O romance proibido
7 O arrependimento
Notas iniciais
(POV Severo)
Naquela manhã nem o sol conseguiria alegrar meu dia, eu estava completamente arrependido do que tinha feito na noite passada. Eu era um completo estúpido e torcia para que Hanna nunca soubesse do ocorrido. Mesmo sabendo que Lizza poderia contar a ela.
Fiquei na cama, sem nenhuma vontade de tomar café da manhã. Quando deu a hora me arrumei e fui até minha sala. Cheguei quase 1 hora antes da aula começar e fui organizar as coisas. Olhei pela janela e pude ver o belo jardim, me aproximei da janela quando ouvi alguns soluços.
— Ah não, não! Não pode ser. – falei sentindo uma dor imensa no peito, era Hanna.
Ela estava chorando e provavelmente a culpa era minha. Eu precisava ao menos tentar me explicar. Ia saindo da sala quando alguns alunos se aproximaram.
— Saiam daqui! A aula não começou, saiam! – falei rispidamente enquanto caminhava para fora da sala.
Passei pelos corredores rapidamente até chegar nos jardins onde ela estava. Quando parei em sua frente e ela me olhou com o rosto marejado de lágrimas eu podia sentir a dor que havia causado nela.
Ela se levantou e me olhou com um olhar totalmente diferente do ódio. É eu preferia que ela me odiasse. Quando ela se afastou sem dizer nada, agi rapidamente pegando-a pelo braço.
— Nunca mais toque em mim. – ela falou e saiu do jardim.
Fiquei ali parado por um tempo, voltei perplexo para o castelo e dei minhas aulas da forma mais bruta e rabugenta! Tirei pontos das casas, insultei vários alunos e por fim, terminei uma aula antes da hora.
Uma semana se passou...
Hoje eu daria aula para ela novamente, desde o incidente no jardim eu não a havia procurado, ela precisava de tempo e eu iria entender. Cheguei na sala, eu ia tentar não ser carrasco nessa aula. Me sentei e esperei os alunos chegarem e se acomodarem.
Pela primeira vez Hanna não estava sentada na frente e muito menos ao lado de Lizza. Ela sentou na última carteira, da última fileira. Abaixou a cabeça e ficou encarando as mãos. Vê-la daquela forma me provocava uma dor imensa.
— Hoje vamos aprender a abrir alguns objetos usando um feitiço conhecido como Cistem Aperio, cada um irá receber um baú que deverá ser aberto com o feitiço. – falei esticando minha varinha enquanto pequenos baús eram distribuídos a cada aluno.
Olhei para Hanna novamente, agora ela parecia bem concentrada no baú e me senti um pouco motivado, dentro do baú de Hanna eu havia colocado um bilhete que seria talvez a única chance que eu teria de falar com ela.
— Podem começar. – me sentei na cadeira e comecei a observar cada aluno atentamente.
Alguns conseguiam me fazer rir com sua sublime incapacidade de fazer um feitiço, Criser tinha uma capacidade incrível de fazer tudo explodir. Fato esse que aconteceu e eu tive que lhe entregar outro baú.
— Vamos pessoal, será que ninguém vai conseguir? – falei enquanto caminhava pela sala.
Lizza para surpresa de todos conseguiu abrir o baú, ela deu gritinhos entusiasmados. Todos bateram palmas a ela e eu apenas esbocei um: “Muito bem”. Voltei meu olhar para Hanna, parecia que agora para ela era uma questão de honra conseguir abrir o baú.
— Cistem Aperio. – ouvi ela dizer quando uma luz saiu de sua varinha e o baú abriu.
Pude ver o sorriso de satisfação no rosto dela ao conseguir abrir o baú, me aproximei dela, aproveitando que os alunos estavam todos alvoraçados tentando abrir seus baús.
— Muito bem, senhorita Lauren. Espero que leia esse papel. – falei quase sussurrando, dei um sorriso a ela e sai para continuar minha ronda na sala.
