☽♛O rito das Luas - Os quatro reinos♕☾
15 ♕ 14. — Te darei o meu machado.
Notas iniciais
A tarde chegou no reino dos homens e o príncipe que se encontraria com a princesa já estava pronto e digamos que ambos estavam bem ansiosos para se verem enfim.
A princesa Kim Soo-min preparou um piquenique bem farto que substituiria facilmente o almoço deles, pensando nos gostos do príncipe Bang, ela queria o agradar, ela deixou a cesta aos cuidados do Yang e com isso eles foram encontrar o príncipe dos bárbaros.
— Cuide bem dela Yang, tem os biscoitos que você adora aí também.
— Você que os fez Soo-min?
— Uhum.
— Ah, o príncipe Bang vai adorar.
— Não duvido nada Yang — O Seungmin terminava de trançar o cabelo de sua irmã colocando as flores que ambos tanto gostavam — Inclusive ele ficará ainda mais caidinho por você irmã, estás perfeita!
— Não estou não Seung, você que está completamente belo hoje.
A princesa deixou um selar na bochecha de seu irmão.
— Quando será a caçada de vocês mesmo príncipe Kim?
— Yang, pare de me chamar assim, — o príncipe o olhou mais sério, mas não se aguentou com a fofura do jovem guarda. — Amanhã, iremos caçar amanhã.
— Ah, tenho certeza que você vencerá a caçada maninho, você é o melhor!
A Soo-min se abraçou a ele que deixou selares em sua cabeça.
— Seu cabelo está muito cheiroso irmã, aliás você toda está.
— Obrigada!
— Não por isso, és a mais bela sempre, — ele arrumou a última flor no penteado perfeito de sua irmã e sorriu. — Agora vá, seu príncipe está lhe esperando.
— Não fale assim Minnie, ele não é meu príncipe.
— Ainda não, tens razão.
— E pode ser que nunca seja.
— Tens razão mais uma vez, me perdoe por insinuar assim.
— Não se perdoe comigo Seung, você nunca me deixa mal saiba disso, e se eu não o conhecesse bem eu diria que… hum… acho que o conheço muito bem mesmo, mas conversaremos sobre isso depois, agora preciso ir, obrigada pelo penteado está perfeito.
— Vá irmã e não pense em mais nada que não seja vocês dois está bem?
— Está sim.
— Promete?
— Claro que prometo.
— Te amo.
— Também te amo irmão.
[...]
Assim que ela encontrou o príncipe Bang ele abriu um largo sorriso em sua direção.
— Nossa, você está belíssima Soo-minnah.
O sorriso do príncipe dos bárbaros era de fato enorme e ele carregava um belo brilho no olhar, a Soo-min se sentiu corar, mas também ficou encantada pelo que viu, ambos vestiam roupas leves e aos olhos da Soo-min o príncipe estava impecável.
— Você também, Channie, estás muito bonito mesmo.
— Obrigado. — O príncipe disse corando um pouco. — Bom, vamos para o lago? Já preparei os cavalos.
— Vamos cavalgando?
— Se não se importar, eu gosto de cavalgar.
— Jamais me importaria, eu também amo cavalgar Channie.
Os dois se encararam e ambos ruborizaram, então o príncipe pegou a princesa pela mão e a levou até os cavalos.
— Já que é assim, vamos sentir o vento em nossas peles.
Ele segurou a cintura da princesa e a subiu no cavalo, em seguida ele montou o seu próprio.
— Vá na frente Minnah seguirei a minha princesa.
— Ah é Channie? Então cuidado para não ficar muito para trás meu príncipe.
E sorrindo os dois partiram.
[...]
Assim que chegaram ao lago, o príncipe Bang desceu de seu cavalo rapidamente para poder auxiliar a princesa Kim, mas antes que ele chegasse até sua montaria ela já havia descido parando cara a cara com ele que por um momento a encarou com intensidade.
— Não me leve a mal, eu sei que és capaz de se virar sozinha, mas eu gostaria de tê-la ajudado.
— Para ficar mais perto de mim?
— Sim, exatamente para isso.
Ela sorriu e deu um leve empurrão no ombro do príncipe.
— Deixe isso para quando for me ensinar a manusear o machado bárbaro Bang.
Ela sorriu ainda mais pelo óbvio rubor que o príncipe teve, mas ele não deixou barato.
— Sabe princesa Kim Soo-min… — Ele foi até ela e a pegou pela cintura — Um bárbaro geralmente tem o que quer na hora que quer, — ele se aproximou ainda mais dela e dessa vez foi ela quem ruborizou. — E quando digo isso falo sobre a sua vontade também, principalmente se as luas me agraciarem me dando a honra de ser seu esposo, será uma verdadeira bárbara, então faça como quiser, e quando quiser, e essa é a sua primeira lição de hoje, então guarde-a bem.
