O que você seria capaz de deixar por uma amizade?
53 Enquanto eu estou feliz, você está triste
Notas iniciais
Laura:
Muito legal essa ideia do Daniel, a galera estava mesmo precisando se unir, ainda mais depois da briga do Jorge com a Majo e aquele jogo, jogo aquele que eu quase me dei mal, o Mário queria que eu confessasse que eu gosto dele de qualquer jeito, mas eu não sei porque se ele gosta mesmo é da Marce, e eu já o esqueci totalmente, ok, mentira, eu não o esqueci ainda, mas como eu disse: ainda, mas eu tenho certeza que quando eu estiver colocando meu querido plano em prática nem vou lembrar quem é Mário Ayala.
E nem vou pensar naqueles olhos lindos que me hipnotizam, naquele sorriso meio tímido de lado dele, no jeito dele.....
Eu estava sentada tranquilamente quando alguém resolveu me importunar, quer dizer, me pedir algo.
– Laura, você pode pegar uma limonada para todos? – Pediu a ridícula da Marg.
Só podia ser a Margsonsa mesmo. Como se eu fosse empregada dela, mas como eu sou gentil, eu disse:
– Claro, querida. – Eu, disse, sendo um pouco falsa.
Mas eu vou buscar a limonada não por ela, mas pelo resto dos meus amigos.
– Já volto meninas. – Eu, falei, a Majo e a Vale.
Eu me levantei a contragosto e segui em direção a cozinha, chegando lá eu peguei uns copos meio que sem vontade e peguei a jarra de limonada na geladeira, coloquei a jarra na pia junto com os copos para pegar uma bandeja para colocar tudo, quando de repente:
– Deixa que eu te ajudo. – Falou, aquela linda voz familiar.
Começa com Má e termina com rio, quem será? Estou só brincando, óbvio que é o Mário, né?
– O que você faz aqui? – Eu, perguntei, espantada.
– Eu vim te ajudar, porque não posso? Eu pensei que fossemos melhores amigos. – Ele, disse.
– Claro que pode, nós somos, não me entenda mal, mas eu pensei que você tivesse coisas mais interessantes para fazer do que me ajudar.
– Nada é mais interessante para mim do que passar um tempo com você. – Ele, falou, com um tom de voz doce.
– Tem certeza? E ficar com a sua namorada, não é mais interessante, não? – Eu, perguntei.
Ele se aproximou de mim e me beijou, um beijo apaixonante, igual de novela das seis.
O que ele estava fazendo? Apesar de eu gostar dele por tanto tempo, a gente nunca se beijou antes, foi bem melhor que nos meus sonhos.
– Isso responde a sua pergunta. – Ele, falou, com aquele sorriso de lado, depois do beijo.
Sorrir assim é maldade, eu amo esse sorriso dele.
– O que significa isso, Mário? – Eu, perguntei, meio que com muito medo da resposta.
– Significa que eu quero ficar com você. – Ele, me, respondeu, instantaneamente.
Que tipo de menina ele acha que eu sou?
– Eu não sou desse tipo que você está pensando, não, Mário.
– Que tipo? Do que você está falando? – Ele, perguntou, com uma cara de quem está super confuso.
– Do tipo que fica com um cara comprometido.
– Eu nunca ia achar isso de você, não entenda mal, para nós ficamos juntos, eu claro, que terminaria tudo com a Marce. – Ele me explicou.
– Ah... que susto.
– Eu gosto de você. – Ele, disse, olhando no fundo de meus olhos.
Será que ele sempre gostou de mim? Ou só gosta agora, porque eu emagreci.
– Mas você sempre gostou de mim? – Eu, perguntei, meio que por impulso.
– Desde do quarto ano. – Ele, respondeu, e eu gelei.
Será que isso é verdade?
– Então, o que você me diz? Você dizendo sim, eu termino com a Marce agora mesmo. – Ele, falou.
– É que ela é minha amiga e nossos amigos nunca entenderiam. – Eu, falei, meio que dando uma desculpa.
– Se você disser sim, eu tenho certeza que eles vão entender que a gente se gosta, e a Marce vai ter que aceitar com o tempo, a gente dá um jeito, afinal quem tem amor tem tudo. – Ele, disse, sendo super fofo.
– É mesmo....
