Prólogo

A vida de Giovana Bragatti estava preste a dar uma reviravolta, quando ela entra na universidade de Yale, ela descobre que o amor de verdade e puro pode vir de onde menos se espera e que talvez algo muito normal como gostar de uma pessoa pode causar-lhe muitos problemas, mas ela não vai desistir de amar, nem mesmo se deixará perder as esperanças por motivo nenhum. Pois ela aprenderia que uma rosa tem muito mais a oferecer do que sua beleza e seu delicioso perfume, ela descobriria que uma rosa pode significar um sentimento muito especial, o amor!

O Segredo Das Rosas


CAPÍTULO 1

O
condado de New Haven em Connecticut é uma cidade muito aconchegante e cheia de cabeças sábias e muito talentosas, mas essa história não vai contar a história dessa linda cidade, mas de um romance inusitado e inesperado.


Janeiro de 2002,
Era um grande dia para Giovanna Bragatti a novata da universidade. Ela tinha dezoito anos de idade e vinha do oeste do Canadá e era seu primeiro dia no curso de direito. Sua mae era canadense e seu pai italiano e sua aparência era muito peculiar. Ela tinha cabelos longos e loiros, e grandes olhos verdes. Suas roupas favoritas eram um cardigã verde e uma calça Skinner preta, sem falar na blusa branca com uma frase de Martin Luther king. Ela não fazia ideia de como se vestir para isso, então ela achou que pudesse ir de qualquer jeito. Mas o que ela não sabia era que o primeiro dia era o dia das primeiras impressões, e a dela não seria nada boa. Giovanna morava com a mãe em um bairro perto da universidade.
Sua mãe Alice, teve que se mudar para New haven, depois de um divórcio bem desgastante, viu nisso uma oportunidade de mudar de vida, então ela largou o direito e resolveu abrir uma floricultura. A floricultura não a deixaria rica, mas ela poderia arcar com as despesas de casa e ela ainda trabalharia com o que realmente gostava.
Giovanna entrou na sala de aula e sem perceber ela estava atrasada, então quando entrou no recinto todos os olhos se voltaram para ela, e ao longe ela pode ver duas garotas rirem dela. Ela fingiu não ligar e sentou-se na última fileira. Ao seu lado estava Mariane Forges.
— Ei, voc'e parece novata aqui. Acertei?
— Sim. Eu acabei de me mudar, então eu estou meio perdida. – Ela sabia que tinha que fazer amigos se quisesse sobreviver naquele lugar.
O professor Brian chamou a atenção delas para que fizessem silêncio.
Quando a aula de história acabou parecia que Mariane e Giovanna era melhores amigas, elas foram para o refeitório e como Mariane estava repetindo a matéria ela já conhecia muita gente. Ela apresentou Giovanna a sua amiga do segundo semestre Cristine. Elas sentaram na mesma mesa e não demorou para que mais um colega de classe de Mariane se juntassem a elas, o seu nome era Eric Pelfrey e quando ele sentou à mesa, Giovanna não conseguia evitar olhar para ele. Eric tinha um porte atlético e belos olhos azuis. Ele parecia jogador de futebol, mas ela tentou disfarçar.
Mas ela não era a única a estar interessada nele, quando Mariane e ela voltaram para os corredores das salas, ela comentou para Giovanna que sentia muita atração por ele, mas que ele se fazia de difícil para cima dela.
— E você, gostou dele?
— Ele é bonitinho. – Disse Giovanna fingindo desinteresse.
Agora Giovanna estava sozinha. Ela estava tendo aulas de Sociologia. Novamente ela sentou-se nos fundos, e dessa vez não tinha ninguém legal do lado dela para descontrair. O professor parecia bastante severo, seu nome era Thymothy Pierce. Ele era professor a dez anos e considerado um dos mais severo de toda a universidade. Era um homem de aparentemente uns quarenta e dois anos, por aí. Tinha olhos castanhos escuros cativantes e uma voz gutural que poria medo em qualquer um, além de seu tamanho. Giovanna pensou que ele era o homem mais alto que ela já havia conhecido, e seu corpo parecia o de um lutador. Ele era divorciado a um ano e estava vivendo sozinho no subúrbio da cidade, ele dirigia um Empala cinza.
