Notas iniciais
Me esforcei o tanto que eu podia no tempo que eu tinha. Espero ter melhorado em alguns aspectos e não ter deixado a história muita monótona. Porém lembre-se: Isso é só o começo.

“Yusa?” – Pensou Yoshiaki. “Esse nome... Ele...”

Fuyumi olha confusa para Yoshiaki, que acaba se perdendo em seus próprios pensamentos.
O sinal da aula seguinte toca então Fuyumi se despede:

– Vou voltar para o meu lugar, Yoshiaki-san. Espero que você não durma nessa aula!

Yoshiaki desperta do transe e responde:

–Ah ahahaha... Tudo bem! Pode deixar comigo.

O tempo demora a passar. Yoshiaki não estava prestando atenção na aula, mas sim, envolto em seus pensamentos.

“Yusa. Esse nome não me é estranho. Poderia jurar que conheci alguém com esse mesmo nome... Porém não me recordo onde, nem quando foi.”
– Yoshiaki. – O professor chama, porém Yoshiaki não responde. –Yoshiaki-san!

Yoshiaki sai do seu pequeno mundo, e volta à realidade.

– AH! E-eu! P-p-presente! – Responde ele desesperado.

A sala toda cai na risada. O professor suspira então fala:

– Sei que você está com saudade das férias, mas, por gentileza, você poderia prestar atenção na minha aula?

–Desculpe professor...

– Tudo bem. Então, por favor, leia o segundo parágrafo do texto da página 22 para mim.

E assim seguiu a aula.

Ao fim do segundo período, estavam todos exaustos. Todos os alunos se arrumando para ir pra casa ou irem aos seus respectivos clubes.
Ao sair para o pátio, lá estava Yasuhiko a espera de Yoshiaki.

– Yo! – Cumprimentou Yasuhiko.
– Olá. – Respondeu Yoshiaki.

Então os dois começaram a descer as escadas.

– Então, Aki-kun, você não é de nenhum clube? — Perguntou Yasuhiko.

– Não me interesso por muitos, sabe? Os de esporte estão fora de questão, não sou um bom atleta. Os de música me agradariam, se ao menos eu soubesse tocar algum instrumento. Preciso contar mesmo Ocultismo? Sou muito ruim como ator para fazer parte do clube de Teatro. Sendo assim, fico sem fazer parte de clube nenhum.

Yasuhiko olha tristemente para Yoshiaki, então seus olhos brilham ele fala:

– Você é tão inútil quanto eu! Não me sinto tão sozinho agora!

“Erm... Acho que minhas notas são melhores que as suas.” Yoshiaki pensou em falar, mas deixou seu amigo ter seu momento de felicidade.

Então os dois, descendo para o pátio do segundo andar, passam enfrente dos integrantes dos clubes tentando conseguir mais membros.

– Incrível... É muita gente procurando novos membros... – Diz Yasuhiko observando o pátio cheio.

Continuam andando entre as pessoas, então passam por várias salas de grupos. Até que, em meio da gritaria, um acorde de guitarra ganha lugar.

– QUAL É SEUS PERDEDORES!?

Todos que estavam nos corredores olharam para uma garota que estava em pé, em cima de um amplificador e com uma guitarra na mão.

– SE VOCÊS TÊM TANTO TEMPO PRA JOGAREM FORA, JOGUEM FORA FAZENDO ALGO QUE PRESTE!

Era uma garota baixinha. Falava rápido e alto, tinha cabelos e olhos da cor rosa. Conseguindo chamar a atenção de todos, começa a tocar riffs pesados com sua guitarra.

– É ISSOAÊ!

De repente outra garota aparece por trás da que estava em cima do amplificador e então, chuta ela de lá. Essa garota aparentava ser mais velha. Ela era alta, cabelos castanhos e olhos de um cinza escuro penetrante.

– O que você tá fazendo sua idiota?! – Gritou a garota de olhos cinza.

– S-senpai... Eu só to chamando novos membros pro clube, e...

– Ah, claro, sua babaca. Convidando eles pro clube enquanto os chama de idiota. Com certeza vai vir alguém. Vai, leva esse amplificador de volta pra sala, a gente vai ter uma conversinha.

