O que você seria capaz de deixar por uma amizade?
73 O final é só o começo. Embarque neste Carrossel!
Notas iniciais
Meses depois, no último dia de aula:
Valéria:
Parece que foi outro dia que começamos o ano e hoje já é o último dia de aula, hoje também à noite é a festa de fim de ano da Escola Mundial, estou muito ansiosa para essa festa, que vai ser a primeira festa da escola que eu vou com o Paulo, essa noite vai ser perfeita! Comprei um vestido especial para esta noite, na minha cor favorita e para acompanhá-lo um lindo salto preto e acessórios combinando, eu e a Majo fizemos a compra dos nossos vestidos, juntas, enquanto o meu é roxo, o dela é rosa claro, amei tanto o meu, tanto o dela, apesar de não gostar muito de rosa.
— Animada para a festa? – Majo perguntou entrando em meu quarto.
— Sim, muito, irmãmiga e você está animada para o nosso último dia de aula no primeiro ano?
— Estou, sim, esse ano passou voando. Fiquei muito feliz que todos passaram de ano. – Majo Falou.
— Eu estou feliz também, porém eu sempre duvidei de alguns, principalmente do Jaime.
— Você já está pronta? Pois eu já estou. – Majo perguntou.
— Estou sim, só faltavam uns últimos detalhes.
— Então, vamos.
Nós fomos para o local aonde está o carro.
— Oi! James, bom dia. – Majo cumprimentou.
— Bom dia!
— Bom dia! Senhoritas. – James disse abrindo a porta para que nós entrássemos no carro.
Nós entramos no carro e quando já estávamos a caminho da escola:
— Eu acho loucura a diretora Helena querer ir na festa, ela já está com quase oito meses e além disso já tem muito tempo que ela está de licença maternidade e você o que acha, Vale? – Majo me perguntou.
— Ela sempre foi nessas festas de fim de ano e como ela agora é diretora, ela faz questão de ir, afinal nem tem tanto tempo que ela é diretora, mas eu acho que você tem razão, imagina se o bebê resolve se adiantar e nascer no meio da festa.
— Que horror! Imagina como a diretora ia se desesperar se o bebê resolvesse de adiantar. – Majo comentou.
— Ia mesmo.
Nós continuamos a conversar, até que chegamos na escola, aí cada uma ficou com seu namorado, até o sinal tocar, ele tocou e nós fomos para a sala de aula.
As primeiras aulas foram de geografia e foram ótimas aulas, infelizmente logo o sinal tocou.
Saímos para o recreio e eu me sentei com Majo e Laura.
— Eu estou super animada para a festa de hoje.
— Eu também, afinal vai ser a primeira festa da escola que eu vou com o Mário e com vocês acontece o mesmo, né, porque vocês vão com os seus namorados, o Daniel e o Paulo. – Disse Laura.
— Sim! – Dissemos eu e Majo juntas.
Nós continuamos conversando, até que o sinal tocou novamente.
As últimas três aulas do ano foram de língua portuguesa.
Quando o sinal do fim das aulas tocou, todos saíram correndo da sala, inclusive eu, todos estavam super ansiosos para a festa, afinal estamos a esperando desde a última, no meio do ano, na volta as aulas que foi bem tensa, espero que essa seja mais tranquila.
— Eu vou usar um vestido verde que é a minha cor preferida. – Comentou Alícia, enquanto nós as meninas estávamos conversando, antes de ir embora.
— Eca! Alícia, como você pode gostar dessa cor tão feia, prefiro a cor violeta que inclusive é a cor de meu vestido que com certeza é o mais bonito. – Falou Marg.
Alícia ficou triste, então eu resolvi me meter, como sempre, né?