Ao termino das aulas Giovanna foi a pé até a loja da mãe. Ela havia prometido que iria ajuda-la na floricultura depois das aulas. Quando ela chegou sua mãe lhe deu um enorme abraço.
— Ah minha menina. Como foi seu primeiro dia?
— Foi legal. Eu conheci algumas pessoas e não foi tão ruim.
Ela disse isso e foi até os fundos da loja para pegar as novas flores. Ela sentou-se nos fundos e por um instante as imagens de Eric vieram em sua mente. Ela não podia mentir para si mesma, ela havia gostado dele e seria difícil parar de pensar nele. Mas seus devaneios foram interrompidos quando sua mãe lhe chamou, ela se levantou e levou as flores para dentro da loja.
Depois de um dia exaustivo de estudos e trabalho, Giovanna e sua mãe voltaram para casa.
— Nós teremos que comprar um carro. Eu não vou aguentar caminhar assim todos os dias. – Reclamou Alice quando chegou em casa tirando os sapatos de salto.
Giovanna foi direto para o quarto e depois de tomar um banho quente e vestir uma roupa confortável, ela foi até a cozinha para ver o que sua mãe havia feito para o jantar. Mas não havia nada e quando perceberam isso as duas sorriram juntas. Elas resolveram saírem para jantar em restaurante que tinha ali perto o Caseus. Alice já tinha ouvido falar da comida do lugar e parecia ótima. Mas àquela altura com a fome que elas estavam qualquer coisa que se intitulasse comida seria maravilhoso.
Elas entraram no restaurante, mas havia um problema. Era preciso reservar a mesa para jantar. Então Alice tentou fazer um drama para convencer o metre a deixa-las entrar. Sem sucesso elas estavam perdidas na porta do restaurante sem saber o que fazerem. Mas então, aconteceu o inesperado. Elas ouviram uma voz grave chamando-as.
— Hey, podem sentar-se comigo.
Quando Giovanna virou-se para ver quem as convidava, ela se surpreendeu ao ver seu professor de sociologia, ela nem lembrava seu nome direito. Será que ele havia sentido pena delas ou havia a reconhecido? Mesmo assim, Alice não perdeu tempo e foi até ele.
— Nossa, obrigado. Eu não conheço a cidade e o único restaurante que conheço é esse. Eu sou Alice Bragatti e essa é minha filha, Giovanna. Acabamos de nos mudar para cá, nós somos do Canadá, mas descendentes de Italianos.
— Eu acho que a senhorita Bragatti e eu nos conhecemos hoje mais cedo, embora parece que ela nem lembre meu nome. Permita-me lembra-la senhorita Bragatti. Eu me chamo Thymothy, mais conhecido como sr. Pierce, ou Tim pelos amigos mais íntimos. Eu sou o professor de sociologia de sua filha, e sinceramente eu não poderia jantar com melhores companhias do que a de duas lindas mulheres.
— Nossa, o senhor tem uma ótima memória. Eu devo confessar que realmente não me lembrava do seu nome. Me perdoe professor, digo, sr. Pierce.
Ele sorriu e abriu a porta do restaurante como um gesto de cavalheirismo. Eles entraram no restaurante e pediram as entradas. Giovanna estava muito sem graça por estar jantando com um professor da universidade. Mas ela estava faminta e tentou não pensar muito nisso.
O jantar foi muito divertido, o sr. Pierce era um ótimo contador de histórias. Ele estava tão à vontade que parecia que era amigo da família. Giovanna não pode deixar de perceber as olhadas que sua mãe dava para o professor charmosão. Era difícil saber no que aquilo daria, mas se ela tivesse que dar um palpite, Giovanna diria que aquilo acabaria em paquera e namoro. Mas no momento aqueles pensamentos pareceram um pesadelo.
O sr. Pierce era um cara legal e certamente o tipo de sua mãe, mas ela não conseguiria imaginar sua mãe saindo com seu professor de sociologia. Quando o jantar chegou ao fim, o sr. Pierce ofereceu-se para dar carona para elas. Alice acabou aceitando, uma vez que ela estava encantada por ele.
Quando ele as deixou em sua casa, a mãe de Giovanna estava praticamente encantada, era como se ele tivesse jogado um feitiço do amor nela. Ela passou o resto da noite falando dele, de como o sr. Pierce era maravilhosos e encantador. Giovanna estava tão cheia de ouvir o nome dele que não demorou muito a dormir.