A garota de olhos cinza então vira para todo mundo que estava assistindo o pequeno show que aconteceu e pede desculpas:

– Desculpa pelo transtorno galera! Essa, babaca – Diz ela olhando para a garota de cabelo rosa que estava se esforçando ao máximo para carregar o amplificador, sozinha – não quis realmente ofender ninguém. De todo jeito, o clube de música está aceitando novos membros, espero que os interessados venham a nossa sala! Desculpem, e obrigado!

Então, tudo volta ao normal. A gritaria dos corredores, o corre-corre dos membros dos clubes, etc.

Yoshiaki e Yasuhiko saem da escola e vão caminhando pra casa.

– Aquilo tudo acabou acontecendo e eu nem te perguntei Yasuhiko-kun. E você, mesmo sendo um inútil, não quer entrar pra algum clube?

Yasuhiko para um pouco pra pensar, e então começa a andar olhando pra cima. Ele não desviava das pessoas que vinham na direção contrária da calçada, simplesmente encarava o céu e continuava andando.

“Será que foi por isso que eu acabei trombando com ele no corredor?” – Pensou Yoshiaki.

Então, de repente Yasuhiko para e fala:

– Ahá! Eu sei um clube perfeito pra gente!

– Erm... Como assim?

– Um clube que poderia englobar todas as pessoas inúteis como nós! O clube da inutilidade.

“Um clube assim poderia realmente existir?” Pensou Yoshiaki.

Quando iria dar uma resposta, Yoshiaki olha para Yasuhiko e vê que ele está completamente feliz com a nova ideia de clube, então não quis estragar a felicidade do amigo.

– Com certeza, o clube da inutilidade seria muito útil. – Disse Yoshiaki rindo.

Os dois se despediram numa bifurcação e cada um foi para sua casa. Andando pela rua, Yoshiaki para em frente a sua própria casa e a observa.

“As luzes estão todas apagadas. Será que eles saíram?” Pensou ele.

– Estou de volta! – Gritou Yoshiaki, assim que entrou em casa, porém, como esperado, ninguém respondeu.

Ele vai direto para cozinha, então vê uma carta deixada por seus pais em cima da mesa:

“Kacchan, eu e seu pai saímos para fazer uma visita a Sra. Hanako. Aconteceu um pequeno imprevisto. Chegaremos tarde. Coma a janta que eu deixei dentro do forno e durma cedo!
Com amor, mamãe.”

A mãe de Yoshiaki trabalha como psiquiatra. Então, quase sempre, sai de casa em horários aleatórios. É uma mulher muito esforçada. Dedica-se de corpo e alma ao trabalho e a família. Já o pai de Yoshiaki é um homem de negócios. Era gerente de um estabelecimento até pouco tempo, porém está “tirando umas férias merecidas” por causa de um pequeno acidente que ocorrera no ano anterior. Então, com tempo de sobra, o pai de Yoshiaki sempre leva a mãe aonde quer que ela precise ir, no horário que ela precise ir.

Resumindo: Noites, dias e semanas sozinho em casa já é normal para Yoshiaki.

Após terminar a janta, Yoshiaki lava os pratos e sobe para o seu quarto. Normalmente ele estudaria após a janta, mas pensamentos estranhos estavam enchendo sua cabeça.

Ele entra no quarto e se joga na cama para tentar colocar a mente em ordem.

“Yusa... Eu realmente preciso saber mais sobre essa pessoa. Ah, verdade, tem aquele sonho estranho. Uma promessa. Não me lembro de ter prometido nada pra ninguém... Isso é estranho. Talvez seja só o cansaço atacando na hora errada.”

“An...” – Um sussurro.

– Argh! Para com isso, já chega! – Yoshiaki Grita. – Essa voz que fala dentro da minha cabeça, ela não é minha! É o cansaço, só pode ser o cansaço.

Então ele acaba dormindo.

“Minha visão está embaçada...” – Observou Yoshiaki. – “Ah, verdade, isso é um sonho. Mas parece tão real.”

“- Hey! Oto... –kun!” – Uma voz chamou alguém dentro do sonho.
“ Hum? Eu não consegui ouvir direito o nome, mas parece que esse sou eu.”
“-Bom dia, ... !” – “Hein? Eu não tenho controle de mim mesmo nesse sonho?”
“- Assim que acabar o café da manhã, vamos ter uma reunião de urgência no ... Vamos ter que ir para a Guild mais uma vez!”
“- O.K. ...uri!”

Despertador. Dor de cabeça. Silêncio.

