O show final
13 Mágoas e pôr do sol
P.O.V: Freddie
Estava na cozinha, mexendo no café, tentando manter a calma e o foco, quando minha mente parecia estar em um estado de total confusão. Concentra, Freddie. Eu me repeti isso mentalmente enquanto o cheiro do café tomava conta da cozinha, mas a verdade era que não conseguia parar de pensar em como as coisas estavam…diferentes entre mim e a Sam. Como se uma linha invisível tivesse sido traçada entre nós na noite passada e, agora, tudo parecia mais tenso, mais...real.
Eu não sabia se estava pronto para enfrentar tudo — de novo — para podermos ficar juntos. Não sabia se ela estava disposta a isso.
Eu tentei ignorar que a loira estava ali, na minha cama, vestindo minha camiseta gigante que ficava muito mais legal nela do que em mim. O jeito como ela me olhava, o jeito que ela riu de alguma piada boba que eu fiz ontem à noite — tudo isso tinha me deixado mais nervoso do que eu gostaria de admitir.
Não tinha como negar, a Sam tinha o poder de me fazer questionar até mesmo o que eu estava fazendo ali, na cozinha, em pleno domingo de manhã.
No momento em que virei, tinha uma loira muito próxima de mim, com os cabelos bagunçados de uma forma muito sexy, com os lábios rosados e inchados — provavelmente tinha acabado de acordar — e vestindo minhas roupas. Não tinha noção do quanto sentia falta de ver aquela cena de manhã, até presenciar novamente.
Merda.
Eu congelei. Aquele maldito café tinha ido diretamente para a blusa branca dela — a blusa que eu tinha emprestado na noite anterior. Por um segundo, eu só fiquei olhando a mancha se alastrar, meu cérebro tentando processar o que estava acontecendo, mas não conseguindo achar palavras.
— BENSON! — Ela gritou irritada.
— MEU DEUS…Desculpa sam…Eu…eu não te vi…Você se queimou? — Eu tentava me desculpar, mas as palavras não saíam direito. Eu sou um idiota. Pensei.
— Não queimou não. — Ela retirou a camisa manchada e ficou apenas com a minha calça de moletom e com o seu sutiã preto. Eu engoliu em seco e desviei o olhar que estava até então no seu corpo. — Eu estou tão horrível assim pra você levar um susto com a minha cara?
Ah, ótimo. A última coisa que eu queria era dar a impressão de que a estava julgando. Só queria ser respeitoso — e também não ter pensamentos impuros.
Afinal, éramos só amigos.
— Não é isso! Eu…você não está…horrível…eu só…— Eu respirei fundo. — Sam, vai colocar logo uma camisa…não é muito legal você ficar andando por aqui só de sutiã.
Foi aí que eu percebi que estava afundando. Eu tentei me sair bem e tirar qualquer pensamento perverso que passou pela minha cabeça ao ver o corpo mais lindo do mundo bem na minha frente, mas em vez disso, estava enterrando meu próprio buraco com mais palavras confusas e sem sentido. Eu parecia um virgem que tinha acabado de entrar na puberdade e não o ex namorado dela.
— Não é nada que você não tenha visto. — Disse quase como um sussurro, mas eu ouvi. Rapidamente voltei meu olhar para ela e engoli em seco. — Tem algum pano aí para limpar toda essa melação que eu fiquei?
Peguei um pano dentro do armário e me aproximei dela para limpa-lá. Apesar de não estarmos juntos a algum tempo, tínhamos intimidade o suficiente para isso. Ela não recuou com meu toque, pelo contrário, me fitou com aqueles olhos da cor do céu que me trazia as melhores sensações do mundo.
Percebi que ela tinha ficado corada e resolvi quebrar a tensão.
— Não é nada que eu não tenha visto antes. — Disse em um tom irônico e com um sorrisinho de canto.
Havia algo naquele olhar que me fez pensar que talvez amigos não fosse o que queríamos ser — aquele status seguro e sempre sem graça, mas perfeitamente confortável para mim. Porque, claro, eu sabia que a última coisa que ela queria era lidar com essa tensão toda.
Por alguma razão, quando ela estava perto, parecia que nada mais fazia sentido. Ela me deixava mais nervoso do que qualquer coisa.
E o pior? Eu nem sabia o que fazer com tudo isso.
A loira me olhou com aquela expressão desafiadora, mas também com aquele leve sorriso, e por um segundo, eu taquei o foda-se para tudo e a segurei levemente pela cintura. Ela arregalou os olhos e encarou meus lábios.
Quando estávamos extremamente próximos — ao ponto de já sentir a respiração dela e seu cheiro doce que me causava arrepios — escutamos um grito ensurdecedor que nos fez separarmos instantaneamente.
