O show final

4 O passado de volta. Pt 2


Notas iniciais
Olá! Voltei com mais capítulossss, e se você está lendo e gostando, comente!!!

Não tive muito tempo para pensar, quando me dei conta já tinha uns braços fraquinhos e macios envolvendo meu pescoço. Ela dava gritinhos animada e beijava minha bochecha. — Sam! Que saudade.


— Tá, pode me largar e dizer o que está fazendo aqui? E quem é ele?


— Achei que iria ficar feliz em me ver. — Disse Mel um pouco frustrada com a minha reação, logo tirando seus bracinhos do meu pescoço.


— Não é isso, estava com saudade também…— Tentei colocar um sorriso no rosto. — É que…me conta logo, o que está fazendo aqui na minha escola, não tínhamos combinado de nos encontrar em um jantar?


— Sam, você nunca tinha me dito que vocês eram trigêmeos! — Disse Cat encarando um homem que estava ao lado da minha irmã.


Ele era alto, loiro e tinha um estilo casual mas usava roupas bem chiques, claramente eram roupas de marcas caras.


— Ele não é nosso irmão. — Mel achou graça das loucuras da Cat. — Esse aqui é o meu namorado. — Ela envolveu sua mão junto as do moço ao seu lado. — E vamos estudar aqui Sammy! Iria te contar no jantar mas não queria perder outro dia de aula.


Ele me olhava de um jeito diferente, um jeito que me deixava envergonhada. Senti minhas bochechas corarem.


Mesmo um pouco constrangida e intrigada com os olhares do namorado da minha irmã para mim, tentei ser simpática e fingir que estava tudo bem, não queria estragar a felicidade estampada no rosto da Mel. Mas não estava tudo bem. Tantas mudanças, tantos reencontros e sentimentos antigos voltando estavam me deixando agoniada. Em um dia, me vejo afastada de todos, recomeçando em um novo lugar e de repente todos os meus maiores pesadelos estão vindo até mim.


— É...então…acho melhor entrarmos, lá a gente conversa melhor. — Desviei o olhar do garoto e direcionei eles para a entrada.


P.O.V : Mel


Ainda mantinha contato com a Carly e ela me contou que estava se mudando para Los Angeles, a cidade em que minha irmã estava morando. Não pensei duas vezes antes de tomar uma decisão.


Iria terminar os meus estudos junto com ela, e tentar recuperar um pouco do nosso tempo perdido.


Fui morar com meu pai quando era criança, a minha mãe nunca foi muito cuidadosa e amorosa, então não foi difícil conseguir a minha guarda. A única coisa que me entristeceu foi ter que me separar da minha irmã. Papai dizia que a Sam era igual a mamãe e nunca se adaptaria morando com ele.


Não acho que ela me culpe por toda a loucura que é nossa família, só talvez não consiga me amar tanto por eu ter sido muito ausente na vida dela.


[…]


Estávamos no pátio guardando as coisas no armário e a Sam não parava de fazer perguntas.


— Então…você e o Germano vão morar aqui…sem previsão de ir embora? E vocês dois, estão juntos a muito tempo? — Apontou para o meu namorado.


— Não temos previsão de ir embora. Papai comprou uma casa aqui e também está gerenciando a empresa da Pear Store de Los Angeles. E esse aqui… — O ex namorado da Sam chegou me interrompendo.


— Pear Store? Você conhece o dono? — Questionou Freddie.


O Benson estava mais bonito, mais forte. Já não era mais o menininho que conheci a anos atrás.


— Nerd, não se mete que isso é assunto de família! — Sam se virou para o moreno quase o expulsando dali.


— Licença, coisa. Eu estou falando com a loira civilizada. — O Benson ignorou a minha irmã e se virou para mim ainda curioso. Sam revirou os olhos.


— Oi Freddie! — Nós abraçamos. — Eu estava falando com a Sam sobre a minha mudança para LA, e também apresentando meu namorado. — Soltei um riso sem fôlego por falar muito depressa. — E respondendo a sua pergunta, Sim, eu conheço o dono da empresa. É o meu pai. Viemos morar aqui porque ele precisa gerenciar uma das franquias que fica na cidade.


Como a minha irmã não contou isso para o melhor amigo — e ex namorado — sabendo que ele é super fã da empresa do nosso pai? Claro, ela não devia gostar nada de falar dele.


