Notas iniciais
O que será que vai rolar durante esse jogo nada inocente?

Continuação:

Maria Joaquina:

Eu não gosto muito de jogar esse jogo, pois sempre no fim dá briga, mas se todo mundo quer. Eu não posso fazer nada.

Eu posicionei a garrafa no meio da roda e a girei. A minha sorte está lançada.

– Laura pergunta para Majo. – Disse, Vale.

Dei sorte a Laura vai pegar leve comigo, eu acho.

– Verdade ou desafio? – Ela, perguntou.

Nesse ponto da minha existência eu já não sabia mais o que era pior.

– Desafio. – Eles, gritavam.

– Verdade. – Eu, disse, morrendo de medo da pergunta.

– Lembrando que não pode mudar depois. – Falou, Carmem.

– Tudo bem, continuo com verdade.

– Então Majo, é verdade que você ama uma pessoa nessa sala? – Ela, me perguntou.

Por um momento pensei que ela ia me perguntar se eu gosto do Daniel.

– Sim. – Eu, respondi, a verdade, pois eu amo mesmo uma pessoa nessa sala, mas não é bem o Jorge

A Laura girou a garrafa.

– Mário pergunta para Laura.

– Verdade ou desafio? – Ele, perguntou.

– Verdade. – Ela, respondeu.

– Você já gostou de alguém além do Adriano e do Paulo nessa sala? – Meu Deus!! Eu não acredito que ele perguntou mesmo isso, ele quer saber se ela gosta ou já gostou dele, será que ela vai mentir? E quanto ela gostar do Paulo antes de namorar o Adriano todo mundo já sabe, mas que ela gostava mesmo era do Mário só eu e a Vale sabemos, e agora?

E o pior é que mesmo ela ás vezes não admitindo ela ainda gosta do Mário.

– Sim. – Ela, respondeu, vermelha de vergonha e o Mário soltou um sorriso de lado.

Mário girou a garrafa.

– Valéria pergunta para Mário.

Isso não vai dar certo.

– Verdade ou desafio?

– Desafio. – Ele, respondeu sem hesitar.

Eu sabia.... Ele está morrendo de medo da Vale perguntar se ele já ou se ainda gosta da Laura

– O seu desafio é beijar uma menina dessa sala. – Ela, falou.

Ele se levantou e beijou a Marcelina.

– A Marcelina, não vale. – Protestou, Valéria.

– Então falasse antes, né, Valéria. – Retrucou, Mário.

– Ele tem razão, você tinha que ter falado antes.

Mesmo com raiva Vale girou a garrafa.

O jogo continuou até que no meio:

– Vale pergunta para Majo. – Disse, Carmem.

O que será que ela vai me perguntar, como a vale é meio doidinha preferi escolher desafio.

– Verdade ou desafio? – Ela, me perguntou.

– Desafio. – Eu, respondi, meio que com medo.

– Eu te desafio a beijar o Daniel. – Ela, falou. — Eu não acredito que ela está mesmo fazendo isso comigo, que droga, ela tinha que ser minha melhor amiga irmã, certo? E não me apunhalar desse jeito.

Pensa Majo....... Já sei como sair dessa, sorte que a Valéria erra na mesma coisa várias vezes.

Eu levantei e o Jorge e margarida me olharam com raiva.

– Não precisa fazer isso se não quiser. – Disse, Marg.

– Precisa sim, ou está com medinho. – Retrucou, Vale.

– Maria Joaquina Medsen não tem medinho. – Eu, falei, me aproximando cada vez mais de Daniel.

Eu simplesmente beijei seu rosto e me sentei rapidamente, para o alívio de Jorge e margarida e para a raiva de Valéria.

– Nunca se erra duas vezes na mesma coisa. – Eu, disse, a Vale.

– Vamos continuar o jogo. – Ela, falou, fingindo não me ouvir.

Eu sabia que o clima ia ficar ruim.

Mas não poderia imaginar o que estava por vir.

Minutos depois:

Jorge girou a garrafa.

– Laura pergunta para Jorge.

– Verdade ou desafio? – Ela, perguntou.

– Desafio. – Jorge respondeu e eu estranhei muito, afinal ele não tinha nada para esconder, ou tinha?

– Eu te desafio a beijar a Marg. – Disse, Laura.

Isso só podia ser um complô dela e da Valéria para me enlouquecer de vez.

– Vamos ver se ele faz igual a você. – Sussurrou, Laura, em meu ouvido.

Eu tenho certeza que o Jorge vai fazer igual a mim.

Mas a minha certeza foi indo embora quando a boca dele estava a centímetros da dela e eles se beijaram.

