O segredo de cem anos

1 Capítulo 1 O magnata furioso


Notas iniciais
Minha primeira historia original de terror! Espero que gostem. Estou repostando, fiz algumas modificações. :D

—SEUS INCOPETENTES !INUTEIS! VERMES!

O um dos mais ricos magnatas do final do século XIX ,gritava de dentro do seu escritório da sua mansão kilometrica, tacando um vaso na parede estilo rococó francês. Ele tenta se controlar e passa a mão no cabelo jogando-o para trás, ele bufou e apoiou as duas mãos na sua enorme mesa de escritório e olhou para o jardim da sua enorme janela:

—COMO VOCÊS OUSAM DEIXAR UMA GAROTA DE QUATORZE ANOR FUGIR DE UMA ESCOLA?! E ME AVISAR UMA SEMANA DEPOIS?!

—S-s-senhor, nós mandamos a policia atrás de s-sua f-f-filha e as i-i-nvetigações e-e-e-e...-O gago representate da escola tentava falar atraves de tanta ira.

—DESEMBUCHA!

—A-a-as invstigações e-e-estão. Q-q-quer dizer, n-não estão a-a-ajudando em na-nada.

—RRRR...-Ele rosnou passando a mão no bigode.-EU NÃO QUERO SABER! ISSO SE CHAMA INCOPETÊNCIA! EU CONFIEI A MINHA FILHINHA A VOCÊS E VOCÊS DEICHAM ELA ESCAPAR!

—S-s-senhor, a-ano-no-nossa escola tem o-o-o mais auto ni-nivel de segurança e...-Ele fala se esquivando de um livro.

—E DEIXAM UMA GAROTA ESCAPAR!

—O que está acontecendo papai?-Charlotte disse entrando na sala.

Charlotte era a filha mais velha, exemplar, e carinhosa, a garota de pele de porcelana , bochechas rosadas, cabelos castanhos com lindos cachos nas pontas, lindos olhos verdes usando seu vestido azul bêbe. E com os seus dezenove anos estava noiva do filho mais novo do milionário Frances:

—Papa, se acalme.-Ela falou com a voz mansa indo até ele e acariciando o homem forte e alto.-O que foi dessa vez?

—É LIE! ELA VAI ME FAZER PARAR NO HOSPITAL MAIS UMA VEZ!

—S-se acalme papa. O que aconteceu?

—S-s-s-sua irmã mais nova milady. E-e-ela fu-fugiu do do do colégio à u-um-uma semana.

—Minha nossa.-Charlotte falou se preocupando com a irmã.-Pobrezinha... Mal sabe andar dentro de casa e está perdida por ai?

—O-o-os in-investigadores na-não conseguem achar na-a-nada.

—LIEEEEEE!

—Fique calmo papa. Vou chamar um investigador inglês que Nevile comentou.Ele é inglês e está passando as ferias em Paris.

—MANDE CHAMA-LO!

—Sim papa.-Charlotte saiu correndo do escritório.

Não demorou muito e os empregados na companhia de Chalotte levaram o famoso detetive ao escritório do homem furioso. Tranquilo e com uma expressão seria , cabelos escuros e olhos acinzentados. Charlotte aponta para a cadeira em frente da frente para a mesa e cruza as pernas , entrelaça os dedos e olha para o homem já calmo:

—A que devo as minha presença aqui?

—Você é...

—Me chame de Dealler, Senhor...-Ele disse ajeitando a gravata verde e estendendo a mão.

—Dealler?

—Sim, é meu sobrenome senhor. Mas indo direto ao ponto, por que me chamou aqui com tanta urgência?

—Vejo que é muito jovem, é você quem vai se encarregar do caso?

—O senhor não deve medir a minha idade mas sim os meus talentos, senhor.

-Certo...Minha filha mais nova... Ela fugiu do internato.

—Hmmn...Conte-me mais.

—E se passou uma semana e os policias não a encontraram.

—Preciso ir a essa escola.

—Qual é seu preço?

—Discutimos isso depois que eu trazer a garota para casa, viva ou morta.-Ele disse isso se levantando e olhando para a chorosa mãe da garota no canto do escritório sentada em uma poltrona.- Mas vou avisando, meus serviços não são baratos.

—Dinheiro é o que não me falta ,jovem.

Ele aceitou com a cabeça e saiu, o representante da escola saiu logo atrás. Ele saiu e entrou na carruagem que pertencia ao internato, que saiu em disparada com os cavalos brancos. A viagem durou um dia até chegarem no leste da França, com campos verdes ,amplos e molhados com as chuvas de outono. No fim de uma estrada de terra clara podia se ver o colégio interno, uma mansão um pouco menor do que a do magnata , branca e telhado vermelho. Quando finalmente chegaram em frente ao portão da escola que foi aberto , e porta da carruagem foi aberta por um senhor, o jovem desceu ao encontro de uma mulher com uma expressão muito seria e com uma postura reta, usando um vestido verde claro e luvas:

—Seja bem vindo Sr.Dealler.

—Obrigado madame.

Ele parou de frente e a beijou na mão enquanto as garotas em volta que passeavam pelo jardim pararam e não desgrudavam os olhos do jovem:

—Me acompanhe por favor.

A mulher foi caminhando em frente e ele logo atrás. Enquanto ele caminhava as garotas que vinham de uma pequena igreja do jardim da escola param e olhavam para ele , algumas boquiabertas , outras que faziam pinturas paravam para olhar, se aproximando da mansão ele viu algumas delas olhando pela janela chamando as outras que a empurravam para ver e a outra acenava tentando chamar atenção, uma garota de óculos que passeava pelo jardim lia um livro e ao ouvir a agitação em volta desgrudou os olhos para ver o que acontecia e ao ve-lô deixou cair o livro. Eles entraram no saguão e o jovem já conseguia ouvir os cochichos pelo salão e algumas espionando escondidas:

—A nossa escola recebe garotas de todo o continente, elas ficam aqui o ano todo e voltam uma vez a cada seis meses para casa. Lhe damos a melhor educação, ensinamos dez línguas, e como administrar um lar. Daqui saem formadas as melhores damas da Europa.

—Isso é ótimo madame. Já ouvi falar muito dessa escola.

—Nós temos uma ótima fama.-Ela fala mostrando a escola.

Durante o passeio as garotas saiam das salas de aula, umas paravam no corredor para ver o jovem Dealler passar, então a mulher parou e com os olhos fechados ela respirou fundo e disse:

—Vocês não tem os seus afazeres?-As garotas rapidamente voltam a fazer o que estavam fazendo antes.-Desculpe pelo incomodo Sr.Dealler, não é do costume delas receber visitas de um jovem de boa aparência.

—Madame, me fale mais sobre a garota desaparecida.

—Adeline Lamartine, não tinha notas muito boas, muito menos se destacava na sala de aula, sempre distraída com alguma coisa...-Ela disse parando e entregando um bloco de folhas para o detetive.-Ela dizia para as outras que queria ser uma escritora famosa. Aqui estão algumas informações sobre a garota, altura, cor do cabelo e tudo o que precisa saber, anotações dos professores sobre ela, e a avaliação dos futuros pretendentes.

—Futuros pretendentes?

—Sim, o pai dela a enviou para cá com a intenção de transformá-la em uma dama para que ele consiga casamento para conseguir novos aliados.

—Entendo...