Ele a soltou sorrindo largo e a princesa soltou o ar que prendia até então.
Aquela foi a primeira vez que o príncipe mostrava a ela seus instintos mais de perto e ela jurou adorar o que sentiu.
Parecia que uma corrente elétrica corria por todo seu corpo.
Ela ainda o olhava quando ele deu passagem para que ela fosse a frente.
— Pode acreditar, Channie, já aprendi minha primeira lição.
Ela passou por ele e antes de tomar sua frente ela o encarou bem fundo, sorriu mais uma vez e se pôs a andar, e o príncipe sorriu ladino, gostando de ver que ela não se deixaria intimidar.
[...]
— O que acha disso, Changbin?
— Sinceramente Yang? — o jovem acenou que sim. — Acho perigoso, ainda temos tempo até o rito, eles não deviam se envolver assim...
— Isso ainda pode dar uma grande confusão, não é?
— É... vamos torcer para que tudo fique bem Yang, e vem, vamos cuidar desses dois.
Os guardas foram logo atrás, cuidando para ficar a uma boa distância para não atrapalhar os príncipes.
[...]
— Você que preparou tudo isso, Minnah? — O jovem príncipe falava se deliciando na carne de cordeiro que comiam.
— Sim, Channie, e experimente esse molho de hortelã, eu mesma as colhi e preparei o molho, quero saber o que acha.
O príncipe derrubou o molho sobre a carne tenra e o cheiro era absurdamente delicioso, então ele cortou um bom pedaço e levou a boca.
Seus olhos se arregalaram, aquilo estava divino.
— Huum… Minnah... por todos os deuses isso está divino, quando nos casarmos quero que ensine aos cozinheiros como fazer, eu já não posso mais viver sem essa carne.
Ela sorria, colocou um pedaço em uma folha grande de hortelã e o serviu, dando em sua boca.
— Quando nos casarmos? Channie não seja assim...
Ele se deliciou com a carne servida em sua boca.
— Me deixe me iludir, está bem? E nossa com a folha fica ainda melhor, obrigado Minnah.
— Não me agradeça, fico feliz que tenha gostado.
— Impossível não gostar, ainda mais sabendo que o preparou para mim.
Ela sorriu tímida e o príncipe tomou um bom gole de sua cerveja.
— Façamos assim, — Ela falou tomando também sua cerveja, o que fez o príncipe sorrir largo por ver cada vez mais que ela não tinha frescuras. — Sendo você o escolhido ou não, eu ensinarei a receita aos seus cozinheiros, é uma promessa.
Ele a encarou com um semblante pensativo.
— Nos prometemos muitas coisas, não é? Como será que isso se encerrará?
— Eu não sei, nem quero pensar sobre isso agora.
Ele a olhou sorrindo e lhe deu um pedaço de maçã verde que ela amou comer, pois o cítrico da fruta se encaixava perfeitamente com os demais sabores ali.
— Pois eu penso, e tenho pensado mais a cada encontro que temos, isso tudo está indo por caminhos sem volta...
— O que quer dizer com isso, Channie?
— Serei sincero Minnah, — ele se aproximou ainda mais dela e segurou em suas mãos. — Eu não quero perdê-la, não quero não ser o escolhido, mas também não quero que os outros príncipes sofram, muito menos que você sofra, então estou enlouquecendo.
A princesa viu completa sinceridade no olhar do príncipe, sentiu verdade em suas palavras, e isso a deixava ainda mais balançada.
— Meu concelho Channie? — Ele a encarou com um semblante de súplica. — Não pense demais, e se você não for o escolhido, não vamos nos perder, vamos sim ser amigos, como já dissemos antes e se não for eu a ser a sua esposa desejarei de todo o coração que você arrume alguém que o estimule, alguém que o instigue a ser o seu melhor sempre.
— Você é muito boa Minnah... — Ele selou o dorso das mãos dela e sorriu pequeno. — Você será a melhor rainha dos quatro reinos.
Ela levou sua destra ao rosto do príncipe e fez um carinho ali e ele apenas fechou seus olhos tentando apreciar cada segundo do toque dela em sua face.
— Você será o melhor rei, seja dos bárbaros, seja dos quatro reinos, e disso eu não tenho dúvidas Channie.
Eles se afastaram um pouco, pois ambos sabiam que se continuassem próximos assim seria um problema, e voltaram a sua refeição, voltando assim a falar sobre muitos outros assuntos.
