O renascimento de Jon Snow

43 A vida é cheia de possibilidades


Notas iniciais
Oiiii, queria primeiramente agradecer a recomendação do Beent. Não tenho palavras para lhe agradecer e dizer o quando sua recomendação me deixou feliz. Depois queria agradecer a todos que deram uma oportunidade a minha fanfic e leram e comentaram, fiquei muito feliz hoje quando vi que a fanfic tinha chegado a mais de 100 comentários. Agradeço a todos que comentaram e até aos que não comentaram mas que dedicaram uma parte do seu tempo para a ler. Agradeço de coração a todos que favoritaram, recomendaram, comentaram ou como disse simplesmente leram. Quando comecei a fanfic não esperava que tantas pessoas gostassem e comentasse. Enfim, agradeço a todos vocês de coração! Amo vocês. Abraços e boa leitura.

Meistre Xhitos

Melisandre foi ao encontro dele logo após ter feito o feitiço para trocar a aparência das bebês. Ela demorou um pouco mais que o previsto, porém isso era normal. O meistre não entendia muito de feitiços e ainda estava se acostumando com a idéia deles funcionarem e de magia realmente existir, mas o pouco que sabia era que feitiços não eram simples.

Os guardas que iriam a levar para a Muralha estavam prontos para partir, assim como o cavalo destinado a ela. Estava tudo pronto. Mas quando o meistre olhou para o rosto dela soube que algo estava errado, os olhos dela estavam inchados e irritados, como se ela tivesse chorado ou algo do tipo.

—Há algo errado, senhora?- perguntou o meistre bem baixinho, para que somente ela ouvisse- A magia deu errado?

—Não. Não tem nada de errado.

O meistre sabia que ela estava mentindo. Havia algo de errado, talvez ela tivesse visto algo nas chamas que não era bom, talvez a magia tenha a deixado fraca, mas ele pensou em deixar esse assunto por isso mesmo, mas algo o fez perguntar:

—A senhora estava chorando?

Ela o olhou de uma forma estranha, como se estranhasse a pergunta e apenas disse:

—São as chamas, quando olho muito para elas meus olhos ficam assim irritados, além disso, a magia deixa o corpo cansado. Conto com você para cuidar da Lyanna. A magia de troca de aparência será necessária. Não vi claramente qual será o momento, mas sei que será necessária no momento certo.

—Cuidarei dela até seu retorno, que espero que ocorra em breve.

—Talvez eu não volte- ela falou isso baixo e com uma calma que espantou o meistre. Melisandre falou da possibilidade de não voltar com a mesma naturalidade com que alguém falaria da chance da não comparecer a um simples jantar.

—Como? A senhora pretende fugir ou algo do tipo? O que está tramando?

—Não vou fugir a lugar nenhum. Vou para a Muralha como disse. Mas talvez não retorne de lá, ou pelo menos não como estou agora. A vontade do Senhor da Luz para minha vida talvez envolva um certo sacrifício. Talvez o fogo dele que queima em meu coração seja necessário para acender a espada lendária dos heróis, a Luminífera.

—O que a senhora está tentando dizer?

—Se o senhor conhecesse a história do Azor Ahai e da Luminífera saberia do que estou falando e o que estou tentando lhe dizer.- depois de dizer isso ela contou, da mesma forma calma de antes, a lenda do Azor Ahai e como para acender a primeira Luminífera foi preciso o herói enfiar a espada no coração da esposa que se chamava Nissa Nissa.

Ele entendeu, logo que ela parou de falar entendeu o que ela queria dizer e teve medo. O meistre teve muito medo do que poderia ocorrer na Muralha e das conseqüências desse ocorrido. O homem logo entendeu o porque dos olhos inchados de Melisandre. Ela devia mesmo ter chorado na despedida da filha. E ele pensou que no fundo ela devia está com medo, a aparente calma podia ser apenas uma forma de disfarce e defesa dela para não demonstrar o medo que sentia. Era obvio que ela tinha medo. Quem não teria medo de ter uma espada enterrada no coração?

O meistre pensou em a impedir de ir, mas as palavras dela e o peso da verdade o fizeram ficar paralisado. Ele não conseguiu se mover e quando ela saiu de perto apenas observou.

—Tem alguma possibilidade de não ocorrer isso?- perguntou ele quando ela já estava há uma certa distancia, mas não muito longe.

—Tem. A vida é cheia de possibilidades. Talvez a espada acenda de outra forma, mas...- ela paralisou no meio da frase e nada mais disse do assunto. Era como se ela mesma tivesse medo de criar esperanças, apenas se despediu dele e subiu no cavalo.

Quando ele voltou para dentro de Winterfell, um bom tempo depois, continuava pensando no assunto e torcendo para que Melisandre voltasse viva para Winterfell. Se fosse em um passado não tão distante, ele estaria torcendo para ela nunca mais voltar, para que ocorresse alguma coisa com ela no caminho ou que fosse realmente necessário o seu coração para acender a espada, todavia no presente momento ele não desejava tais coisas para ela. O tempo de convivência o fez gostar um pouco dela, só um pouco, mas principalmente o fez se acostumar com ela e suas magias estranhas.

