Notas iniciais
Demorei um pouco mais para escrever, não estava conseguindo por as ideias no lugar aeuhaeuhe Mas está ai, boa leitura

Acordei com uma menina chamada Astrid pulando em cima de mim na minha cama.

– Soluço, acorda, acorda, meus Deuses, sai debaixo dessas cobertas. – Ela me chacoalhava.

– Nha nha nha, me deixa. – Empurrei ela pro chão.

– SOLUÇO! – Ela puxou minhas cobertas. – Ai meus Deuses, desculpa. – Ela tapou os olhos. — Não sabia que você estava sem blusa. – Ela se virou de costas.

– Tudo bem, não é nada de mais, pode virar Astrid. – Falei rindo.

– Ok. – Ela destapou os olhos e virou.

– Eu vou escovar os dentes, já volto.

– Ok. – Ela disse tremendo.

Fui no banheiro, escovei meus dentes, joguei uma água no rosto e voltei pro quarto sem blusa. Quando cheguei a Astrid estava sentada na minha mesa vendo meus desenhos.

– O que é isso? – Ela perguntou pegando um dos desenhos.

– É uma calda nova pro Banguela... Talvez nos de mais estabilidade e velocidade no voo. – Parei atrás dela na cadeira.

– Mas Soluço, você e o Banguela já são... – Ela se virou pra mim. – AI, DA PRA VOCÊ POR UMA BLUSA? – Eu ri.

– Qual o problema, Astrid?

– Imagina se a sua mãe chega aqui e vê isso, ela vai pensar besteira. – Ela deu uns passos para trás.

– Mas não estamos fazendo besteira... Por que não estamos? Podíamos fazer algo. – Cheguei perto dela.

– SOLUÇO! – Ela bateu o pé no chão, eu ri.

– O que fooooooooooi, Astrid? Seu rosto ta ficando vermelho. Você ta fazendo a sua cara de quando ta com vergonha. – Fui me aproximando mais dela.

– Eu... Eu to bem, cara de vergonha? Eu não tenho isso. – Ela sorriu nervosamente.

– Ta com vergonha, Astrid? – Puxei ela pela cintura.

– Claro que não, porque eu estaria? – Ela continuou andando para trás.

– Amigão, me da uma ajuda? – Pisquei pro Banguela.

Ele começou a andar devagar, tentativa falha de tentar disfarça o que ia fazer, ele parou nas costas dela e a empurrou com a cabeça, nos dois caímos na cama.

– Soluço!

– Valeu, amigão. – Girei na cama e coloquei a Astrid por baixo. – Pronto, a senhorita está presa, agora me fala, me fala o que eu fiz. Não gosto quando você fica assim comigo.

– Soluço, nós temos que resolver os problemas da aldeia.

– Se você já tivesse me contado o NOSSO problema, o problema da aldeia já estaria ate resolvido. – Prendi os braços dela. – Não me obrigue a fazer cosquinha, mocinha.

– Soluço, eu to falando sério! – Ela me olhou brava.

Encarei ela, dei uma piscadinha e sorri, antes mesmo de eu começar a fazer cosquinha nela, ela já estava rindo.

– Soluço. – Ela respitou. – Para, para. – Ela ria cada vez mais.

– Não ate você me contar o que estou te pedindo.

– NUUUUUUUNCA!

– Aaaaaaah, então você admite que tem algo, vai me fala, me fala. – Prendi os braços dela mais forte e comecei a fazer a assombrar na barriga dela.

– Para, Soluço. – Ela estava completamente sem fôlego. – Não me faça te machucar.

– Astrid minha querida, você nunca me machucaria, não é? – Eu comecei a frase bastante confiante, ate me tocar do que eu estava falando.

Ela me olhou com superioridade, e naquele momento ficou obvio, ela iria me machucar. Ela me deu uma joelhada na coxa me fazendo soltar os braços dela, gemi de dor, ela segurou os meus braços e rolamos para o chão.

– Mas o que em nome de Odin você esta fazendo no seu quarto, Soluço? – Minha mãe disse aparecendo na porta. – Ah... Han, desculpa, não sabia que vocês dois estavam ai, sozinhos, um em cima do outro.

Eu não sei quem estava mais vermelha, minha mãe ou a Astrid, que me empurrou de cima dela.

– Senhora Valka, nós dois, nós dois... – Ela me olhou nervosa. — Nós não estávamos fazendo nada.

– Tudo bem. – Minha mãe disse desconfiada. – Eu to preparando o café da manha, aceita tomar café da manha com a gente, Astrid?

– Claro, Senhora Valka, vai ser um prazer. – Astrid desse sem jeito.

– E o senhor, ponha uma blusa. – Minha mãe disse saindo pela porta.

Olhei pra Astrid e comecei a rir, mas ela me deu um empurrão.

– Eeeei, chega de me machucar, minha coxa ainda dói.

– Ai garoto, para de reclamar, vai logo por uma blusa, eu já estou descendo. – Ela disse e foi em direção a porta batendo o pé.

Depois de tomar o café da manha mais estranho da minha vida com a Astrid e a minha mãe trocando olhares e depois olhando pra mim, eu e a Astrid fomos para a Academia.

A viagem foi bem silenciosa, a Astrid ainda estava calada e só respondia o que eu perguntava.

– Por que estamos indo para a Academia? – Perguntei voando de cabeça para baixo.

– Resolver uns problemas, você ainda é “o diretor” da Academia.

– Aconteceu algo lá?

– Ah... Uma explosão.

– O QUE? – Voltei a voar normalmente. – Como assim?

– Você vai entender melhor quando chegarmos lá.