[...]
— Não devíamos ter comido antes Channie, agora estou pesada.
— Pesada? Você é leve como uma pluma Minnah, a ponto de eu conseguir te levar sem dificuldade alguma em uma dança mesmo sem saber dançar.
— Não minta sobre isso, você dançou muito bem.
— Você acha isso mesmo?
— Acho sim.
— Ah, obrigado...
Ele falou e se pôs de pé, até então os dois estavam deitados na grama verde olhando para o céu.
— Vem Minnah, hora de treinarmos um pouco.
Ele estendeu sua mão a princesa que sorriu largo e segurou com força a mão oferecida a si, sendo assim puxada pelo príncipe e parando rente ao seu corpo, um acaso, mas que resultou novamente em um momento só deles onde seus muitos desejos corriam soltos por suas mentes ativas.
A princesa se afastou rapidamente e ambos compartilharam sorrisos sem jeito.
— Estou pronta Channie, me ensine a usar um machado bárbaro.
— Claro, mas antes...
Ele foi até atrás de uma pedra e pegou dois machados, eles eram lindos, e pareciam pesar muito, então o príncipe se aproximou da princesa, se pôs em reverência ficando em um único joelho e erguendo um dos machados para a princesa.
— Esse é o meu presente para você Minnah, é o meu primeiro machado, aceite-o, pois, faço isso de todo o coração.
A princesa sabia das histórias sobre o primeiro machado de um bárbaro, era algo muito além de especial, e ela jamais poderia aceitar algo assim.
— Channie, não, por favor príncipe tenha tento, isso é o seu bem mais precioso como o bárbaro que és.
— Princesa Kim Soo-min, eu te darei o meu machado e a treinarei com ele, não importa se no final de tudo isso você será minha ou não, com esse gesto quero dizer que você sempre terá o meu coração, e poderá se lembrar disso sempre que o usar, não o negue, pois assim, estará negando a mim.
Era um fato, e não apenas no sentido romântico, era tradição dos bárbaros oferecerem seu machado em prova de lealdade, amizade, aliança assim como em amor.
— Channie... ele é lindo, e deve ser bem... — Ela o pegou e o príncipe se levantou finalmente. — Leve? Céus ele não pesa como achei que pesaria.
O príncipe sorria animado com a reação dela.
— É um machado mágico, bem único, na verdade, ele foi forjado pela minha fada.
— Pelas luas Channie, não posso o aceitar, não posso...
Ela segurava o machado o encarando e uma luz azul brilhou na lâmina revelando os entalhes mágicos nele.
— Sinto em lhe dizer Minnah, mas esse machado não pertence mais a mim, você vê? — ele apontou para a luz azul. — Ele brilha apenas na mão de seu verdadeiro dono, então acho que a fidelidade dele mudou.
— Não pode ser... — Ela estava tão emocionada que mal conseguia formar uma frase coesa. — Eu não acredito nisso, segure ele você!
— Como desejar princesa mandona.
Ele o segurou, o empunhou como se deve e nada...
Então ele o devolveu a ela e assim que ela o pegou mesmo sem jeito a luz voltou a brilhar.
— Como eu disse... — ele sorriu largo — a fidelidade dele mudou, pois ele considerou a minha real vontade, Minnah atendendo ao meu último desejo a ele se entregando a você.
Ele pegou o seu próprio machado e assim que o tocou ele também se acendeu deixando a princesa mais tranquila.
— Que lindos... — ela olhava aos dois machados adorando o que via — Então só me resta lhe agradecer sendo a melhor no uso do machado que eu conseguir.
— E eu não tenho dúvidas que você será... — Ele acarinhou o rosto da princesa e se voltou ao seu machado. — Segunda lição Minnah, segure seu machado com os punhos firmes, mãos mais próximas te darão um melhor manuseio, e já com elas mais afastadas te darão mais precisão e força no ataque, assim...
Ele deu golpes no ar com as mãos mais afastadas e a princesa jurou ver o vento sendo cortado ao meio...
Um, dois, ele golpeou novamente e em seguida girou o corpo no eixo já com as mãos juntas o que deu um belíssimo movimento em seu machado, e assim que o fez parou bem em frente a ela.
— Sua vez Minnah, mande em sua mente e o seu machado vai obedecê-la, ficará mais fácil assim.
Ela acenou que sim com a cabeça e se pôs a tentar.
Um... dois... os movimentos dela ainda estavam acanhados e quando ela girou o machado titubeou de sua mão e quase caiu, mas rapidamente ela tomou uma postura mais firme e o trouxe novamente a si.