Yoshiaki, ainda sonolento, levanta e vai para o banheiro.
Depois de acordar de verdade, percebe que seus pais ainda não voltaram. Ele faz um rápido café da manhã e vai cedo para escola, como sempre.

Ao chegar, é um dos poucos alunos sem clube que vão cedo para a escola. Observou os clubes de Kendô, Arco e flecha, baseball e futebol. Yoshiaki apreciava o esporte, só não era bom o bastante para praticar. Foi então que ele se lembrou da garota de olhos cinzas e o clube de música.


“Ah... Ainda tem tempo até o primeiro período, então, por que não dar uma passadinha por lá?” – Pensou Yoshiaki.

Ao chegar perto da porta do clube ele começou a ouvir uma música. Provavelmente eles estavam ensaiando.

“Isso é tão... Nostálgico.” – Pensou Yoshiaki, ouvindo a canção escondido.
“... Song.” – Um sussurro.

A voz na qual sussurrava aos ouvidos de Yoshiaki não era a dele. Era uma voz diferente a cada sussurro. E essa última tinha o mesmo timbre da garota de olhos cinza.

A música chega ao fim. Yoshiaki sorri e então decide não entrar.

O primeiro período começa. A manhã estava fria, muito mais que o normal.

“Levantem-se. Reverencie. Sentem-se!”.

As aulas foram normais. O primeiro período passou lentamente. Então o intervalo chegou.

Yoshiaki sai da classe e vê Yasuhiko o esperando.

– Bom dia! – Diz Yasuhiko.

– Bom dia.

Os dois então vão juntos para o refeitório.


– Então, Aki-kun, eu procurei um clube que fosse como o que eu queria sabe? O clube das inutilidades, mas nenhum correspondeu aos meus critérios. Sendo assim... – Disse Yasuhiko, com um tom profissional -... Resolvi criar o meu próprio!

“Erm... isso não vai acabar bem.” – Pensou Yoshiaki.

– Falei com os professores sobre a criação de um novo grupo. Eles concordaram contando que: O grupo faça pelo menos uma coisa útil por semestre e que tenhamos no mínimo cinco integrantes. – Contou Yasuhiko.

– Então você só precisa de mais quatro membros! – Falou Yoshiaki querendo se safar.

– Exatamente! Quatro mem... Hein?! Como assim Aki-kun? – Yasuhiko fica com lágrimas nos olhos e então continua. – Você não vai participar do clube? Mas seria o nosso clube, e... e... – Acaba não aguentando e começar a chorar.

– Ok, ok! Já entendi! Eu tava só brincando, eu vou fazer parte! – Disse Yoshiaki desesperadamente.

Logo Yasuhiko para de chorar e começa a gargalhar.

– BWARARARARA! Vamos Aki-kun! Vamos conseguir mais três membros pro nosso clube!

Assim que terminaram de comer no refeitório foram até a sala dos professores tratarem sobre clube.

–Erm... Isso é a nossa sala pro clube? – Perguntou Yoshiaki.

– Sim! Não é linda?! – Respondeu Yasuhiko.

A sala era na verdade um quarto de tamanho médio, cheio de bugigangas e tranqueiras que ninguém mais queria. Estava muito sujo e aparentava não ter entrado sol lá por muito tempo.

– Então, vamos começar! – Disse Yasuhiko.

– Começar? Mas o intervalo já tá acabando e...

– Deixa disso! O segundo período é tão chato! Vale mais a pena se a gente adiantar as coisas pro nosso clube. – Falou Yasuhiko entrando no quarto para abrir as janelas.

“Concordo que o segundo período é cansativo, mas... e se encontrarem a gente aqui?” Pensou Yoshiaki. “Nah, é só relaxar e fazer!”

Então os dois amigos começam a tirar as coisas do quarto e selecionam as coisas que poderiam ser úteis para o clube da inutilidade.

Enquanto levava uma grande caixa de lixo para fora do prédio, Yoshiaki acidentalmente se encontra com Fuyumi.

“Argh, droga! Pior hora pra isso. Já sei! Vou levantar a caixa pra frente do meu rosto, assim ela não vai saber que sou eu!” – Pensou Yoshiaki.

Então ele o faz. Levanta a caixa à frente do rosto e continua andando. Passa por Fuyumi, que para e fala:

– Nossa... Pra onde será que o Yoshiaki estaria andando hein? – Começou ela, ironicamente. – O material dele está na classe, mas nem sinal dele pela escola!

