Notas iniciais
Yoooo, novo chapter não tão atrasada dessa vez huehuehuehueh♥ Espero que gostem

Durante algumas horas os três jovens caminharam em direção a linha do trem, eles tinham se afastado muito mais do que as garotas pensaram, então quando ali chegaram se sentaram nas cadeiras e ficaram esperando que o trem viesse. Enquanto isso Chihiro contou toda a história que viveu naquela mundo da primeira vez, como tinha conhecido Kohaku, ainda quando criança e como o tinha salvado do contrato com Yubaba, tal qual como havia deixado tudo aquilo para trás. Tanto Harumi quanto Hiroyuki ouviam a história com curiosidade e atenção, pareciam se entreter com aquilo, de um modo bom.

Depois que terminou, Hiroyuki conversou um pouco com Chihiro, dizendo-lhe que tinha conseguido o impossível, Harumi não disse uma palavra, tinham ido para bem longe de onde estavam, para a primeira estação da saída do trem, era incrível como ele vinha de lugar nenhum, as luzes se formavam da escuridão lentamente, do mesmo modo que as curandeiras haviam surgido antes, pouco a pouco elas tomavam forma e se transformavam no que eles esperavam. O trem. Quando ele chegou os três se encolheram em algum canto do trem, que estava vazio por exceção de um único espírito do outro lado do vagão. Hiro e Chihiro se sentaram, mas Harumi apenas se apoiou na porta do vagão e ficou olhando para o nada. Sem querer, e em poucos instantes, Chihiro pegou no sono.

— Como nos encontrou? – Harumi falou depois de algum tempo no trem,.

— Segui você – Hiro respondeu, enquanto a garota lhe erguia uma sobrancelha – Pelo colar.

A feiticeira ergueu a mão ao peito, ali havia uma pedra pendurada, um cristal que ficava colorido com a luz, enquanto segurava o artefato um sorriso formou em seu rosto. Ela se sentou ao lado dele, e colocando os seus dedos entre os dele apertou com força sua mão e encostou a cabeça em seu ombro. Lágrimas brotaram em seus olhos e ela não se importou em deixá-las cair, enquanto virava o rosto contra o braço do rapaz.

— Eu sinto muito – Ela soluçou baixinho, para que só ele pudesse ouvir – Por ter ido embora, mas eu precisava...preciso encontrá-lo.

Hiroyuki virou o rosto para ela e plantou um beijo em sua cabeça, abraçou-a com força, e deixou que chorasse o quanto precisasse, sem perguntar, questionar ou reclamar de tudo que havia feito, fazia um ano que tinham se perdido um do outro, não podia deixar que acontecesse novamente. Quando ela finalmente se acalmou ele se separou, apenas um pouco e limpou as lágrimas.

— Não precisa me pedir desculpas – Ele falou, a fazendo sorrir – Precisa me prometer que não vai me deixar novamente.

Harumi soltou um riso fraco e jogou os braços em volta de Hiro.

— Não vou, prometo.

***

— Chihiro – A garota acordou com o cutucão de Harumi – Chegamos.

Rapidamente ela se levantou, esfregou os olhos e saiu junto com eles do trem, percebeu as mãos dadas dos dois feiticeiros, mas preferiu não perguntar. Já era manhã quando chegaram na sexta parada, lembrava-se perfeitamente, desde a estação completa de lodo, as árvores do pântano, e os próprios lagos que cercavam aquele lugar, e principalmente do anfitrião que nos esperava na estação, Sem-rosto, óbvio que ele continuava exatamente igual.

Ele soltou um som quando a viu e fez um reverência para ela, que retribuiu do mesmo modo, assim como Harumi e Hiroyuki. Depois foram andando para a simples e acolhedora moradia de Zeniba, quando se aproximaram, ela cuidava da plantação que mantinha ali.

— Vovó! – Chihiro gritou inconscientemente e correu para abraçá-la.

— Menina – Ela disse respondendo ao ato – Como está?

Elas se separaram e Chihiro lhe respondeu dizendo que estava bem, depois seus olhos foram para os feiticeiros atrás dela.

— E vocês? – Ela perguntou um pouco mais séria.

Para surpresa de Chihiro os dois se curvam para ela e dizem juntos:

— Mestra – Depois ele se levantam e a cumprimentam com um abraço.

— Entrem temos muito o que conversar.

