Notas iniciais
8/10.

Às sete horas da manhã do dia seguinte, Roger já estava entrando no Cosmic Jive com sua roupa de faxineiro. O guarda dirigiu-se a ele:

— Você deve ser o novato. – disse o guarda – Seu armário fica na segunda porta no corredor à direita.

Roger se dirigiu à porta, pegou o esfregão e começou a limpar aquele corredor.

Enquanto isso, no outro lado do quarteirão, Pete e Kevin discutiam sobre o plano.

— Daqui a 5 minutos, entramos na garagem e botamos fogo em tudo – disse Kevin animado.

— Sim – falou Pete. Estava mais preocupado em resgatar sua esposa. – Caso o plano dê errado e tivermos que nos separar, onde Marie está presa?

— Sala 137, segundo andar. Pode ter alguns guardas na porta. Cuidado.

— Obrigado.

— Bem, e lá vamos nós.

Kevin, que estava dirigindo o caminhão, dobrou a esquina e entrou na garagem do Cosmic Jive. Roger estava esperando por eles com várias sacolas de lixo.

— É ele – disse Pete, tirando a arma de trás do bolso e calibrando a pistola. – Prepare sua arma.

— Correto – falou Pete, mostrando a AK-47 no colo.

Quando Roger colocou as sacolas de lixo no caminhão, Pete saiu do veículo, entregou a pistola a Roger e pegou a sua metralhadora.

— Dê o aviso à Jane. – ordenou Kevin.

Pete pegou o celular e ligou para Jane, que estava entrando pela porta da frente do Cosmic Jive.

— Cosmic Jive, em que posso ajudá-la? – disse o recepcionista.

— Gostaria de falar com James. – disse Jane.

— Espere só um minuto.

Jane tirou a pistola da cintura e deu um tiro no rosto do recepcionista. Ela atendeu ao telefone e conversou com Pete.

— Matei o atendente.

— Ótimo, estamos limpando a garagem. Até mais.

Pete desligou o telefone. Pegou o elevador de serviço e apertou o botão dois. Nenhum dos três disse nenhuma palavra. Quando o elevador parou, eles saíram do compartimento e avistaram três homens patrulhando o corredor.

— Pego o do meio – disse Kevin, rindo.

Houve um tiroteio. Os três homens caíram mortos no chão.

— Sala 137, quem achar primeiro arrombe a porta e, caso tenha, mate os guardas.

— Sim, senhor – falou Roger.

Cada um foi para uma direção diferente. Pete encontrou um dos homens que estavam no carro que levou ele até a casa de Jane, chamado Jack.

— Lembra de mim, Jack? – gritou Pete, enquanto atirou no peito dele.

Jack caiu no chão agonizando. Pete continuou a andar pelo corredor, porém parou. Tinha achado a sala 137. Não tinha guardas na porta, achou estranho, mas meteu o pé na porta e entrou no apartamento. Pete viu Martin apontando uma arma pra cabeça de Marie, que estava com um pano na boca, que impedia ela de gritar.

— Ouvi os tiros, sabe Pete? – disse Martin.

— Cala a boca! – gritou Pete, enquanto mirava a arma em Martin.

— Calma... Ponha a arma no chão que eu a entrego.

— MENTIRA!

Ouviram-se tiros no corredor em frente à porta.

— Muito bem, Pete – falou Martin. – Se não vai pelo jeito bom, vai pelo jeito ruim.

Pete olhou para a porta da sala. Viu um dos capangas de Martin apontar a arma para a cabeça dele. Pete se virou para Martin.

— Não estou sozinho, sabe – disse ele, com sarcasmo.

— Eu sei que não. Mas... Talvez seus amigos já tenham morrido.

— Eles não vão morrer! – gritou.

Pete escutou um tiro na porta. Kevin entrava com Roger na sala 137. O guarda estava morto.

— Segundo andar está limpo, Pete – disse Kevin.

— Ora, ora, ora... Sabia que viria, Kevin – falou Martin.

— Largue a moça – retrucou Kevin.

— Sabe, troquei a sua filha de andar.

Kevin ficou atônito.

— ONDE ESTÁ ELA? – gritou ele.

— Kevin, não faça besteiras – disse Pete, quando Kevin avançou até Martin.

— NÃO IMPORTA SE TIVER QUE MATÁ-LO, PETE! VOU REVISTAR TODO ESSE PRÉDIO PARA ACHAR A MINHA...

Aconteceram muitas coisas em uma fração de segundo: ouviu-se um disparo, Kevin parou de falar, Martin apontava a arma pra ele e Kevin caía no chão morto.