— Não brinca! Vai estudar aqui também? E o seu pai é o dono da Pear Store? — Ele me olhava encantado com a informação mas depois soltou minhas mãos e encarou meu namorado ficando um pouco constrangido e tirando o semblante animado do rosto.


— Ah…Sam, Freddie…esse aqui é o James. Ele vai estudar aqui também.


Ele comprimentou Sam e Freddie um pouco envergonhado.


Acho que não deve ser todo dia que você encontra um clone da sua namorada. Achei graça da situação.


— Geralmente eu não sou tão mau humorada, esse intrometido aí — Apontou para Freddie. — que sempre me testa a paciência.


— Essa loira agressiva que sempre tira a minha paciência! Aliás…porque não me contou que é filha do DONO da Pear Store? — O Benson encarava a Sam com um semblante indignado. — Já até trabalhamos em uma das lojas e você sabe que eu sou muito…


— Nerd? Sim, eu sei. E eu não sou filha daquele homem. — Interrompeu retrucando o moreno e cruzando os braços.


— Eu ia dizer Fã! — Murmurou Freddie franzindo o cenho.


A linguagem de amor deles continuava sendo implicâncias.


— Esse daí veio de intruso junto com a minha amiga Carly. — Parou de fitar o moreno e se virou para mim e James.


— A Carly também está estudando aqui? Quero muito ver vocês três juntos de novo…é…pretendem voltar com o programa? Estava me segurando para não comentar mas…eu era muito fã.


Ele nunca me contou nada sobre ser fã antigo do icarly, mas deixei passar. Não seria uma bobeira daquela que iria estragar esse reencontro especial.


— Bom, nós não conversamos sobre voltar com o icarly, mas….a Carly já está na sala…vamos lá. — Fomos todos para a sala de aula.


[…]


P.O.V : Freddie

Chegamos na sala para nossa primeira aula do dia e eu ainda estava um pouco intrigado com a conversa que tivemos lá nos armários. Porque a Sam nunca me contou do pai dela ser o dono de uma das maiores empresas de aparelhos tecnológicos do mundo? Ela sabe como eu amo a Pear Store, sei tudo das configurações dos aparelhos e até já trabalhei em uma das lojas deles por um tempo. A loira nunca foi de falar do pai e muito menos da irmã, ela até parecia não estar muito contente com a chegada da Mel e daquele namorado grandalhão dela, mas mesmo assim a Puckett ter omitido essa informação de mim não me descia.


— Bom, antes de começar nossa aula sobre senhorinhas pisando em um chão cheio de cacos de vidro, preciso dar alguns recados!


— Vai parar de beber água de coco? — Disse a Cat.


— Se eu parar de alucinar como vou ser um professor de teatro? — Murmurou Sikowitz. — Como eu estava dizendo, por vocês estarem no último ano da escola, precisam apresentar um trabalho de conclusão de curso.


— Sobre qualquer tema? — Questionou Carly.


— Claro que não. — Se virou para Carly com um olhar indignado. — Isso aqui é uma escola de ARTES! — Gritou assustando a turma.


— Então vai ser tipo um show de talentos? Como o que fizemos no ano passado? — Disse Back.


— Quase isso meu querido garotinho cabeludo. Vocês vão ser divididos em três grupos. Um grupo fará um filme, outro grupo fará uma peça e por último, e sim,menos importante, o grupo que vai cantar.


— Claro que o grupo que vai cantar será o meu. — Disse missy fitando Tori.


— Nada disso, minha ruivinha menos querida! Haverá um sorteio, que em breve darei os resultados.


Começou uma bagunça na turma, uns brigavam com o professor, outros brigavam entre si.


— SILÊNCIO! — A turma se calou com o grito do Sikowitz. — Aos novatos, para participar de qualquer atividade aqui na escola vocês precisam apresentar E PASSAR na peça do pássaro. O livro está aí com vocês e quero isso decorado até amanhã!


— Qual é a dessa peça, em? — Sam perguntou se virando para Jade.


— O roteiro não é difícil, é uma peça curtinha mas o problema é que…


— JADE! — Back cutucou a namorada. — Você sabe as regras. — Jade revirou os olhos e se virou para frente.


— Que regras? — Eu e Sam respondemos juntos.


— Aí freddnerd, você tá muito do intrometido hoje, juro que vou socar essa sua cara. — A Diaba loira adorava me provocar.


— Eu só quero saber dessa tal peça do pássaro, sua loira perturbada. — Murmurei revirando os olhos.