O dia seguinte havia chegado e depois do café elas saíram para suas respectivas atividades diárias. A primeira aula de Giovanna era de sociologia e ela não fazia ideia de como agiria com o sr. Pierce depois da noite passada. Ela pensou que talvez pudesse ter alguma vantagem, ou não e fosse bem pior.
Quando ela entrou na sala de aula e viu o professor sentado em sua cadeira lendo um grosso e pequeno livro esperando os alunos chegarem, ela ousou se aproximar dele, suavemente.
— Bom dia.
O sr. Pierce olho por cima do livro e quando ele a viu abaixou o livro e sorriu.
— Bom dia, senhorita Bragatti. Eu acho que pode sentar-se na frente hoje.
Não foi exatamente o que ela esperou que ele dissesse. Mas ela não poderia sentar-se na frente e nem nos fundos, não seria legal, então ela sentou-se no meio.
Infelizmente uma garota chamada Patricia sentava naquele lugar e quando ela chegou e viu Giovanna sentada em seu lugar, ela não foi tão cordial.
—Ei, esse lugar é meu.
—Ah eu não sabia. Me desculpe. – Quando Giovanna levantou-se da cadeira o sr. Pierce falou:
— Eu não estou vendo o seu nome na cadeira, senhorita Barns. Então eu acho que não há nenhum problema em Giovanna ficar sentada aí.
Com muita raiva, Patricia sentou-se na terceira cadeira detrás da de Giovanna que ficou assustada com a atitude do sr. Pierce. Ela sabia que aquilo não era legal, porque ela deveria ter saído do lugar da outra, mas ela não discutiria como ele.
A aula inteira Giovanna passou tensa. Ela estava louca para que o sinal batesse e ela pudesse sair dali e encontrar Mariane no refeitório. E depois de longas duas horas o sinal finalmente tocou e ela pode sair da sala.
Ao chegar ao refeitório, ela logo avistou Mariane sentada com Jane e Eric. Ela chegou sem jeito perguntando se ela poderia sentar junto deles. Mariane deu um enorme sorriso e apontou a ela um lugar perto de Eric. Este sorriu para ela e afastou mais para que ela sentasse. Ela cada vez mais se apaixonava por ele, e ficar sentado ali perto dele era uma situação desconfortável para ela.
Depois do divertido almoço, eles voltaram para a sala de aula. Giovanna teria aula de antropologia. A professora Spring era bem divertida e quis saber o nome de cada novato. Quando chegou a vez de Giovanna a sua nova inimiga Patricia deu uma risadinha infame, mas a sra. Spring percebendo o deboche da colega chamou-lhe a atenção e lhe deu um sermão.
Na saída da universidade, Giovanna encontrou o sr. Pierce.
—Oi, quer uma carona? – Mesmo com a boa intenção que ele tinha, ela não achava aquilo uma boa ideia, mas ele insistiu tanto que ela não soube dizer não.
— Eu vou ficar na floricultura da minha mãe. É que eu vou ajudar ela na loja. – ele olhou para ela e balançou a cabeça em afirmativa.
— Você me dá o endereço no caminho. Você ficou chateada? Por eu te-la colocado mais perto de mim? – ele deu um sorriso de canto de boca para ela.
Giovanna sorriu meio envergonhada. Ele a estava deixando desconfortável. Se ele tinha algum interesso por sua mãe, não tinha o demonstrado até agora.
— Não. Eu não fiquei chateada. Eu só não gostei muito de sentar no lugar daquela garota.
Thymothy colocou um clássico do rock, a música eye of tiger e começou a cantar. Giovanna começou a sorrir dele.
— O que foi? Eu não canto bem? – perguntou ele entusiasmado. Ela não respondeu nada, só sorriu para ele.
Naquele momento Tim lançou um olhar intenso para ela, e Giovanna ficou novamente sem graça.
Quando eles chegaram, Tim desceu do carro e foi até o interior da loja falar com Alice. Para não atrapalhar a conversa dos dois, Giovanna foi até os fundos e sentou-se perto de um cesto cheio de tulipas laranjas. Elas eram tão lindas e novamente ela pensou em Eric. Ela pensou que talvez ela poderia tentar convidá-lo para sair, para conhecer a cidade. Mas, seus pensamentos foram interrompidos pelo sr. Pierce.
— Eu só vim me despedir. Essas flores são lindas. São as suas preferidas? – Perguntou sentando-se ao lado dela.
— Não, eu prefiro rosas vermelhas. Elas me fascinam. – ela apenas sorriu para ele, e este retribuiu o sorriso.
Depois ele levantou-se e foi embora desejando uma boa tarde.