Notas iniciais
Será que a turma vai se animar com a atividade proposta por Majo?

Valéria:

Todos estávamos na praia, menos a Majo, onde será que ela está? Assim que pensei isso a vi correndo em minha direção.

– Oi, irmãzinha. – Ela, cumprimentou. – A gente adora se chamar assim.

– Oi, onde você estava? – Eu, perguntei, pensando se algo havia acontecido.

– Eu estava conversando com o seu Fernando, pois eu tive uma ideia de uma atividade para mais tarde antes do jantar, afinal onde Maria Joaquina Medsen está nunca pode ser monótono. – Ela, disse. – O que será essa atividade?

– Que atividade é essa? – Eu, perguntei.

– Eu vou chamar a atenção do pessoal agora e contar. – Ela, falou, ou seja, eu não vou poder saber primeiro.

– Tudo bem. – Eu, disse, morrendo de ansiedade.

– Só te dou uma dica, tem tudo a ver com esse lugar. – Ela, falou, e foi mais para frente para chamar o pessoal.

Deixa eu ver, talvez seja um piquenique, ok, eu assumo eu sou viciada em piqueniques, não deve ser isso, quem sabe um passeio de barco ou algo parecido.

– Galera, olhem para mim, tenho algo a dizer. – Majo, disse, e todos a olharam.

– O dia está meio parado, certo? – Ela, completou.

– Sim. – Todos nós gritamos em resposta.

– Então para acabar com essa monotonia toda, eu resolvi proporcionar uma atividade diferente, para agitar o nosso primeiro dia de férias nessa ilha paradisíaca. – Ela, falou, e todos continuamos curiosos, quando ela vai contar que atividade é essa.

– Qual atividade você pensou? – Perguntou, Marcelina.

– A atividade que eu estive pensando é pesca. – Ela, finalmente, disse.

– Mas só se vocês concordarem é claro e depois nós comeríamos o que nós mesmos pescamos, mas é claro que vai ter um pescador muito experiente para nos dar um tutorial de como pescar. – Ela, falou, com receio de que a turma odiasse a ideia, mas quer saber eu achei uma ótima Ideia, pois é sempre bom aprender coisas novas.

– Eu acho uma boa ideia. – Disse, Daniel.

– Pois eu acho uma ideia ridícula. – Falou a amarga, quer dizer a Marg, alfinetando Majo, simplesmente porque o namoradinho dela gostou da ideia e por isso ela se mordeu de ciúmes, afinal todo mundo sabe que Maniel não morreu.

A Majo ficou triste pelo que ela disse então eu resolvi me meter como sempre.

– Vamos fazer uma votação. – Eu, propus.

– Ok, quem quer ir levanta a mão, quem não quer ir não precisa ir. – Disse, Majo.

O pessoal levantou a mão e venceu a maioria, oito votaram não e nove votaram sim.

– Porque vocês votaram não? – Perguntou, Majo, para alguns da turma.

– Porque, eu não estou a fim de fazer nada, mas eu Love a sua ideia. – Falou, Bibi.

– Eu estou cansado, vou ficar lendo umas histórias em quadrinhos. – Falou, Adriano. — ele vai deixar a namorada ir sozinha e o pior juntinho com o rival.

– Eu estou cansada, vou dormir depois do almoço. – Disse, Marcelina, mais uma que vai largar o namorado sozinho e juntinho com a rival.

– Desculpe amor, mais tenho que terminar de resolver algumas coisas. – Falou, Jorge, meu deus!! — Que tipo de namorado não apoia a própria namorada.

– Eu vou andar um pouco para terminar de conhecer a ilha. – Disse, Alícia.

– Eu vou terminar uma coisa que eu estava fazendo. – Falou, Davi. – Que mentiroso, eu como namorada dele sei bem que ele morre de receio de mar aberto, mas eu que não vou contar.

– Eu tenho mais o que fazer. – Disse, Margarida.

E por fim….

– Eu queria muito ir, mas eu tenho que terminar o trabalho de férias. – Falou, Cirilo.

– Você ainda não terminou? – Perguntou, Daniel.

– Não. – Cirilo, respondeu. — O meu já está pronto há muito tempo, acho que só ele não tinha terminado ainda.

Então a lista das pessoas que iam ficou assim:

Maria Joaquina...

Daniel...

Eu...

Paulo...

Carmem...

Jaime...

Kokimoto...

Laura...

Mário...

Sinto que essa atividade vai ser ótima.

– Sairemos as cinco e nos encontraremos, aqui mesmo na praia. – Informou, Majo.

– Agora, vamos almoçar, vocês já devem estar com fome. – Ela, completou.

Nós recolhemos as nossas coisas e fomos para dentro da casa.

Chegando lá nos guardamos tudo e fomos nos arrumar para o almoço.

Quarto meninas 3:35

Então meninas, estão gostando da ilha? – Perguntou, Majo, as meninas que ainda estavam se arrumando no quarto.

– Muito. – Respondeu, Alícia.

– Demais.

– Incrível. – Disse, Marce.

– Essa ilha é muito romântica. – Brincou, Laura, fazendo referência aos velhos tempos em que ela achava tudo muito romântico.

