O que você seria capaz de deixar por uma amizade?
46 Vem se divertir comigo
Notas iniciais
Valéria:
Todos estávamos na praia, menos a Majo, onde será que ela está? Assim que pensei isso a vi correndo em minha direção.
– Oi, irmãzinha. – Ela, cumprimentou. – A gente adora se chamar assim.
– Oi, onde você estava? – Eu, perguntei, pensando se algo havia acontecido.
– Eu estava conversando com o seu Fernando, pois eu tive uma ideia de uma atividade para mais tarde antes do jantar, afinal onde Maria Joaquina Medsen está nunca pode ser monótono. – Ela, disse. – O que será essa atividade?
– Que atividade é essa? – Eu, perguntei.
– Eu vou chamar a atenção do pessoal agora e contar. – Ela, falou, ou seja, eu não vou poder saber primeiro.
– Tudo bem. – Eu, disse, morrendo de ansiedade.
– Só te dou uma dica, tem tudo a ver com esse lugar. – Ela, falou, e foi mais para frente para chamar o pessoal.
Deixa eu ver, talvez seja um piquenique, ok, eu assumo eu sou viciada em piqueniques, não deve ser isso, quem sabe um passeio de barco ou algo parecido.
– Galera, olhem para mim, tenho algo a dizer. – Majo, disse, e todos a olharam.
– O dia está meio parado, certo? – Ela, completou.
– Sim. – Todos nós gritamos em resposta.
– Então para acabar com essa monotonia toda, eu resolvi proporcionar uma atividade diferente, para agitar o nosso primeiro dia de férias nessa ilha paradisíaca. – Ela, falou, e todos continuamos curiosos, quando ela vai contar que atividade é essa.
– Qual atividade você pensou? – Perguntou, Marcelina.
– A atividade que eu estive pensando é pesca. – Ela, finalmente, disse.
– Mas só se vocês concordarem é claro e depois nós comeríamos o que nós mesmos pescamos, mas é claro que vai ter um pescador muito experiente para nos dar um tutorial de como pescar. – Ela, falou, com receio de que a turma odiasse a ideia, mas quer saber eu achei uma ótima Ideia, pois é sempre bom aprender coisas novas.
– Eu acho uma boa ideia. – Disse, Daniel.
– Pois eu acho uma ideia ridícula. – Falou a amarga, quer dizer a Marg, alfinetando Majo, simplesmente porque o namoradinho dela gostou da ideia e por isso ela se mordeu de ciúmes, afinal todo mundo sabe que Maniel não morreu.
A Majo ficou triste pelo que ela disse então eu resolvi me meter como sempre.
– Vamos fazer uma votação. – Eu, propus.
– Ok, quem quer ir levanta a mão, quem não quer ir não precisa ir. – Disse, Majo.
O pessoal levantou a mão e venceu a maioria, oito votaram não e nove votaram sim.
– Porque vocês votaram não? – Perguntou, Majo, para alguns da turma.
– Porque, eu não estou a fim de fazer nada, mas eu Love a sua ideia. – Falou, Bibi.
– Eu estou cansado, vou ficar lendo umas histórias em quadrinhos. – Falou, Adriano. — ele vai deixar a namorada ir sozinha e o pior juntinho com o rival.
– Eu estou cansada, vou dormir depois do almoço. – Disse, Marcelina, mais uma que vai largar o namorado sozinho e juntinho com a rival.
– Desculpe amor, mais tenho que terminar de resolver algumas coisas. – Falou, Jorge, meu deus!! — Que tipo de namorado não apoia a própria namorada.
– Eu vou andar um pouco para terminar de conhecer a ilha. – Disse, Alícia.
– Eu vou terminar uma coisa que eu estava fazendo. – Falou, Davi. – Que mentiroso, eu como namorada dele sei bem que ele morre de receio de mar aberto, mas eu que não vou contar.
– Eu tenho mais o que fazer. – Disse, Margarida.
E por fim….
– Eu queria muito ir, mas eu tenho que terminar o trabalho de férias. – Falou, Cirilo.
– Você ainda não terminou? – Perguntou, Daniel.
– Não. – Cirilo, respondeu. — O meu já está pronto há muito tempo, acho que só ele não tinha terminado ainda.
Então a lista das pessoas que iam ficou assim:
Maria Joaquina...
Daniel...
Eu...
Paulo...
Carmem...
Jaime...
Kokimoto...
Laura...
Mário...
Sinto que essa atividade vai ser ótima.
– Sairemos as cinco e nos encontraremos, aqui mesmo na praia. – Informou, Majo.
– Agora, vamos almoçar, vocês já devem estar com fome. – Ela, completou.
Nós recolhemos as nossas coisas e fomos para dentro da casa.
Chegando lá nos guardamos tudo e fomos nos arrumar para o almoço.
Quarto meninas 3:35
– Então meninas, estão gostando da ilha? – Perguntou, Majo, as meninas que ainda estavam se arrumando no quarto.
– Muito. – Respondeu, Alícia.
– Demais.
– Incrível. – Disse, Marce.