Continuei olhando para Astrid a procura de respostas, e como o seu rosto parecia calmo, deduzi que o que aconteceu na Academia não era algo tão grave. Mas ela reparou que eu estava encarando-a, ela empinou o focinho da Tempestade e depois abaixou com tudo, elas desceram em direção a Academia em uma velocidade imensa, encarei aquilo como um desafio e fiz o mesmo com o Banguela, e é claro, nos chagamos lá primeiro.

– Astrid aceite, eu e o Banguela voamos mais rápido que você e a Tempestade. – Disse tirando meu capacete.

– Por enquanto. – Ela empinou o nariz e saiu andando na minha frente.

– Viu, é isso que eu tenho que aguentar, amigão. – Disse olhando pro Banguela.

– Gente, o Soluço chegou. – O Melequento disse enquanto eu entrava na Academia.

– Aleluia, Soluço. – O Perna-de-Peixe correu na minha direção. — Esses dois vão destruir a Academia. – Ele disse cochichando. – Mas não fala pra Cabeça-Quente que eu disse isso.

– Ok, me contem o que aconteceu – Eu disse calmamente.

– Ah Soluço, nos só estávamos tentando proteger a Academia. – A Cabeça-Quente disse.

– Proteger explodindo? – Astrid perguntou.

– Sim ué, a intenção era explodir o ladrão, não a Academia, não somos tão idiotas, Soluço. – Foi a fez do Cabeça-Dura falar.

– Pera pera, me expliquem direito qual era o plano de vocês. – Perguntei.

– Me siga. – A Cabeça-Quente falou. – Nos instalamos uma avançada armadilha de bombas, e quando o ladrão passasse.

– CABUM! – O Cabeça-Dura gritou.

– A Academia ta toda explodida, e não temos prisioneiro, Cabeça-Dura, você é um inútil. – O Melequento disse deitado em cima do Dente-de-Anzol.

– Mas o que? – Ele respondeu. – Mas foi a Cabeça-Quente que montou a armadilha.

– Nããão, se fosse a linda da Cabeça-Quente teria funcionado, mas você é um idiota. – O Melequento enfiou o dedo no rosto do Cabeça-Dura. – E por isso não funcionou.

– Ah vem cá que eu vou te mostrar quem é o idiota. – O Cabeça-Dura puxou o Melequento, os dois foram pro chão e começaram a se bater.

– Ok... Continuando Cabeça-Quente. – Eu disse.

– Bem nos também colocamos uns sinos para fazerem barulho quando o ladrão passasse, e nos dormimos aqui, então quando os sinos começaram a fazer barulho nos acordamos, e... – Ela parou de falar.

– E... ? – Incentivei ela a continuar.

– Meu dragão é tão lindo. – Ela abraçou o Vomito (pra quem já assistiu “Como Treinar Seu Dragão 2” sabe que no filme o nome é Vomito, mesmo no desenho sendo Bafo).

– Cabeça-Quente, a historia do ladrão, a explosão, lembra?

– Ah sim... Então, quando nos acordamos só vimos o ladrão voando, ou melhor dizer. – Ela colocou a mão na boca. – Os ladrões.

– Como assim? – Astrid perguntou.

– Estavam em dragões, eram... uns sete, coisa assim, eram vários, mas só um dos dragões estava montado, ou os outros cavaleiros de dragões eram muito pequenos e eu não consegui ver. – Ela fez o tamanho deles com os dedos.

– Então quem nos roubou foram anões? – O Perna-de-Peixe disse.

– Nããão. – A Cabeça-Quente disse. – Eu só enxerguei um dragão montado, mas pra eles estarem voando em uma sincronia tão boa deviam estar sendo montados, mas não vi nenhum cavaleiro, então devem ser anões.

– Eram todos da mesma raça? – Perguntei.

– Não, não. – O Cabeça-Dura disse. – Tinha um Nadder, um Pesadelo Monstruoso, até mesmo um Zíper Arrepiante, fomos até ver se eram os nossos dragões, mas eles estavam dormindo do nosso lado.

– Era o nosso dragão. – O Melequento falou. – Eles são um só.

– Mas tem duas cabeças então são dois. – A Cabeça-Quente disse.

– Concordo plenamente. – O Perna-de-Peixe disse, esses dois não desistem dela...

– Soluço. – A Astrid me puxou para me virar para ela. – Existem mais cavaleiros de dragões, isso é fantástico.

– Acho que não. – O Perna-de-Peixe disse.

– Por quê? – Perguntei.

– Bom vamos pensar, eles não são da mesma raça então não são um bando, para estarem em sincrônica devem ser treinados... E estão roubando nossas roupas de couro e nossas armas... Não estamos com as melhores defesas possíveis.

– Você acha que eles podem ser dragões de alguém que quer atacar a gente? Ah me poupe. – O Melequento disse se levantando do chão. — Nós temos um exercito enorme de dragões, por favor, o meu Dente-de-Anzol detém qualquer dragão... Qualquer grupo de dragões. – Ele disse batendo no seu dragão

– E... – O Perna-de-Peixe disse.

– E o que? – A Astrid perguntou.

– Eles deixaram uma coisa escrita ali na parede, não me parece ser amigável.

Olhei para o lado, no fundo de uma das jaulas dos dragões estava escrito:

“Se encostarem um dedo em qualquer um dos meus dragões, corto-lhes as gargantas.”

– É. – Eu disse. – Com certeza esses ladrões não são amigos.

Notas finais
O que acharam? *U* Mefala :3 Xoxo PS: O nome do próximo capitulo é: "Eu sou um covarde."