Yoshiaki começa a andar mais rápido. Fuyumi vai atrás dele e diz:

– Hey, garoto que provavelmente eu nunca conheci nessa escola, você conhece o Yoshiaki? Ele é um garoto da mesma altura que você, anda do mesmo jeito que você e tem a mesma cor de cabelo que você tem! Será que você não o viu por ai? – Perguntou Fuyumi ironicamente.

– Argh, droga... – Yoshiaki murmura, sabendo que foi descoberto.

– Muito bem, Yoshiaki-san. O que você tá fazendo matando aula hein? – Perguntou Fuyumi.

– Erm... é uma longa história.

– Tenho tempo de sobra, já que VOCÊ me fez perder essa aula. – Fuyumi falou irritada.

– Como é? Hey, isso é ilógico! Eu não poderia...

Yoshiaki para de falar e vê que Fuyumi está o encarando seriamente. Yoshiaki suspira, então começa a contar sua situação.

– Ahahahahaha! Clube da inutilidade?! Sério mesmo?! Ahahahahaha! – Fuyumi ri até perder o fôlego.

– É... Foi por isso que eu decidi cabular o segundo período. – Falou Yoshiaki.

– Se você for pego, os professores irão te matar! – Diz Fuyumi.

– Ah hahaha, isso seria impossível porque aqui a gente não pode mo... – Yoshiaki para sua frase no fim.

“A gente não pode morrer? Da onde eu tirei isso?!” – Pensou Yoshiaki consigo mesmo.

– Eei! Yoshiaki-san? – Fuyumi olha confusa pra ele.

– Ah... Erm. Quer vir ver a sala do clube? Você já perdeu a aula toda mesmo.

– Hum... Verdade... Ok pode ser.

Os dois então vão caminhando lado a lado para a sala do clube. Yoshiaki fita Fuyumi, que não fala nada durante o caminho.
“Ela sempre foi quieta assim?” – Pensou ele.
Agora que eles estavam juntos, Yoshiaki percebeu que Fuyumi usava um fone de ouvido numa orelha só. Não aparentava estar escutando música ou algo assim. Só era um fone no ouvido.

Chegando a sala do clube, Yoshiaki percebeu que Yasuhiko não estava por lá e que a sala estava bem mais ajeitada que antes. Não havia mais tranqueiras, a sala estava com menos pó e havia luz.

– Chegamos. – Disse Yoshiaki.

Os dois entraram e ficaram esperando Yasuhiko retornar de onde quer que ele tenha ido.

“Yusa.” A voz sussurra novamente esse nome.
“Yusa, Yusa, Yusa! Quem é essa pessoa?! Eu sei que eu já a conheci em algum lugar, mas onde?” – Yoshiaki acaba se perdendo em seus próprios pensamentos.

Então, novamente acontece o que ocorreu na sala de aula. Os olhos de Yoshiaki pesam, e ele acaba desmaiando.

“-Yusa, qual a situação atual da operação ...nado?” – Diz uma voz familiar.

“De novo esse sonho?” – Pensa Yoshiaki. “ Argh, é horrível. Tá tudo embaçado, faltam palavras. Que inferno!”

“- Yu...i-san! O Anjo apareceu!” – Alguém gritou.
“Hein? Anjo?” – Pensou Yoshiaki.

“- Esperem! Não atirem! Parece que o anjo está... diferente.” – Diz Yoshiaki dentro do sonho.

“Atirar? Anjo? Por que eu to falando isso?!”

“- Como assim Oto...-kun?!” – Diz uma outra voz.

“- Ela parece estar... pacífica.” – Responde Yoshiaki.

“Do que essas pessoas estão me chamando? Eu não consigo entender!”

Ao longe, mesmo com a visão quase completamente embaçada, Yoshiaki percebe que alguém se aproxima cada vez mais do prédio na qual ele está. As únicas coisas que ele conseguia distinguir na pessoa eram os longos cabelos cinza-esbranquiçados e sua estatura baixa.

Escuro. Luz. Dor de cabeça.

– Argh... mas hein? – Yoshiaki acorda deitado numa cama.

– Ah! Aki-kun! Eu fiquei com tanto medo que você tivesse morrido! – Disse Yasuhiko com os olhos cheio de lágrimas.

– Ahaha, mas eu já disse! Aqui não dá pra morrer! – Disse Yoshiaki convicto disso.

