O tear do Destino
20 A carta do Rei
Notas iniciais
“ Ao Lorde Edward de Cullen encaminho que minhas ordens sejam cumpridas em relação ao que acontece em seu castelo.Não vou deixar de expressar minha surpresa por saber que ainda restam nessa terra descentes vivos de Charlie Swam, fico intrigado pensando onde e como sobreviveram todos esses anos. Porém, não vou ignorar a você, meu caro amigo, Lorde Edward que essa descoberta causou um pequeno incômodo em minha corte, ainda há aqui muitos que lembram com muita precisão o que aconteceu antes que Charlie e sua esposa deixassem esse mundo. Não sou um homem conhecido por atos impróprios e rápidos, por isso meu caro amigo e Duque vou lhe dar três meses pela frente. Não poderei ir até seu castelo antes e não quero julgar esse tipo de questão mediante a boatos e fofocas contadas por castelãs que ocupam seu tempo com vidas alheias.
Até que eu chegue em Cullen eu quero que respeitem a minha ordem de não ser feito a ela nenhum mal, eu quero ela bem cuidada e tratada até minha futura visita e a considere minha protegida até esse momento. Considero sua responsabilidade cuidar e proteger ela até lá meu caro e sei que como um bom servo seguirá minhas ordens e fará justiça a quem desobedecer.Não se intimide por boatos e nem se deixe levar por longas histórias, as coisas meu querido amigo precisam ser ajustadas e eu mesmo farei essa justiça que não pertence a mais ninguém. Chegarei esperando ser recebido como sempre fui e farei justiça como me foi dado a Deus julgar os homens segundo minha própria consciência.
Rei Felipe II
É claro que a carta não dizia o que ele mesmo queria fazer aqui e isso me preocupava. Até mesmo me atormentava. O meu destino e o de Isabella estava nas mãos de Felipe e ao contrário do que imaginei, ele mesmo queria vir até aqui e executar sua sentença. O mensageiro ainda esperava que eu escrevesse a resposta e isso era a parte que cabia a mim explicar que ele não poderia simplesmente queimar minha mulher ou minha filha. Eu queria saber rezar como padre James ou fazer orações na língua de Bella e pedir a deusa sua proteção nessa hora. Peguei a pena e respirei fundo
“ Meu rei e Senhor
Sou seu servo e sigo somente suas ordens. Houve algumas complicações e eu precisei resolvê-las como achei conveniente. Lady Isabella Swan se encontra segura e garanto que nenhum mal foi lhe imposto por minha vontade, mas tenho que lhe informar que agora ela é a senhora desse castelo. Uma vez disse que eu poderia escolher para mim qualquer mulher que quisesse depois que minha amada Lauren e meu filho se foram, me prometeu guardar minha família caso eu me fosse primeiro que eles. Esse juramento hoje se estende a lady Isabella Cullen, ela é minha esposa e dona do meu coração. Quando vier, julgue a causa lembrando de tudo que um dia vivemos e que aconteceu nas batalhas.
Me perdoe se passei por cima de suas ordens, mas a única forma de protege-la contra aos que queriam acender a fogueira antes mesmo de sua chegada foi essa, só não pude protege-la de mim mesmo. Fui egoísta e a quis assim que pisou em minhas terras com a pequena Melanie, sua queria filha e agora minha filha. A essas duas eu espero um julgamento justo como sei que o fez durante o tempo que nos conhecemos.
Aguardo mais orientações.
Lorde Edward de Cullen.”
Não havia mais o que fazer quando esperava o pergaminho secar. Não havia mais nada a não ser rezar ara que Felipe não achasse o casamento inválido, seus conselheiros não fizessem questão de mais uma fogueira acesa por motivos idiotas ou que Eleazer e Tânia não causassem mais transtornos do que já estavam causando.
– Posso me retirar Milorde? – o mensageiro olhou para a carta que secava em minhas mãos.
– Entregue isso ao nosso Rei e diga que espero mais ordens.
– Tenha um bom dia Milorde.
O mensageiro fez um reverência e então saiu. A porta estava aberta quando meus irmãos e Isabella entraram. O medo em seus olhos era imperdoável, não... isso era inaceitável. Ninguém a faria sentir medo, eu a protegeria. Com minha espada, com minha vida.

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