Notas iniciais
Oi gente! Fic nova kkkk só porque eu estou sem meus arquivos aqui das outras fics, então fiz uma nova. E eu gostei. Espero que gostem também. Beijackles e Padakisses ♥

###FLASHBACK ON###

– Você só pode estar de brincadeira comigo – Sam disse sério, olhando nos olhos verdes de seu irmão – Ele disse que ama você?

– Não. Não, não, não, Sammy – Dean passou a mão pelos cabelos – Você entendeu errado. O Cas não me ama, ok? Ele disse que nos ama. Nós, todos nós. Disse que somos como uma família para ele.

– E você disse que o amava também?

– O que mais eu poderia dizer? Por que você parece tão chocado com isso? – O mais velho não estava entendendo o comportamento de Sam — Não é grande coisa.

– Porque vocês dois... Vocês me deixam maluco. E ao Kevin também, é só perguntar para ele – O moreno avançou alguns passos, ficando de frente para o outro – Dean, vocês se amam. Sempre se amaram.

– Não, Sammy...

– Deixa eu terminar – Sam pediu educadamente – Vocês dois fizeram coisas um para o outro, disseram coisas um para o outro que não fariam para nem por mais ninguém no mundo. Ele é o anjo que te salvou do inferno, o anjo que olhou por você, que acreditou em você... E você, Dean Winchester, é o humano que conseguiu fazer com que um anjo caísse. Por favor, não leve isso como algo negativo. Você ensinou para ele como apoiar alguma causa que você acredite que seja a certa, você transformou um servo dos céus em um verdadeiro indivíduo – Ele fez uma pausa e limpou a garganta – Se escrevessem um livro sobre vocês dois, seria a estória de amor mais épica que o mundo já viu.

– Sam – Dean disse num tom triste – Por que está me dizendo isso?

– Porque eu quero saber o que você vai fazer sobre isso.

– Não tem o que fazer. Ele é um anjo do senhor! – O loiro disse como se fosse algo óbvio – Eu sou só um cara. Ele está com as estrelas, Sammy. E eu nem tenho um lugar na Terra para chamar de meu. Eu não ousaria fazer nada.

###FLASHBACK OFF###

– Você vai falar com ele? — Kevin perguntou a Sam, enquanto colocava um pouco de cereal numa tigela.

– Ele vai dizer o de sempre — O caçador suspirou.

– Vamos, Sam! Estou ficando irritando com toda essa porcaria. Eles são mais difíceis do que essa maldita pedra dos anjos.

– Não é culpa minha! Por que você não fala com ele?

– O irmão não é meu — Kevin riu e foi para seu quarto.

Sam acha essa situação toda um tanto engraçada, mas levaria com um humor melhor se não fosse o seu irmão sofrendo por amor.

"Não há nada a ser feito, Sam", foi o que ele disse. Era o que ele sempre dizia.

Dean não tem andado com um bom humor ultimamente. Ele está mais focado nas caçadas e tem bebido mais. Sempre a mesma marca barata de uísque. Sam não sabe como ele aguenta beber tanto aquela porcaria. Ele acha que seu irmão já deve estar imune à bebedeira e ao gosto horrível depois de todo esse tempo.

O Winchester mais velho chegou ao bunker e ofereceu uma cerveja a Sam.

– Quero sim.

– Onde está o Cas, Sammy?

– Provavelmente no chuveiro. Tem sido um dia longo para ele — Sam respondeu.

– Ok, então... Eu chequei o perímetro e estamos bem. Sem anjos, demônios ou qualquer traço de alguma porcaria sobrenatural perto daqui — Dean tomou um gole de sua garrafa — Ele pode ficar. Vai ficar a salvo conosco.

– O que você vai fazer?

– O que? Tipo agora? Hum, eu pensei em comer alguma coisa e descansar um pouco.

– Não, Dean — Sam interrompeu — O que você vai fazer em relação ao Cas?

– Não tenho certeza se estou entendendo.

– Qual é, Dean? O que está te impedindo dessa vez? Você disse que ele estava com as estrelas, longe demais, e você não ousaria. Mas ele está aqui agora. Ele é humano. O que você vai fazer?

– Sammy, eu não posso fazer isso. Não posso arruinar nossa amizade e eu definitivamente não posso fazer isso com ele agora. O cara tá uma bagunça. Não é certo. Não é nem o lugar nem a hora certa — Dean terminou sua cerveja e jogou a garrafa vazia em um cesto de lixo.