Yasuhiko olha confuso para Yoshiaki e então começa a chorar.

–Não pode ser! O Aki-kun ficou maluco! E agora, como eu vou conseguir mais quatro membros pro clube!?

“Ah. De novo eu disse isso.” – Pensou Yoshiaki consigo mesmo.

– Ah ahahaha. Tô só brincando... Mas Yasuhiko-kun, como eu vim parar na enfermaria?

– Assim que eu voltei pra sala do clube, tinha uma garota tentando arrastar você pra fora da sala. Ela olhou calmamente pra mim, sem expressão alguma, e me pediu: “Ei você, me ajuda aqui”.
Ai então a gente te arrastou pra cá.

“Argh... Verdade, eu me esqueci de que estava com a Fuyumi na sala do clube.” – Pensou Yoshiaki preocupado.

– Erm... E essa garota, onde ela tá agora? – Perguntou Yoshiaki.

– Ela disse que ia voltar pra sala do clube. – Respondeu Yasuhiko.

Yoshiaki então se levanta e vai voltando para a sala do clube junto com Yasuhiko.

– V-você tem certeza de que já pode sair andando assim por ai Aki-kun? – Perguntou Yasuhiko bem preocupado.

– Claro que posso, não foi nada de mais. Acho que foi só o cansaço. – Responde Yoshiaki.

Quando os dois chegam à sala do clube lá está Fuyumi, sentada no chão a espera dos dois.

Yoshiaki encara Fuyumi, e vê o fone no ouvido dela. Ele se lembra do sonho.

“Yusa.” – Sussurra voz.

– Yusa... – Yoshiaki murmura enquanto encara Fuyumi.

– Yusa! – Ele repete, olhando pra Fuyumi.

Então, o borrão que havia nos sonhos começa a se focar na mente de Yoshiaki. Ele relembra o sonho e vê a Yusa (Fuyumi) no sonho.
De repente ele sai correndo da sala do clube. Sai correndo sem rumo, não sabe pra onde vai e não sabe o que pensar.

“E-eu me lembro...” – Pensa Yoshiaki consigo mesmo, enquanto corre.

“A frase que eu achava que era uma piada. Yusa. Operação Tornado. Anjo. Eu me lembro de tudo.” – Repete Yoshiaki consigo mesmo.

Ele acaba dando de frente com a sala do clube de música. Suas pernas o levaram inconscientemente até ali. Ele escuta o som de violão. Olha pela Janela da sala e vê a garota alta de lindos olhos cinza tocando uma música.

– Hisako-senpai... – Murmura

Yoshiaki volta a correr. Entra no banheiro masculino e se tranca lá.

“Yuri, Yusa, Hinata, Yui, Hisako, Oyama... Pessoal! A vida pós-morte. Os NPCs... Eu me lembro de tudo!” – Pensa Yoshiaki Consigo mesmo.

“Ou melhor... quase tudo. O Anjo. Eu sei que a pessoa não era realmente um anjo, mas quem era eu não me lembro! E o meu nome, meu antigo nome... Qual era? E a minha vida antes dessa, como foi?” – Questões muito complexas começam a aparecer na mente de Yoshiaki.

“Vamos nos encontrar no mundo real, eu juro!” – A própria voz ecoa na mente de Yoshiaki.

Yoshiaki sai de dentro do banheiro e vai lavar o rosto para se acalmar um pouco.

– Foi essa promessa. Ela que está fazendo isso com você. – Diz uma voz desconhecida no banheiro.

Yoshiaki olha e vê um garoto com um uniforme diferente do dele. Aparentava ser mais velho e tinha cabelos escuros.

– Quem é você? – Perguntou Yoshiaki confuso.

– Esqueça essa promessa. Isso vai fazer bem pra você. – Diz o garoto.

O garoto sai do banheiro e Yoshiaki o segue.

– Ei, volta aqui, o que você quis dizer com isso, hein... ? – Yoshiaki sai do banheiro, porém não há sinal do garoto.

– Mas que diabos está acontecendo aqui?! – Grita Yoshiaki.

Notas finais
Então galera, atualmente minha semana e fim de semana estão bem corridos pra um começo de ano. Juro que assim que as coisas ficarem mais tranquilas eu vou escrever mais em menos tempo, porque ideia é o que não falta. Como sempre, estou aberto a críticas. Abraços!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.