— Gente, esse é o grande problema da peça, ninguém pode ajudar ninguém. Vou ficar devendo essa para vocês, foi mal.


— VAMOS! VOCÊS SÃO SENHORINHAS PISANDO EM CACOS DE VIDROS! — O professor gritou e todos nós levantamos e começamos a aula.


[…]



Estávamos eu, Carly, Sam e Cat sentados comendo nosso almoço na área externa da Hollywood Arts.


— Essa banda do clone da Tori é boa? — Perguntou Sam para Cat, com a boca cheia de burrito que ela estava comendo.


— Eu só ouvi eles tocarem uma vez, no ano passado, quando a Missy chamou a Tori e eles se apresentaram no show de talentos…e eu fiquei com medo. — Cat tirou o sorriso fofoqueiro do rosto e se encolheu abaixando a cabeça.


— Ah, Cat, abacaxi te causa medo. — Sam murmurou enquanto continuava devorando seu burrito.


— COISAS AFIADAS E GENTE GRITANDO ME ASSUSTA…aí calma eu to gritando.— Se sentou novamente com um risinho constrangido no rosto.


— Porque está interessada na banda deles, amiga? — Shay perguntou a Sam com um semblante desconfiado.


— Não estou interessada na banda…só acho que seria mais fácil fazer um trabalho cantando do que ter que escrever, dirigir e gravar um filme ou fazer uma peça…só de pensar já me dá um soninho…— Sam bocejou e deitou a cabeça na mesa.


— Eu acho que seria muito mais legal fazer um filme.


— Claro Fredorento, você, além de não saber cantar, adora tudo relacionado com segurar uma câmera.


— Dormindo você é uma poeta, Puckett! — Deitei novamente a cabeça dela sobre a mesa e recebi um tapa na mão.


[…]

P.O.V : Sam


Depois do almoço, cabulei uma aula e fui para a sala de música. Nesse dia eu tinha aula até às três da tarde e não suportaria assistir todas, por mais legal que fossem as matérias da Hollywood Arts.


Estava arriscando alguns acordes no violão e acabei tocando uma música.


Can't Blame a Girl For Trying

Não Pode Culpar Uma Garota Por Tentar


Here I am again, the same old situation

Aqui estou eu de novo, a mesma situação antiga


Why does the guy thing have to be so complicated?

Por que é que as coisas com rapazes têm de ser tão complicadas?


I should've played it cool, instead I've made a fool. Eu deveria ter ido com calma, em vez disso pareci uma idiota


Oh, the things I do. Oh, as coisas que eu faço


'Cause I'm young and I'm dumb Porque eu sou jovem e sou burra


I do stupid things when it comes to love. Eu faço coisas estúpidas quando se trata de amor.


— Uau. — Jade apareceu me aplaudindo. — Não sabia que além de apresentadora de um programa você também era cantora.


— Faz tempo que não sou mais apresentadora…e…isso, foi uma das únicas coisas que minha mãe me ensinou nessa vida. — Apontei para o violão no meu colo.


— E fez muito bem porque você é melhor que muitos alunos que estão a séculos aqui na escola. — Ela se aproximou sentando em uma cadeira de frente para mim. — E aproveita porque são poucas coisas nessa vida que eu gosto.


— Vamos indo vai…cabular duas aulas no segundo dia de aula não vai pegar bem…— Fui me levantando e guardando o violão.


— Antes…não quer me contar sobre essa música? — Ela segurou meu braço e me encarou como se já soubesse a resposta, mas queria ouvir de mim.


Me sentei novamente e suspirei me dando por vencida.


— Ok…eu estava pensando em alguém…era isso que queria ouvir?


— Ainda gosta do Freddie? — Ela me fitou cruzando os braços e fazendo uma expressão de incrédula. — Sei que não posso julgar muito…nunca consegui ficar nem um mês separada do Back…mas…vocês terminaram a um tempão e ano passado quando a gente se conheceu você disse que até se arrependia de ter namorado ele…


Na mesma hora tive um flashback daquele dia. Depois de toda a loucura daquele salto de moto, eu e ele combinamos de sair juntos, e esse dia passa pela minha cabeça até hoje.


Flashback on


Estava jogada no sofá assistindo televisão enquanto a Cat já estava no quarto dormindo. Meu telefone tocou umas duas vezes e na terceira criei coragem e fui atender.


[ call on ]


— Freddie?


— Que bom que ainda tem meu número salvo…


— Contínua como “freddnerd” , só para você saber.