Ele disse aquelas coisas, mas elas não eram convincentes o suficiente. Nem para ele mesmo. A verdade era que ele tinha medo. Medo do que Cas pensaria dele, do que Castiel diria a ele. E se ele não sentisse a mesma coisa? Apesar das palavras de Sam sobre a história de amor deles, Dean ainda tinha receio. Sem mencionar o modo como seu coração se aperta quando está próximo do ex-anjo.

– Me diga a verdade, Dean. Estou tentando te ajudar aqui.

– Tá, você quer aqui verdade? O que eu faria era beijá-lo. Quem dera eu tivesse a coragem.

E então, silêncio. Não por que Sam não sabia o que responder, mas sim porque Castiel tinha acabado de entrar na sala. Ele estava usando as roupas de Dean, como se acostumou a fazer, pois as roupas de Sam não lhe serviam. E também porque ele adorava aquele cheiro de Dean Winchester nelas.

– Ei, Cas. Você está bem? — O Winchester mais velho perguntou.

– Sim. Me sinto bem melhor agora.

– Com fome?

– Eu adoraria um sanduíche, sim — O homem de olhos azuis respondeu tentando sorrir um pouco.

– É pra já! — Dean disse e foi até a cozinha, deixando seu irmão e Castiel sozinhos.

– O que foi isso? — Cas perguntou, achando estranha a maneira como Dean correu para longe deles.

– Ele está um pouco nervoso. Esta preocupado com você — Sam não queria mentir, então apenas amenizou a verdade.

– Não precisa se preocupar comigo. Eu vou ficar bem.

– Então, Cas... Você está bem mesmo? Se sente bem aqui?

– Claro. Você são a coisa mais próxima que tenho de família e obrigado, de novo, Sam. Vocês realmente não precisavam me ajudar, digo... Depois de todas as merdas pelo que eu fiz vocês passarem.

– Passado é passado, Cas. Não se preocupe com isso. Você sabe que te amamos, não é?

– Eu também amo vocês.

– É, é, muito amor por aqui — Dean voltou da cozinha com um sanduíche de geleia de morango — Aqui está, Cas.

– Obrigado.

– Agora, se vocês me derem licença, eu vou dormir — Dean anunciou e foi em direção ao seu quarto.

– Jura? — Cas perguntou, parando Dean somente com sua voz — Porque eu estava pensando em assistir alguma coisa. Talvez um filme... — Nenhum dos dois irmãos respondeu — Enquanto eu como.

– Uh, claro, Cas — Dean tentou não sorrir.

– Eu não posso. Tenho que ajudar Kevin em sua missão — Sam disse.

– Que missão? — Dean perguntou.

– Ele quer cozinhar. É melhor se eu ficar por perto. Vocês se divirtam. Talvez nos juntemos a vocês mais tarde.

– Ok, Sam — Castiel sorriu — Diga a ele que eu desejo boa sorte.

"Oh, Cas... Tão inocente", Dean pensou, sabendo as verdadeiras intenções de seu irmão.

– Vamos? — Castiel perguntou com um sorriso e Dean afirmou com a cabeça.

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– Ele vai fazer isso, não vai? — Castiel perguntou, sentando um pouquinho mais perto de Dean.

– O que? Cair?

– Sim.

– Claro. Ele a ama — Dean não disse mais nada.

Havia alguma coisa sobre aquela frase. Algo verdadeiro demais para ser só sobre um filme. Ele a ama, portanto deixará de ser um anjo para ser humano com ela.

– Você cairia? Se fosse ele? — A voz de Castiel o tirou de seus devaneios. Sua voz era doce e machucada e Dean imaginou se Castiel estaria pensando sobre sua própria queda, e isso o machucava. Que bela escolha de filme, Castiel.

– Cas, é Cidade dos Anjos. Não é como se fosse uma estória real.

– Oh, Dean. É real. Enfim... Você cairia ou não por amor?

– Você o faria?

Mas antes que o homem de olhos azuis pudesse responder, Kevin apareceu na sala, dizendo que eles deveriam ir até a cozinha, porque ele fez algumas tortas. De pêssego e de maçã.

– É, já vamos — Dean disse, pausando o filme e olhando para o profeta.

– Agora — Kevin exigiu.

– Tá — Castiel rolou os olhos e todos foram para a cozinha do bunker.

O silêncio era quase criminoso e Sam não conseguia se sentir mais desconfortável.

– Então, vamos comer — O Winchester mais novo sugeriu.

Kevin sorriu. Aquelas tortas ficaram boas. Tipo, muito boas.

– Delicioso — Dean murmurou com a boca cheia.