— Uaaau, você leva jeito com armas Minnah, essa foi mesmo a sua primeira vez com um machado?
Ela sorriu satisfeita pelo elogio.
— Não fui bem Channie, e sim essa é a minha primeira vez com um machado.
— Perfeita, é isso o que você é, vem vamos treinar um pouco mais, vamos fazer esse movimento até que você pegue firmeza, faça ele contra mim.
— O quê? Não Channie está louco? Eu não o atacaria assim.
— Me atacaria sim se eu a irritasse, como disse sua alma é de uma verdadeira bárbara Minnah, — eles sorriram e ela corou — Eu sei me defender está bem, e tendo um alvo certo fica melhor visualizar o ataque, então não reclame e venha.
Ela se sentiu instigada e como pedido por ele ela foi com tudo.
[...]
Depois de muito treinar os primeiros movimentos eles passaram para um segundo e até um terceiro golpe, por muitas vezes ele a tocava colocando-a na posição correta de seu corpo, e cada um daqueles momentos faziam os dois se sentirem queimar pela proximidade inesperada e agora depois de muito treinarem os dois estavam exaustos.
— Viu porque um machado mágico é perfeito? Se fosse um machado comum a princesa estaria sem braço por um mês inteiro.
Ela ofegava um pouco assim como ele que a pedido dela não havia pegado leve no treino então os dois se forçaram ao máximo naquela bela tarde.
— Príncipe... acho que já estou sem braço, mesmo tendo o machado mais perfeito e lindo de todos, os movimentos são fortes, estou exausta.
Eles sorriam sentados de frente um para o outro.
— Channie...
— Hum?...
— Eu ainda acho que não deveria me dar seu primeiro machado...
— Minnah, eu te darei meu próprio corpo como um machado se assim você precisar de mim, te ofertarei meu exercito em tempos de guerra e eles serão seu machado, não me importo se serei ou não seu esposo, mas posso garantir que serei o seu machado sempre que você precisar de mim.
Aquelas palavras pesaram no coração da Soo-min, de uma forma muito boa, mas pesaram, ela por um instante não se julgou merecedora de toda aquela devoção vinda do príncipe dos bárbaros.
— Está bem, então me treine bem Channie, pois eu também serei o seu machado e quando precisar de mim estarei contigo.
O clima entre os dois estava intenso desde o primeiro olhar que trocaram aquela tarde, em outras situações, o príncipe a teria tomado como mulher há muito tempo, mas por serem quem são e estarem como estão ele se controlou e muito para não desrespeitar nem a ela, nem aos príncipes e nem ao rei.
— Obrigado pequena, mas quer saber do que mais?
Ele falou em um tom divertido e a princesa o encarou curiosa.
— O que Channie?
Ele se levantou e a pegou no colo, ela deu um grito leve pelo susto que tomou e o encarou risonha.
— Estamos cansados, suados e doloridos e bem na nossa frente tem um lago Minnah...
— Channie, não... — ela falou sem se aguentar e riu com a carinha arteira dele — Não por favor Channie!
— Qual foi sua primeira lição de hoje Minnah?
Ela baixou um pouco seu olhar, mas logo voltou a encarar o príncipe.
— Faça o que quiser, na hora que quiser e como quiser! — A essa altura ela já gargalhava e o encarava tendo um belo brilho nos olhos.
— Então vou te perguntar uma única vez; você quer pular no lago comigo Minnah?
Ela mordeu o lábio e se sentiu vibrar.
— Sim Channie eu quero!
— Então vamos!
Ele foi com ela até o lago e pulou nele com ela ainda em seus braços e ela afundou seu rosto na clavícula do príncipe se sentindo extasiada, empolgada, muito feliz e estranhamente livre.
Assim que eles bateram na água eles sentiram o calor de seus corpos se diluir com o toque da água fria.
— Aaah que delícia! Essa água é mais perfeita do que imaginei e eu estava louco para pular aqui com você.
A princesa passou a mão no rosto e sorriu para ele.
— Então valeu a pena?
— Só de estar com você já valeu Minnah.
Ela sorriu mais um pouco e jogou água no príncipe.
— Você é um maluco Channie...
— Sou? Mas você gostou não foi?
— Eu amei...
— Então que bom que sou maluco, — ele pegou em sua mão e a encarou. — Vem vamos nadar um pouco, ainda bem que nossas roupas são leves.
Nesse momento ela notou a camisa folgada e branca do príncipe colada em seu corpo revelando os detalhes por debaixo dela e se sentiu corar.
— Vamos, até porque logo teremos que ir.
Os dois brincaram como crianças e os guardas apenas sorriam contemplando-os.
