Notas iniciais
Será que finalmente Majo e Vale serão amigas?

Maria Joaquina:

Nós tínhamos visto quase toda a casa da Laura, só faltava o mais importante o quarto dela, estávamos vendo o último cômodo o terraço, ele é lindo, a Laura quis deixar o quarto dela por último, pois ela estava triste pela mudança e sabia que se visse o quarto novo, decorado por um Decorador, nem lembraria que nunca esteve ali antes.

– Então, é isso. – Laura disse. – Esquecendo seu quarto.

– Nada disso, falta o seu quarto.

– É mesmo já ia me esquecendo, obrigada por me lembrar Majo. – Laura falou.

– De nada, afinal a gente veio para te ajudar a arruma-lo, certo?

– Sim, eu estou meio distraída, sabe. – Laura disse meio triste.

– Sei........- eu disse, ela estava triste, isso sim.

– Onde é o seu quarto? Você sabe, onde ele fica? – Vale perguntou.

– Vou perguntar a minha mãe, só um minuto. – Laura disse saindo.

Depois de uns minutos, ela voltou.

– E aí, achou sua mãe? – Mário perguntou.

– Sim. – Laura respondeu.

– E ela sabe onde fica seu quarto? – Eu perguntei.

– Sim, ela me informou que ele fica na ala oeste da casa, primeiro subimos essas escadas aqui. – Ela foi na frente e nós fomos a seguindo, pois ninguém queria se perder naquela casa gigante, uma vez a Carmen se perdeu na minha casa e só foi achada dez minutos depois.

Depois viramos à esquerda nesse corredor, agora a direita nesse, agora andamos reto mais três corredores, aí quando virmos a sacada como agora, estamos perto da porta que liga meu quarto a sacada. – Laura completou.

Vimos três portas, uma que abre a sacada, uma do lado da mesma que é a do Quarto da Laura, eu acho e outra lá dentro da sacada, que também deve se ligar com o quarto.

– Que legal amiga, seu quarto é ligado a uma sacada. – Eu falei tentando anima-la, um pouco.

– É muito legal, mesmo. – Disse ela, super tristinha.

Como ela poderia se animar?

– Qual é a porta do seu quarto? – Vale perguntou.

– É essa, aqui. – Laura disse a abrindo.

O quarto dela é lindo, não mais que o meu, que é todo rosa, o dela é todo amarelo, das paredes as almofadas, até o seu lençol é amarelo, era mesmo a cor preferida dela...

Eu fiquei zero inveja, está bem.

– Parece que ele já está todo arrumado, né, não vamos, mas ter que ajudar.

– É mesmo, minha mãe e suas surpresas, mas vocês podem me ajudar com meus objetos pessoais, menos os meus diários, podem me ajudar com os milhões de livros que eu tenho que organizar, porque as minhas pelúcias, eu posso arrumar sozinha. – Laura disse.

– Ok. – Nós falamos.

– Eu nem estou mais tão triste assim. – Laura falou.

– Eu sabia, que quando visse seu quarto, você ia se animar.

– Que bom, que agora você está bem, pois mesmo você fingindo, estava nítido que você estava triste. – Vale disse.

– Eu nem percebi, que você estava triste. – Mário disse.

– Meninos....... – Eu, Laura e Vale falamos.

Ele mudou de assunto, fazendo uma pergunta nada a ver.

– Mas o que que tem de tão importante assim, em seus diários antigos? Que nós não podemos ver. – Mário perguntou.

– Nada. – Laura respondeu, quando eu senti que ele ia falar outra coisa, resolvi puxar outro assunto.

– Você gosta de amarelo mesmo, né, amiga. – Eu disse mudando de assunto e ela me agradeceu, em forma de sorriso, pois eu sabia bem, que a Laura era gamada no Mário.

– Muito, que bom que está exatamente como eu queria, todo em amarelo, eu gostei muito, acho que você tem razão Vale, a vida tem muitas mudanças, e essa com certeza, é das boas. – Laura falou.

