☽♛O rito das Luas - Os quatro reinos♕☾
3 ♕ 02. — Os quatro Reinos – A Princesa e os Príncipes.
Notas iniciais
No Reino dos homens
O rei Kim chamou seus dois filhos para uma conversa no dia seguinte.
— Os reis dos reinos vizinhos estiveram aqui para uma reunião e eu preciso contar a vocês dois o que ficou resolvido, então me ouçam com atenção.
Os irmãos olhavam seu pai com ternura, pois ambos admiravam demais o seu rei, mas também com receio, e a princesa Kim Soo-min temia ainda mais por já imaginar o que viria a seguir.
— Em algumas luas os príncipes dos três reinos estarão aqui para conhecer você Soo-min, eles farão jogos onde provarão o seu valor e ao final teremos um baile para que vocês estreitem seus laços e quando a hora chegar faremos o rito das luas para saber qual deles você irá desposar.
— Mas papai eu… — Ela já estava pronta para se opor, mas o rei estendeu a mão em sinal para que ela se cale e ela assim o fez.
— Ainda não terminei Soo-min, enquanto eles estiverem aqui você terá momentos com cada um deles e isso não está aberto a discussões, falarei com o chefe da guarda Seo Changbin e ele irá guardá-la pessoalmente por todo o seu tempo com os príncipes.
A princesa virou seus olhos, mas manteve sua postura, todos sabiam que essa hora chegaria, ela só não queria que fosse tão cedo.
— E quanto a você Seungmin, sabemos não haver princesas para o desposar, então você apenas assumirá o trono do rei dos homens, e o primeiro herdeiro vindo do matrimônio da Soo-min será seu filho por direito, sendo assim seu sucessor.
Aquilo tudo era uma grande balela para os irmãos Kim, nada fazia sentido, mas, no fundo, o Seungmin agradecia aos deuses por não haver princesa para ele e apenas ele e sua irmã sabiam o porquê.
— Sim, meu rei. — O príncipe falou reverenciando seu pai e arrancando um sorriso do rei.
— Você deveria ser mais como o Seungmin Soo-min, ele é mais novo que você e me obedece muito mais.
— Papai, eu não quero me casar com nenhum desses príncipes, eu nem os conheço, e meu filho será como? Meio humano, meio seja lá o que for… Isso nem tem como dar certo meu rei. — Ela falava irritada, mas porque se julgava muito nova para o matrimônio, ela queria aventurar-se pelos reinos e não nada daquilo.
— Já deu certo, minha filha, a profecia se cumpre desde sua primícia, veja bem, você é a única princesa assim como a profecia disse que seria, eles podem até não ser puramente humanos, mas não são monstros, você conhece todos os reis, não há nada que impeça seja qual for a união, e o filho que virá de sua união será a marca da aliança perpetuada ela próxima era. Então, sem afrontas, minha querida apenas cumpra seu destino e também o seu dever.
A Soo-min queria chorar, mas manteve sua postura como fora ensinada e seguiu sem derramar uma lágrima sequer.
— Sim, meu rei, eu irei.
[...]
No Reino dos bárbaros.
Uma conversa acalorada seguia entre pai e filho.
— Mas Bang, meu rei, eu nem quero me casar, por que não manda o filho do tio Magnus no meu lugar? — O Christopher estava tão nervoso que saiu quebrando os bancos do salão. — Quero sair em exploração, conhecer mundos novos, não posso ficar e me casar com uma princesa mirrada que provavelmente não me aguentará em cima dela.
— Esse é meu filho… — O rei Bang falava orgulhoso — Mas justamente por ser meu filho que você deverá estar disposto Christopher, caso você seja o escolhido das luas não poderá fugir de seu destino, e digo mais, se a lua te escolher é porque a princesa Soo-min aguentaria até dois de você em cima dela então não se preocupe com o fogo da princesa, ela será perfeita para você meu filho.
— Que inferno! Eu não vou.
— Christopher Bang! — O rei urrou seu nome e o príncipe se encolheu — Você irá, participará dos jogos e do baile, irá aos encontros individuais e fará tudo como manda o figurino está me ouvindo? E caso for o escolhido será uma honra para nós.
— Mas e se eu não for escolhido pai?
— Estreite laços com o príncipe Kim, faça amigos, futuramente isso poderá ser útil para nós.
Mesmo muito a contra gosto o príncipe Bang se deu por vencido, seu pai era conhecido por sua grande teimosia, ele não iria desistir.
— Sim, rei Bang, que seja.
[...]