– O que que você está fazendo? – Eu, fui, para cima deles e os separei.

Eu não estou com ciúmes, mas eu não vou ser humilhada desse jeito na frente dos meus amigos.

– Eu só estou cumprindo meu desafio. – Ele, respondeu, na maior cara de Pinóquio da história do mundo.

– Para de ser cara de pau, Jorge, você não precisava fazer isso.

– Claro que precisava, você não fez com o Daniel? – Ele, retrucou.

– É diferente, Jorge. – Eu, gritei.

Já estávamos discutindo e eu tinha medo de ele jogar na minha cara, ali na frente de todos que eu gostava do Daniel.

– Claro que é afinal ... – Ele ia falando quando eu gritei por cima.

– Vem, vamos conversar em outro lugar.

– Se prefere assim. – Ele, disse.

Nós fomos para o pé da escada, que é bem longe da sala e ali ninguém ia escutar os gritos dele.

– Você ficou com medinho de eu terminar a frase com entre eu e a Margarida não tem Sentimento. – Ele, cuspiu, as palavras na minha cara.

Então eu estava mesmo certa, ele ia falar isso na frente de todos.

– Isso é mentira Jorge e quer saber está tudo acabado entre nós dois. – Eu, tomei, coragem e disse.

– Mentira nada sua falsa, você nunca gostou de mim, sempre foi apaixonadinha por ele, só aceitou me namorar para não magoar os seus pais e a mim e quer saber, eu não estou nem aí se a gente vai terminar tudo agora ou daqui a cinco minutos.

– Jo... – Eu ia falando e ele me interrompeu.

– Porque quer saber eu nunca te amei, eu só estava com você para alegrar os meus pais e porque você até que é bonitinha e foi bem legal me divertir com você esse tempo todo, ainda bem que você acabou logo com essa farsa toda, porque se você me perdoasse novamente eu mesmo terminaria com você. – Ele, disse, e eu comecei a chorar.

– Não banque a menininha, Maria Joaquina. – Ele, falou e depois riu de mim.

– Quer saber, eu nunca gostei mesmo de você, porque você é uma pessoa tão ruim que é totalmente impossível você dar ou atrair esse sentimento, ou qualquer outro sentimento bom. – Eu, disse, já sem lágrimas nos olhos.

Eu não sei se ele vai dizer alguma coisa, mas para evitar que eu me estressasse mais ainda eu resolvi subir as escadas até o quarto praticamente correndo.

Cheguei ao quarto e tranquei a porta, me joguei em minha cama, feliz por ter finalmente terminado meu martírio, mas será que tinha terminado mesmo?

Eu ouvi batidas na porta e gelei, será que era ele?

Fui abrir a porta com cautela, mas felizmente eram só a Vale e a Laurinha.

Eu já ia esquecendo que estou brava com elas, então digamos infelizmente eram elas.

Elas adentraram o quarto e se sentaram em minha cama e como não teria mesmo um jeito de eu tirá-las de lá a força, resolvi me juntar a elas, mas apenas para ouvir o que elas tinham a me dizer.

– Oi, amiga, você está bem? – Perguntou, Laura.

– Mais ou menos.

– Vocês terminaram? – Perguntou, Valéria.

– Sim, mas não pensem que eu esqueci o que vocês fizeram, isso tudo é culpa de vocês duas.

– Desculpa a gente. – Pediu, Laura.

– É a gente só quer o seu bem, nós sabemos que o seu bem é o Daniel. – Disse, Vale.

– Pode ser, mas como vocês tem certeza que ele vai terminar com a Margarida para ficar comigo?

– Tendo, ora essa. – Disse, Vale.

– Eh.... Eu concordo com a Vale, afinal você é infinitamente melhor que ela em tudo. – Falou, Laura.

– Está bem, eu desculpo vocês, mas não façam isso de novo, ok, afinal posso me cuidar e tomar minhas decisões sozinha.

– Tudo bem. – Falou, Laura.

– Ok. – Disse, Vale.

No outro dia:

Eu ainda estou meio abalada pelo que aconteceu na noite passada, mas não pelo meu término de namoro com o Jorge, mais sim pelo término de nossa amizade de tantos anos....

Acordei bem cedo e fui tomar um sol na beira da piscina. Eu estava lá até que ouvi alguém me chamando era a Valentina, ela também havia acordado cedo e então veio ver se tinha alguém na casa, porém eu desconfio que ela veio ver o Cirilo, mas voltando ao assunto como todos menos eu, estavam dormindo nós duas fomos passear um pouco pela ilha.

– Eu quero te mostrar um lugar que eu acho que você nem lembra que existe. – Val, disse.

– Sério? Que lugar?

