O romance proibido

4 Por que me odeia tanto?


Notas iniciais
Gente quero deixar claro que nosso Snape aqui está sendo "bonzinho" apenas porque está apaixonado.

Capítulo 4

(POV Severo)

Já havia se passado uma semana, e aquele pensamento não saia da minha cabeça. Eu tentava reprimir a imagem dela naquela camisola. Ela era perfeita, mais era minha aluna e eu de forma alguma poderia tentar algo.

A camisola verde tinha um contraste na pele dela combinando com os olhos e ela tinha um corpo maravilhoso, era impossível perceber com o uniforme mais naquela noite eu percebi. E a imagem dela não saia da minha cabeça. E a última frase dita por ela?

“..., eu não tenho namorado.”

Aquilo de fato havia amenizado a tortura interna que estava passando dentro de mim, ela estava disponível mais eu me esquecia que era professor dela. Não podia fazer nada além de admirá-la.

Eu estava ansioso para chegar o dia de ministrar aula na turma dela, e esse dia havia chegado. Por infelicidade do destino, ela não compareceu. Me senti frustrado e acabei descontando em alguns alunos e no final das contas me desculpei com eles.

Passei a tarde preocupado com ela, será que eu tinha feito algo com ela? Será que algo tinha acontecido com ela? Então em uma das trocas de sala que tive, encontrei o garoto que estava com ela na semana passada.

— Caio Fitz, pode vir aqui um momento por favor. – chamei o garoto em um canto da sala,

— Claro professor Snape. – ele se aproximou sorrindo.

— Notei que é amigo da senhorita Lauren, ela não compareceu em minha sala de aula hoje, aconteceu algo? – perguntei tentando não demonstrar nenhum interesse além do profissional.

— Ah ela está bem, teve apenas uma dor de cabeça mais já está melhor. – ele disse prontamente.

— Então pode me fazer um favor? Entregue esse bilhete a ela. – entreguei um pergaminho a ele, que sorriu e acenou positivamente.

No bilhete estava escrito:

“Boa tarde senhorita Lauren,

visto que não compareceu a nossa aula de hoje e não tive oportunidade de entrar em contato com você, estou enviando esse bilhete para que compareça hoje às 18:30 nos meus aposentos para me ajudar com algumas atividades para cumprir sua detenção.

Desde já, Severo Snape”

Eu estava nervoso e ansioso para vê-la. Eu não podia fingir que não sentia nada por ela. Apesar de ela me lembrar Lilian, não era por esse motivo que ela mexia tanto comigo. Tomei um banho demorado, tentando relaxar, passei meu melhor perfume e fiquei esperando por ela.

Não sabia ao certo o motivo de eu estar me sentindo como um adolescente mais ela despertava esse sentimento em mim. Ouvi um bater na porta, me arrumei na poltrona perto da lareira e disse:

— Entre!

— Com licença professor, eu vim para cumprir minha detenção. – ela disse entrando na sala.

— Claro, eu não iria deixar passar. – falei tentando não ser tão grosseiro – Sente-se aqui.

Apontei para a outra poltrona que estava em frente a uma mesinha.

— Você precisa escrever comigo cartas de recomendação dos alunos do último ano. – falei entregando a ela uma pena, pergaminho e tinteiro.

Ela apenas assentiu e começou o trabalho. Ela estava muito concentrada no que fazia. Precisava da atenção dela.

— Não está bom! – falei rispidamente.

— Como não? Foi assim que nos ensinaram. – ela me disse perplexa

— Não é assim, será que nem isso você sabe? – ela me olhou assustada.

— Já disse que foi assim que nos ensinaram.

— Está errado. Vocês trouxas ou no maj como chamam aqui nunca conseguem aprender nada! – acabei gritando um pouco.

Ela se levantou, me olhou com os olhos cheios de lágrimas, me senti um completo idiota. Eu quis abraça-la e pedir um milhão de desculpas a ela. Por Merlim, eu não era assim.

— Por que você me odeia tanto?

Essa foi a única pergunta que ela conseguiu fazer, foi como um soco em meu estômago. Eu não a odiava. Mais era realmente isso que eu estava demonstrando. Eu era um completo babaca com ela.

Em Hogwarts eu era o professor mais temido, odiava os alunos da Grifinória, era o professor que a maioria odiava. Eu sempre fui muito seco, audacioso e rancoroso, deveria continuar assim, só que algo mudou dentro de mim quando esbarrei com Hanna no trem.

— Não te odeio. – agora saia daqui.

Essas foram minhas últimas palavras a ela. Caminhei até a porta da minha sala e abri para que ela pudesse sair. Era melhor não ter que vê-la por mais tempo. Eu precisava ser mais rancoroso.

— Eu não vou sair até que me explique, o que foi que eu te fiz.

Ela era uma garota completamente insistente, eu poderia me render a ela a qualquer momento mas não queria dizer a verdade para ela. Mantive a porta aberta e esperava que ela entendesse meu recado. Ela não saiu.

Notas finais
Espero que alguém esteja lendo mesmo!! Ainda não tive comentários maaas não vou desistir!! Até o próximo capítulo.