— MAS…MAS O QUE SIGNIFICA ISSO! — Minha mãe estava com a respiração ofegante e com os olhos arregalados. Olhei para Sam para tentar encontrar uma resposta e quando voltei o olhar para minha mãe, ela já estava estatelada no chão.
— MÃE!
[…]
Fechei a porta do quarto da minha mãe — que se encontrava em um sono profundo — e rumei até o meu, onde havia uma loira com uma expressão indecifrável e com a mesma roupa da noite anterior.
— Ela está bem? — Perguntou com a voz doce, quase preocupada.
— Vai ficar. Quando ela se assusta costuma desmaiar mesmo. — Mordi os lábios. — Ah…e o seu tornozelo? melhorou?
— Ah, sim, foi só uma torçãozinha…— Ela deu de ombros, sorrindo levemente. Bom, obrigada…por tudo…Eu já vou indo. — Ela rumou a passos largos até a sala.
— Sam! Espera… — Me posicionei na frente dela, bloqueando a saída. — Posso te levar até em casa, vou só pegar a chave e…
— NÃO! — Ela me interrompeu, levantando a voz, mas de uma forma fofa. — Freddie, eu...acho que é melhor a gente...manter um pouco de distância, né?
— Distância? Por quê? — Eu franzi a testa, tentando não parecer muito desapontado. — A gente ficou tanto tempo sem se ver, pensei que você estivesse com saudades...
— Esse é o problema! — Desviou o olhar e respirou fundo. — Benson, o que aconteceu na sua cozinha…foi…complicado…
— Complicado? Ou...nostálgico? — Soltei um sorriso de canto, a mesma coisa que ela fez, mas com aquele riso contido.
— Olha, vamos fingir que isso não aconteceu...— Ela foi mais firme, tentando me fazer dar o braço a torcer.
— Esquecer o quê? — Falei com um tom brincalhão, sabendo exatamente onde ela queria chegar.
Ela suspirou e, sem mais nem menos, começou a dar passos curtos na minha direção.
— Tchau…— Ela tentou fazer um movimento para sair, mas no fundo, sabia que não seria tão fácil assim.
Eu olhei para os lábios dela, aqueles rosados e tentadores, e antes de qualquer coisa, ela apontou para a porta.
— Freddie...— Ela não conseguiu esconder o riso, que já estava tomando conta de nós dois.
— Ah...claro. — Saí da frente da porta, também rindo, mas não deixando de sentir que, mesmo com toda a distância que ela queria impor, aquele momento ainda estava longe de terminar.
[…]
P.O.V : Jade
Eu caminhava pela rua com o coração pesado, os passos ecoando na calçada vazia. Cada movimento parecia arrastar um pedaço da minha alma para longe de tudo o que eu já acreditei. A luz da manhã estava tímida, como se até o sol soubesse que a minha vida estava virando de cabeça para baixo. Ele havia me enganado, e agora ele queria que eu simplesmente apagasse tudo o que vi.
Mas não dava. Eu sabia o que estava acontecendo. O que ele havia feito. Me senti uma tola por ter me permitido ser enganada por tanto tempo.
— Jade! — A voz dele cortou o ar, e eu parei, mas não virei. Não queria olhar para ele. Não queria ver a cara de quem estava arrependido, mas que ainda assim tinha a coragem de vir atrás de mim, como se isso fosse suficiente.
Beck parou atrás de mim, e eu pude sentir a tensão na sua respiração. A raiva em mim se formava em cada palavra que ele tentava dizer.
— Jade, por favor...— Ele estava tentando, mas eu já não queria ouvir.
Eu virei, encarando-o com olhos ardendo de frustração.
— Por favor? Você me pede por favor depois de tudo o que você fez? — Eu ri, mas foi uma risada amarga, uma tentativa de não ceder à dor que me consumia.
Ele se aproximou, o rosto marcado pela culpa, mas eu só sentia raiva. Não era mais só sobre o que ele fez com Tori; era sobre a quantidade de vezes que eu me deixei enganar.
— Não é isso, Jade, você tem que entender…— Ele olhou para baixo, como se as palavras fossem difíceis de sair. — Foi um erro, um erro de momento. Eu não pensei, eu…eu não sinto nada além de um carinho de amigo pela Tori. Eu te amo, Jade…
Eu o encarei, as palavras dele ressoaram de forma tão vazia. Como ele se atrevia a falar sobre amor depois de tudo? Não era amor. Era uma confusão, uma mistura de momentos que ele não soubera controlar. Eu vi a mentira em cada uma das suas palavras, e a raiva crescia ainda mais.
— Um erro de momento? — A dor na minha voz se intensificou. — Engraçado que você sempre vai atrás desse momento na primeira oportunidade que tem!
— Jade, por favor…eu e a Tori só…— Ele começou, mas eu o interrompi, a dor cortando tudo o que ele tentava dizer.
