O que tem por trás de uma carinha de anjo?
22 Capítulo 22
Notas iniciais
— Calma primo, não claro que não, nossa menina é forte, vim aqui fora um pouquinho pra te chamar, a febre não quer baixar, ela tava desidratada levei uma bronca danada da médica, mas ela continua a delirar chamando pela Cecília. Deixa de ser tolo e liga pra ela de uma vez. — Falou me abraçando ao ver que eu já chorava.
— Eu liguei, mas ela não me atendeu. — Funguei me afastado do abraço, não sei quanto tempo passei ali chorando... Sendo interrompido por aquela voz.
— Acharam mesmo que eu não iria vir? — Disse Cecília chegando ao nosso encontro, junto com sua irmã, os deixando mais aliviados.
— Cecília eu nem sei...
— Não precisa dizer nada Gustavo. — Falou o interrompendo. — Eu demorei, mas cheguei, afinal eu amo a Dulce Maria como se fosse uma filha, e se ela está precisando de mim estou aqui, eu a prometi que sempre estaria ao lado dela. Mas antes de tudo só quero que não confunda, eu vim, mas isso não muda o que estou sentindo, suas palavras me machucaram demais. -Falei, Gustavo não me olhou em momento algum apenas assentindo devagar.- Mas isso não vem ao caso agora. O que aconteceu? Como ela está?
— Desde seu afastamento forçado ela vem tendo febre, não come e hoje ela desmaiou. — Disse Estefânia.- Ela estava sentindo sua falta e juntou tudo, porque ela também não está falando com o Gustavo ainda.
— Posso vê-la?
— Sai de lá faz pouco tempo, está dormido tomando medicação pelo soro, mas a médica disse que está tudo sob controle, a febre não cedeu ainda e ela estava delirando muito chamando teu nome.
— Meu Deus, deixa eu ir lá.
— Vai Ceci e tome conta da nossa pequena. – Gustavo sussurrou ainda sem levantar o olhar para mim.- Ela está no segundo quarto, à direita.
— Está bem, vem comigo Fafá?
— Não não Cecí, vai você sozinha é melhor. Eu espero você aqui.
— Tudo bem. — Assenti e caminhei em direção ao quarto que estava a minha menina, abri a porta devagar e lá estava ela, com o bracinho esticado onde o soro era colocado em sua veia. Dormia tranquila, me aproximei dela e a observei por um tempo. — Minha princesinha, você tem que ficar boa... — Passei minha mão por seu rostinho. — Eu estou aqui com você e prometo que agora vou ficar sempre, seu pai querendo ou não. Eu juro... — Ia continuar, mas fui interrompida.
— Não precisa jurar, eu fui um tolo tentando manter vocês afastadas ela não consegue mais viver sem você. — Falei me aproximando. — Perdão Cecília, me desculpe por todas as burradas, eu não sei o que acontece comigo.- Enxuguei uma lágrima que escorreu, acariciando levemente seu rosto e ela por incrível que pareça não se afastou de mim.
— Tudo bem Gustavo, você está perdoado. Mais vê se aprende dessa vez, por favor. A sua filha precisa de você em todos os sentidos. Você é uma referência pra ela, um exemplo. Tenha certeza que ela é a pessoa que mais te ama nesse mundo. Então não deixa esse amor esfriar. Porque nada, NADA pode ser maior do que o amor entre pais e filhos. — Ele assentiu com a cabeça, deixando as lágrimas rolarem sobre seu rosto.
— Cecí... — A pequena dizia com a voz meio fraca, devido a sonolência, abrindo os olhos devagar.
— Oi princesa to aqui com você. Descanse meu amor, quero você forte e serelepe como sempre. — Sorriu.
— Promete que não vai sair do meu lado nunquinha? — Disse segurando em minha mão.
— Claro que eu prometo, vou ficar aqui do seu ladinho. — Abaixei e beijei seu rostinho.. — Seu papai está aqui, está todo preocupado. Você não acha que está na hora de voltar a falar com ele. Ele está precisando daquele abraço de urso que você sabe dar.
— Num sei se ele merece. — Piscou pra mim sem que ele percebesse.
— Tudo bem então, vou buscar um café Cecília você quer? Qualquer coisa me chama. — Falou triste já dando as costas para nós.
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