– Essa ilha é muito romântica. – Brincou, Laura, fazendo referência aos velhos tempos em que ela achava tudo muito romântico.
– Vamos, meninas. – Eu, disse.
– Peraí. – Falou, Marce, guardando a paleta de sombras dela sobre sua cômoda.
Eu nem sei para que tanta maquiagem de tarde. Sempre prefiro usar só de noite, ou quando vou sair com o Davizinho. – Pensei.
Até a Lícia passa maquiagem o tempo todo agora, só porque está namorando com o Paulo.
– Você já está pronta Vale? – Perguntou, Laura, meio espantada.
– Sim, porque há algo errado? – Eu, perguntei, já me olhando, parecia tudo certo com as minhas sapatilhas brancas, minha saia azul e minha blusa branca.
– Muito errado. – Falou, Majo. – Então eu comecei me preocupar.
– Qual é o problema?
– Não é óbvio, você está sem maquiagem. – Disse, Alícia.
É sério mesmo que elas me deixaram preocupada por isso.
– E daí.
– Você não pode sair sem maquiagem. – Falou, Marce.
Tudo bem que os meninos vão estar no almoço também, mas não é por isso que eu vou me maquiar como se eu fosse para uma balada, né.
– Parem de neura meninas, posso perfeitamente ficar sem maquiagem e eu passei uma base e um corretivo para mim já basta.
– Está bem se prefere assim. – Disse, Majo.
– É eu prefiro assim.
Elas pararam de pegar no meu pé e finalmente fomos comer.
– Demoraram hein... desse jeito eu morro de fome. – Falou, Jaime, que a propósito estava bem mais magro.
– Desculpe pessoal, estávamos resolvendo um sério problema. – Disse, Majo.
– Esse problema sério por acaso se chama fofoca? – Perguntou, Kokimoto, e todos riram, menos nós cinco, é claro.
Nós nos sentamos e a Majo mandou servir o almoço.
Enquanto esperávamos eu percebi que o caseiro nos olhava de longe, ele estava do lado de fora da casa, me sinto em um reality show.
Quando finalmente o almoço chegou:
– Mandei preparar uma comida típica de praia, espero que gostem. – Disse, Majo.
– Que comida é essa? – Perguntou, Davi, ao ver a comida sendo servida.
– É namorado ao molho de alcaparras, espero que todo mundo goste de peixe. – Ela, respondeu.
Para a sorte dela, todo mundo adorava peixe, e eu amei, estava divino.
– Eu adorei o namorado. – Disse, Cirilo, e todos nós rimos, menos ele.
– Eu só quis dizer. – Ele, disse, a sua frase de efeito preferida, meu deus.... Faz um tempão que ele não a fala.
5:00
Cheguei na praia na hora certinha, em cima do laço, ou seja, quase que atrasada.
– Que bom que você chegou. – Falou, Majo.
Eu percebi que só estava faltando eu mesmo, mas eu não tenho culpa se todo mundo resolveu se adiantar.
O barco já estava posicionado para que nós entrássemos nele.
Nós entramos no barco e sentamos de dois em dois e ficou assim:
Maria Joaquina e Daniel. – Quase casal.
Eu e Paulo. – Ou eu sentava com ele ou ficava em pé, pois eram pares de cadeiras e uma sozinha, e ele resolveu se sentar no par em vez de sozinho só para me irritar, ele podia perfeitamente sentar com o Koki e me deixar sozinha.
Carmem e Jaime. – Futuro casal?
Kokimoto. – Ficou sozinho.
Laura e Mário. – Que fofo, eu curto esse casal......
O barco começou a andar.......
Estávamos no meio do passeio e o Kokimoto resolveu enjoar.
– Calma, Koki, toma aqui. – Disse, Majo, lhe dando um remédio, que a propósito fui em quem trouxe.
– Porque você não avisou que enjoava? – Perguntou, Daniel.
– Porque eu não lembrava, já faz anos que eu não ando de barco. – Koki, disse, se defendendo.
Depois que ele melhorou pudemos finalmente começar a aprender a pescar e aproveitamos também para mergulhar um pouco, o oceano é tão lindo de baixo de d’água.
Todos mergulhamos menos o Kokimoto que ficou com medo de enjoar de novo.
Fomos em pares de dois, com o mesmo par que estávamos sentados, apesar de eu reclamar, e o pior nem era ter que mergulhar com o Paulo, mais sim tem que mergulhar de mão dada com ele, que pesadelo.
Valéria off
Laura:
Nós decidimos ir mergulhar e no momento em que minhas mãos tocaram as de Mário me senti viva e totalmente feliz de novo.
Mas infelizmente não tenho tempo para o amor, no momento, só posso ter tempo para me dedicar a minha vingança.
A propósito amor esse que eu nem sinto, tá bom...
Laura off
Valéria:
6:30
–Já cansei, podemos voltar, certo?
– Podemos sim, vou só falar com o capitão. – Majo, disse, indo em direção ao capitão.
Nós começamos a voltar lentamente….
Quando finalmente chegamos dentro da casa o relógio na parede marcava 6:50.
Fomos nos arrumar para o jantar.
Valéria off
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