Todos os alunos conseguiram atingir o objetivo da aula quando ela finalmente acabou. Não vi se Hanna havia lido o bilhete mas vi a hora em que ela saiu da sala rapidamente. Todos os alunos saíram exceto Lizza.
— Então professor, que tal eu te visitar hoje à noite? – ela falou caminhando até mim.
— Acho que eu havia te pedido para não comentar nada com ninguém, e você não fez isso. – falei rispidamente.
— Quem disse que eu contei? – ela perguntou surpresa.
— Boatos chegaram em meus ouvidos, é claro. E sabe Lizza, me arrependo profundamente de ter feito sexo com você aquela noite, não me procure mais! – falei saindo da sala e deixando ela lá.
(POV Hanna)
Hoje eu teria mesmo que enfrentar Snape, teria aula com ele e não poderia simplesmente fugir mesmo sendo algo que eu queria muito. Peguei minhas coisas e fui para a sala de aula. Me sentei no fundo da sala, isolada de Lizza, desde o dia que ela me contou aquilo eu a evitei.
Snape começou a falar sobre o feitiço da aula que seria para abrirmos objetos. Claro, ele ia ensinar Lizza a abrir as coisas dele. Me senti furiosa. Meus pensamentos foram interrompidos quando o baú pousou de frente a minha mesa.
— Podem começar. – Snape falou quando sentou em sua cadeira.
Ele estava tão bonito com aquelas vestes pretas e imponentes mais só de pensar no que ele havia feito comigo me tirava do sério. Estava sem concentração para executar aquele feitiço. Eu o olhava pensando no corpo dele tocando o de Lizza e não o meu, deu uma vontade de chorar mas por Merlin, o que foi isso?
Olhei pro lado e vi Criser com a roupa toda cheia de fuligem, ele havia conseguido explodir mais um objeto. Não contive e comecei a rir. Todos estavam rindo e ele teve que receber um novo baú.
— Vamos pessoal, será que ninguém vai conseguir? – Snape falou caminhando pela sala.
Sinceramente eu sentia falta dele mais eu não sei se seria capaz de perdoa-lo. Continuei tentando quando ouvi Lizza soltar um grito eufórico.Ela tinha conseguido abrir. Que ódio dela, agora era questão de honra eu conseguir abrir.
— Cistem Aperio. – e uma luz saiu da minha varinha abrindo o baú que dentro continha um pedaço de papel.
– Muito bem, senhorita Lauren. Espero que leia esse papel. –Snape estava ao meu lado, sorrindo.
Peguei o papel e não abri. Eu iria abrir assim que a aula acabasse. Estava torcendo para acabar quando o sino tocou. Sai rapidamente da sala e fui até o banheiro feminino, estava bastante curiosa, abri o pedaço de pergaminho e com aquela bela caligrafia comecei a ler:
“Querida Hanna,
Sei que eu errei e tive o pior comportamento que poderia ter, me arrependo do que fiz e volto a dizer que sinto algo por você. Será que poderia ao menos me dar uma chance de me explicar? Se me der, te aguardo em meus aposentos hoje à noite.
Ass: Severo Snape”
Fiquei com aquele pedaço de pergaminho na mão por um tempo, até ouvir a porta do banheiro se abrir e uma garota entrar muito nervosa. Era Liz, enfiei o papel no bolso rapidamente e fingi que estava olhando no espelho.
— Ah, você está aqui! Dá para conversar comigo? Ou vai fugir de mim como vem fazendo? – ela falou rispidamente.
— Não estou fugindo de você, apenas ando muito ocupada para seus problemas! – retribui de forma ríspida também.
— É mais agora preciso que alguém me escute e só confio em você! – ela estava desesperada.
— Bom, estou aqui. Diga.
Ela me olhou, estava com muita raiva, começou a caminhar de um lado a outro do banheiro até parar na minha frente:
— Eu gosto daquele professor idiota, eu seduzi ele, fui pra cama com ele..
