Notas iniciais
Ah Dulce, sempre serelepe...

Olhei tudo no quarto e por mais incrível que pareça estava tão tranqüilo pelo menos daquela fresta da porta era o que me indicava, realmente estranhei . – Olá, Dulce?- Sussurrei empurrando um pouco mais a porta e tudo o que eu vi depois foram tintas pegajosas de todas as cores, tudo sobre mim.

— Seja bem vinda. – Sorriu vitoriosa a garota em minha frente.

— Porque você fez isso menina?- Tentei soar o mais calma possível, o que eu poderia fazer?

— Eu não preciso de uma babá, muito menos preciso de você. – Ela falou tão convicta de tudo que realmente não parecia uma criança com apenas 4 anos. – Eu sei que você não precisa de nada, mas eu preciso do emprego. – Falei sussurrando, tentando limpar as grossas lágrimas que escorriam. Desci correndo encontrando um Silvestre horrorizado ao me ver.

— O que foi Cecília? Não precisa responder, Dulce Maria. – Suspirou rendido. – Venha se limpar a Franciele deve ter alguma roupa limpa que lhe sirva.

— Não precisa Silvestre, já vou indo mesmo, obrigada pela recepção. – Funguei.

— Mas você já vai assim? Não chore, persista.

— Já, acho que não tem muito o que fazer, ela disse que não me aprova, tenho plena consciência que ela quem decide, afinal eu estou aqui pra conviver com ela.

— Mas quem decide isso é o Senhor Gustavo. – Bufou. – Não se deixe vencer por aquela danadinha Cecília.

— Mas não tomarei conta dele e sim da pequena, não sei conviver onde não sou bem vinda. Agradeça por mim ao Senhor Gustavo, espero que ele não desista dela, apesar da recepção percebi pelo olhar dela que é uma menina de ouro, está apenas tentando chamar atenção. Enfim até mais Silvestre, obrigada mais uma vez, desculpa pela bagunça. – Sorri. — Que sujeira é essa aqui Silvestre? . – Eu não tinha conhecido aquela voz ainda, o poder que ela exerceu me intrigou, o pobre Silvestre olhou pra mim como se suplicasse uma resposta, eu nunca fico calada.... – Fui eu que trouxe algumas tintas pra uma dinâmica com a Dulce, só que deu errado eu me atrapalhei um pouco.- Fui interrompida.

— Senhorita Cecília? – Olhou-me como se eu fosse um ser de outro planeta, também com a quantidade de tinta que existia em mim, não deveria parecer outra coisa.

— Sim sou eu, mas já estava de saída.

— Como assim nem fomos apresentados e sua entrevista?

— Isso não importa agora Senhor.

— Claro que importa, lhe chamei pra isso não para uma visita. – Falei um pouco ríspido demais.

— Desculpa. – Olhou-me assustada. – Já estou indo.

— Perdão Cecília, não estou num dos meus melhores dias. – Suspirou. – Não precisa encobrir minha filha, eu sei que deve ter algo a ver com ela essa sujeira toda. – Disse triste. – Não sei mais o que fazer com ela, estou quase seguindo os conselhos da Nicole e colocando-a de vez no internato.

— Como é? Você vai fazer o que com ela?. – Falei indignada, não me importava mesmo, a boa impressão, já que não ia ficar aqui, mas eu precisava defender aquela garota. — Eu posso desistir sem tentar porque a filha não é minha, mas o pai dela, quer dizer o que dizem ser, desistir largando a pobre menina...- Fui interrompida mais uma vez.

— Quem você pensa que é? Você não conhece a Dulce Maria, ela nunca é adorável com ninguém, minha noiva mal quer aparecer aqui, por causa dela, não defenda, veja o que ela fez com você.

— Olha não vou pedir desculpas porque nem precisa, mas essa sua noiva não te merece já que ela não aceita sua menina, a garota é pequena demais pra bagagem que estão dando a ela.

— Quem você pensa que é? Eu decido a minha vida.

— Entendo, você decide a SUA vida, a Dulce escolhe a dela, ela não me quer aqui, como também não deve querer sua noiva, boa sorte, acho que você vai precisar dela. – Saí batendo a porta atrás de mim convicta de que tinha feito a coisa certa, porém triste porque ainda precisava de um trabalho.

Notas finais
O que será que vai acontecer?