Além de tudo isso tinha a questão do reino, se algo acontecesse com ela o rei ficaria muito abalado e demoraria para se recuperar, talvez nunca mais se recuperasse. Ainda mais se ela morresse por suas mãos. Ainda tinha a questão da filha deles e dos próprios vassalos que não veriam o fato com bons olhos tanto no presente como no futuro.

O homem tentou afastar esses pensamentos e disse para si mesmo que ela ia ficar bem. Que não era nenhuma certeza o fato dela ter que morrer para a espada acender, como ela mesma disse a vida é cheia de possibilidades. Era bem possível que ela voltasse bem para Winterfell e que o rei conseguisse a sua espada em chamas de outra forma. Assim o rei Jon conseguiria vencer a guerra contra os Outros sem ficar com nenhum remorso e depois tudo voltaria ao normal. Ele ainda reinaria por anos depois da guerra, Melisandre continuaria fazendo aquelas coisas estranhas e magias que ela faz e talvez ela até tivesse outros herdeiros com o rei. Era isso que o meistre desejava que ocorresse, que no fim tudo terminasse bem. O Norte e o rei passaram por muitas perdas e mereciam um final feliz. Até Melisandre merecia um final feliz, ela havia perdido uma das filhas, merecia ver a outra crescer. E pensar nesse final feliz o deixava mais calmo, mesmo sabendo que era apenas uma possibilidade entre tantas outras.

Ele estava tão perdido em seus pensamentos que nem reparou que Roslin vinha na mesma direção que ele. Os dois se encontraram de frente e acabaram caindo por um breve momento. A moça ao se levantar rapidamente pediu desculpas e seguiu apressada na direção oposta. Ela parecia nervosa.

O marido de Roslin, lorde Edmure Tully, havia saído a frente de alguns homens para lutar nas Terras Fluviais. Desde sua saída Roslin que já era quieta desde a sua chegada ficou ainda mais quieta. Ela devia temer as outras pessoas em Winterfell, devia saber que não era querida por causa de seu sangue Frey. O meistre sabia que Roslin poderia correr perigo, ainda mais sozinha com seu filho bebê, mas ele não iria se preocupar com isso, sua mente já estava cheia de outras preocupações.

Sansa

Sansa sabia que o inverno seria rigoroso, mas uma parte dela torcia para que ele fosse bem longo, como era provável que seria, pois sabia que quando ele acabasse teria que ir para o Ninho da Águia. Uma parte dela não queria fazer isso. Aquela pequena parte que restou daquela menina sonhadora que deixou Winterfell há muito tempo queria ficar em seu verdadeiro lar.

Mas ela não iria fazer isso, pois o seu lado maduro e responsável sabia que era sua obrigação ir para o Ninho de Águia e se casar com seu primo quando este tiver idade. Ela iria fazer isso, mas com um certo peso no coração.

O seu lado inocente e doce temia que se ela saísse de Winterfell nunca mais voltasse, pois ela havia percebido que quando um Stark sai de Winterfell quase nunca retorna. Foi isso que ocorreu com seu pai, com sua mãe que era Stark também pelo casamento e com seu irmão Robb . Ele saíram e nunca mais voltaram. E antes dela nascer seu tio Brandon e sua tia Lyanna saíram de Winterfell para nunca mais voltarem também.

Ela e os seus irmãos tinham voltado, pelo menos a maioria deles, seu pequeno irmão Bran não havia voltado. Os grupos de busca falharam em o encontrar. Sansa achava que provavelmente ele devia está morto, apesar de algumas noites ela sonhar com ele... Ela sentia falta de Bran.

Se ela fosse analisar mais a fundo veria que a Sansa que foi não foi a Sansa que voltou. A menina que deixou Winterfell ao lado do pai. Aquela garotinha doce que sonhava em se casar com o príncipe Joffrey havia morrido quase que totalmente,devido aos sofrimentos, apenas um pedaço daquela menina sonhadora ainda lutava para sobreviver dentro de seu coração que havia se tornado mais duro. O mesmo podia ser dito de seus irmãos, Arya não era mais a mesma que deixou Winterfell com ela, Sansa sentia que a irmã guardava muitos segredos. Rickon também não era mais aquele garotinho doce e agitado. Jon também havia mudado. O sofrimento no tempo em que ficaram fora havia matado as partes fracas da personalidade deles. Ao analisar tudo isso Sansa chegou a conclusão que quando um Stark sai de Winterfell geralmente ele não volta e quando o retorno ocorre a pessoa está mudada.

Pensar nisso a fez desejar que Jon e Melisandre voltassem logo para Winterfell.

Notas finais
O que acharam? Será que o Jon, a Melisandre, o Norte e os outros terão o final feliz que o meistre deseja? Todos desejam um final feliz, até eu ainda estou esperando o meu. Abraços e até o próximo!