— Eca! É você, sua metidinha ridícula e olha que eu sempre pensei que a Majo que era a mais metida e chata da turma, antes da nossa amizade, ok. Majo, não fique com raiva de mim, mas voltando ao assunto, você não tem nenhum direito de falar assim com a Lícia, ela tem todo o direito de gostar de qualquer cor e quem é você para pensar que pode julgar alguém por qual qualquer coisa que seja? E eu tenho certeza que o seu vestido vai ser o mais feio. – Assim que eu terminei de falar ela saiu sem falar nada, meio que chorando, acho que eu peguei pesado, mas ela bem que já estava merecendo uma bronca faz tempo. Essa Margchata mereceu, tenho certeza.
— Você pegou pesado, mas obrigada por me defender, Vale. – Disse Alícia.
— Pois eu achei merecido. – Falou Majo.
— Eu também. – Concordou Laura.
— Concordo. – Falou Carmem.
Todas concordaram e eu fiquei menos culpada.
— Desculpe, Alícia. – Disse Marg voltando.
— E desculpe meninas, pelo o que eu falei. – Completou a mesma.
— Tudo bem. – Dissemos todas.
— Me desculpe, também.
— Tudo bem, Vale, afinal eu que comecei. – Marg falou.
Depois de tudo resolvido, nós continuamos conversando, até que cada uma foi para a sua casa.
Eu fui passar à tarde e me arrumar na casa da Majo.
Algumas horas depois:
Eu e Majo estávamos nos arrumando no quarto de Majo.
— Que sorte a nossa que a sua mãe contratou a equipe de beleza para vir nos arrumar, pois o meu cabelo estava um belo e verdadeiro desastre.
— Disponha Amiga. — Majo disse sorrindo.
— Como eu estou? – Eu perguntei, já quase arrumada.
— Perfeita! E eu como estou? – Majo me perguntou.
— Igualmente perfeita! – Eu respondi.
— Eu estou pronta! – Majo disse gritando de animação.
— Eu também!
— Como vocês estão lindas! – Disse dona Clara entrando no quarto de Majo.
— Obrigada! – Nós a agradecemos.
— Vocês já estão prontas? Pois já está quase na hora da festa. – Perguntou Clara, a mãe da Majo.
— Nós sabemos que já está quase na hora. – Eu comecei.
— E já estamos prontíssimas. – Majo completou.
— Que maravilha! Então eu acompanho vocês até o carro. – Falou dona Clara.
Valéria off
Maria Joaquina:
— Tudo bem então, vamos, não quero me atrasar, afinal o Daniel está me esperando, não quis que ele viesse me buscar, pois quero surpreendê-lo com meu look, mas eu prometi a ele que chegaria na hora.
— Ok. – Disseram Vale depois minha mãe.
Nós fomos para o carro.
— Boa festa para vocês. – Minha mãe desejou.
— Obrigada, tia Clara. – Disse Vale.
— Grata, mãe e tenha uma ótima noite também. – Eu desejei antes de entrar no carro.
Apenas alguns minutos depois chegamos a escola e encontramos Laura na porta.
— Oi, Laura, chegou em cima da hora também, né.
— Olá, amigas, é cheguei, mas vocês não podem falar nada de mim. – Laura disse.
— Tem razão. – Vale falou rindo.
— Vocês estão lindas! – Laura comentou.
— Obrigada, você também está perfeita.
— Está mesmo, adorei seu vestido amarelo. – Disse Vale.
Nós esquecemos da festa e continuamos conversando.
De repente quando menos percebemos vimos três pessoas se aproximando de nós e essas pessoas eram Daniel, Paulo e Mário.
— Muito bonito. – Começou Daniel.
— Vocês ficam aqui conversando. – Continuou Paulo.
— E nos esquecem sozinhos, lá dentro. – Terminou Mário.
— Quase que nós tivemos que convidar outras meninas para dançar com a gente. – Disse Paulo.
— Muito engrado, você que nem pense nisso, senão se considere um ex-namorado morto. – Falou Valéria.
Paulo foi até Valéria, lhe deu um beijo e segurou sua mão.
— E você Daniel nem sonhe em dançar com outra menina, entendeu?
— Eu nem pensei nisso, minha princesa. – Daniel se defendeu.
Daniel fez o mesmo comigo.
— Você não vai tirar satisfações com o Mário não, Laura? – Perguntou Vale a Laura que a esse ponto já estava de mão dadas com Mário.
