Notas iniciais
Ficou pequeno pois eu só queria focar neste assunto neste capitulo >.< Próximo será maior. Boa leitura, xoxo.

Relembrando o último capítulo:

– Ela estava lá. – Falei.

– Ela? – Minha mãe perguntou espantada.

– Sim... Aquela menina que falamos aquela noite. – Disse com uma voz cansada olhando para ela.

– Pelos Deus... – Minha mãe colocou a mão na boca.

– O que aconteceu naqueles túneis, Soluço? – Astrid perguntou.

– Ela disse que temos que entregar todos os dragões, ou Berk será destruída. – Falei com um nó na garganta.

Capítulo 10 – A história.

– O que? Ela é maluca? – Astrid perguntou dando um pulo.

– Também achei isso. – Disse com a voz fraca.

– Ela sozinha não pode fazer tudo isso, ela não deve ser tão forte assim. – Astrid disse cruzando os braços.

– Na verdade ela pode... – Minha mãe disse com a voz baixa e assustada.

– Como assim, mãe? – Perguntei.

– Acho melhor nos sentarmos. – Minha mãe disse meio triste. – Tenho uma historia a contar para vocês. É sobre a Ana.

Astrid puxou uma cadeira e sentou ao meu lado e segurou em minha mão gelada.

– Existe uma lenda, que a anos e anos atrás, uma dragão da espécie Alfa aborreceu os Deuses, aborreceu muito mesmo, então os Deuses o puniram.

– Puniram um alfa? – Astrid perguntou.

– Sim, tiraram a sua essência e a guardaram, mas... A essência de dragão, a alma de um dragão... É uma alma, a alma não morre, só o corpo. – Minha mãe abaixou a cabeça. – Esta alma, deste Alfa mal, foi guardada durante anos, séculos... Até que alguém a achou.

Minha mãe parou de falar um pouco, ficou respirando por um tempo. Olhei para a Astrid e parecia que ela pensava o mesmo que eu. “Vamos deixa-la ir no seu ritmo.”

Eu queria muito saber dessa historia, mas minha mãe parecia tão abalada.

– Enquanto eu rodava pelo mundo nesses anos, ouvi historias de uma menina que descobriu essa alma, não sei como... Então ela foi possuída e largada pela família, pelos amigos, pela aldeia... – Minha mãe apertou as pernas. – E essa menina é a Ana.

– Ela tem a alma de um alfa? – Perguntei perplexo.

– Filho, eu a conheci, a conheci mesmo. – Minha mãe estava com os olhos tristes. – Eu a encontrei uma vez, ela devia ter uns 10 anos, estava tao assustada, estava em um ninho de dragões. Eu a peguei e comecei a cuidar dela. Eu heguei a considera-la como minha filha.

– O que? – Astrid parecia assustada. – Você viveu com aquela louca?

– Ela não é louca. – A voz da minha mãe estava triste. – Quando ela fez uns 13 anos, foi quando os sinais apareceram. – Os olhos da minha mãe se encheram de medo. – Ela começou a ficar compulsiva, estressada e começou a controlar alguns dragões.

– Controlar? – Minha voz saiu baixa.

– Ela tem a alma de um alfa... Com o passar de uns dois anos, ela já controlava qualquer dragão, eles faziam o que ela quisesse, e eu não conseguia impedir.

– Pelos Deus. – Astrid disse.

– Nos acabamos brigando, ela saiu do refugio dos dragões e foi viver sua vida... Então eu nunca mais a vi. – Minha mãe estava tão triste.

– Quando você começou a cuidar dela, sabia que ela possuía a alma de um dragão? – Perguntei.

– Não, não. Eu achava que era só uma historia para assustar criança. Até quando ela começou a controlar os dragões.

– Então ela é extremamente perigosa. – Astrid disse.

– Ela é como se, se, se... – Me embolei com as minhas palavras. – Como se ela fosse um alfa.

– Estamos ferrados. – Astrid disse murchando na cadeira.

– Obrigado por me deixar mais confiante. – Eu disse. – Ela realmente pode acabar com Berk então.

– Filho, tente entender. Ela não é assim, ela é um amor de pessoa. Não é ela comandando o corpo. – Minha mãe disse.

– Entendo seu ponto de vista mãe, mas a ultima coisa que irei me preocupar agora é com ela. – Falei gesticulando.

– O que faremos? – Astrid disse. – Não posso perder a Tempestade.

– Eu não tenho ideia. – Eu disse.

– Amanha podemos pensar melhor sobre isso. – Minha mãe disse. – Mas o que você pode fazer de melhor agora Soluço, é ir descansar.

– Vem, eu te ajudo a levantar. – Astrid disse me puxando.

Tudo meu doía. Subi as escadas com dificuldade com a ajuda de Astrid e com o Banguela atrás de mim.

– Amanhã eu passo aqui e venho te ver logo de manha, ok? – Astrid disse me ajudando a deitar.

– Senta aqui comigo, fica só um pouquinho comigo. – Eu disse a puxando.

Ela sorriu e sentou na minha cama. Eu deitei em sua coxa.

– Nós vamos ficar bem. – Ela disse passando a mão no meu cabelo.

– Espero que sim. – Fechei meus olhos. – Acho que vamos ter que adiar nosso casamento.

– O que? – Ela deu um mini pulo que fez minha cabeça quicar. – Desculpe. – Ela deu um beijo no meu cabelo. – A gente já ia se casar? – Eu ri.

– Pretendia me casar na outra semana ou na outra depois dessa. – Olhei para ela e ela fazia uma cara estra, eu ri. – Mas acho melhor esperarmos, sinto que tempos difíceis estão vindo.

Ela riu e beijou minha bochecha.

– Não pense muito nisso. Vá descansar. – Ela se levantou. — Eu já vou, ok?

Ela pegou mais uma coberta e jogou em cima de mim.

– É tão bom ter você cuidado de mim hoje, acho que devo pegar mais nevascas.

– Só não te dou um soco porque você já esta muito ruim. – Ela disse sorrindo.

Ela me deu um selinho e saiu do meu quarto.

Fechei meus olhos por um momento e comecei a lembrar daquela menina lá nos tuneis... Eu tinha que pensar em algo.

Senti algo na minha mão, olhei para o lado e o Banguela estava pedindo carinho.

– Oi, amigão. – Ele colocou a cabeça na minha cama. – O que você acha que devemos fazer sobre aquela maluca? – Ele balançou a cabeça e ficou me encarando. – Que foi? – Ele fechou a cara.

Incrível como eu consigo entender todas as caretas que esse dragão faz. Bom, quase tudo.

– Você não acha ela maluca? – Ele continuou de cara fechada. – Ela te sequestrou. – Falei espantado. – Ele continuou me olhando daquele jeito, ele queria me dizer algo. – Você não acha ela maluca? – Ele sorriu. – Acho que você que ficou maluco, amigão. – Levantei uma das sobrancelhas. – Só falta falar que ela é legal. – Resmunguei.

Senti um empurrão na minha cama.

– Ok, ok. Vou parar de falar mal dela ok? – Falei rindo e ele resmugou.

Ele se deitou ao lado da minha cama e ronronou.

– Boa noite, amigão. – Falei dando um tapinha no seu pescoço.

Ele estava querendo me dizer algo sobre ela... Ele sabia algo que eu não sabia.

Notas finais
Provavelmente eu vou demorar para postar, a partir da semana que vem vai começar os simulados no meu colégio. Vai ser difícil para para escrever ;-; Mas irei fazer meu possível. Até a próxima, xoxo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.