— Engraçadinha…aliás, me lembra de nunca mais ir em nenhum show seu, ok?


— Já se recuperou dos atuns de dorso afiado?


— Sim, eu e o Robbie já saímos do hospital…e você me deve um encontro…tá lembrada?


— Você está doido para sair comigo né, nerd?!


— O convite foi seu…


— Apareça aqui amanhã às seis em ponto.


[ call off ]


6:00 PM Los Angeles — Sábado.


Eu estava usando um vestido preto aberto nas costas que ia até a metade da coxa e tinha um decote discreto. Cat estava me ajudando a calçar um salto prata que ela tinha me emprestado e de repente ouvimos a campainha tocar.


— Uau…— O olhar dele percorria discretamente todo meu corpo.


— Que foi? Porque está me olhando assim? — Minhas palavras saíram quase como um sussurro e meu rosto estava corado.


— Nada…só…Você está linda. — Ele tirou o olhar do meu corpo e me estendeu a mão.


— É…você fica bem melhor sem um monte de curativos pelo corpo. — Disse sarcástica enquanto segurava sua mão.


Fomos até o carro dele e o nerd abriu a porta para mim e depois se direcionou para o banco do motorista.


— Quando comprou esse carro? — Olhava admirada para a parte de dentro da lamborghini do Benson.


— Ganhei de presente de aniversário da minha mãe. Sabe, muitas coisas mudaram desde que foi embora…você principalmente…


— Ah…sim. Você também….mudou bastante. — Ele olhava fixamente para meus lábios e novamente eu fui corando. — É…vamos então…você não disse que o restaurante que reservou fecha cedo? — Quebrei a troca de olhares.


— É…vamos. — Ele tirou a atenção de mim e foi prestando atenção no caminho.

[…]


— Lembra do nosso último encontro?


Chegamos no restaurante e enquanto esperávamos nossos pedidos estávamos relembrando de algumas coisas que passamos quando ainda namorávamos


— Claro…principalmente do chilique da Carly…


— É…mas ela tinha razão, a gente era muito imaturo mesmo…era cada briga besta….mesmo eu achando um absurdo você julgar a quantidade de queijo que uma garota come.


— Mas nenhuma garota normal come aquela quantidade de queijo!


O clima estava muito bom entre nós, sem nenhuma briga, só lembranças engraçadas e algumas provocações normais nossas.


— Se a gente não tivesse escutado os conselhos da Carly…será que….você sabe…— Ele quebrou o clima engraçado e começou a me fitar sério.


— Estaríamos juntos? Talvez…ou talvez teríamos nos matado… — Meu sorriso foi sumindo quando ele se aproximou e colocou sua mão sobre a minha.


— E se…pagássemos para ver? Talvez agora…nós poderíamos… — Ele me fitava ainda segurando minha mão. A distância entre nós ficava cada vez menor, nossas respirações já se misturavam.


— Freddie…— Fui calada por um beijo dele.


Flashback off


— Sam? Ei…planeta terra chamando a loira… — Sai de meus pensamentos e Jade parecia estar me chamando a algum tempo.


— Oi…é…do que estávamos falando mesmo? — Ainda meio perdida olhava para Jade que parecia confusa com a situação.


— Bom, eu estava te perguntando se ainda gosta do Freddie e você ficou quieta do nada…está até meio pálida…tudo bem? — Se levantou da cadeira e foi até mim.


Lembrei onde paramos e decidi desconversar.


— Eu só…aí, viajei demais aqui pensando que não desliguei a máquina de lavar…a Cat vai me matar. — Levantei e fui até a porta. — Acho melhor a gente ir para não perder outra aula.


— Tudo bem, mas antes….estava pensando…você tem vontade de ter uma banda?

Ela me surpreendeu com o assunto.


— Bom…eu adoro música mas…não sei se tenho talento para participar de uma banda…


— Para de ser modesta, vai…isso me irrita…— Murmurou. — Você era o que faltava para meu sonho se realizar…


— Tá pensando em formarmos uma banda…tipo a concorrente dos Red Sharks? — Comecei a me interessar pelo assunto.


— Se você topar…






Notas finais
Amooo escrever interações das minhas divas Sam e Jade. Gostaram do flashback? É exatamente como eu acho que foi o encontro Seddie naquele ep de Sam e Cat ( vai ter a continuação ) Se leu até aqui, obrigada. Xoxo ;)