O que você seria capaz de deixar por uma amizade?
52 Onde minhas amigas estão sempre tem solução
Notas iniciais
Agora:
Jaime:
Depois que a Maria Joaquina disse que tudo bem, e que de certa forma era tudo o que eu queria dizer a ela, eu vim correndo até a praia atrás da Carmem, mas eu não a vejo em lugar nenhum.
Era horário de verão então ainda estava sol, apesar de já serem seis horas.
Eu continuei caminhando, de repente: eu a vi sentada na areia chorando.
Ela deve gostar muito de mim, para estar chorando ainda e eu acho que eu também gosto dela, pois quando a vi chorando, também senti vontade de chorar e senti um aperto no peito, igual agora.
Me aproximei devagar dela, mas quando ela percebeu que eu estava chegando perto, ela tentou se levantar, mas por sorte minha, eu fui mais rápido e a peguei pelo braço, olhei em seus olhos e ali naquele instante eu soube, ela era a pessoa certa para mim e eu estou gostando dela, como eu fui idiota de confundir as coisas com a Maria Joaquina, quando a garota que me fazia sonhar estava ali tão perto de mim.
Agora eu entendo o porquê de eu brigar sempre com ela, mas ficar irritado toda vez que ela e o Cirilo ficavam muito próximos e entendo também porque eu fiquei feliz de saber que o Cirilo está namorando a Valentina, no começo eu pensei ser por causa da Maria Joaquina, mas agora eu vejo que não.
E eu vejo também o porquê que eu fiquei feliz pela Maria Joaquina ter terminado com o Jorge, somente porque nós somos amigos e eu desejo a ela toda a felicidade do mundo, pois a minha felicidade já está aqui bem na minha frente.
Jaime off
Carmem:
Eu nem acredito que o Jaime veio atrás de mim, será que ele gosta de mim? Ou será só pena, eu estava ali olhando em seus olhos e lembrando daquela cena horrível que eu vi no jardim.
– Carmem, me deixa te explicar? – Ele, me pediu.
– Sim. – Eu respondi baixinho, baixando meus olhos.
– Desculpa, eu não ouvi. – Ele, disse, e segurou meu rosto entre suas mãos.
– Eu disse sim. – Eu, respondi, alto.
– Eu acabei confundido as coisas com a Maria Joaquina, mas agora te tendo aqui tão perto de mim eu tenho certeza do que eu sinto por você. Eu te amo. – Ele falou, tão rápido que é como se as palavras voassem de sua boca, porém eu consegui compreender cada palavra.
– Eu também, te amo. – Eu, respondi, meio que por impulso, apesar de ser totalmente verdade.
Ele soltou meu rosto de suas mãos e foi se aproximando cada vez mais de mim, até que nós nos beijamos.
– Quer namorar comigo? – Ele, me perguntou, quando saímos do beijo.
– Só se você conseguir me pegar. – Eu, falei, e saí correndo pela praia.
Ele correu atrás de mim e ficamos naquilo uns vinte minutos, aí eu cansei de ele não conseguir me alcançar e comecei a andar em vez de correr, aí ele finalmente me alcançou, parou na minha frente e me abraçou.
– Te peguei, e agora você aceita. – Ele, sussurrou, em meu ouvido.
– Com certeza. – Eu, disse, e nós nos beijamos de novo.
Eu me senti naquele momento mágico, a menina mais feliz do mundo.
Nós voltamos da praia para a casa de mãos entrelaçadas.
Quando chegamos, todos se espantaram com a notícia do nosso namoro.
– Mas vocês não se odiavam? – Perguntou, Marcelina, em certo momento.
– Eu tinha certeza que esse ódio todo era puro amor. – Disse, Alícia, em outro momento.
Carmem off
Valéria:
Eu amei a notícia dos fofos Carmem e Jaime ou como agora são um casal Jarmem que é a Junção de seus nomes, eu só achei esquisito a Majo não estar aqui comemorando também, decidi ir ao quarto para ver se ela estava lá, entrando no quarto eu a vi deitada em sua cama olhando para o teto.
– Está pensando em quem matou Odete Roitman, irmãzinha? – Eu, perguntei, e ela se virou com uns olhos de medo.
– Que susto, nem te vi aí, não estava pensando em nada, não. – Ela, me, respondeu.
– Pensa que me engana? Pode ir contando tudo e nos mínimos detalhes, hein...
– Tudo bem... – Ela, disse, e ia falar quando....
– Com licença. – Falou, Laura, entrando no quarto.
– Que bom que é você, fecha a porta e senta aqui, que a Majo está com problemas, precisamos ajudá-la.