Eu gosto dele também, mas a minha vingança vem em primeiro lugar, sempre, antes até que o meu primeiro amor, pois o que eu sinto por ele eu nunca senti com o Paulo, na época que eu gostava ou achava que eu gostava dele, então oficialmente o Mário é o meu primeiro amor.
– Qual a sua resposta? – Ele, perguntou, ansioso.
A minha vontade era de abraçar ele e dizer mil vezes sim, mas em vez disso, eu disse:
– A minha resposta é não, eu não tenho coragem de ir contra tudo o que eu acredito.
Peguei a bandeja, os copos e a jarra e corri para fora da casa e ele ficou lá parado.
Chegando lá, eu me sentei de novo.
A minha vontade era de começar a chorar, me sinto como se meu coração estivesse sangrando, mas o que eu fiz foi necessário, eu nunca poderia fazer o Mário feliz com essa vingança pendente, mas quem sabe depois da vingança possa dar certo, isso é se o Mário não me esquecer até lá.
Laura off
Mário:
Eu nem acredito que eu levei um fora da garota que eu amo, eu posso até estar com a Marcelina, mas é somente porque a Laura não quer ficar comigo, mas quer saber dessa vez eu aprendi a lição, não vou mais ficar insistindo em algo que não tem futuro algum.
Ela não deve mesmo gostar de mim.
Por um momento eu pensei que nós finalmente fossemos ficar juntos, mas pelo visto eu estava muito errado, como sempre.
Mas pelo menos valeu para a gente se beijar pela a primeira vez e pelo visto a última, o nosso beijo foi bem melhor do que eu imaginava.
A Laura é meu sonho impossível, eu preciso focar no meu real a Marcelina.
Decidi voltar lá para fora, afinal eu inventei uma desculpa para a Marcelina e se eu demorasse muito ela ia me pedir explicações e eu não tenho cabeça para brigas hoje.
Mário off
Maria Joaquina:
A Laura voltou muito esquisita da cozinha, o que será que houve? Logo em seguida o Mário veio também de dentro da casa, será que eles tinham tido uma conversa? Era uma ótima explicação para esse nervosismo todo, por parte dos dois.
Eu percebi que seu Fernando o caseiro nos observava de longe. Principalmente a Valentina, sua filha, com o Cirilo.
Alguns minutos depois:
Seu Fernando finalmente foi embora e o Mário e a Laura haviam se acalmado e o clima estava ótimo, a galera estava bem unida, menos o Jorge que não quis vir e ficou no quarto, será que ele está triste pelo fim de nosso namoro? De certo que não, afinal tudo o que ele disse para mim deveria ser mesmo verdade.
– Quem quer cantar? – Perguntou, Daniel.
– Eu.
– Eu também. – Disse, Marg, me copiando.
– Também. – Falou, Vale.
– Eu também quero. – Disse, Laura.
Primeiro a chata da Margarida cantou, uma música super desinteressante, que nem me importa o nome, logo em seguida eu cantei: Fugir agora, depois Vale cantou: Me passam coisas, e finalmente Laura cantou: Não faz mal.
Depois assamos os marshmallows e estavam deliciosos, tinham de várias cores, rosa, azul, verde, amarelo e violeta.
Passamos várias horas ali nos divertindo e outros de nossos amigos cantaram também, até o tímido lindo do Daniel, o Jaime se arriscou também, até a Bibi cantou uma música em inglês, foi muito engraçado.
Logo as horas voaram e fomos nos deitar.
Quarto meninas 0:00
– Eu estou super ansiosa para chegar amanhã. – Disse, Vale, animada.
– Porque? – Perguntou, Marce.
Nem eu e a Laura que éramos as melhores amigas dela sabíamos o motivo, pelo menos eu não sabia, mas desconfio que a Laura também não.
– Porque minha mãe e eu combinamos na ligação da semana passada, que ela ia me ligar amanhã, por isso eu estou animada, eu estou morrendo de saudades de meus pais. – Ela, respondeu.
Eu não sei se eu conseguiria ficar longe de meus pais assim, só de pensar me dá uma péssima sensação.
– Boa noite. – Eu, disse, a todas.
– Boa noite, Majo. – Todas as meninas responderam, menos a Margtonta como sempre.
Sinto que hoje eu não vou ter insônia.
Maria Joaquina off
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