O sequestro de Marie
4 A Ajuda Inesperada.
Notas iniciais
Pete estava cara a cara com o homem que raptou sua mulher.
— Olá, Martin – disse Pete.
— Oho!— exclamou Martin. – Vejo que já sabe o meu nome. Quem lhe contou?
— Seu telefone.
— Ah, sim. Esqueci meu telefone na casa da sua amiga. Por falar nisso, quem é ela?
— Não é da sua conta – respondeu Jane.
Martin fez a cara de quem levou uma bofetada no rosto.
— Olhe os modos, mocinha. Quer ter o mesmo fim que a esposa de Pete?
— ONDE ESTÁ ELA? – gritou Pete.
— Não é da sua conta – disse Martin, rindo. – Patrick, prendam os dois.
Pete e Jane foram levados para uma sala com aparência de um leito de hospital. Pelo o que puderam perceber durante sua transferência de sala, o prédio parecia um laboratório, com cientistas, microscópios, experiências e relatórios. Após chegarem à sala, foram presos a duas cadeiras com algemas nos pulsos.
— Se comportem criancinhas – zombou Patrick.
A sala foi trancada.
— E agora, o que a gente faz? – perguntou Jane.
— Não sei Jane, tenho que pensar – disse Pete.
— Tem alguma ideia de porque eles estão fazendo isso com você e sua mulher?
— Acho que é dinheiro – respondeu Pete. – Ela ganha mais do que eu, mas acho que não é só esse motivo que está envolvido. No passado, ela foi usuária de drogas. Não sei se tem algo haver, mas nunca se sabe.
A porta da sala foi aberta. Um faxineiro entrou e começou a limpar a sala com um esfregão. Ele tinha uma cara cansada.
— Bom dia – cumprimentou o faxineiro.
Nenhum dos dois respondeu. Ao ver Pete, ele se animou.
— Você é o Pete, certo? – disse apontando para ele.
— Sou, por quê?
— Está procurando Marie, certo?
— Sim.
— Eu sei onde ela está e posso lhe ajudar.
— Desculpe, não queremos sua ajuda.
Ao dizer aquilo, o faxineiro ficou perturbado. Atirou o esfregão no chão e segurou Pete pelos ombros.
— Você sabe quantas pessoas estão presas aqui? – gritou ele. – Sabem quantas pessoas eu ajudo? NENHUMA! Vocês não sabem a sorte que estão tendo e jogam ela no lixo como se fosse nada! NADA!
— Desculpe, se acalme, por favor. Como é o seu nome?
O faxineiro pareceu aceitar o pedido de desculpas.
— Meu nome é Kevin. Kevin Sheldon.
— Prazer, como você já sabe, eu sou o Pete e essa é a...
— Jane – completou Kevin, enquanto varria o chão da sala.
— Espera... Como você sabe?
Kevin apontou discretamente para a câmera de segurança.
— Sou o faxineiro e o responsável pela vigilância do prédio. É um serviço monótono, então resolvi trancar a porta da sala de segurança e vim limpar aqui. Ninguém liga muito pra mim.
— Certo... E como você espera nos ajudar?
— Roubei da sala das armas. Veja.
E mostrou duas armas que carregava dentro da bolsa de produtos de limpeza. Entregou uma a Pete e outra a Jane. Tirou também uma serra, que usou para serrar as algemas dos dois.
— Provavelmente eu vou ser demitido ou torturado, mas eu não ligo muito – disse Kevin rindo.
— Não vamos deixar isso acontecer – disse Jane, séria.
— Não precisam se...
Kevin parou de falar. A porta da sala se abriu.
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