O sequestro de Marie
6 NO Hotel.
Notas iniciais
Após Jane ter ido à casa de Roger pegar os documentos falsos, de manhã cedo, o trio saiu da casa de Jane e foi em direção a um hotel que Kevin conhecia. A fachada enorme informava que se chamava Leal Hotel. Entraram e se encaminharam para a recepcionista.
— Leal Hotel, em que posso ajudá-los? – disse a recepcionista.
— Queremos nos hospedar em um quarto.
— Nomes, por favor.
— Rodrigo Willer, Clara Willer e Artur Willer – respondeu Jane, enquanto mostrava os documentos que Roger fez.
— Ok, quarto 12, 4º andar – disse a atendente enquanto entregava a chave do quarto à Jane.
— Obrigada.
Entraram no elevador e apertaram o botão quatro.
— Espero que dê tudo certo – desejou Jane.
— Também – disse Kevin.
Chegaram à porta e abriram. Era um quarto simples, com uma cama arrumada, um quadro na parede, um sofá, um criado mudo, uma televisão e uma porta que levava ao banheiro. Kevin deitou-se na cama e fechou os olhos (– Faz um bom tempo que eu não descansava um pouco — comentou Kevin). Jane sentou-se no sofá, ligou a televisão e assistia à novela. Pete foi para o banheiro e se olhou no espelho. Era a primeira vez que se via durante toda essa jornada. Estava como um mendigo: cabeços e barba bagunçados e roupas sujas e rasgadas. Tomou um banho revigorante, com água quente. Deitou-se na banheira e refletiu um pouco os problemas. Sua esposa estava presa em algum local imundo e Martin provavelmente abusando dela. Alguém batia na porta do quarto. Jane foi abrir.
— Serviço de quarto – disse uma voz feminina.
— Obrigada. Pete? – disse Jane enquanto batia na porta do banheiro.
— Diga.
— Trouxe a sua toalha.
— Obrigado.
Pete se enxugou, trocou suas roupas (enquanto andavam em direção ao hotel, Kevin fora comprar roupas novas para ele, Pete e Jane) e foi dormir um pouco. Quando acordou, estava sozinho no apartamento. Achou estranho e procurou no quarto todo algum sinal dos dois. Achou um bilhete em cima do criado mudo:
Pete,
Estamos no primeiro andar, tomando café da manhã. Caso acorde e não tivermos chegado, pode se juntar a nós!
Jane.
Trocou seu pijama e desceu para o primeiro andar. Viu os dois conversando animadamente em uma mesa larga com uma variedade de comida e frutas. Sentou-se à mesa entre os dois. Não estava a fim de comer nada. Murmurou para Jane e Kevin:
— Temos que pegar Martin.
— Sim, eu sei que temos – disse Jane.
— Temos que fazer isso o mais rápido possível.
— Olha cara, se acalma – tranquilizou Kevin –, precisamos bolar um plano perfeito para...
— Ele pegou a sua filha, Kevin. Ele pegou a minha esposa. Você não sabe o que ele pode estar fazendo com as duas. Ele pode estar abusando da sua filha de todas as maneiras possíveis! – disparou Pete.
— Se acalma Pete!
— NÃO ME MANDE ME ACALMAR! VOCÊ NÃO SABE O QUE ESTÁ SE PASSANDO COMIGO!
— Senhor – disse uma cozinheira, com a voz sonolenta –, caso não tenha reparado, são 7 horas da manhã, a maioria dos hospedados está dormindo, por favor, pare de falar alto.
— Quero os dois no quarto agora! – disse Pete.
— Ok, estamos indo – respondeu Kevin.
Pete subiu as escadas furioso e abriu a porta do quarto. Sentou-se no sofá e esperou pelos dois. Assim que eles chegaram, Jane sentou na cama e Kevin se encostou à parede, em pé.
— Pete – começou Kevin –, vamos armar o plano.
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