Depois de se acomodar, se limpar e se alimentar, todos se sentaram por algum canto da pequena casa, na intenção de explicar a Zeniba tudo o que estava acontecendo. Desde como ela encontrou Harumi até o mundo das sombras, ela prestava muita atenção na conversa picotada de cada um. Quando todos finalmente terminaram suas versões, ela se manteve quieta por alguns instantes.

— Ankoku,você disse...- Zeniba continuou pensativa,até que foi em direção a uma estante e ali ficou procurando um livro, quando o encontrou soltou uma exclamação alegre, enquanto levava-o para a mesa onde todos estavam.

— Mundos? – Hiroyuki leu o título da obra com as sobrancelhas arqueadas – Óbvio que todos tem um livro de mundos, é bem comum viajar entre eles.

— Silêncio – Zeniba falou lançando-lhe um olhar mortal, causando risos em Harumi e Chihiro.

— Sim, senhora...

— Ankoku – Ela falou abrindo na página que tinha este nome – Harumi, pode ler por favor? Eu farei um chá para nós.

— É uma lenda – Harumi falou lendo a primeira linha – Quer que eu leia uma lenda?

— Todas as histórias tem um fundo de verdade, nada vem do nada minha querida, ela não acreditava em feiticeiros – Zeniba, sorridente disse, apontando Chihiro – Até que viesse para esse mundo, você não acredita em lendas, mas pode ter dado de cara com uma.

Harumi engoliu em seco e puxou o livro para si, Hiroyuki passou o braço em volta dela e ambos sorriram entre eles, então ela começou a ler.

“Era uma vez, a milhares de anos um feiticeiro, um homem de coração escuro e mente investida com maldade, coisas inacreditáveis e bárbaras eram cometidas por aquele homem, que não tinha compaixão em seu coração, ou qualquer parte do corpo, seus olhos, cinzentos como o pó que um vulcão deixava após uma erupção, não refletiam qualquer brilho, mas observavam cada pequeno detalhe do que o mundo podia oferecer de bom e faziam com que ele desejasse um fim a tudo aquilo. Sua felicidade eram as sombras, as trevas, a maldade antes de tudo.

Certo dia esse homem, andava por uma cidade pequena, um reinado minúsculo em um lugar distante, por além de todas as linhas de trem, e ali viu uma mulher, não quis nem olhar para sua aparência, viu apenas o ouro que ela carregava em seu corpo e as curvas que ele possuía. Em sua mente maligna, ele pensou que uniria o útil ao agradável ao atacar aquela mulher e tomá-la para si, depois a matando e deixando-a em um lugar qualquer.

O que esse homem não sabia é que aquela mulher era filha do rei, um homem vingativo que fez com que os olhos dele fossem-lhe arrancados e que ele fosse enterrado vivo, antes de sua ‘execução’ o rei perguntou o nome daquele homem desprezível para que pudesse lhe pedir misericórdia, o homem apenas respondeu:

— Meu nome é Ankoku e não se importe com minha misericórdia, se importe com a vingança que eu buscarei.

Depois disso tudo o que lhe foi imposto foi feito, no entanto, a Alma de Ankoku não sossegou mesmo após a morte e esta passou a andar pelos mundos, e buscar vítimas que formariam o seu mundo próprio que tomou o seu nome, ano após ano Ankoku encontrava pessoas e as levava para um mundo sombrio depois de fazer com que elas matassem, e cometessem os atos que um dia o próprio homem cometara até que sua alma se corrompesse e este fosse obrigado a se atirar no mundo sombrio que era o daquela alma.

Foi em uma única vez, que um único ser, diferente de tudo e todos, conseguiu ter a liderança após ser tomado por aquela sombra sinistra que Ankoku se tornara, uma mulher, com cabelos brancos como a lua e os olhos de mesma cor, ninguém a conhecia, mas todos queriam, ela tinha poder, tanto que conseguiu conter aquele ser por milênios e sem mais nem menos desapareceu, deixando para trás herdeiros, para cada herdeiro nascia-se um lírio branco da mesma cor da mulher e aquele herdeiro faria coisas inacreditáveis e se Ankoku se liberta-se apenas eles poderiam detê-lo”.

— Esse é Ankoku, minha querida – Zeniba falou, enquanto os olhares de todos repousavam em Chihiro.

Notas finais
Tan Tan Taaaaan, por favor comentem para eu saber se estou correndo na direção certa