De qualquer forma,não vou falar oi e nem olá para vocês.Não estou aqui para me apresentar e sim para contar minha história,mas encarem isso como um “oi”.

Meu nome é Taýla,só.Odeio quando me chamam de Tatá,por isso tenho uma cópia da certidão de nascimento impressa na minha bolsa,sempre que me chamam de outro nome que não seja Taýla,mostro a certidão.

Porque eu não tatuo?Estou pensando seriamente nisso,mas como eu preciso da permissão dos pais isso se torna quase impossível.

Calma,meus pais não estão mortos mas é como se estivessem.

Não sou daquelas pessoas de odiar seres humanos,apenas odeio pessoas babacas que gastam o tempo fazendo coisas babacas.

Odeio quando tentam discutir sobre o caso deu me cortar.Esse assunto já percorreu várias vezes em sala de aula mas nem um A em casa.

Os professores tentam comunicar aos meus pais,mas sempre que ligam eles não estão em casa,então são praticamente estranhos que eu só sei o nome e que sou obrigado a chamar de pais.Não tenho uma história tão triste assim,mas acho que poderia escrever um livro sobre ela.

Quando minha mãe(Kátia) fez 14 anos,ela engravidou de um homem chamado Murilo a qual hoje chamo de pai.Ele também era jovem e só tinha 15.O meu avô expulsou a minha mãe de casa e a tal foi morar com o meu pai(que ainda morava com os pais dele).Meu pai teve uma briga séria com a mãe dele e ele e minha mãe que era uma puta na época,minto,ela é puta até hoje,mas enfim,os dois foram morar embaixo da ponte.Literalmente.Depois de 3 meses meu pai arranjou um “bico” e conseguiu alugar um apartamento de só um cômodo,custava só 100.Meu pai recebia 200,então por um mês eles tinham que comer biscoitos de 1 real.Quando eu nasci minha mãe ficou doente e me largou na porta da casa da minha vó,e nem pra me botar dentro de cestas que nem histórias de princesas,ela me deixou no chão duro e gelado.Ela não teve a cara de pau de pedir para a minha avó cuidar de mim.Apenas deixou eu e um papel GRAMPEADO na minha roupa pedindo pra ela assinar e passar a minha guarda para a minha vó (Alice).Minha vó foi tão bondosa,me dava tudo quando podia,me levava a parques e lugares que eu nem acreditava que existiam.Minha avó me adotou quando eu tinha 10 meses e quando fiz 15 anos,minha avó morreu.Ou seja,voltei para a guarda dos estranhos.

Você já deve ter se perguntado cadê meu avô e quantos anos tenho agora.

Meu avô morreu no exército um dia depois d’eu fazer 5 anos.Hoje em dia tenho 16,fiz aniversário ontem.Faz 11 anos que meu avô morreu,e 1 que a minha avó morreu.

Hoje que vou começar a nova escola,não espero nada de bom lá,só patricinhas e esses gays metidos a playboy.Nada contra gays,só com gays que se fingem playboys.