O reencontro na torre
1 A torre
Era uma vez uma jovem nobre, que atravessando espaço e dimensão teve a oportunidade de reencontrar seu amado falecido Hildebrand. Segurando os livros do tempo
contra as palpitações, a moça entrou na torre onde tudo havia ocorrido.— Hildebrand, ainda não chegou- Comentou o copista que passava os dias sem ver o sol.- Quer que eu copie um livro?—Por favor, me ensine a escrever um poema. Seja meu guia.— Eu não posso ensinar ninguém, não sou capaz.— Como, não? Você fez tudo isso — Mostrou os livros que segurava.— São cópias.— São cópias especiais.— Muito bem, o que quer? Escrever um poema de Amor? Um Poema de amor não pode ser ensinado.- Retrucou concentrado em seus afazeres — Além do mais, seu pai não irá gostar de saber que lhe ajudei.— Ele não irá saber.—As palavras precisam ter calma, coloque todos seus sentimentos de forma organizada, leia bastante também, isso a ajudará. O que é o amar para senhorita?—É a vida.— Então ponha sua vida nas palavras. O som abrupto de espadas, ecoou pelo castelo. Um cavaleiro duelava com sete homens, em uma batalha sangrenta.As espadas cortavam a carne em um ato desesperado de resolução. Em uma luta sem vitórias.— Corra até Hildebrand, impeça que tudo se repita- Avisou o copista.Dando sua vida Hellelil, se enfiou entre os golpes das espadas,se ferindo.— Por que se jogou na frente?Por que fez isso? -Questionou o pai, juntamente com os irmãos com sangue nas mãos.— Porque eu amo Hildebrand.Com a moça em seus braços o cavaleiro chorou e suas lágrimas se transformaram em um rio, o rio virou o mar e nessas águas a jovem acordou, curada. Ao presenciar a cena, o copista parou de copiar e começou a escrever suas próprias histórias. Sem dinheiro porém inspirado, deixou os aposentos e percorreu a terra ,criando o começo, o fim e o recomeço . E até hoje quando perguntado o que lhe aconteceu, ele observa o oceano e responde que foi o poema que ouviu.
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