– Tem uma coisinha... — Castiel começou a dizer olhando para o caçador — Aqui, eu limpo — Ele limpou o canto da boca de Dean com um dedo, se demorando, hipnotizado pelos intensos olhos verdes.

– Ah, valeu – Dean engoliu seu pedaço de torta.

– Sem problemas — Cas disse como se nada tivesse acontecido, comendo sua torta — Isso está muito bom, Kevin. Parabéns.

– Obrigado, Cas... — O profeta disse e olhou para Sam, que levantou as mãos como se estivesse se rendendo.

Castiel e Dean voltaram para a sala de TV, deixando Sam e Kevin sozinhos.

– Achei que você tivesse falado com eles.

– Não. Você me disse para falar com o Dean, e eu falei. Mas eu não tinha ideia de que Cas agiria tão estranho — Sam riu.

– O que você acha que isso significa?

– Significa que não somos os únicos que querem que Dean faça alguma coisa sobre essa situação.

– Puta merda, seu irmão é um franguinho — Kevin riu.

– É, é... — Sam não estava mais prestando atenção no garoto — Eu vou dar um incentivo maior para eles.

– Finalmente.

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O filme estava quase acabando. Dean sabia o que iria acontecer e, apesar de sua ignorância sobre a cultura pop, Castiel sabia também.

– Dean...

– É, ele vai pular.

Cas não disse mais nada, apenas se curvou numa bola de soluços e dor, agarrando o braço do Winchester e respirando fundo enquanto Nicholas Cage pulava em direção ao chão. Dean olhou para ele e sentiu medo. Medo de que qualquer coisa pudesse estar machucando seu amigo.

Dean às vezes se esquecia de que Castiel era um anjo. Às vezes ele se esquecia de que o homem de olhos azuis ao seu lado, caiu do céu.

Assim como Nicholas Cage está fazendo agora.

Dean pausou o filme é puxou Cas para um abraço.

– Ei, buddy, tá tudo bem?

– Não — Cas disse, um pouco mal humorado, deixando Dean separar o abraço.

– O que eu posso fazer?

– Nada. Você já fez demais.

– Cas, eu sei que é horrível te dizer isso, mas você tem que deixar o que aconteceu no passado. Não pode morrer toda vez que ouvir a palavra "céu" ou "cair" ou o que seja.

– Você não sabe como é.

– Eu sei, sim — Dean se lembrou do tempo que passou no inferno — Você sabe que eu sei. Mas o meu ponto é que você não pode viver assim. Eu não consigo vê-lo vivendo assim.

– E o que eu devo fazer?

– Continue. Cara, se você está passando pelo inferno, continue. Porque não tem outro lugar para ir que não seja pra cima.

– Dean...

– Não é fácil, mas vamos. Você tem a mim. E a Sam e Kevin. Você não está sozinho nessa bagunça. Então... posso dar play?

Castiel não respondeu de imediato. Ao invés disso, olhou para os olhos verdes do Winchester e sorriu. Um sorriso desajeitado e trêmulo.

– Ok, então — Dean sorriu também e o filme voltou a ser reproduzido.

O personagem de Nicholas Cage caiu. Foi atrás do personagem da Meg Ryan e passou a noite com ela. Aí ela morreu. E ele era humano. E estava sozinho.

– Sabe de uma coisa? Você está certo, Dean. Eu não estou sozinho. E sou eternamente grato.

– De nada, Cas. Nós te amamos, cara.

– Eu também amo vocês.

E então, silêncio. Por longos minutos, eles apenas observaram as coisas como o chão, ou os créditos do filme, ou uma mosca passando ou suas mãos ou os olhos um do outro... Eles ficaram ali, mal se movendo, sem dizer uma palavra, apenas sentindo a familiaridade da presença do outro e do calor que passava entre seus corpos.

– Podemos conversar? — Castiel perguntou, mantendo seu tom de voz baixo.

– Aqui?

– Meu quarto.

Dean assentiu e eles andaram em direção ao quarto de Castiel, ainda em silêncio. O Winchester não sabia o que fazer, ou dizer, ou pensar. Estava ocupado demais observando as costas de Cas, a parte de trás de seu pescoço e o como eram lindos os movimentos de seus ombros enquanto andava.

Eles entraram no quarto e Dean fechou a porta atrás deles.

– Algo errado? — O Winchester perguntou.

– Me diz você. Parece meio desligado esses últimos dias.

– Não é nada, está tudo bem. Você está bem? Então eu estou bem — Dean tentou brincar para sair do assunto, mas Castiel rolou os olhos.