– Vamos, meninas. – Eu, disse.

– Peraí. – Falou, Marce, guardando a paleta de sombras dela sobre sua cômoda.

Eu nem sei para que tanta maquiagem de tarde. Sempre prefiro usar só de noite, ou quando vou sair com o Davizinho. – Pensei.

Até a Lícia passa maquiagem o tempo todo agora, só porque está namorando com o Paulo.

– Você já está pronta Vale? – Perguntou, Laura, meio espantada.

– Sim, porque há algo errado? – Eu, perguntei, já me olhando, parecia tudo certo com as minhas sapatilhas brancas, minha saia azul e minha blusa branca.

– Muito errado. – Falou, Majo. – Então eu comecei me preocupar.

– Qual é o problema?

– Não é óbvio, você está sem maquiagem. – Disse, Alícia.

É sério mesmo que elas me deixaram preocupada por isso.

– E daí.

– Você não pode sair sem maquiagem. – Falou, Marce.

Tudo bem que os meninos vão estar no almoço também, mas não é por isso que eu vou me maquiar como se eu fosse para uma balada, né.

– Parem de neura meninas, posso perfeitamente ficar sem maquiagem e eu passei uma base e um corretivo para mim já basta.

– Está bem se prefere assim. – Disse, Majo.

– É eu prefiro assim.

Elas pararam de pegar no meu pé e finalmente fomos comer.

– Demoraram hein... desse jeito eu morro de fome. – Falou, Jaime, que a propósito estava bem mais magro.

– Desculpe pessoal, estávamos resolvendo um sério problema. – Disse, Majo.

– Esse problema sério por acaso se chama fofoca? – Perguntou, Kokimoto, e todos riram, menos nós cinco, é claro.

Nós nos sentamos e a Majo mandou servir o almoço.

Enquanto esperávamos eu percebi que o caseiro nos olhava de longe, ele estava do lado de fora da casa, me sinto em um reality show.

Quando finalmente o almoço chegou:

– Mandei preparar uma comida típica de praia, espero que gostem. – Disse, Majo.

– Que comida é essa? – Perguntou, Davi, ao ver a comida sendo servida.

– É namorado ao molho de alcaparras, espero que todo mundo goste de peixe. – Ela, respondeu.

Para a sorte dela, todo mundo adorava peixe, e eu amei, estava divino.

– Eu adorei o namorado. – Disse, Cirilo, e todos nós rimos, menos ele.

– Eu só quis dizer. – Ele, disse, a sua frase de efeito preferida, meu deus.... Faz um tempão que ele não a fala.

5:00

Cheguei na praia na hora certinha, em cima do laço, ou seja, quase que atrasada.

– Que bom que você chegou. – Falou, Majo.

Eu percebi que só estava faltando eu mesmo, mas eu não tenho culpa se todo mundo resolveu se adiantar.

O barco já estava posicionado para que nós entrássemos nele.

Nós entramos no barco e sentamos de dois em dois e ficou assim:

Maria Joaquina e Daniel. – Quase casal.

Eu e Paulo. – Ou eu sentava com ele ou ficava em pé, pois eram pares de cadeiras e uma sozinha, e ele resolveu se sentar no par em vez de sozinho só para me irritar, ele podia perfeitamente sentar com o Koki e me deixar sozinha.

Carmem e Jaime. – Futuro casal?

Kokimoto. – Ficou sozinho.

Laura e Mário. – Que fofo, eu curto esse casal......

O barco começou a andar.......

Estávamos no meio do passeio e o Kokimoto resolveu enjoar.

– Calma, Koki, toma aqui. – Disse, Majo, lhe dando um remédio, que a propósito fui em quem trouxe.

– Porque você não avisou que enjoava? – Perguntou, Daniel.

– Porque eu não lembrava, já faz anos que eu não ando de barco. – Koki, disse, se defendendo.

Depois que ele melhorou pudemos finalmente começar a aprender a pescar e aproveitamos também para mergulhar um pouco, o oceano é tão lindo de baixo de d’água.

Todos mergulhamos menos o Kokimoto que ficou com medo de enjoar de novo.

Fomos em pares de dois, com o mesmo par que estávamos sentados, apesar de eu reclamar, e o pior nem era ter que mergulhar com o Paulo, mais sim tem que mergulhar de mão dada com ele, que pesadelo.

Valéria off

Laura:

Nós decidimos ir mergulhar e no momento em que minhas mãos tocaram as de Mário me senti viva e totalmente feliz de novo.

Mas infelizmente não tenho tempo para o amor, no momento, só posso ter tempo para me dedicar a minha vingança.

A propósito amor esse que eu nem sinto, tá bom...

Laura off

Valéria:

6:30

–Já cansei, podemos voltar, certo?

– Podemos sim, vou só falar com o capitão. – Majo, disse, indo em direção ao capitão.

Nós começamos a voltar lentamente….

Quando finalmente chegamos dentro da casa o relógio na parede marcava 6:50.

Fomos nos arrumar para o jantar.

Valéria off

Notas finais
Será que Valentina e Cirilo se darão bem?