– Pois eu preferia, que fosse rosa. – Eu comentei.

– Se fosse no seu quarto, mas nos dos outros você não opina, está bem. – Valéria disse. – Eu não posso nem ser mais sincera, que ela vem com gracinhas.

– E você acha que e quem para falar assim comigo, a rainha da Inglaterra? – Eu perguntei.

– Não seja ridícula, só estou te ensinando, o que seus pais deviam ter te ensinado. – Vale retrucou. – Ridícula, eu?

– Agora você está insinuando, que meus pais não me deram educação, e que eu sou uma sem educação, é isso? – Eu falei.

Que raiva.

– Não querida, eu estou afirmando isso. – Vale disse.

Depois dessa frase eu não aguentei e comecei a falar umas verdades na cara dela, como ela é fraca, não aguentou nem duas e já começamos a discutir.

– Parem, meninas. – Pedia Laura.

– Vocês meninas brigam por tudo hein... – disse Mário.

– Cala boca, Mário. – Dissemos eu e a Vale, juntas.

E continuamos a discutir.

Maria Joaquina off

Laura:

Eu saí do quarto juntamente com Mário, não podia mais suportar aquela situação, as duas tinham que ser amigas, espera aí, tive uma ideia.

– Mário, espera aqui, que eu tive uma ideia genial, para essas duas virarem amigas, amigas, não, melhores amigas.

– Ok, mas o que você está pensando em fazer? Não vai utilizar de força bruta não, né. – Ele perguntou e eu tive que rir.

– Claro que não, meninas nunca fazem isso, vou simplesmente mostra-las como elas já se gostam, como melhores amigas e sempre se ajudam. – Eu respondi a ele.

– Ah, está bem e boa sorte, você vai precisar de muita para separar as duas. – Ele disse, abrindo um sorriso.

– Eu já tenho, um jeito. – Eu falei, entrando em meu quarto novo.

– Eu acho que vocês duas brigam tanto, por que se gostam e querem muito ser amigas. – Eu disse e elas me olharam.

Sabia que ia dar certo.

– É isso mesmo, o que eu disse, o que vocês sentem uma pela outra e amizade reprimida, como vocês sempre brigaram e foram inimigas, agora não querem dar o braço a torcer e tomar a iniciativa de começarem a ser amigas. – Eu completei.

– O que a gente sente é ódio mutuo, isso sim. – Elas falaram, juntas.

– Se não, for pôr vocês mesmas, fiquem ou pelo menos tentem ser amigas, por mim, afinal eu gosto das duas.

– Mas você gosta mais de mim, né, afinal nós somos melhores amigas. – Majo disse.

– Não, ela gosta mais de mim, pois eu sou a melhor amiga dela, e amiga dela desde de sempre. – Vale disse.

Por favor, não briguem. — Eu pensei.

Calma Laura, no final vai dar certo, eu sei. – Pensei, novamente.

– Eu sou melhor amiga das duas e eu gosto das duas, igual.

– Isso é impossível. – Disse Majo.

– Meninas entendam que eu só quero o melhor para vocês, vocês por acaso não lembram as diversas vezes em que estavam em serio apuros e se ajudaram, como daquela vez que a Vale, quase foi expulsa do time de natação e você Majo a ajudou e a apoiou. – Elas se olharam, estava mesmo funcionando.

– E você Majo se lembra daquele dia, em que o Paulo pegou seu colar da sorte, só para te ver sofrer e a Vale o enfrentou para te ajudar.

– Vocês têm algo em comum pelo menos, as duas fariam qualquer coisa pelos amigos, né, eu não tenho razão? Que vocês sempre se ajudam e são bem parecidas.

– Sim.- as duas disseram juntas.

Eu fiquei com uma pontinha de esperança, será que dessa vez dará certo?

Laura off

Notas finais
Será que essa briga vai acabar um dia?