– Vamos, Dean. Você sabe que pode confiar em mim — Castiel deu um passou para frente, diminuindo a distância entre eles. Ele já conseguia sentir o calor de Dean.

– Eu não posso contar, Castiel. Porque não importa o que está disser — Dean pausou e olhou para o ex-anjo, que cruzou os braços, exigindo uma resposta. O caçador respirou fundo, pensando nas palavras exatas... Aqui vamos nós — Você me tirou do inferno e desde aquele dia, eu me sinto... Inquieto perto de você.

– Não acho que estou entendendo — Cas parecia confuso e inclinou a cabeça um pouco para o lado, como costumava fazer quando era um anjo, o que fez Dean se apaixonar mais um pouquinho.

– Ok. Direto ao ponto, então. Eu tenho sentimentos por você, Cas. Sentimentos que eu nem mesmo entendo, mas Kevin chamaria de "paixonite" é Sam gosta de chamar de amor. Mas não importa.

– Claro que importa.

– E eu preciso de você, Cas. Porque você precisa me fazer rir mais do que qualquer outra pessoa, e eu sou a melhor versão de mim quando estou com você. E porque quando você se vai, nada parece certo até você voltar.

– Dean...

– Eu quero que você se importe comigo, tanto quanto eu me importo com você.

– Quem disse que esse não é o caso?

– O que?

– Quem disse que eu não me importo com você? — Castiel sorriu suavemente — Dean, eu caí por você. Por sua causa. E em suas próprias palavras, é claro que eu caí... Eu amo você.

Dean estava pasmo. Ele sentiu vontade de chorar, mas não iria, mesmo sabendo que Cas não teria um problema com isso.

– Eu também te amo.

Suas mãos se encontraram. O toque enviando sinais para o resto do corpo, acordando cada célula. Cas conseguia sentir agora, mais intensamente, o calor proveniente do corpo do Winchester e Dean nunca teve tanta certeza de algo em sua vida. Ele beijou Castiel, sentindo seu corpo se preenchendo com paz e amor e graça. Uma graça que não mais pertencia a Cas, de um modo divino, mas que sempre estava com ele. Era sua essência. E, Deus, aquilo era bom.

A mão de Dean estava no rosto de Cas, trazendo-o para mais perto, aprofundando um pouco o beijo, mostrando o quanto ele precisava daquilo. Assim como Cas, que agora envolvia a cintura de Dean com seus braços, colando seus corpos, derretendo com o aroma doce e forte de sua pele, enquanto provava o gosto delicioso daqueles lábios pornográficos. Deus! Eles eram ótimos.

Eles ouviram batidas na porta e encerraram o beijo. Trocaram olhares surpresos, enquanto Sam continuava a bater na porta.

– O que foi? — Dean perguntou, um tanto irritado.

Sam demorou um pouco para responder. Castiel apenas sentou-se na cama com um sorriso de "eu não acredito que isso acabou de acontecer", observando o Winchester mais velho abrindo a porta.

– Por que demorou tanto? — Sam perguntou.

– O que você quer?

– Estávamos pensando se vocês iriam querer jogar conosco — O moreno observou que os lábios de seu irmão estavam um pouco mais vermelhos do que o comum e sorriu — Mas deixa pra lá.

– Não. Podemos ir — Cas apareceu atrás de Dean na porta.

– Continuem o que estavam fazendo. Desculpe interromper isso. Digo, porra, finalmente! — Sam sorriu mais abertamente e suspirou — Enfim, nos vemos no jantar.

– Do que você está falando? — Castiel perguntou.

– É, hum, tchau — O mais novo disse e desapareceu em segundos pelo corredor.

Dean não conseguia se mover.

Como Sam sabia?

Bem, de qualquer forma, Castiel estava o encarando com aquelas duas brilhantes safiras e ele não tem certeza de que esta respirando.

– Respira, Dean.

– Ele sabia — Dean sorriu antes de começar a rir — Ele sabia! Ele me disse. Falou disso pra mim.

– Que bom que ele o fez.

– Você quer ir para aquele jogo? Dean perguntou, fechando a porta atrás de só é sorrindo sedutoramente para Castiel.

– Tenho certeza de que eles vão ficar bem sem nós — Cas beijou a mão de Dean e o puxou para si.

Eles não sabiam quem começou dessa vez, mas estavam se beijando. Agora com um pouco mais de calma, um pouco mais de cuidado. Eles queriam aproveitar cada segundo daquela experiência, eles queriam sentir o outro com a intensidade de seu amor.

Notas finais
Espero que tenham gostado e até a próxima, pimpolhos! Beijackles e Padakisses ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!