— Bom dia. — Sussurrou rouco, coçando os olhos como sua filha faz sempre que acorda.

— Bom dia, desculpa não quis te incomodar, é que precisava muito ir ao banheiro.- Sorri tímida, tentando ignorar a bela voz e vista ao meu lado, por Deus como era difícil.

— Tudo bem, sem problemas. Eu não gosto de acordar tarde quando venho pra cá, aproveito cada segundo daqui, mas fui eu quem tava incomodando. – Sorriu sem jeito. – Devia está doendo já, fique ciente que você nunca me incomoda.

— Eu não conheci o lugar todo, mas deve ser lindo. Relaxa, tava dando pra agüenta, nem percebi durante à noite. Se tivesse incomodada realmente teria te empurrado, pode ter certeza.

— Ah com certeza, vamos na cachoeira que tem aqui e você vai amar o lugar, vou ignorar sua grosseria. Trouxe roupa de banho?

— Ninguém me falou nada, afinal vim como babá da Dulce. Mas ando sempre prevenida. — Sorri.

— Você sabe que já é da família, mesmo que não queira, então é melhor ir se acostumando. Nós somos imprevisíveis.

— É eu sei. E eu agradeço esse carinho todo de vocês comigo.

— Não tem que agradecer por nada, você merece.- Sorri da sua cara fofa e amassada. Confesso que deu vontade de apertar suas bochechas e assim o fiz. – Você é tão fofinho cara. – Gargalhei ainda mais.

— Não se aproveita garota, não me dá asas Ceci. – Sorriu safado.

— Você sempre com segundas intenções.

— No nosso caso pode colocar as terceiras, quartas, quintas intenções porque com certeza elas ainda serão fichinha perto de nós, você não tem noção de como me provoca. – Sussurrou já perto de mim novamente, da outra vez eu afastei-o, mas dessa vez confesso e sei que tenho que manter ele longe pelos riscos que ele me oferece, mas não é isso que quero realmente.

— Você fala demais e age menos esse é o problema. – Sorri com o carinho terno em minha bochecha.

— Você gosta. – Sussurrou mordendo meu pescoço, mas uma voz preencheu o lugar.

— Mammãaaeeee. – Sorriu pulando em NOSSA cama fazendo com que nos separássemos.

— Oi meu amor- Sorri tímida beijando sua bochechinha rosada, me levantei indo até o banheiro e fazendo minha higiene matinal. Escovei os dentes e arrumei meu cabelo, fazendo um coque desajeitado, reparei na mancha vermelha em meu pescoço, conseqüência dos atos impensáveis do Gustavo, mas a culpa não era totalmente só dele.

— Completa? — Gustavo olhou pra mim e olhou pra ela novamente, com a maior cara de bobo.

— Sim, sim. Meu papai, minha mamãe e eu. E tem os meus titios lá fora. — Ela falou com a maior pureza e sinceridade do mundo. Corri para junto deles os abraçando. E como eu estava me sentindo? Por dentro muito feliz, mais feliz que o normal.

— Então vamos agora princesa. – Sorri nos afastando.- Pois o dia será bem alegre e agitado pelo que eu estou vendo. Vamos deixar seu papai se arrumar, vem. — Peguei ela em meu colo e saímos do quarto.

Cecília On— Levei a pequena para tomar café uma mesa farta nos esperava, fizemos as orações matinais junto com o Gabriel, dei um banho na minha porquinha favorita que tagalerava mais do que nunca, seguimos pra cachoeira onde a vista era esplêndida, inexplicável a visão que tínhamos ali. A pequena correu sentando nas pedras olhando um peixinho que passava pelas águas tranquilas do riacho que se formava.

— Mamãe vamos tomar banho?

— Deixa eu te ajudar a tirar esse vestido e passar o protetor nesse rostinho.

— Mamãe?

— Oi princesa.

— Quem te ajuda com o protetor?. — Pensou e nem esperou que respondesse.- Eu empresto meu papai ele te ajudaria com o maior prazer né Papi?

Gustavo engasgou em pleno sinal de nervosismo puxou a camisa como se ali tivesse uma gravata o enforcando.- Sim meu amor ajudaria com muito PRAZER. — Disse me olhando com certa malícia nos olhos.

— Não tem necessidade, eu consigo passar o protetor.

— Sozinha? Eu duvido mamãe. — Sorriu sapeca.

— Vem princesa da tia, vamos entrar nessa cachoeira maravilhosa. — Estefânia chamou Dulce, pegando em sua mãozinha e as duas entraram na água, começando a se divertir. Deixando somente eu e o Gustavo.

— Só pra constar minha opinião eu iria amar passar protetor em você. — Disse com a maior cara sínica.- Não precisa se fazer de difícil, ainda não terminamos o que começamos está manhã.

— Não preciso. — Tentei controlar a vontade de sorrir.- Isso é um sinal, sempre nos interrompem.

— Se precisar já sabe... Sinal de nada, você tem sorte, quando eu te pegar Cecília...

— Preferia você doente, acordou muito saidinho.

— Prefere nada tava toda preocupada que eu sei. Vem logo pra cachoeira com a gente disse tirando a bermuda revelando sua sunga mais que perfeita com a plena visão do inferno diga-se de passagem, cara ele é muito lindo. — Suspirei lembrando que ele havia falado comigo não da pra raciocinar direito assim.