cinco dias fora, só voltou quando Alice já estava também mais recuperada ou tentando pelo menos, ela não fala...

Eu queria discordar daquilo. Mas ele enfiou outra colher em minha boca e eu precisei engolir.

– Como sabe que não posso vestir roupas certas roupas? Como sabe...

Ele sorriu arteiro. Eu gostei desse sorriso, mas ele me irritou profundamente.

– Coma.

– Responda.

– Coma Isabella.

– Não.

Ele encarou e então me olhou.

– Quem é Bree?

Eu então parei para pensar. Olhei para minhas mãos pesando que não queria mentir, mas isso manteria Mel segura e olhei para Edward que aguardava coma colher novamente posicionada, comi sendo vencida pela pergunta.

– O que eu disse sobre ela?

– Você prometeu cuidar de Mel. Disse que tinha que viver para comprimir essa promessa.

– Oh... Edward... – as lágrimas queriam descer dos meus olhos no mesmo momento.

– Eu já sabia que ela não era sua.

Olhei para ele assustada com aquela revelação.

– Eu sei que ela não pode ser sua, mas eu quero entender o que a levou a dizer que ela é sua.

Eu precisava confiar nele não? Se algo acontecesse comigo, ela precisaria estar segura. Ele a protegeria? Isso estava fora do rumo.

– Preciso saber com o que estou lidando.

– Eu sei que sou uma pagã, eu sou Edward. Não me envergonho de servir a Deusa, não faço mal a ninguém e muito menos pratico bruxaria. Mas não estou crendo em seu Deus tampouco.

Edward colocou o prato no chão e me encarou.

– Continue.

– Prometa proteger Mel e a criar caso o Rei decida me matar.

– O que eu ganho se prometer isso?

– A verdade. Toda ela.

– Prometo proteger Mel caso alguma coisa aconteça a você. A protegerei como minha, a criarei para ser a melhor e mais refinada dama de toda Inglaterra caso você não possa fazer isso e ela terá um dote digno de qualquer princesa.

Isso de alguma forma pareceu tão certo e correto. Sorri para ele e ele continuou me encarando esperando a verdade.

– Obrigada, ela não precisa disso... Desse passado entende?

– Que passado?

– Ela é filha de minha irmã Bree.

– Bree era sua irmã e não foi criada com você no santuário?

– Fomos criadas juntas, mas aos doze fazemos os votos e ela escolheu não fazer. Ela foi com uma senhora para que ela arranjasse um casamento para ela, é assim que acontece e depois nós nunca mais vemos as que se separam de nós. Foi difícil me separar dela entende? Meu lugar era lá e foi a coisa mais difícil que já fiz vê-la ir embora sem poder fazer nada, não interferir ou ao menos acompanhar ela. Uns anos depois eu recebi uma carta. Ela pedia permissão a Sacerdotisa para que eu fosse até o encontro dela, ela estava muito doente e queria que eu fizesse o rito de passagem.

– Você fez?

– Ela era minha irmã e quando cheguei ela morava em um lindo castelo, menor que esse, mas lindo. Ela estava trancada em um quarto como Alice. – ele percebeu meu desespero com Alice – O marido dela a trancou e ela queria que eu a ajudasse a sair daquela situação.

– O que a fez ficar trancada?

– Ela não ter filhos. Ele era um homem louco e eu o fiz dormir com um chá e a destranquei. Bree estava fraca demais para irmos muito longe, mas conseguimos sair daquele inferno. Vivemos na floresta, nos escondendo até chegarmos a um lugar mais seguro. Eu descobri assim que toquei sua mão que ela estava grávida, mas Bree só confirmou isso quando estávamos longe de seu marido.

– Do que ela morreu?

– Mel não estava na posição certa, precisamos fazer ela virar e para salvar Mel foi preciso fazer Bree sofrer muito. – eu estava chorando. A dor de ver minha irmã partir de maneira tão sofrida me fazia soluçar alto. – Ela me fez prometer cuidar de Mel e fazer ela ser tão grande como o sonho que Deusa tinha dado a ela. – eu encarei Edward – Ela morreu salvando a filha e me fazendo prometer cuidar de Mel como se fosse minha não entende? Minha irmã se foi no momento em que Mel chorou, não deu tempo de mais nada a não ser mostrar a linda menina que ela pôs no mundo. Só isso, ela é tudo para mim entende? Eu preciso...

Edward então me abraçou como se aquilo pudesse mudar algo, não mudaria em nada, mas eu me sentia de alguma forma segura.

– Não chore... Não faça isso.

Ele não sabia, mas era a primeira vez que eu fazia isso desde que Mel nasceu.

Notas finais
Então o que acharam???????????