— Não, Beck. Eu entendi tudo. Eu entendi que você não me ama o suficiente para ser honesto. Eu entendi que, no final, tudo o que você fez foi me usar como desculpa para o que você realmente queria. E isso… isso não vai mais funcionar…Mata o seu desejo…agarra logo a menina perfeita, talentosa, doce e meiga, não é o que você tanto quer?
Ele se calou, o olhar vazio, perdido, mas eu já não queria mais escutar.
Beck deu um passo em direção a mim, e eu quase o empurrei para longe. Ele não entendia o que estava acontecendo dentro de mim. Eu não era a garota que iria permitir ser deixada de lado dessa forma. Ele não era o garoto que eu achava que fosse.
— Essa garota é você meu amor…a única que eu amo e desejo.
Eu olhei para ele, a raiva agora misturada com algo muito mais forte: dor. Essa combinação resultou em um tapa bem dado que fez os olhos do moreno marejarem.
Eu dei as costas e caminhei mais rápido. Ele não tentou me parar. Não tentou me segurar.
E, naquele momento, percebi que eu não queria que ele tentasse. Eu não queria ser a garota que perdoa, que aceita desculpas em troca de falsas promessas.
[…]
P.O.V : Sam
O sol começava a se pôr, tingindo o céu de tons dourados e rosados, e eu mal percebia o tempo passar enquanto pensava no caos da semana. Em Seattle todo dia era assim, sem um único momento de paz. Tinha até esquecido de que com eles por perto, qualquer dia se tornava um capítulo novo em nossas vidas.
Quando saí dos meus pensamentos, percebi um carro familiar parado na esquina. O vidro abaixou lentamente, revelando James, que sorriu ao me ver.
— E aí, Sam! Posso ser seu motorista particular de novo? — Deu um riso sem graça.
— Minha irmã está aí? — Perguntei, olhando para o interior do carro.
— Não. Ela ficou em casa descansando, ainda está resfriada. — Desviou o olhar. — O baile deve ter sido bom, né? Não tirou o vestido até agora.
— Foi uma loucura, isso sim. Meu tornozelo que o diga. — Respondi, rindo da ironia da situação.
— Acompanhei o show da banda pelo Icarly.com, vocês são demais! — Seus olhos azuis brilhavam, parecia um fã orgulhoso.
— Valeu. — Dei um sorriso tímido.
Havia algo nos seus olhos, uma expectativa velada, que não conseguia identificar. Mas por enquanto, resolvi ignorar. Ele já tinha sido um bom amigo até ali, então não havia motivo para desconfiar.
— Então, pode me levar até a casa da Carly? — Perguntei, voltando ao assunto.
— Claro…mas, achei que você fosse ficar com a sua irmã… — A voz dele estava tranquila, mas eu percebi o quanto ele estava tentando controlar o ritmo da conversa.
— Não…Avisa a ela que outro dia eu vou lá. — A última coisa que eu faria naquela tarde era ir na casa do Germano. O que eu realmente queria era descansar e desviar de qualquer assunto chato.
— Ok. Vamos.
O carro estava silencioso, exceto pelo som suave do motor e pela música baixinha que tocava no rádio. Eu olhei pela janela, observando as ruas passarem.
— E então, como foi o baile? — O loiro perguntou de novo, sem tirar os olhos da estrada. — Eu queria ter ido, mas sabe como a sua irmã fica dengosa quando está resfriada, né? — Deu um riso sem graça.
— Bom, tirando a parte que você viu pela transmissão, foi uma loucura só. — Respondi, tentando soar casual. — A Mel detesta lugares cheios, iria odiar.
James deu uma leve risada, mas logo seu tom mudou, quase imperceptivelmente.
— E você...passou a noite com…o Freddie? — Perguntou, ainda com o olhar fixo na estrada, mas agora algo em sua voz soava diferente, como se estivesse tentando me ler. — Digo…vocês foram juntos ao baile?
— Sim, e depois ele me ajudou quando eu me machuquei…por isso passei a noite…na casa dele. — Falei, tentando ser direta, mas minha voz saiu um pouco mais baixa do que eu pretendia.
James ficou quieto por um momento, mas sua expressão mudou sutilmente, como se tivesse anotado cada palavra.
— Ah, entendi. — Disse com uma leve tensão no tom de voz.
— Você sente algo por ele, Sam? — O loiro perguntou, com uma calma que parecia quase estratégica. Seus olhos, embora voltados para a estrada, estavam atentos ao meu movimento, à minha expressão.
Por que ele estava interessado nisso? Minha irmã teria comentado algo? Pensei.
— Não. Freddie é meu amigo, só isso. Já namoramos no passado, mas não durou muito. — Falei, tentando acabar com aquele assunto.
A última coisa que eu queria agora era pensar no nerd. Mas James não parecia convencido. Ele franziu a testa e, como se estivesse ponderando, continuou.
