Notas iniciais
Será que Paulo está arrependido pelo que fez? Boa leitura

Casa da Valéria

Valéria:

Voltei do ensaio da banda bem feliz, animada e cantando, fiquei bem triste pela Laura, mas bem feliz que ela está bem agora, que é o mais importante, o ensaio começou bem tirando a Majo que ficou implicando comigo como sempre, logo comigo que adoro ela — sou tão sarcástica as vezes até me impressiono comigo mesma, mas depois o Paulo fez o favor de estragar o ensaio, sorte que tudo se resolveu, o Paulo é um nojento mesmo.

– Oi, filhota demorou hein... está com fome? – Minha mãe perguntou, assim que entrei em casa.

– Oi, mãezinha desculpe a demora, aconteceu algo horrível no ensaio de hoje, estou com muita fome, você nem imagina o quanto. – Eu disse, bem dramática.

– Ah, minha querida filha, dramática como sempre, o que foi de tão horrível assim que houve hoje? – Ela perguntou.

Fomos até a cozinha e eu respondi a ela, enquanto ela esquentava a comida.

– O Paulo disse coisas feias a Laura, de novo. – Eu falei triste e com a cabeça abaixada.

– Porque você está assim tristinha? – Ela perguntou.

Eu expliquei tudinho a ela, até a parte que foi bem difícil de dizer, que eu ri da pobre da Laura.

– Mas eu e o resto do pessoal, que riu está arrependido, claro menos o Paulo, né.

– Não se culpe mais, filhota. – Ela falou e me serviu a comida.

Eu comi e fui para meu quarto.

Isso não vai ficar assim, eu vou ligar agora mesmo para a Marce e o Paulo vai pagar caro pelo que Fez.

Valéria off

NA CASA DOS GUERRA

Marcelina:

Estava no meu quarto terminando a lição de casa, quando de repente o telefone toca, quem será?

Ligação on:

– Alô quem gostaria? – Eu perguntei, sendo simpática.

– Amiga é a Valéria. – A Vale disse.

– Oi, amiga tudo bem? – Eu perguntei curiosa.

– Comigo sim, mas com a Laura, não. – Ela falou e eu fiquei nervosa.

– O que houve com a Laurinha? – Eu perguntei interessada.

– O seu irmão a humilhou no ensaio, hoje. – Ela disse, bem brava.

– Mas ela fez algo, pois meu irmão é tão legal.

– Sei..., vou te explicar tudo. – Ela me explicou tudo e eu acreditei.

– Serio? Vou acreditar em você, só porque a Laura é muito legal.

– Vou contar aos meus pais, agora. – Eu completei.

– Que bom liguei com essa intenção, mesmo. – Ela falou.

– Vou falar agora mesmo, tchau.

– Fala mesmo hein… nada de proteger o Paulo dessa vez, tchau. – Ela disse e desligou.

Ligação off

Amo muito meu irmão Paulo, porém dessa vez terei de dedura-lo a meus pais, o que ele fez foi muito feio, ainda bem que o meu pai já voltou do trabalho, fui até a cozinha e eles estavam lá, coragem Marcelina.

– Oi, pai, Mãe. – Eu disse com um pouco de medo.

– Oi, Marcelina. – Eles disseram a minha mãe, depois o meu pai.

– Houve algo filha? Você está com uma carinha. – Minha mãe perguntou.

– Sim e envolve o Paulo. – Eu disse apreensiva.

– O que aquele moleque fez dessa vez? – Meu pai perguntou num tom agressivo.

Será que se eu contar ele vai bater no meu irmão? Que medo.

– Conta logo o que esse moleque aprontou filhinha. – Meu pai pediu.

Laura ou meu irmão, aí meu deus, mas se eu não contar eles vão saber do mesmo jeito e a mamãe com toda a certeza, defenderá o pobre Paulo, tomara.

– É que.... – Eu não consigo falar.

– Conta logo filha, estou ficando nervosa. – Minha mãe pediu.

– Primeiro vocês prometem não bater no Paulo. – Eu falei.

– Depende. – Disse meu pai.

Mas minha Mãe piscou para mim é só podia significar uma coisa, ela defenderá o Paulo do papai, que bom, ele não merece que o Papai bata nele, merece só uma bela bronca, mas uma surra já e demais.

Marcelina off

Paulo:

Estava tranquilo no meu quarto pensando num jeito de obrigar a chata da Marcelina a fazer meu dever de casa, ou a me dar o dela para eu copiar – valeu a pena repetir de ano, assim fico na mesma sala dela e não faço mais dever de casa, nunca.

Quando de repente:

– Paulo Guerra, compareça a sala agora mesmo moleque. – Meu pai gritou, eu estou frito.

– Já vou. – falei e fui no mesmo instante.

Chegando lá vi a tampinha da Marcelina então me defendi.

– Não fiz nada é tudo mentira dessa tampinha, acreditem em mim.

– Marcelina, saia. – Meu pai disse.

– Mas pai.... – Ela disse, fazendo a triste.

– Mas pai nada, só saia. – Meu Pai falou, ela bem que mereceu, ela saiu e eu perguntei.

– O que eu fiz dessa vez?

– Você humilhou uma colega sua no ensaio, hoje. – Minha mãe disse.

Aquela baleia feia não é minha amiga, não acredito que ela já fez fofoca para a Demente da minha irmã. – Pensei.

– Fala alguma coisa moleque, senão eu te meto a porrada, agora mesmo. – Meu pai disse e eu gelei.

Aquela orca vai me pagar caro por isso, amanhã mesmo e a Marcelina também. – Pensei.

De repente meu pai foi para cima de mim, já que eu não conseguia pronunciar sequer uma palavra para me defender daquela acusação super injusta, afinal eu só falei a verdade, agora falar a verdade é errado, ele ia me bater então fechei os olhos para esperar a dor, mas não senti nada então os abri de novo e vi minha mãe na minha frente chorando e gritando.

– Não bata no Paulo, por favor Roberto. – Ela disse chorando muito.

– Você está arrependido? Não está filho. – Minha mãe perguntou para mim e saiu da minha frente para que eu pudesse dizer a resposta olhando nos olhos de meu pai, quando nossos olhos se encontram eu abaixei a cabeça, pois iria mentir, Claro que eu não estava arrependido, mas não poderia dizer a verdade, estava com um baita medo dele.

– Sim. – Eu respondi bem baixo e com a cabeça abaixada.

– Diga alto, eu acho que não ouvi direito e olhe nos meus olhos. – Meu pai gritou e eu me assustei, mais é óbvio que ele ouviu bem, porém queria me humilhar, tenho que colocar meu lado ator para fora e falar com verdade.

– Sim. – Eu repeti em alto e bom som, olhando bem em seus olhos e torcendo para que ele acreditasse.

Será que o Pai de Paulo acreditará nele?

Veja no próximo capitulo....

Notas finais
Será que o Pai de Paulo acreditará nele? Veja no próximo capitulo