Era uma vez uma jovem nobre, que atravessando espaço e dimensão teve a oportunidade de reencontrar seu amado falecido Hildebrand. Segurando os livros do tempo

contra as palpitações, a moça entrou na torre onde tudo havia ocorrido.

— Hildebrand, ainda não chegou- Comentou o copista que passava os dias sem ver o sol.- Quer que eu copie um livro?

—Por favor, me ensine a escrever um poema. Seja meu guia.

— Eu não posso ensinar ninguém, não sou capaz.

— Como, não? Você fez tudo isso — Mostrou os livros que segurava.

— São cópias.

— São cópias especiais.

— Muito bem, o que quer? Escrever um poema de Amor? Um Poema de amor não pode ser ensinado.- Retrucou concentrado em seus afazeres — Além do mais, seu pai não irá gostar de saber que lhe ajudei.

— Ele não irá saber.

—As palavras precisam ter calma, coloque todos seus sentimentos de forma organizada, leia bastante também, isso a ajudará. O que é o amar para senhorita?

—É a vida.

— Então ponha sua vida nas palavras.

O som abrupto de espadas, ecoou pelo castelo. Um cavaleiro duelava com sete homens, em uma batalha sangrenta.

As espadas cortavam a carne em um ato desesperado de resolução. Em uma luta sem vitórias.

— Corra até Hildebrand, impeça que tudo se repita- Avisou o copista.

Dando sua vida Hellelil, se enfiou entre os golpes das espadas,se ferindo.

— Por que se jogou na frente?Por que fez isso? -Questionou o pai, juntamente com os irmãos com sangue nas mãos.

— Porque eu amo Hildebrand.

Com a moça em seus braços o cavaleiro chorou e suas lágrimas se transformaram em um rio, o rio virou o mar e nessas águas a jovem acordou, curada.

Ao presenciar a cena, o copista parou de copiar e começou a escrever suas próprias histórias. Sem dinheiro porém inspirado, deixou os aposentos e percorreu a terra ,criando o começo, o fim e o recomeço . E até hoje quando perguntado o que lhe aconteceu, ele observa o oceano e responde que foi o poema que ouviu.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!