Viola abriu os olhos lentamente, sentindo a luz suave e difusa que entrava pela janela. Ela estava deitada em uma cama pequena, com lençóis amarelados. Sua mente estava confusa, mas algumas lembranças voltaram à tona, como sombras que emergiam de um pesadelo esquecido.


Ela recordou vividamente o momento em que foi sequestrada, a sensação de impotência ao ser arrastada e deixada sozinha em meio à chuva torrencial. Lembrava-se também de rostos de adolescentes que, apesar do caos, tentaram ajudá-la de alguma forma. Contudo, essas memórias eram sufocadas por outra — uma armadilha cruel que havia sido montada contra ela, uma intriga que, de forma devastadora, desmoronou toda a sua carreira e tirou de sua vida tudo que era importante.


O peso das lembranças a envolveu como um manto pesado, deixando-a confusa. Assim que seus olhos se ajustaram à luz, ela se viu rodeada por rostos desconhecidos que a observaram com expressões misturadas de curiosidade e preocupação. A incerteza tomou conta dela e, após alguns instantes de silêncio, a primeira pergunta que brotou de seus lábios foi:


- Onde eu estou?


As palavras saíram de sua boca quase como um sussurro, mas carregavam toda a sua angústia e o anseio por respostas.

— Você está em um abrigo. — A jovem de cabelos cacheados disse, , ela parecia ser a mais velha do grupo.


— Um abrigo... — Viola tentou se sentar, mas ainda se sentia fraca. Ela olhou ao redor, observando o lugar. Era um espaço simples e humilde, sem qualquer luxo aparente. Havia várias camas dispostas de forma ordenada, o que indicava que muitas pessoas poderiam estar ali. Com um leve esforço, ela voltou sua atenção para os jovens que estavam à sua volta.


— Vocês me salvaram? — Ela perguntou, a gratidão transparecendo em sua voz.


— Sim, não podíamos deixar você lá. Se ficasse, acabaria pegando um resfriado. — Respondeu um dos jovens


— Muito obrigada pela ajuda de vocês.— Viola disse, sentindo-se emocionada. Todos no grupo sorriram.


— Não precisa agradecer. — A menina de cabelos cacheados retrucou, com um sorriso acolhedor.

— Onde está o meu celular?

— Acredito que tenha sido roubado. Quando trouxemos você aqui, não havia nenhum celular com você — respondeu um dos meninos.


— Eu fui roubada? — Ela tentou se lembrar dos detalhes.


— Não force muito a sua memória — advertiu um dos garotos, preocupado com o esforço que ela estava fazendo.


— É melhor você voltar a dormir um pouco — sugeriu uma das garota.


Viola sorriu, encantada com a gentileza daqueles jovens. Havia algo reconfortante em sua presença. Então, decidiu se cobrir novamente com o lençol e fechou os olhos. Logo, deixou que o sono a envolvesse novamente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.