— Acho que não, não sou ciumenta como vocês, confio no meu fofo. – Disse Laura.
— Eu acho que vocês deveriam seguir o exemplo da Laura. – Paulo falou, a mim e a Vale.
— Eu concordo. – Disse Daniel.
— O que vocês disseram mesmo? – Eu e Vale perguntamos juntas, fingindo raiva.
— Nada. – Os dois responderam com medo.
— Vamos entrar, logo. – Disse Mário.
Dito isso nós resolvemos entrar.
Eu adorei a decoração, o baile é oferecido para o primeiro, segundo e terceiro ano do ensino médio, as outras séries tem bailes separados. Cumprimentei a todos, inclusive os meus colegas de classe, todos fomos dançar, primeiro teve uma música agitada, depois uma lenta que eu adorei dançar com o Daniel.
A diretora Helena estava lá também, só que não estava dançando ela estava sentada.
Todos nós do primeiro ano decidimos ficar juntos depois da dança, então fomos para o canto do salão para conversarmos, sentamos em roda, mas em cadeiras para não estragar os nossos vestidos, os meninos sentaram em cadeiras também, eles não têm desculpa.
— Mais um ano que nós passamos juntos. – Comentou Daniel.
— É mais um de muitos que nós ainda passaremos juntos. – Disse Vale.
— Pois nós seremos amigos hoje. – Eu comecei.
— E sempre. – Todos terminaram.
Nós continuamos a conversar, até que uma menina de outra turma veio falar conosco.
— A diretora Helena, está chamando vocês, ela está sentindo que o bebê quer se adiantar. – Disse a menina desesperada.
— Sério? Ela já ligou para um médico? Ambulância? Porque senão eu posso ver com o meu pai, se ele pode providenciar uma ambulância.
— Não será preciso, a ambulância já vem, ela só me pediu para avisar, mesmo, tchau. – A menina falou e se retirou.
Todos nós fomos ver a nossa querida e eterna professorinha Helena.
— Aguenta firme, diretora. – Disse Alícia, em algum momento.
A ambulância veio rápido e logo alguns de nós estávamos no hospital, pois não puderam ir todos, meu pai veio nos buscar em um carro e o meu motorista em outro, minha mãe veio junto com meu pai.
Fomos: eu, Vale, Laura, Daniel, Carmem, Paulo e Mário somente, mas os outro ficaram rezando para que tudo desse certo, afinal o bebê vai nascer prematuro, não muito, mas mesmo assim prematuro.
A festa até terminou, não tinha mais clima para festa, depois do bebê da diretora quase nascer lá mesmo.
Quando chegamos ao hospital eram umas oito horas da noite e lá pelas dez o médico da diretora veio até nós.
— Como ela está doutor?
— O bebê já nasceu? – Perguntou Vale.
— Ela está ótima e sim o bebê já nasceu, os dois passam bem. — Disse o médico.
— O bebê terá que ficar na incubadora? – Perguntou Laura.
— Felizmente não, o bebê nasceu perfeito, mesmo sendo adiantado, não adiantou muito, estava marcado para nascer na semana que vem. – O médico nos informou.
Todos ficamos muito felizes com a notícia.
O professor René estava muito nervoso, mesmo já estando tudo bem e nós o acalmamos.
Depois de algumas horas nós fomos ver a diretora e o bebê, como já estava tudo bem, todos fomos para as nossas casas.
Eu fui dormir na casa da Vale.
— Eu estava tão apreensiva, mas depois, quando vimos a professora, me acalmei. – Eu disse quando já estávamos no quarto de Vale.
— É, eu também. – Vale falou.
— Será que nós seremos amigas para sempre?
— Com certeza, nem o destino poderá acabar com a nossa amizade. – Disse vale e nós nos abraçamos.
Eu aprendi uma lição bem valiosa com a minha amizade com a Valéria:
Amores vem e vão, mas amizades verdadeiras continuam para sempre....
Maria Joaquina off
Fim…
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