— É Yang, a definição do que possa ser perigoso está estabelecida bem aqui...
— Mas o príncipe Bang não é perigoso Changbin... pelo menos não fora de combate.
— Ah ele é... vai por mim garoto, ele é e muito.
O tempo dos dois se deu e o sol secou suas roupas até que bem rapidamente, e quando avisados que deveriam retornar eles colocaram seus machados em um suporte em suas costas, montaram em seus cavalos e cavalgaram livres de volta ao castelo.
[...]
— Channie, eu nem sei como lhe agradecer, nossa tarde foi perfeita.
— Não me agradeça Minnah, e sim foi uma tarde deliciosa, vamos treinar mais vezes, será divertido.
— Quando der, eu irei adorar.
Ele se despediu dela deixando um último selar no dorso de sua mão e antes de ir a encarou mais uma vez.
— Sobre o seu machado, sua magia vai muito além de apenas o deixar leve para o manuseio, ele também cria um escudo em seu entorno, logo você não precisará de um em combate, ele corta até o mais duro metal como se nada fosse, e o melhor; ele serve de comunicador, você sempre poderá falar comigo através dele, segure-o firme, me mentalize, e quando sua luz se acender, é só me chamar que eu a responderei.
Ela amou saber daquelas coisas, e então abraçou o príncipe sem aviso algum.
— Estaremos sempre conectados, então...
— Sim, estaremos Minnah.
— Obrigada Channie.
— Tenha uma bela noite Minnah, aproveite bem o príncipe Hyunjin.
Eles sorriram e ele se foi com o Changbin o acompanhando.
[...]
— Sei o que está pensando Binnie, mas não pude evitar, ela causa isso em mim.
— Você gosta dela, não é?
— Sim...
— E se as luas não o escolherem?
— Não terá o que ser feito, terei que seguir sem ela, mas isso por acaso impede que eu a ame?
— Tens razão, isso não o impede, não impede a nenhum de vocês, na verdade.
— Exatamente, nós três estamos perdidos e apenas um de nós poderá ter o amor dela no fim das contas.
O Changbin levou sua mão ao ombro do príncipe tentando confortá-lo.
— Binnie, onde tem uma boa taverna? Preciso beber até cair.
— Vou te indicar a mesma que indiquei ao Minho, ele foi lá para almoçar, mas agora a noite apenas os amantes de uma boa bebida se reúnem lá, eu avisarei a dona que o príncipe vai até a taverna e ela cuidará muito bem de você.
— Será que o Lino iria lá beber comigo?
— Tenho certeza que se o chamar ele irá.
— Ótimo, farei isso então amigo, afinal, estamos livres de compromissos por hoje não?
— Sim, vocês estão.
— Então que os deuses me aguentem, pois irei brindar ao nosso infortúnio junto ao meu amigo do reino dos sombrios, skål Binnie!
O príncipe fingiu fazer um brinde, o que arrancou um sorriso sincero do chefe da guarda.
— Skål, príncipe!
[...]
A tarde que passou com a princesa fez o príncipe dos bárbaros a querer somente para si, mas enquanto bebia com o príncipe dos sombrios ele sentia que era a felicidade dela o que mais importava para eles, e sim, eles beberam até cair, brindaram muitas vezes e para a surpresa do príncipe Bang o Minho era bem resistente a bebidas.
— E eu a aconselhei que como uma verdadeira bárbara ela deveria fazer o que quisesse, como e quando quisesse, mas na nossa situação isso é contraditório não é Lino?
— É sim Channie, mas seu concelho foi muito valioso amigo, pois tirando essa situação, tudo na vida dela ela fará livremente, sem amarras, e isso é ótimo, pois a alma dela é linda e precisará ser livre, então acredite quando digo que você só a ajudou.
— Então, skål meu amigo?!
— Sim, skål, ao príncipe que melhor a aconselha!
— E ao príncipe que melhor a enxerga! Skål!
Os dois sorriram e brindaram mais uma vez, virando todo o líquido de seus canecos de uma vez.
[...]
O príncipe dos bárbaros ainda pensou muito na princesa durante toda a noite, ele jurou ser para ela o seu machado quando ela assim precisasse e era exatamente o que ele seria para a Soo-min, e uma coisa era certa, toda essa situação trouxe a ele um amor que ele nem sabia existir, e amizades que ele sabe que sempre poderá ter então seja lá qual for a escolha das luas ele não se arrependerá de viver o que quis ao lado de todos que ele já sabia amar e por isso naquela noite...
Skål!
O príncipe dos bárbaros saudou aos reinos, as luas, e ao seu destino.
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