– A estufa, onde nós aqui na ilha cultivamos flores. – Ela prontamente respondeu.

– Ah... legal.

Eu amo flores, mas se fosse a Laura no meu lugar desmaiava, pois ela só não gosta de flores ela ama, principalmente as azuis que são suas preferidas. Apesar de ela não ser mais tão romântica ela continua a gostar de algumas coisas que gostava no passado, afinal algumas coisas nunca mudam, não e mesmo?

Eu tenho que contar a ela sobre esse lugar.

Eu e Val fomos até a estufa. Lá haviam flores de todas as cores e tipos. Fiquei encantada com a beleza do lugar.

Depois da visita a estufa eu voltei para a casa, pois metade dos meus amigos já deveria estar acordado.

Quando cheguei na casa acertei em cheio muitas pessoas já estavam acordadas.

Algumas horas depois:

O tempo esfriou de repente, mas mesmo assim eu resolvi ir até a estufa, chegando na frente da mesma me lembrei que eu esqueci de falar desse lugar para a Laurinha. Nós podíamos ter vindo juntas.... Que pena que eu esqueci.

Entrei na estufa e fiquei admirando, as margaridas, as rosas… Ouvi passos...

– Que lugar é esse? – Ele me perguntou.

– Você não está vendo que é uma estufa.

Ele ficou com uma cara tipo assim: o que significa essa palavra?

– Aqui é o lugar onde se cultiva flores e a propósito porque você entrou aqui?

– Ah...... eu sempre passo aqui na frente e sempre está fechado e você sabe que eu não sou nem pouco curioso, né. – Ele, falou.

– Sei...... Guerra.

– Eu vou voltar lá para a casa.

– Vou também não gosto muito de flores, não.

– Percebesse. – Eu, falei, bem baixinho.

– O que? – Ele, perguntou.

– Nada….

– Então vamos. – Paulo, disse.

Antes que nós pudéssemos chegar até a porta veio um vento gigante e a bateu com força e eu dei um super grito.

– Tudo bem? – Paulo, perguntou.

– Sim é que eu me assustei com a porta batendo.

Eu fico pensando quanto tempo eu fiquei aqui sem perceber até o Paulo chegar, será que eu me distraí tanto assim? Eu penso isso porque quando eu saí estava só bem frio e umas nuvens no céu, ou seja, não tinha vento nenhum.

De repente começou a chover e veio um trovão me assustei com o barulho e me joguei nos braços do Paulo. Quando percebi o que eu tinha feito saí rapidamente de seus braços.

– Você tem medo mesmo de trovão, hein.... Maria Joaquina.

– Eu, imagina? É só receio, sabe, mas não repete a palavra com t senão atraí.

– Qual palavra trovão? – Ele me perguntou.

Assim que ele falou a palavra com t veio um trovão e eu me assustei novamente, mas dessa vez eu não me joguei em seus braços, mas foi por pouco.

Eu tenho muito medo de trovão, mas eu nunca contaria isso a ele, óbvio.

– É essa palavra aí.

– Trovão, trovão, trovão…. – Ele, ficou repetindo.

E o pior é que toda vez que ele repetia vinha um trovão.

– Para, Paulo. – Eu, pedi, já chorando.

– Foi mal Maria Joaquina eu estava só brincando. Não chora não. – Ele, falou, parecendo preocupado.

– Tudo bem, mais para. – Eu, falei, já secando minhas lágrimas.

– Parei. – Ele, falou

Nós resolvemos esperar a chuva passar.

Quando a chuva passou:

Estamos de acordo de não contar que ficamos aqui juntos só nós dois, esse tempo todo, certo? – Paulo, perguntou.

– Certo combinado.

– Que bom ainda mais agora que você e o Jorge terminaram, porque a Alícia é meio insegura e você não é de se jogar fora. – Paulo, falou e eu corei

– O que você disse?

– Eu falei várias coisas. – Ele me respondeu.

– Sim, mas a última parte.

– Ah... que a Alícia é meio insegura. – Paulo, falou, meio constrangido.

– Essa foi a última coisa que você falou, tem certeza?

– Tenho, porquê? – Ele, falou, na maior cara de pau.

– Não, nada.

– Vamos logo, então. – Paulo, propôs.

– Tudo bem, vamos.

Eu entrei na casa primeiro e quinze minutos depois ele entrou, mas mesmo assim vieram as perguntas, porém ninguém desconfiou que nós estávamos juntos.

Eu falei para a Laura da estufa, mas falei que não queria ir, já está bom de estufa para mim deixa eu ver.... nos próximos vinte anos.

Maria Joaquina off

Notas finais
Dias se passam e tudo ia bem, quando de repente...