-Como assim "não vai"?Eu tenho que ir.Aqui é minha casa e se um barulho aparece eu tenho que ver o que é.-Eu disse tirando a mão dela do meu pulso.

-São eles...-ela disse tremendo.

-Eles quem?

-Maorte e Murilo.

-Tá,ele não é o meu pai porque como você disse,meu pai morreu,vamos chamar os dois de morte.Qual o nome da sua mãe verdadeira?

-Chloe...

-De quem era o grito.

-Ele deve estar matando a sua mãe?

-M-m-m-inha mãe?-uma lágrima escorreu.

-Sim,mas você não disse que não liga pra sua mãe.

-Mas ela não deixa de ser minha mãe e afinal ele matou o meu avô.-Eu disse enxugando as lágrimas,

-Você não vai lá.

-Ah,eu vou sim.

-Só na sua imaginação que você vai.

-Só na sua imaginação que eu não vou.

Escutamos um choro de bebê.

-Cala a boca.-Veio uma voz lá em baixo.

Desci correndo,só deu tempo de ver a morte em forma de murilo saindo pela porta.Olhei para o outro lado e estava a minha mãe com uma faca atravessando a mão.Os pesgoço cortado escorrendo sangue e os joelhos virados pra um lado que não devia estar virado.

No sofá tinha alguma coisa se mexendo,enquanto as lágrimas escorriam,fui lentamente indo na direção do barulho.

A almofada estava se mexendo e um grito abafado tentava sair de lá.Tirei a almofada rapidamente.

-Um bebê...-arregalei os olhos.

Em baixo da almofada tinha um bebê se debatendo,certamente Murilo tentou sufocar ele.Quando tirei a almofada o neném sorriu.

-Diaaaaaaaaaaana.-Chamei.-Desce aqui.AGORA.

Diana rapidamente desceu.

-Que bebê é esse?-Ela hesitou.

-Eu também quero saber.Peraí,você pode se comunicar com espíritos,será que poderia chamar alguém que pudesse ver o futuro?

-Sim,mas não conheço ninguém que possa ver o passado e isso é muito perigoso,não podemos interferir na linha do tempo.

-Pegou essa frase onde?No filme da pré-história?

-Vamos tentar.-Diana pegou na minha mão e fechou os olhos.Também fechei,afinal eu não ia ficar ali olhando pra cara dela de olho fechado.

Senti uma mão no meu ombro e abri os olhos.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.-Eu gritei.

-AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA-Diana também gritou.

A alma da minha mãe estava ali,na nossa frente.

-Taýla,está brincando com espíritos?Isso é coisa séria.

-Como você morreu?-Diana perguntou.

Eu olhei pra ela com cara de sarcasmo.

-Jura que não sabe?-perguntei.

-Tá,desculpa.

-De quem é esse bebê?-perguntei.

-Sua irmã.-Ela sorriu.

-Desculpa...quem?

-Sua irmã,ela era a surpresa que queríamos te mostrar e você rejeitou.

-Em momento nenhum vi você grávida.

-Adotamos.

-Você sabe quem te matou né?-Diana interrompeu.

-Sim,eu sei.

-Tá,olha só,é uma história longa,mas você não vai entender o Murilo não é o Murilo que ...

-Eu sei.

-Tá deixa eu .... O QUE?COMO ASSIM VOCÊ JÁ SABE.

-Ela foi ameaçada que nem meu pai.Quando a morte matou minha mãe,o meu soube mas não podia contar nada pra mim.-Diana interrompeu de novo.

-E o que fazemos com esse bebê.

-Cuidem.

-Qual o nome dela?

-Francine.

-Francine?Que nome feio.

-Sumiu.-Diana disse.

Quando vi,o fantasma da minha mãe já tinha sumido.