— Lizza eu sei disso, se for para contar sobre isso esquece! – a interrompi.
— Me deixa terminar Han, por favor! – ela estava gritando. – eu gosto daquele idiota e hoje no final da aula fui até ele, falei que iria na sala dele para fazermos sexo novamente e sabe o que ele me disse? Que se arrepende profundamente daquela noite e disse para eu nunca mais o procurar.
Agora ela estava chorando, eu não sabia o que sentir, no fundo eu estava completamente feliz por ele ter dito que se arrepende e por pedir a ela que não o procurasse mais, tentei dizer algo mas o que saiu foi:
— Tente procurar outro. – dei uma palmada nas costas dela e sai do banheiro.
Sim, se restava alguma dúvida aqui se eu iria ou não até ele, essa dúvida havia acabado. Iria ouvir o que ele tanto queria me dizer, ouvir seu pedido de desculpas ou sei lá o que seria. Fui para o almoço, naquele momento eu estava até mais animada.
Me sentei ao lado de Caio que ficou muito animado ao me ver. Conversamos durante todo o almoço quando uma das professoras da escola se levantou para pronunciar um aviso.
—Boa tarde queridos alunos, esse final de semana haverá um baile de primavera no castelo e eu sugiro a todos que tirem seus melhores vestidos e ternos do malão e comecem a se preparar para o baile. Começa às 19horas e eu sugiro que os garotos comecem a convidar as moças da escola.
Caio nem deu tempo de pensar e já se levantou e se ajoelhou na minha frente rindo, alguns garotos fizeram o mesmo com outras meninas, ele esticou a mão em minha direção e disse:
— Quer ser minha companheira no baile princesa ruiva dos cabelos alaranjados.
Não contive o riso e respondi com um: “Sim princeso dos cabelos castanhos lambidos.”
Ele se levantou e eu acompanhei, meu olhar caiu sobre a mesa dos professores e pude ver que Snape estava olhando furioso. Voltei meu olhar para a mesa e logo sai para a próxima aula.
(POV Severo)
Sai da sala completamente nervoso com aquela garota insinuante, mais esperava que agora com meu fora ela percebesse que eu não tinha nenhum interesse nela. Meu maior interesse era em Hanna, sim e eu precisava admitir isso quantas vezes fosse preciso.
Tivemos uma reunião rápida antes do almoço para discutir o assunto do tal baile de primavera que seria realizado no final de semana. Se eu pudesse convidaria uma aluna só que não podia. Então uma professora de 24 anos que ministrava a disciplina de quadribol veio até mim.
— Pensei que poderia ser meu par professor Snape. – ela sorriu me mostrando dentes bem brancos.
Desde quando eu era interessante para ela? Nem em sonho eu iria aceitar ir ao baile com ela, não que ela fosse feia ou algo do tipo, mais eu queria permanecer fiel a Hanna, depois de tudo que eu fiz. Não queria também magoar a professora então disse:
— Professora Rory, poderia me dar algum tempo para pensar? Não sei se estarei no dia do baile.
— Claro, eu espero. – ela disse passando a mão levemente no meu peito.
Sai para o almoço e me sentei na mesa dos professores, a professora Grubly foi dar o aviso do baile. Todos os alunos ficaram empolgados com a notícia, eu estava procurando Hanna em sua mesa quando vi o tal Caio se ajoelhar e a convidar para o baile.
Cerrei meu punho, eu queria socar a mesa com força só que eu acabei me controlando. Respirei fundo e virei para a professora ao meu lado.
— Pensando bem Rory, te acompanho ao baile. – sorri e sai da mesa.
Fui para ministrar minha próxima aula, estava ansioso para saber se ela iria aparecer a noite em meus aposentos. Sinceramente não esperava que ela aparecesse ainda mais depois de ter aceitado o pedido de acompanhar aquele imbecil ao baile.
O fim do dia chegou, fui para meus aposentos, tomei um banho e me sentei perto da lareira esperando que ela aparecesse.
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