Reino dos elfos:
— Onde está o meu filho?
— Está na floresta, meu rei foi curar um lince ferido.
— Ele está cada vez melhor na cura através da água — O rei disse com orgulho — Mas vá buscá-lo tenho um assunto urgente a tratar com ele.
Depois de alguns minutos, o príncipe Hyunjin adentrou o salão de seu pai.
— Queria falar comigo rei Hwang?
— Sim meu filho, sente-se e tome um chá com seu pai.
O rei lhe explicou tudo e apesar de ele não estar certo sobre tudo aquilo, ele decidiu não ter opiniões fortes.
— Está bem pai, mas se a lua me escolher me casarei nos termos da princesa, deve ser bem triste ser forçada a casar-se, não quero que ela sofra por minha causa.
— Você é um doce príncipe meu filho, te dou minha palavra, se for o escolhido das luas, o casamento será como a princesa Soo-min desejar.
— Com isso quero dizer que poderei ficar morando no reino dos homens, papai o Sr. também permitirá isso?
Aí estava a manipulação do príncipe Hyunjin já tão conhecida pelo rei.
— Essa sempre foi sua vontade, não é? Sair das terras élficas e explorar outros reinos?
— Sim, meu bondoso rei. — O ar gracioso daquele elfo incapacitava seu rei de irar-se com ele.
— Pois fique sabendo que se você fizer tudo da melhor forma possível lá com a princesa, mesmo que não seja o escolhido da lua, terá minha permissão para sair pelos reinos em busca de conhecimento, meu filho, mas já aviso se agir de má vontade não terá regalias.
O Hyunjin deu de ombros.
— Por mim, tudo bem assim.
Seja qual for o resultado, o príncipe élfico já havia conseguido o que queria.
[...]
No Reino dos sombrios
— Será um enorme deleite ver meu filho desbancar os outros príncipes, a Soo-min cairá de amores por você Minho, e com certeza as luas irão te escolher.
O príncipe Minho olhava seu pai sem acreditar no que ouvia e se recusando a aceitar tudo aquilo, pois para ele era uma grande idiotice perder seu precioso tempo com essas coisas.
— Pai, não seja ridículo, somos escória e sempre fomos, por que agora as luas me escolheriam para casar com uma princesa idiota?
— Como sabe que ela é idiota? Você já a conheceu Minho?
O tom do rei era firme e o Minho estava de saco cheio.
— Não a conheci, e também não faço questão, — ele falou sem ânimo algum — pai me deixe aqui está bem? Estou desenvolvendo a magia da essência, logo poderei manipular vida e morte, então por favor me libere desse acordo idiota.
— Lee Minho, você não tem ambições maiores? Filho se nos unirmos ao reino dos homens teremos livre acesso a todos os reinos e sua magia poderá ir muito além.
O rei sabia como ganhar o interesse do Minho e foi exatamente o que aconteceu.
— Poderei andar pelo reino dos bárbaros, elfos e fadas? Não precisarei ficar preso aqui?
— Exato, se a lua o escolher você também fará parte do reino dos homens e de acordo com o tratado será absoluto sobre todos os reinos.
— Interessante, e para isso preciso mesmo fazer a princesa me amar? Ela casará comigo de qualquer forma se as luas me escolherem, não é?
— Sim, meu filho, o tratado é esse por conta das tradições, mas não seria melhor não ter a resistência dela? O amor amolece as mulheres, e com certeza ela tem boa índole, assim como o Rei Kim, então será sua parceira, você até poderá tentar ensiná-la.
Aquilo terminou de ganhar o interesse do jovem príncipe, ele adoraria ensinar magia vil a alguém que amasse e se essa for a princesa dos homens então que seja.
— O rei Kim nem o chamou para a reunião papai, que boa índole fajuta é essa?
— Minho, ele não me chamou diretamente, mas foi ele quem me avisou da reunião, e ele só fez assim para despistar o preconceito dos outros reis.
O Minho encarou seu pai surpreso.
— Sério pai?
— Sim filho, o rei Kim não liga muito para de onde somos ou o que fazemos, e em um modo geral ele é justo, eu o respeito e acredito que você gostará da filha dele, pois ela parece bem com o velho rei Kim.
— Você e o rei Kim são amigos?
— Éramos quando crianças, mas adultos vivem de tratados e diplomacias, então acabamos indo cada um para o seu lado.
— Entendi, e quando terei que ir para o reino dos homens?
— Daqui a algumas luas, seremos avisados.
— Está bem meu rei, estarei pronto quando chegar a hora.
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