O sempre é Curto....
6 Obvio..
Notas iniciais
Os dias passavam rapidos, mas não como um piscar de olhos, não para ele, principalmente as manhãs que haviam se tornado a melhor parte dos seus dias, passava minutos olhando para ela sem ao menos piscar, as vezes ficava sorrindo bobamente quando a mesma o olhava abertamente.
Ele agora se encontrava lá deitado em sua cama de casal usando apenas uma calça jeans e meias pretas nos pés, não era necessário o uso das meias, mas ele simplesmente ficou afim de por quando seus pés pisaram no assoalho gelado da casa, ele se virou mais uma vez na cama, não estava conseguindo dormi e ele sabia o motivo.
Aquela garota ainda estava em seus pensamento, os sorrisos tímidos, o cheiro doce e excitante, os cabelos pretos e ondulados e claro os olhos cinzentos azulados que lembravam muito os de Daniel ate demais.
–Sera ?
Uma ideia ridiculamente ridícula tinha se passado por sua cabeça, Ela poderia ser Filha de Daniel, mas não seria filha de lucinda, pois so fazia 15 anos que os dois estavam juntos, mas a garota tinha 16 quase 17 anos, Daniel tinha uma filha com outra mulher ?
Cam se virou, olhando para o teto, tentando não acreditar nisso, Daniel em todos os anos da maldição nunca tinha dormido outra mulher, mas é claro que teve alguns rolos, beijos e nada mais, será que Daniel havia mentido para ele, na única e sincera conversa que ele teve com Daniel que foi dois anos antes do nascimento de lucinda Prince.
Se sentou na cama e logo sua mão estava estendida pegando o celular sobre a mesinha.
–Não acredito que vou fazer isso.
La estava ele procurando o numero de Roland na sua lista de contatos com apenas três numero, ele precisava tirar aquilo a limpo logo.
No segundo toque Roland atendeu.
–Duas vezes em menos de duas semanas.
Sua voz não mostrava sinal de cansaço ou de alguém que estava dormindo.
–Cala boca.. me diga Daniel teve algum filho ?
Cam não perguntando apenas de Daniel o humano de hoje, mas o de antes o imortal o anjo o seu irmão.
–Como assim teve um filho? Eu te disse Luce esta esperando o filho.
Disse Roland.
–Não... digo com outra mulher.
Disse Cam enquanto passava a mão entre os cabelos pretos que estavam caindo por seus olhos.
–Esta me dizendo que encontrou um mini Daniel andando por ai.
Agora na voz de Roland tinha um tom serio.
–Uma na verdade... os olhos.
–Uma menina ? uma adolescente ?
Roland estava começando a entrar em pânico, como ele explicaria a uma adolescente a historia de Daniel, uma filha adolescente Nifilim.
–Sim ... me diga a onde ele mora.
–Cam não vai cau....
–Não vou me aproximar dele so quero saber se ele tem um quarto a mais.
Cam queria ir ate a casa de Daniel e saber se alguma ou algo ligava Suzam a Daniel.
–Na **** ........
–Espera.. esta dizendo me dizendo que ele mora na mesmo cidade que eu esse tempo todo.
Cam ja estava se alevantando e calcando os All Star, caminhando ate sua camiseta que estava nos pés da cama.
–Cam espera..
–Não vou fazer nada demais.. ate.
Desligou o celular e o jogou sobre a cama.
–--
Já era tarde da noite, estava tão escuro, mas isso não fazia diferença, ele ja estava parado em frente da suposta casa de Daniel a vinte minutos, não tinha nem uma luz acesa, estava na hora dele se aproximar da casa.
Caminhou ate o portão de 1 metro de altura, ele não teve problemas para pular o murro, logo andava na trilha de pedra que o levaram para escadas da entrada da varanda, ele não iria entrar pela porta, so iria espionar pela janela e foi o que fez.
Era uma sala normal como todas as outras casas com mobílias que combinavam nas cores e tinturas e logo ele avistou algumas fotos.
Ele já não tinha duvidas.