– Tudo bem contar para a Laura também, né? – Eu, perguntei, sei lá, vai que era um segredo muito obscuro.
– Claro que sim. – Majo, respondeu a minha pergunta.
– Fecha a porta, Laura e vem sentar. – Ela, completou, olhando Laura que ficou parada na frente da porta sem saber o que fazer, coitada.
– Está bem. – Ela, disse, fechou a porta, caminhou até a cama de Majo e finalmente se sentou, eu estava super ansinervosa para saber o que tinha ocorrido com Majo, para ela estar assim tão tristinha.
– Então, tudo começou quando eu e o Jaime começamos a andar muito juntos a uns dias atrás, aí hoje ele me convidou...... – Majo, disse, nos explicando tudo.
– Ah...
– Então foi isso. – Ela, falou, depois de terminar de contar tudo.
– Mas porque você está tão arrasada assim? Tudo bem vocês se confundiram, mas agora está tudo bem e eles estão juntos. – Laura, disse.
– É não fique triste sem motivos. – Eu, disse, tentando confortá-la.
– Eu sei e eu estou muito feliz por eles, Laura, mas infelizmente eu tenho sim motivos para estar triste, Vale. – Ela, nos respondeu.
– Que motivos são esses? – Eu, perguntei.
– Na verdade é um motivo só, eu ainda gosto do Daniel. – Ela, me, respondeu.
Valéria off
Maria Joaquina:
Porque que eu ainda tenho que gostar do Daniel, hein.... Enquanto eu gostar dele vou ficar triste o dia todo, ainda juntando o nervoso que eu passei com o Jaime mais cedo. Como eu queria esquecer que o Daniel Zapata existe….
Maria Joaquina off
Valéria:
– E desde quando isso é motivo para você estar triste? – Perguntou, Laura, segurando as mãos de Majo.
– Desde que ele começou a namorar com a rosa.... Quer dizer Margarida. – Disse, Majo, e nós três rimos.
Quando paramos de rir: Laura largou as mãos de Majo e se levantou e falou:
– Eu acho que um apelido melhor para a rosa, ops..., Margarida é Margtonta.
Caímos na gargalhada novamente.
Laura se sentou novamente na cama após falar.
– Ou quem sabe Margsonsa. – Eu, parei de rir, e disse.
Nós paramos de rir e a Majo disse:
– Eu gostei, meninas.
Nós nos abraçamos.
Alguém bateu a porta e eu fui abrir.
– Oi, meninas, porque vocês fecharam a porta? — Perguntou, Marcelina, entrando no quarto.
– É habito. – Eu, respondi, mentindo.
– Tudo bem, eu estava procurando vocês na casa toda, então decidi ver se vocês estavam aqui. – Marce, falou.
– Porque você estava nos procurando, aconteceu alguma coisa? – Perguntou, Majo, apreensiva.
– Não, é que o Daniel deu a ideia de fazer uma fogueira, pois está frio e vamos aproveitar para assar uns marshmallows. – Ela, respondeu.
Esse tempo está doido mesmo, frio no verão.
– Como eu não pensei nisso antes. – Disse, Majo, se levantando da cama animada.
Que bom que a Majo já está bem, mas também comer marshmallows anima qualquer um, né?
– Eu adorei a ideia, vamos. – Ela, completou, já na porta.
– Sim. – Eu, disse.
– Com certeza. – Disse, Laura.
– Então, vamos. – Falou, Marcelina, fechando a porta atrás de nós.
Nos descemos as escadas e fomos lá para fora, todos estavam sentados em roda e em casais, quem era casal, quem era solteiro estava sozinho e agora a Majo ia ter que ficar sozinha, tadinha, mas como dizem é melhor sozinha do que muito mal acompanhada, porque aturar o Jorge não é para qualquer um.
Então como a Laura estava sozinha também elas se sentaram lado a lado e eu sentei do lado delas, sem Davi, que estava do outro lado da roda.
Mas Davi ficará feliz sozinho, afinal ele está conversando bem animado com seu melhor amigo que é óbvio que é o Daniel, nem sentirá minha falta.
Valéria off
Maria Joaquina:
Eu adorei a ideia de sentarmos em volta da fogueira, só o Dani mesmo para ter uma ideia tão boa assim, que bom que as minhas amigas estão sentadas comigo, é tão difícil ficar sozinha e o pior enquanto eu tenho que ver o Daniel com a Margsonsa como disse a Vale.
A Laura e a Vale são demais, onde elas estão sempre tem solução....
Maria Joaquina off
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