— Você tem certeza? — Ele insistiu, e o tom de sua voz ficou mais grave. — Não era exatamente isso que parecia no vídeo.
— Vídeo? — Arqueei a sobrancelha, surpresa. — Que vídeo?
— O vídeo do show, Sam….Vocês cantando juntos. — Deu um riso forçado e voltou seu olhar para a estrada. — A internet foi a loucura…todo mundo está comentando a volta Seddie.
— COMO? — Perguntei, agora indignada. — Somos só amigos, e aquilo foi só um momento espontâneo...não tem nada demais!
— Sam, calma! — Ele riu da minha reação exagerada. — Você não precisa me dar satisfação. E Desculpa ser intrometido…é que, você sabe que eu sou um grande fã do icarly, né? Lembro das brigas dos Seddies e dos Creddies. — Soltou uma risada descontraída. — E agora que eles estão na mesma cidade de novo…Ah, sei lá, você não sente que ele tem uma quedinha pela Carly?
A pergunta pegou-me de surpresa. Eu olhei para ele, desconfiada. Por que ele estava me perguntando isso agora?
— Pela Carly? Não sei…Onde você está tentando chegar? — Eu falei, sem esconder a confusão.
James desviou o olhar por um segundo, antes de dar de ombros e responder de maneira leve, mas com um fundo de algo mais sério.
— Não sei…De novo, perdão por parecer tão intrometido. Sei que a gente nem tem intimidade para isso, mas…sei lá…no vídeo você parecia tão…apaixonada e…
— Você e a Mel nasceram um pro outro — O interrompi e revirei os olhos. — Parecem dois bobões com essas conversas tortas.
Nossas risadas preencheram o carro, aliviando um pouco a tensão no ar.
— Eu só fico preocupado que isso possa afetar a amizade de vocês. — O tom de James agora estava mais sério. — Sabe, o jeito que ele olha para ela, o jeito que ela olha para ele…— deu de ombros — mas, já que vocês não sentem mais nada um pelo outro, não teria problema se...eles, sei lá...ficassem, né?
Ele fez a pergunta de forma tão natural, como se fosse só uma consideração sem importância, mas eu senti o peso de suas palavras. A ideia de que algo entre Carly e Freddie pudesse afetar nossa amizade…Não parecia tão absurda, mas ao mesmo tempo, não conseguia entender por que James estava tão focado nisso.
— Olha, não se preocupe. Somos só amigos…Todos nós. — Respondi, tentando dissipar a tensão no ar. — Não existe sentimento algum de nenhuma das três partes, ok?
James assentiu com a cabeça mas não parecia satisfeito. O loiro se manteve em silêncio por um tempo. O clima no carro estava carregado, e eu só queria que ele parasse de me fazer essas perguntas. Até que ele falou novamente, com um tom mais calmo.
— O que aconteceu entre vocês?…Digo, você fica um pouco nervosa quando eu falo sobre você e o Freddie no sentido…— ele hesitou, como se tentasse encontrar as palavras certas — romântico…
— Você gosta de perguntar, hein, loiro.
— Perdão…— Riu timidamente. — A Mel fala tanto de vocês que eu acabo ficando curioso.
— Olha…a gente simplesmente não dava certo. Eu ouvi algumas coisas, umas conversas…— suspirei mais uma vez — só…não somos compatíveis.
O carro parou em frente à casa de Carly, e o som do motor se apagou. O silêncio entre nós parecia interminável, e James finalmente me olhou com uma expressão mais séria.
— Desculpa…não queria te deixar triste — Me fitou com um semblante tenso. — Minha curiosidade é uma porra mesmo.
Uma gargalhada frouxa saiu de mim.
— O mauricinho falando palavrão? Essa é nova.
— Só não conta para sua irmã.
— Combinado. — Abri a porta do carro. — Valeu pela carona. E...não precisa ficar se desculpando a cada frase, tá? A gente é amigo, não é? — Ele assentiu. — Amigo é aquele que faz perguntas desconfortáveis e continua lá, mesmo depois delas. — Ri, quebrando o clima pesado.
— Nesse caso…me conta…você ainda ama o Freddie? — Ele perguntou de forma direta, sua voz baixa e controlada.
Eu olhei para ele, surpresa, e fiquei em silêncio por alguns segundos. Não sabia o que responder. Não sabia se ele estava perguntando apenas para entender ou se havia algo mais por trás da pergunta.
Antes que eu pudesse abrir a boca, James sorriu suavemente mostrando a ironia e disse:
— Brincadeira. A gente se vê por aí loirinha.
Eu saí do carro rapidamente, tentando deixar para trás a sensação estranha que ele havia criado. Aquela semana realmente tinha sido uma loucura e eu não sabia o que fazer com tantos sentimentos novos e dúvidas dentro de mim
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