Tinha uma foto sobre a mesinha de centro de uma menina de mais ou menos 4 ou 5 anos ao lado de um homem já de idade junto de uma mulher de cabelos pretos, a menina era Suzam, a cor dos cabelos de Suzam eram herdados da mulher que obviamente era sua mãe, já o formato do nariz -com um toque feminino é claro- e a cor dos olhos eram herdado do homem que obviamente era seu pai.
––Mas a onde Daniel entra nessa historia.
Cam tinha a mão no queijo se perguntando aquilo ...Irmãos, eles eram irmãos.
Seus olhos buscaram as outras fotos, lucinda estava com Suzam num balanço sorrindo no canto da foto dava para ver a ponta do dedo de alguém.
Cam sorriu quando viu lucinda mais madura, La por vinte e poucos anos com traços mais de mulher, ele não estava a desejando ou algo parecido, apenas sorriu ao ver ela mais velha.
Ele riu por dentro quando avistou uma foto de Daniel bebendo café, mas foi os cabelos brancos que lhe chamou atenção, quantos anos ele tinha ? deveria ter uns trinta e poucos e já tinha cabelos brancos se destacando entre os cabelos loiros.
Cam passou a mão entre os cabelos, ele jamais teria cabelos brancos, seu corpo jamais envelheceria, ele seria sempre assim jovem, ele nunca se olharia no espelho e se perguntaria a onde foi parar sua juventude.
Balanço a cabeça afastando para longe aqueles pensamentos, ele não era de pensar assim, não era de ter pensamentos tão ... Daniel. ( é mais a cara do Daniel pensar desse jeito).
Ja estava se afastando quase descendo os degraus da escadas quando ouviu passos la dentro descendo a escada, se aproximou novamente da janela tomando cuidado para não ser visto, mesmo no escuro.
Suzam descia a escada vestindo uma camiseta comprida que iam um pouco a cima dos joelhos, estava descalça, ela parecia sonolenta e os cabelos pareciam um juba de leão. Será que ela sonâmbula ? (pergunta retórica)
Ela foi para outro cômodo, provavelmente a cozinha, da onde Cam estava não dava para ver direito, por isso foi para a janela esquerdo da porta tendo uma melhor visão.
Suzam estava em pé enfrente da geladeira bebendo água no bico da garrafa, depois de beber largou a garrafa sobre a geladeira, erguendo um pouco os pés do chão é claro, fechou a porta da geladeira e então escorou a cabeça na porta fechada.
– pare de pensar nele.
Ela fez uma pausa e logo disse :
– os olhos verdes hmm...rs
Ela passou as mãos sobre os cabelos.
–Meus Deus por que eu os pentei .. amanhã estarão horríveis.
Ela subiu as escadas correndo, como se fosse tirar os pai da forca.
Nos lábios rosados de Cam tinha um sorriso encantado, fascinado pela aquela garota.
Dali de onde ele estava ele podia ouvir os passos dela nos degraus da escada, depois no assoalho, uma porta sendo fechada, uma luz se acendeu no segundo andar, agora ele sabia que quarto era o dela.
Cam desceu as escadas da varanda e olhou para os lados em busca de uma alma viva, ninguém, mas nem por isso ele deixou a desconfiança de lado.
Virou-se e olhou para janela do quarto de Suzam, logo andava na direção da única arvore no pátio da casa, diferente das outras casas daquele bairro a de deles tinha uma laranjeira com um balanço de pneu no pátio da frente não o dos fundos.
Subiu na arvore sem dificuldade, escalou o galho próximo à janela do quarto dela sem problemas e sem barulhos.
Ela estava se remexendo na enfrente do espelho passando um creme nos cabelos, parecia dançar uma musica que so ela escuta.
Cam se esqueceu do tempo e de onde estava, logo ele estava relaxado e sorrindo, sentindo o cheiro doce dela que o deixava com desejos impuros.
Minutos se passaram E Suzam terminou de hidratar seu cabelo e então foi apagar a luz do seu quarto, quando seus dedos se colocaram sobre o botão, seus olhos o avistaram, olhos verdes brilhando no escuro, a luz se apagou, acendeu com presa, mas já não tinha mais nada pelo lado de fora da sua janela sobre o galho da arvore.
–Eu ja estou sonhando com ele ?
Suzam se perguntou.
Cam pulou do galho nos poucos segundos que a luz esteve apagada.
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